segunda-feira, dezembro 3

EBD LIÇÃO 9 HABACUQUE – A SOBERANIA DIVINA SOBRE AS NAÇÕES



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Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD


Texto Áureo: Hc. 1.13 – Leitura Bíblica: Hc. 1.1-6 2.1-4

INTRODUÇÃO
O Deus da Bíblia é soberano, isto é, todas as coisas estão sob o Seu governo e controle. 
Nada acontece sem Sua direção e/ou permissão (Ef. 1.11), Seus propósitos não podem 
ser frustrados (Is. 46.11). Na lição de hoje estudaremos a respeito dessa doutrina com 
base no livro do profeta Habacuque. A princípio, destacaremos os aspectos contextuais 
do livro, em seguida, sua mensagem, e por último, sua aplicação para hoje.

1. ASPECTOS CONTEXTUAIS
Habacuque, cujo nome significa abraço, teve como propósito mostrar que Deus ainda 
está no controle do mundo, apesar do aparente triunfo do mal. O profeta destinou sua 
mensagem à Juda, o Reino do Sul, provavelmente entre os anos 612 a 589 a. C, durante 
o reinado de Josias. Esse foi um rei de Judá bastante piedoso e que exerceu papel 
fundamental na restauração da nação. Alguns estudiosos defendem que Habacuque 
foi um levita que participou das reformas desse rei. Naquela época a Babilônia tornava-se 
a maior potência mundial, e Judá logo sentiria sua força destruidora. No cenário nacional, 
o povo de Judá estava sendo solapado por problemas internos, tais como crime, ódio, 
corrupção e divisão. Habacuque se angustia com essa situação, principalmente com as 
respostas dadas pelo Senhor. O versículo-chave se encontra em Hc. 3.2 “Ouvi, SENHOR, 
a tua palavra e temi; aviva, ó SENHOR, a Tua obra no meio dos anos, no meio dos anos 
a notifica; na tua ira lembra-te da misericórdia”. O livro apresenta a seguinte subdivisão: Questionamentos a Deus (Hc. 1,2): Pergunta 1: Por que os pecados de Judá ainda não 
foram julgados? e Pergunta 2: Como pode Deus punir Judá usando uma nação mais 
ímpia ainda? Habacuque adora a Deus (Hc. 3): o profeta lembra a misericórdia de 
Deus e confia no Senhor para a salvação.

2. A MENSAGEM DE HABACUQUE
O profeta não compreende a razão de tanta injustiça e violência em Judá, principalmente 
porque Deus não manifesta a Sua justiça diante daquela situação (Hc. 1.1-4). A resposta 
do Senhor deixa Habacuque ainda mais contrariado, pois não entende o motivo dEle 
usar uma nação ímpia para executar a disciplina sobre Seu povo (Hc. 1.5-12). Habacuque 
teme que os babilônios, após subjugarem Judá, se tornem arrogantes, e menosprezem 
mais ainda o povo de Deus (Hc. 1.13-17). O questionamento de Habacuque se parece 
com muitos que ouvimos: por que Deus não se posiciona diante de tanta maldade? 
Por que Ele não resolve o problema do mal e do sofrimento humano? Deus responde 
as questões de Habacuque, suas revelações são incômodas (Hc. 2.1-3). Ele revela ao 
profeta que as nações que arvoram grandeza, que se fiam em seu poderio, cairão no 
futuro (Hc. 2.4-20). Os impérios humanos sobem e descem, nenhum governo persiste 
para sempre, as impiedades serão julgadas. Ninguém deve julgar a espiritualidade 
de um povo com base em seu desenvolvimento econômico. Habacuque, após ouvir 
as respostas de Deus, as aceita pela fé, que o conduz à oração e a pedir ao Senhor 
que avive Sua obra no decorrer dos anos (Hc. 3.1,2). Deus contraria mais uma vez o 
profeta, ao mostrar que os próximos anos serão de juízo (Hc. 3.3-15). Ele sente a 
miséria da nação, angustia-se pela dor do seu povo, e se nega a ser conduzido pelas 
circunstâncias. Ao contrário, reafirma a sua fé em Deus, independentemente do que 
venha a acontecer (Hc. 3.17,18). Apesar do perigo iminente, Habacuque sabe que 
pode confiar na soberania de Deus, por isso, se deixa guiar pela Sua palavra, através 
da fé (Hc. 3.19).

3. PARA HOJE
Onde está Deus quando as pessoas estão sofrendo? Esta é uma pergunta que tem 
incomodado a muitos. Alguns céticos inclusive negam a existência de Deus a partir 
dessa indagação. A resposta de Deus ao sofrimento humano é o Seu próprio sofrimento, 
em Cristo, na cruz do calvário (Mt. 27.30-34). Deus sabe o que é sofrer, mais que isso, 
Ele continua sofrendo com aqueles que padecem e são perseguidos (At. 9.4). Quando 
não compreendemos os desígnios de Deus, devemos aceita-los soberanamente, ciente 
de que Ele tem os Seus propósitos (Rm. 8.28). Perguntamos a Deus “por que?”, mas 
na maioria das vezes, não temo acesso aos Seus “porquês”. Diante dessa realidade, 
o melhor é saber que Deus tem um “para que” em tudo o que faz. É nesse contexto 
que o justo viverá da e pela fé, como afirma Habacuque (Hc. 2.4) e é reafirmado por 
Paulo (Rm. 1.17; Gl. 3.11) e o autor da Epístola aos Hebreus (Hb. 10.38). Essa declaração 
resultou na Reforma Protestante, pois através desse texto Lutero compreendeu que 
o homem é justificado por Deus, quando decide acreditar nEle. Essa fé não é meramente 
intelectiva, ou seja, não se trata apenas na crença em um conjunto de doutrinas, mas 
na disposição existencial de ir após Cristo, negando-se a si mesmo (Mt. 16.24; Lc. 9.23). 
Viver pela fé é estar disposto a aceitar a soberania de Deus, a não retornar, mesmo 
quando as coisas não fazem sentido (Hb. 10.37-39; 11.1,6). Com Habacuque devemos 
aprender a orar com confiança em Deus, não apenas para receber o que desejamos, 
mas para aceitar Sua vontade soberana (I Jo. 5.14).

CONCLUSÃO
Deus é soberano, Ele está no controle de todas as coisas. Às vezes não compreendemos 
porque acontece tanta maldade no mundo.  Deus responde que no mundo teremos 
aflições (Jo. 16.33), Ele mesmo padeceu na cruz do calvário (Mt. 27.39-43). Mas Deus, 
soberanamente, estabeleceu um tempo em que o mal não mais triunfará (Ap. 20.4). 
Enquanto esse dia não chega, aprendamos, com Habacuque, a confiar em Deus, 
independentemente das circunstâncias (Hc. 3.17-19).

BIBLIOGRAFIA
BOICE, J. M. The minor prophets. Grand Rapids: Bakerbooks, 2006.
BAKER, D. W., ALEXANDER, T. D. STURZ, R. J. Obadias, Jonas, Miquéias, 
Naum, Habacuque e Sofonias: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2001.

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