sexta-feira, fevereiro 8

EBD - LIÇÂO 06: A VIÚVA DE SAREPTA


EBD2013

Prof. José Roberto A. Barbosa

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Texto Áureo: Lc. 4.25,26 – Leitura Bíblica: I Rs. 17.8-16



INTRODUÇÃO
A sociedade contemporânea matou Deus, preferiu fugir da Sua realidade. 
Mas, a Bíblia, a Palavra de Deus, nos mostra que Ele está vivo. Na lição 
de hoje estudaremos a respeito da viúva de Sarepta e da providência divina 
através do profeta Elias. Inicialmente trataremos a respeito do contexto 
no qual aquela viúva viveu, em seguida, a atuação de Elias diante da 
adversidade da viúva, e por fim, a providência de Deus como resposta à 
oração.

1. A VIÚVA DE SAREPTA
Sarepta era uma pequena cidade costeira, fora das fronteiras de Israel, 
pertencia ao domínio dos sidônios. Aquela região também passou por 
dificuldades em razão dos três anos e meio de seca, a respeito da 
qual profetizou Elias. Durante a seca, o próprio profeta se refugiou 
próximo ao ribeiro de Querite, até que este secou. Por providência 
divina Elias era alimentado pelo Senhor, os corvos lhe traziam comida. 
Quando a privação chegou, o profeta recebeu uma orientação do Senhor, 
para que se dirigisse à Sarepta, pois ali seria alimentado por uma 
viúva (I Rs. 17.9). Ao chegar naquela pequena cidade, o homem de Deus 
se deparou com a viúva catando gravetos, isso mesmo, não era lenha, pois 
pretendia fazer um pequeno fogo. Isso mostra que a comida era escassa, 
e a dificuldade abundante. Depois de horas de viagem e de cansaço, o 
profeta do Senhor pede àquela mulher que lhe dê comida. A mulher, 
obedecendo ao instinto materno, responde que tem apenas um pouco de 
farinha e azeite, que comerá aquela porção com o seu filho, e depois 
morrerá (I Rs. 17.12). O profeta, por revelação divina, revela-lhe que se 
ela o alimentar, tendo em vista que estava faminto, o Senhor os preservaria. 
Essa declaração do profeta estava fundamentada em Deus, não em 
interesses meramente humanos. Há muitos falsos profetas 
nos dias atuais, pseudoevangélicos, que se apropriam indevidamente das 
posses das pessoas, com promessas que Deus não fez. Mas diante da 
Palavra de Deus, a mulher creu, e colocou a sua fé em ação, 
obedecendo à mensagem profética.

2. O PROFETA E A VIÚVA DE SAREPTA
De fato, a panela de farinha nunca esvaziou, e a botija de azeite 
jamais secou, o Senhor supriu as necessidades daquela família. Esse 
é um ensinamento relevante para os dias atuais, nos quais as pessoas 
querem sempre mais do que precisam. Ao invés de confiarem na 
providência de Deus, angustiam-se demasiadamente, vivem ansiosas, 
perdem a fé e a confiança em Deus (Mt. 6.26-30). A teologia da 
ganância está fazendo estragos na fé evangélica brasileira. O 
contentamento, ensinamento bíblico que nada tem a ver com comodismo, 
não é admoestado nos púlpitos (I Tm. 6.6; Hb. 13.5). A providência divina 
não nos isenta do sofrimento, pois depois disto adoeceu o filho da mulher, 
da dona da casa, e a sua doença se agravou tanto, que ele morreu 
(I Rs. 17.17). A viúva de Serepta, mesmo tendo crido na mensagem 
do profeta, teve um momento de fraqueza, e quis culpá-lo pela morte 
do seu filho. Essa teologia da causa e efeito é bastante comum ainda hoje, 
e antiga, desde os tempos dos amigos de Jó. As pessoas querem sempre 
encontrar um culpado pelos sofrimentos. Os próprios discípulos de Jesus 
queriam saber o porquê de o homem ter nascido cego (Jo. 9.1). Ao invés de 
tentar justificar a teologia equivocada da mulher, Elias resolveu agir, e 
confiante no Deus da providência, pediu o filho, tomou-o dos seus braços, 
o levou para cima, e o deitou sobre a cama (I Rs. 17.19). O silêncio de Elias 
teve uma razão de ser naquele contexto, pois há momentos em que 
simplesmente as palavras não resolvem. O profeta também não 
questiona Deus pelo ocorrido, ele se entrega à soberania dAquele que tem 
todas as coisas sob o Seu comando.

3. A PROVIDÊNCIA DE DEUS ATRAVÉS DA ORAÇÃO
A confiança do profeta repousava sob a providência de Deus, com 
ternura Elias coloca o menino em sua cama, e recorre a último recurso do 
crente: a oração (I Rs. 17.20). O silêncio de Elias, diante da mãe 
daquele menino, se transformou em palavras diante do Senhor. Deus 
não receia nossa sinceridade, sua maior preocupação é com o nosso desdém 
em relação a Ele. Quantos hoje já não oram mais? Essa, certamente, é 
a geração que se esqueceu de orar. As pessoas, confiantes em seus 
aparatos tecnológicos, vivem como se Deus pudesse ser desconsiderado. 
A oração é uma necessidade para todo cristão. O apóstolo Paulo é 
incisivo ao orientar os crentes para que orem sem cessar (I Ts. 17). Jesus 
já havia orientado os Seus discípulos quanto à importância da oração 
(Mt. 26.41). Oramos não determinando o que Deus deve ou não fazer, pois 
é a vontade dEle que prevalece (I Jo. 5.14,15). O modelo de oração a ser 
seguido pelos cristãos não é o de Jabez, mas o de Cristo, pois Ele nos ensinou 
corretamente a orar (Mt. 6.5-13). Conforme nos instruiu o próprio Mestre, 
as orações não devam ser meras repetições, mas uma entrega total, 
e confiante na providência divina. Muitas vezes não sabemos orar como 
convém, mas o Espírito Santo nos auxilia na oração, com gemidos 
inexprimíveis (Rm. 8.26,27). A fé é um elemento imprescindível na oração, 
pois aquele que se aproxima do Senhor deve saber que Ele é galardoador 
dos que O buscam (Hb. 11.1,6). A perfeição não é condição para a oração, 
pois Elias, como bem lembra Tiago, era um homem simples, mas orou, 
e o Senhor o ouviu (Tg. 5.17,18).

CONCLUSÃO
Em resposta à oração do profeta Deus fez com que o menino revivesse 
(I Rs. 17.22-24).  Elias era um homem sujeito as mesmas paixões que 
nós, e não desprezou a oração. Esse é um estímulo para buscamos 
o Senhor em oração, sempre com a motivação maior, de nos relacionarmos 
com Ele. Jesus, o homem perfeito, também orou, e se Ele assim o fez, 
não podemos agir diferentemente (Mc. 1.35; Mt. 14.23; Lc. 6.12).

BIBLIOGRAFIA
GETZ. G. Elias: um modelo de coragem e fé. São Paulo: Mundo Cristão, 
2003.
SWINDOLL, C. R. Elias: um homem de heroísmo e humildade. 
São Paulo: Mundo Cristão, 2001.

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