sábado, novembro 8

EBD 4º TRIMESTRE LIÇÃO 5: DEUS ABOMINA A SOBERBA


EBD

Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD





Texto Áureo Dn. 4.37 – Leitura Bíblica Dn. 4.10-18


INTRODUÇÃO
Na aula de hoje daremos continuidade ao tema da intervenção divina na história. Os governantes são servos de Deus, a fim de cumprir responsabilidades, principalmente para o bem da maioria. Mas como aconteceu com Nabucodonosor, nem sempre eles atentam para essa missão, e se ensoberbecem. Primeiramente destacaremos a soberba do monarca babilônico, em seguida, mostraremos que essa é abominação aos olhos de Deus, e ao final, refletiremos sobre a importância da humildade na vida cristã, especialmente para aqueles que estão na liderança.

1. A SOBERBA HUMANA
A natureza caída do ser humano o faz propenso à soberba, principalmente àqueles que ocupam posições sociais mais elevadas. Mas Deus, com sua graça maravilhosa, busca alcançar o pecador, mesmo que este esteja caminhando na direção oposta. No caso de Nabucodonosor, Deus colocou pessoas que acreditavam nEle para influenciar suas decisões. Muito embora o rei tenha se distanciado várias vezes para o orgulho, a presença de Daniel, Hananias, Mizael e Azarias oportunizava que o monarca mudasse suas práticas. O papel dos cristãos nas instituições sociais é bastante importante. Eles podem influenciar positivamente as pessoas através do testemunho, não apenas pelas palavras. Isso porque há aqueles que falam demais, mas não vivem o que dizem, sendo instrumento de escândalo para o evangelho. Várias vezes, por causa da influência de Daniel, Nabucodonosor reconheceu que o Deus daqueles jovens era verdadeiro (Dn. 2.47). Mesmo assim, o rei, talvez por se deixar conduzir pela vaidade humana, preferiu o caminho da exaltação pessoal. A construção de uma estátua de ouro, para ser adorada como divindade, demonstrou sua soberba,  o rei queria que seu governo fosse eterno, mas Deus não dá Sua glória aos homens (Is. 42.8). A fixação no poder pode levar qualquer governo à loucura, como aconteceu com o rei da Babilônia. Existem alguns políticos que enlouqueceram por causa do seu fascínio pelo poder (Dn. 4.17,25,32). O poder, assim como o dinheiro e o sexo, podem se tornar ídolos, diante dos quais muitos se dobram. A busca desenfreada pelo poder, como um fim em si mesmo, é tão maléfica quanto o prática do adultério. Não apenas os pecados sexuais devem ser dignos de disciplina na igreja, mas também aqueles de cunho financeiro e de abuso de poder. Não podemos esquecer que somente Jesus tem toda autoridade no céu e na terra (Mt. 28.18), a liderança da igreja deve conduzir o rebanho com mansidão e sabedoria (I Pe. 5.1,2).

2. É ABOMINAÇÃO
Nabucodonosor teve um sonho que o perturbou bastante, ele viu uma árvore que chegava ao céu, sendo vista em toda terra (Dn. 4.10-18). Aquela árvore, de acordo com a interpretação corajosa de Daniel, era o próprio rei da Babilônia (Dn. 4.19-27). O rei seria retirado do seu cargo e iria viver entre os animais, até reconhecer que Deus é soberano (Dn. 4.25). A restauração do seu reino dependeria da sua disposição para se humilhar diante do Senhor. A soberba tem levado muitos à ruina, não podemos deixar de destacar que esse foi o pecado que transformou Lúcifer em Satanás (Is. 14.14). A soberba de muitos governantes está causando doenças purulentas, alguns deles estão sendo comidos por bichos (At. 12.21-23). A política dos homens se caracteriza pela autopromoção, a propagação dos feitos pessoais, diferentemente do que foi ensinado por Jesus (Mt. 6.3). O princípio bíblico permanece, Deus resiste os soberbos e exalta os humildes (I Pe. 5.5; Tg. 4.6-8). Nabucodonosor, ao invés de dar glória a Deus, colocou-se em primeiro lugar. O uso do pronome exagerado do pronome “eu” pode ser indício de soberba (Dn. 4.30). Toda opulência da Babilônia não foi capaz de resistir ao juízo de Deus. No tempo oportuno o Senhor subjugará todos os reinos da terra, nesse tempo os joelhos se dobrarão para reconhecer que Jesus é o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap. 19.16). Enquanto esse dia não chega, os governos humanos seguem seu curso, de acordo com a vontade do povo. Do mesmo modo que Deus permitiu que Israel tivesse um rei, escolhendo Saul, nos dias atuais, o Senhor deixa que os homens governem. A democracia é um exemplo de exercício dessa escolha, Deus não toma partido, nem pela esquerda, e muito menos pela direita. Essas ideologias são humanas, o reino de Deus somente se concretizará no futuro, quando Cristo reinar.

3. DIANTE DE DEUS
A queda repentina do governo de Nabucodonosor é uma representação do que virá a acontecer no futuro (Dn. 4.31,32). O governo desse monarca foi marcado pela opulência, e assim tem sido a maioria dos governos humanos. Deus abomina aqueles que governam com injustiça, ai daqueles que criam leis para oprimir os mais pobres (Is. 10.1). Os profetas de Deus denunciaram muitos reis, inclusive os de Israel e Judá, que ao invés de favorecerem os pobres, governaram apenas para eles mesmos. Em um processo democrático, Deus delega aos homens a responsabilidade para escolherem seus representantes. Cabe aos cidadãos, inclusive os evangélicos, saber optar por seus candidatos. Essa escolha passa pelo processo de avaliação de desempenho, a partir de critérios não apenas individuais, mas principalmente sociais. Quando Cristo voltar, todos os governos da terra terão fim, então, o Senhor governará com reta justiça. Vários profetas anteciparam as glórias desse reino eterno, que será marcado pela equidade, sobretudo pela paz (Is. 11). Aqueles que têm posição social, incluindo as lideranças eclesiásticas, devem se colocar na condição de servos (Jo. 13). E saberem que um dia prestarão contas a Deus sobre como lideraram, se com autoridade ou autoritarismo. Nenhuma liderança deve fazer promoção pessoal, como João Batista, devem declarar humildemente a supremacia de Cristo (Mt. 3.11). O culto a celebridade, comum também no contexto evangélico, nos envergonha perante a mídia. A construção de obras salomônicas é uma demonstração da vangloria humana. Alguns apóstolos, bispos e pastores estão indo longe demais em sua ostentação. Esses também serão julgados pelo Senhor, quando o Seu trono for estabelecido para julgar as obras (At. 17.31; Ap. 20.11-15).

CONCLUSÃO
Somente o governo de Jesus é para sempre, todos os reinos da terra estão com os dias contados. Mas nem todos os governantes compreendem sua missão na terra, tendo em vista que, para alguns governar é ter posição elevada sobre os demais. Esses que agem com o espírito de Nabucodonosor, que é o do próprio anticristo, serão julgados pelo Senhor, quando vier em glória para estabelecer o Seu reino sobre a terra. Finalmente todos desfrutarão de um governo eterno, marcado pela paz e verdadeira prosperidade.

BIBLIOGRAFIA
CHAPELL, B. The gospel according to Daniel. Grand Rapids: Baker Books, 2014.
WEIRSBE, W. Be resolute: Daniel. David Cook: Ontario, 2008.

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