sexta-feira, outubro 19

Bibliografia - José (filho de Jacó)




Filho preferido de Jacó, apesar de não ser o seu primogênito (mas o primeiro filho de Raquel, 
a mulher que mais amava), José nunca escondeu a sua posição de superioridade em relação 
aos outros irmãos, que se ia manifestando através de sonhos em que a sua figura tomava sempre 
um lugar de destaque e liderança. O favoritismo, de que era alvo por parte do pai, valeu-lhe a 
malquerença dos irmãos, que o venderam, por 20 moedas de prata, como escravo a mercadores 
ismaelitas, os quais levaram José ao Egito do período da XVII dinastia.

Já no Egito, foi comprado por Potifar (oficial e capitão da guarda do rei do Egito), de quem 
conquistou a confiança e tornou-se o diligente dos criados e administrador da casa. Na casa de 
Potifar, acabou estudando com um escriba e aprendeu o antigo egípcio. Foi preso após acusação 
injusta de tentativa de abuso da mulher do seu amo, depois de uma tentativa frustrada de sedução 
por parte desta.

Na prisão, tornou-se conhecido como intérprete de significado dos sonhos. Lá, ele decifrou o 
sonho do copeiro-chefe e padeiro-chefe do palácio do Faraó, que foram presos acusados de 
conspiração. Segundo a interpretação de José, o sonho do padeiro-chefe indicava que este seria 
enforcado, mas o do copeiro-chefe indicava que este seria salvo, tendo isto mesmo ocorrido. 

Um dia, o Faraó teve um sonho profético no qual sete vacas magras comiam sete vacas gordas 
e mesmo assim continuavam magras. Para explicar seu sonho, ele convocou todos os sacerdotes 
do Egito para decifrá-lo. Nenhum desses conseguiu, então o copeiro-chefe se lembrou de José, 
que tinha decifrado seu sonho e indicou-o ao Faraó. Então, o Faraó chama José e este consegue 
dar uma interpretação que o satisfaz, de que o Egito passaria por sete anos de fartura e sete 
anos de seca, consecutivos.

Logo após a interpretação de José, o Faraó, muito satisfeito com a inteligente 
interpretação de José, dá a José um anel de seu dedo e o nomeia Governador do Egito.

José, então, ordena que se construam celeiros para guardar a produção do Egito durante os 
anos de fartura. Em verdade, também, José, nos anos em que passou na prisão, havia 
se inteirado da situação política do Egito e sabia também que nos anos de seca apenas 
ele, do Baixo Egito, teria comida. E assim aconteceu. Nos sete anos de seca, José, que 
vendia os cereais dos celeiros reais a preço de ouro, conseguiu comprar para o Faraó 
quase a totalidade das terras do Alto Egito.

José reencontra-se também, com os seus irmãos, que pensavam erradamente que José ia matá-los. 
José depois se apresentou a seu pai que correu aos braços arrependido, e com a chegada destes, 
com seu pai, ao Egito. É assim que o povo israelita se instala no Egito, antes de ser escravizado e, 
mais tarde, libertado sob a liderança de Moisés.

Mesmo com a ascensão demorada de José, que era cárcere e, depois de Deus o usar como 
intérprete para os sonhos do Faraó Ramsés, se tornar o 2º na terra do Egito, nunca foi vista 
uma mudança de ego em José. Após o encontro com sua família, José arranjou a melhor terra 
no Egito para que sua família morasse. José viveu muitos anos até sua morte, mas nunca se 
esqueceu da aliança de Deus para o povo de Israel. Essa aliança foi a de que a terra de Canaã, 
onde morava seu pai Jacó, seria dada à Abraão e seus descendentes. Antes de sua morte, 
José pediu para que fosse enterrado na Terra de Canaã, pois era a Terra que Deus tinha dado 
a Abraão e seus descendentes por herança. 
O povo de Israel somente saiu do Egito na época de Moisés. 


Fonte: Wikipédia

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