sexta-feira, outubro 7

EBD 4º TRIMESTRE LIÇÃO 02: A PROVISÃO DE DEUS EM TEMPOS DE CRISE





Texto Áureo I Jo. 2.17 – Leitura Bíblica Ex. 16.1-15


 Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD



INTRODUÇÃO
Vivemos em mundo em crise, pautada em valores distorcidos, contrários a vontade de Deus. Diante dessa realidade, estudaremos na aula de hoje a respeito das implicações de viver em um mundo sem Deus. Mostraremos que a fé cristã se apresenta como uma alternativa, a fim de subverter os valores satânicos, que distanciam o homem do Seu Criador. Ao final, ressaltaremos a diferença que o cristianismo faz na vida de todos aquelas pessoas que tomam a decisão de ir após Cristo.

1. UM MUNDO EM CRISE
Vivemos em um mundo em crise, que se estabeleceu desde o princípio, quando a humanidade, em Adão, decidiu trilhar caminhos próprios, longe dAquele que o criara. João, em sua Epístola, destaca que o mundo jaz no maligno (I Jo. 5.19), esse não é o mundo criado, muito menos a humanidade, mas o sistema anticristão, que se distancia do padrão divino. O modelo diabólico que predomina no mundo é o de roubar, matar e destruir, enquanto que Cristo veio para dar vida às pessoas (Jo. 10.10). O mundo contemporâneo é marcado pela violência, que surge a partir da ganância, motivada pela crença em uma suposta liberdade. A globalização serve apenas aos interesses de uma minoria, que se serve de necessidades que são impostas às pessoas. Na mesma medida em que se globaliza as riquezas entre os mais ricos, também se expande a pobreza entre os mais pobres. O avanço tecnológico, ao invés de libertar as pessoas, está colocando-as em uma redoma de escravidão, da qual não pode sair. Estamos nos tornando cada vez mais dependentes de tecnologia, e o conhecimento científico não traz alento para as pessoas. Muito pelo contrário, as pesquisas científicas são realizadas com interesses econômicos, deixando a margem da sociedade aqueles que não consumir. Existe um humanismo desumano, que não considera a condição humana, na verdade tira proveito desta. Deus não é contra o humano, não podemos esquecer que o Verbo se fez carne (Jo. 1.1). Por isso, devemos defender tudo aquilo que é humano, pois o sábado foi criado por causa do homem (Mc. 2.27), por extensão, a economia, as ciências, a tecnologia. Mas infelizmente o que é humano tem sido colocado em segundo plano, há ainda o humanismo sem Deus, que naturaliza o ser, e o coloca em condição animalesca.  

2. VALORES DISTORCIDOS
Os valores humanistas desumanos, e às vezes, meramente tecnológicos, deturpam a sociedade, elegendo como prioridade o que é secundário. Por causa do relativismo, as pessoas querem viver cada uma como pensam, supervalorizando o individualismo em detrimento da coletividade. Como nos tempos em que não havia juízes sobre Israel, cada uma vez o que bem pensa e deseja, favorecendo, assim, a busca pelo prazer desordenado, sem considerar o outro (Jz. 17.6). Mas Deus haverá de trazer a juízo a distorção dos valores pela humanidade, aqueles que chamam o amargo de doce serão chamados a prestar contas (Is. 5.20). A sociedade contemporânea, através do secularismo institucionalizado, acabou por matar a ideia de Deus. Nietzche, o famoso filósofo, teve a audácia de declarar a morte de Deus. Mas Ele não pode morrer, pois é Eterno, e não vive como vivem os homens. Não podemos deixar de reconhecer, no entanto, que a sociedade optou por viver sem Deus. O resultado tem sido o mais trágico possível, Paulo avaliou essa condição em sua Epístola aos Romanos, constatando que essa opção traz julgamento sobre a humanidade, que convive com as consequências dessa alienação a Deus. O resultado é uma sociedade relativista, dominada pelo secularismo, e voltada para o desejo (Rm. 1.24).

3. A ALTERNATIVA CRISTÃ
A fé cristã continua sendo uma alternativa ao modelo de vida secularizado, pautado pelos valores do mundo. A saída cristã para essa crise está na submissão à vontade de Deus, que é sempre boa, agradável e perfeita (Rm. 12.1,2). Não devemos assumir o padrão deste mundo tenebroso, dominado pelos principados e potestades (Ef. 6.12), evidentemente não podemos sair do mundo – físico (Jo. 17.15), antes influenciá-lo, vivendo como sal e luz (Mt. 5.13,14). Contrariando a lógica individualista da modernidade, devemos valorizar os laços de comunhão na igreja. A comunidade de fé precisa ser um ambiente de integração, de modo que as pessoas partilhem também suas necessidades. As relações dentro da igreja não podem ser mercantilistas, muito menos interesseiras, o amor-sacrificial deve ter de proeminência (I Co. 13). O relativismo ética deve ser questionado, sobretudo quando esse favorecer apenas aqueles que tiram vantagens sobre os outros. É importante reconhecer que somos servos uns dos outros em Cristo. A hierarquia nas relações, tão estimulada na sociedade, não deve encontrar guarida na igreja, antes devemos demonstrar espírito de servidão, como fez Jesus, ao lavar os pés dos discípulos (Jo. 13). Ao contrário do que admitiu Protágoras, o homem não deve ser o limite de todas as coisas, mas Deus. Ao mesmo tempo, devemos reconhecer que Deus é pelos homens, pois os ama e os trata com dignidade. O próprio Deus, dentro de uma lógica secularizada, pode acabar sendo usado para justificar interesses escusos. Isso acontece quando a igreja é transformada em empresa, e aqueles que a frequenta em meros consumidores. Precisamos resgatar a igreja-relacional, e reconhecer que somos todos servos, súditos no Reino de Deus, debaixo do senhorio de Cristo.

CONCLUSÃO
Vivemos em um mundo em crise, controlados por valores desumanos, que se instalaram na sociedade contemporânea. Há quem defenda que a verdade não existe, por conseguinte, cada um faz o que acha melhor, a fim de satisfazer seus interesses, e às vezes, seus desejos desenfreados. As pessoas decidiram viver sem Deus, por isso andam de mal a pior, enganando e sendo enganadas. Nesse contexto, precisamos reafirmar os valores cristãos, sobretudo o amor que é o diferencial de todos aqueles que seguem após Jesus.

BIBLIOGRAFIA
MACARTHUR, J. Cosmovisão bíblica. São Paulo: Cultura Cristã, 2013.
RYKEN, P. Cosmovisão cristã. São Paulo: Cultura Cristã, 2010.

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