quarta-feira, julho 25

Lição 04 SUPERANDO OS TRAUMAS DA VIOLÊNCIA SOCIAL


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Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD





Lição 04


SUPERANDO OS TRAUMAS DA VIOLÊNCIA SOCIAL
Texto Áureo: Gn. 6.11 – Leitura Bíblica: Gn. 6.5-12

Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
Um dos problemas sociais mais sérios da sociedade, e que não 
é recente, é a violência. A Bíblia fala de violência e orienta os 
cristãos a responderem a essa dura realidade. Na aula de hoje, 
estudaremos a esse respeito, inicialmente, definiremos violência, 
tanto da perspectiva sociológica quanto bíblica. Posteriormente, 
avaliaremos a violência à luz da Bíblia, e final, mostraremos 
encaminhamentos espirituais para a superação da violência.

1. DEFINIÇÃO DE VIOLÊNCIA
A violência, de acordo com a perspectiva sociológica, é um 
comportamento que causa algum tipo de dano físico ou moral 
às pessoas. O termo vem do latim vis, que tem a ver com força, 
por conseguinte, a violência é sempre um ato de força extrema, 
uma agressão de alguém que se coloca impositivamente sobre 
o outro. A violência se concretiza de maneiras diversas, através 
de assassinatos, mortes, agressões, sejam elas verbais ou físicas 
ou econômicas. Dentro da abordagem relativista, a violência é 
relativa, isto porque não há absolutos. Sendo assim, um 
comportamento considerado violento em uma sociedade pode não 
ser em outra. Na Bíblia, a violência é um conceito que está 
relacionado ao pecado, que não é relativo. Em hebraico, o termo 
é hamas que diz respeito à impiedade do ser humano contra outro 
e contra Deus (Gn. 6.11). No Antigo Testamento a violência toma 
a forma através de assassinatos (Gn. 49.5) e da pressão psicológica 
(Sl. 35.11,12). A violência é resultado do pecado, já que os seres 
humanos perderam o respeito pela vida e se distanciaram de 
Deus (Jr. 13.22; Ez. 7.11; Is. 59.6; Jr. 6.7). No Novo Testamento, 
o substantivo grego bia significa violência e força. Há uma passagem 
bíblica em At. 5.26 em que essa palavra aparece no contexto da 
violência político-religiosa. É nesse contexto que Paulo foi vítima 
de perseguição e violência por seguir a Cristo (At. 21.35). Existem 
poucas referências bíblicas à violência no Novo Testamento, tendo 
em vista que a mensagem de Cristo é de paz, não de agressão, 
ainda que Ele tenha sido vítima da violência social.

2. A VIOLÊNCIA NA BÍBLIA
Na Bíblia, a violência tem sua origem na Queda de Adão e Eva, 
quando esses decidiram trilhar caminho próprio, ao invés de irem 
após a orientação divina (Gn. 3.4-24; 6.5). Após a Queda, os filhos 
de Adão e Eva perderam o respeito pela vida, Caim, com inveja do 
seu irmão Abel, o assassinou (Gn. 4.3,4). Lameque retrata a condição 
atual humana decaída, pois, além de matar dois homens, ainda se 
vangloriou do seu feito (Gn. 4.23). A expansão da violência foi 
tamanha na antiguidade que, de acordo com o relato de Gn. 6, 
Deus precisou punir a humanidade, salvando apenas a família 
de Noé (Gn. 6.7). O Antigo Testamento está repleto de histórias 
de violência, o contexto das sociedades daquele tempo estava 
respaldado na guerra. Mas Deus não incentiva à violência, nem 
mesmo em relação “à vara” para a correção das crianças, 
criticada infundadamente, pois nada tem a ver com espancamento 
(Pv. 29.15). A Bíblia não aprova a violência contra crianças, 
cônjuges, idosos, ou de natureza sexual. Jesus se posicionou 
contra todo tipo de violência (Mt. 5.21-23; 7.1-5). A violência 
contra a mulher é reprovada na instrução de que o homem deve 
amar sua esposa como Cristo amou a Sua igreja (Cl. 3.19). A 
violência de pais contra filhos é censurada, já que esses são 
orientados a não irritá-los (Cl. 3.21). Os patrões não devem 
subverter os direitos dos seus empregados, pois isso é abuso, 
e também violência (Cl. 4.1). Na perspectiva bíblica, a violência 
tem raízes profundas, seus frutos são manifestos em palavras de 
ira e blasfêmias (Ef. 4.31,32), não condizentes com aqueles que 
expressam a fé em Cristo.

3. SUPERANDO OS TRAUMAS DA VIOLÊNCIA
Existem casos distintos de violência na sociedade, por isso, cada 
um deles deve ser tratado em suas especificidades. Há situações 
em que os cuidados de um psicólogo não podem ser descartados, 
muito menos a orientação espiritual. A princípio, é preciso 
compreender os estágios pelo qual passa aqueles que foram 
vítimas da violência. O primeiro deles é o do impacto, caracterizado 
por choque, ansiedade e medo. O segundo é o da negação, a 
vítima tenta voltar à vida normal, negando a realidade. O terceiro 
é o processo, quando o sentimento da violência não pode mais 
ser reprimido. O quarto e último é o da integração, quando a vítima 
percebe que não é mais controlado pelo efeito da violência. 
Todos os dias pessoas são vitimas da violência social, crianças 
são abusadas sexualmente, mulheres são estupradas, outras 
agredidas pelos seus cônjuges e idosos são injuriados em diversos 
contextos. Existem diversas maneiras de evitar a violência social. 
Uma delas é a educação, os casos de violência costumam estar 
atrelados à falta de formação. Não por acaso, os bolsões de 
violência se encontram em contextos em que as pessoas foram 
privadas da ascensão educacional e econômica. As famílias 
também precisam ser protegidas, cada vez mais crianças e 
adolescentes têm acesso à violência, essa está se naturalizando. 
Os meios de comunicação em massa, inclusive os jogos eletrônicos, 
favorecem a violência. O uso de drogas está destruindo a juventude, 
o crack é uma substância que causa dependência imediata. Os 
efeitos das drogas não são apenas no organismo dos dependentes, 
mas na sociedade como um todo, causando um ciclo de destruição 
e criminalidade.

CONCLUSÃO
No contexto da violência social, a cultura da não-violência, que é 
bíblica, deve ser propagada, não apenas em palavras, mas também 
em atos (Mt. 5.38,39; Rm. 12.19). O perdão é o antídoto contra a 
violência, o agressor, principalmente aquele que assim age por ter 
sido vítima da violência, é descontruído diante do comportamento 
misericordioso (Mt. 5.38-48; Rm. 12.20,21). Todos aqueles que 
foram vitimas da violência social devem lembrar que Jesus também 
o foi, e que Ele reagiu com amor, repreendendo aqueles que 
cultivavam a violência (Mt. 26.52).

BIBLIOGRAFIA
BUTIGAN, K. BRUNO, P. Da violência à integridade. Sinodal: 
São Leopoldo, 2008.
COLLINS, G. Aconselhamento cristão. São Paulo: Vida Nova, 2004.

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