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Leia a bíblia

quinta-feira, março 26

Pr: João de Deus Convida a Todos para Reunião de Obreiros





EBD 1º TRIMESTRE LIÇÃO 13: A IGREJA E A LEI DE DEUS





Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD




Texto Áureo Rm. 3.31 – Leitura Bíblica  Mt. 5.17-20; Rm. 7.7-12


INTRODUÇÃO
Na aula de hoje, a fim de reforçar as orientações apresentadas, refletiremos a respeito da relação entre lei e graça no contexto da igreja. Inicialmente meditaremos sobre o significado da lei de Deus para os israelitas, em seguida, analisaremos a abordagem de Jesus no que tange à lei, e ao final, compararemos o papel da lei e da graça para a igreja. Concluiremos mostrando que os Dez Mandamentos se aplicam à igreja, mas que são cumpridos no amor-agape.

1. A LEI DE DEUS
A revelação da lei de Deus deixou os israelitas atônitos, de acordo com o registro bíblico, “todo o povo viu os trovões, e os relâmpagos, e o sonido da buzina, e o monte fumegando; e o povo, vendo isso, retirou-se e pôs-se de longe” (Ex. 20.18). Isso aconteceu depois que o Senhor desceu sobre o monte Sinai, de modo que aquele povo pode testemunhar a glória de Deus (Ex. 19.18). Diante daquela manifestação gloriosa –  shekinah – o povo se distanciou do lugar, permanecendo distante. Isso tem a ver com a demonstração da grandiosidade divina, e na limitação humana. Os israelitas interpretaram a lei como instrumento de julgamento, deixando de atentar para seu lado positivo (Ex. 20.19). Com base nessa tradição, uma ala do judaísmo preferiu um relacionamento distante de Yahweh. Ele chegaram a pedir a Moisés que intercedesse por eles, não queriam ouvir a revelação diretamente de Deus (Ex. 20.19). Foi nesse contexto que Moisés se colocou como mediador entre Deus e os homes, assumindo a condição de profeta. Esse testemunho é dado em Dt. 5.5 “naquele tempo, eu estava em pé entre o Senhor e vós, para vos notificar a palavra do Senhor, porque temestes o fogo e não subistes ao monte”. O povo teve dificuldade de compreender o espírito da lei, ao invés de vê-la como uma dádiva, para evitar que eles pecassem, e fossem destruídos, assumiram apenas o lado negativo (Ex. 20.20). Nos tempos de Jesus muitos religiosos interpretaram erroneamente a Lei, tornando-a um fardo para as pessoas. O legalismo presente em algumas igrejas evangélicas é um reflexo desse equívoco.

2. JESUS E O CUMPRIMENTO DA LEI
A própria Lei tem seus limites, ninguém é capaz de guarda-la, estamos fadados ao fracasso, pela condição pecaminosa. É justamente por esse motivo que Paulo explica que nenhuma carne será justificada diante de Deus pelas obras da Lei. O próprio Apóstolo deixa claro que o papel da Lei e apenas revelar o pecado (Rm. 3.20). Tiago reforça esse argumento ao declarar que qualquer que tropeçar em um só ponto da lei torna-se culpado de todos (Tg. 2.10). A lei pode apenas condenar, ela não tem poder para salvar, identifica a doença, mas não provê o remédio. Por isso temos a necessidade de um melhor Mediador, providenciado pelo próprio Deus. A providência divina é atestada por Paulo, afirmando que há apenas um Mediador entre Deus e os homens (I Tm. 2.5,6). Por meio de Cristo Deus providenciou o que a lei não pode fazer (Rm. 8.3), dando-nos um Mediador superior a Moisés (Hb. 3.3; 8.6; 9.15; 12.22-24). Isso significa que não estamos sem Lei para Deus, estamos agora debaixo da Lei de Cristo (I Co. 9.21). A obra redentora de Cristo cumpriu a Lei, Ele mesmo declarou que não veio para destruir a lei, mas para cumpri-la (Mt. 5.17,18). Na sua morte Jesus cumpriu a lei cerimonial (Mc. 27.50,51;Lc. 24.46), bem como as instituições festivas e sacrificiais (Hb. 5.4,5; I Co. 5.7). Em consequência disso não nos cabe mais ficar presos às cerimônias do culto judaico, como apregoam algumas igrejas judaizantes (Cl. 2.17).

3. LEI E GRAÇA
A lei é boa e santa, serve para mostrar o pecado (Gl. 3.11,24,25), mas não pode libertar o homem do pecado (Rm. 7.12). Após a regeneração o cristão se coloca na dependência do Espírito Santo, e passa a produzir Seu fruto (Gl. 5.22). A produção do fruto do Espírito resulta no processo de santificação (Rm. 8.1-7). Por meio dEle nos tornamos cumpridores de toda a lei, na medida em que demonstramos amor a Deus e ao próximo (Mc. 12.28-33), nisso se resume a lei e os profetas (Mt. 22.40). A igreja segue a Lei de Cristo, que se concretiza no amor, não mais na lei mosaica (Rm. 6.14; 13.9,10; Gl. 5.18). De modo que, como dizia Agostinho, “ame a Deus e faça o que quiser”. Essa declaração reflete a prática do cristão debaixo da graça, que é o favor imerecido de Deus, tudo que fazermos deve ser motivado pelo ágape. Foi justamente isso que Jesus disse ao declarar que a justiça dos Seus seguidores deve exceder a dos escribas e fariseus (Mt. 5.20). Os religiosos do tempo de Jesus se firmavam na observância a preceitos externos, mas os seguidores de Cristo obedecem por amor (Jo. 14.21). Estamos libertos da lei mosaica, mas não estamos livres da Lei de Cristo (Rm. 3.28), mas por causa do amor que temos por Ele, e em reconhecimento da graça de Deus que nos alcançou, a obediência não nos é um fardo, pois sabemos que o jugo de Jesus é leve e suave (Mt. 11.28). Porque Ele nos amou primeiro, e provou entregando Sua vida por nós obedecemos com alegria (Jo. 3.16; Rm. 5.8; I Jo. 4.19).

CONCLUSÃO
Os dez mandamentos têm o seu valor para a igreja atual, principalmente se atentarmos para seus princípios imutáveis. Interpretá-los, à luz do evangelho de Cristo, considerando-O como Mediador superior a Moisés, possibilita aplicações que conduzem a uma vida santa. Mas todos esses mandamentos podem ser reduzidos ao agape, a expressão do amor divino dirige-nos para a obediência, com satisfação de estar no centro da vontade de Deus (Rm. 12.1,2).

BIBLIOGRAFIA
REIFLER, H. U. A ética dos dez mandamentos. São Paulo: Vida Nova, 1992.
RYKEN, P. G. Os dez mandamentos para os dias de hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 2014. 

EBD 1º TRIMESTRE LIÇÃO 12: NÃO COBIÇARÁS




Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD






Texto Áureo At. 20.33 – Leitura Bíblica  Ex. 20.17; I Rs. 21.1-5, 9, 10, 15, 16


INTRODUÇÃO
A cobiça está causando estragos à sociedade na qual vivemos, as pessoas estão pagando um preço elevado por causa desse pecado. Diante dessa realidade, nos voltaremos, na aula de hoje, para os perigos individuais e coletivos da cobiça. Inicialmente mostraremos que esse pecado acabou sendo naturalizado, sendo inclusive incentivado pela propaganda. Por fim, analisaremos os reflexos de uma sociedade gananciosa, e a necessidade de resgatar o princípio bíblico do contentamento.

1. UM PECADO NATURALIZADO
A cobiça é proibida no décimo e último mandamento, a palavra do Senhor é enfática: “Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do eu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo” (Ex. 20.17). O verbo cobiçar, nesse mandamento, é chamad e expressa o desejo desenfreado de possuir algo ou alguém. Esse tipo de desejo é identificado no Jardim do Eden, quando Eva cobiçou comer o fruto proibido (Gn. 3.6). Com base em Ex. 20.17, é possível identificar vários tipos de cobiças: bens materiais, tais como carros luxuosos, e mansões bem localizadas. A indústria da beleza faz também com que as pessoas desejam possuir homens e mulheres com corpos esculturais. Há uma tendência à insatisfação, ninguém fica feliz com o último veículo que adquiriu, logo após colocá-lo na garagem, lamentam não ser igual ao do vizinho. Há aqueles que não se satisfazem com seu cônjuge, estão sempre em busca da mulher do próximo, resultando em adultério (Mt. 5.28). Em relação aos bens materiais, a igreja conseguiu institucionalizar a cobiça, denominando-a de prosperidade, que na verdade é ganância. Muitos crentes, influenciados pela teologia da ganância, pedem para satisfazer seus desejos descabidos (Tg. 4.13). As promessas alusivas à Israel, e que se concretizarão no Milênio, estão sendo tomadas individualmente por alguns crentes, que arrogam ser proprietários das “bênçãos” de Deus.

2. QUANDO A COBIÇA SE PROPAGA
Alguns crentes deixaram de medir as consequências da cobiça, não poucos estão endividados por seguirem a pauta da teologia da ganância. Tiago revela os estragos desse tipo de pecado, por causa dele pessoas estão contendendo umas com as outras (Tg. 4.1,2). O princípio da meritocracia tem seu lado positivo e negativo, é preciso ter cautela para não assumi-lo cegamente. Há aqueles que por acharem que merecem o que têm, defendem que podem desejar o que quiserem. Essa atitude é incitada pelos meios de comunicação, principalmente através da propaganda, para alimentar o consumo desenfreado.  Mas Jesus advertiu em relação ao pecado da cobiça, listando-o entre outros, tais como roubo, assassinato e adultério (Mt. 7.21,22). Entre aqueles que ficarão fora do reino de Deus, apresentados por Paulo em I Co. 6.9,10 estão os cobiçosos. Há exemplos bíblicos de problemas causados individualmente e coletivamente por causa da cobiça, as mais conhecidas são a de Acã  (Js. 7.21) e Acabe (I Rs. 21.1-3). No contexto do Novo Testamento, o desejo por possuir cada vez mais é uma demonstração de carnalidade, e mostra ausência do fruto do Espírito, considerando que um dos seus aspectos é o autocontrole (Gl. 5.16-22). Apelando mais uma vez a Tiago, sabemos que uma vez que a pessoa cultiva esse pecado no coração, o final será a ruína, que gera a morte (Tg. 1.14,15). Mas há aqueles, inclusive nas igrejas, que acham normal cobiçar, gostariam de estar na lista dos mais ricos da Revista Forbes. Paulo, no entanto, adverte que aqueles que querem ser ricos caem em tentação, em concupiscências loucas, que levam à perdição (I Tm. 6.9).

3. CULTIVE O CONTENTAMENTO
Os cristãos precisam fugir desse modelo mundano, que alimenta a ganância, e naturaliza a cobiça. Para tanto devem saber que “é grande ganho a piedade com contentamento” (I Tm. 6.6). Por isso, devemos aprender a cultivar a satisfação, saber distinguir o que é necessário do supérfluo. De modo que, conforme instrui o autor da Epístola aos Hebreus, nossos costumes devem ser sem avareza, contentando-nos com o que temos (Hb. 13.5). Essa é uma prática que se concretiza ao longo da experiência com Deus, ao aprendizado na dependência, sabendo que Ele nos provê “o pão nosso de cada dia” (Mt. 6.11). Na escola de Cristo, aprendemos, como fez Paulo, a estar contente com o que se tem, saber estar abatido pela privação, e se for o caso, a ter em abundância (Fp. 4.11-13). Por deixarem de cultivar essa disciplina cristã, muitos cristãos estão dobrados diante de Mamom (Mt. 6.24). Ao invés de investir neste mundo tenebroso, cuja riqueza perece, e causa ansiedade (Mt. 6.19-21), busquemos primeiro o Reino de Deus, e o necessário nos será dado (Mt. 6. 33). O texto, no seu devido contexto, nos diz que “estas coisas”, isto é, alimentação e vestimenta, não “todas as coisas”, como apregoa a teologia da ganância. Tenhamos cuidado para não dar primazia ao dinheiro em nossas vidas, pois a esse respeito alertou o Apóstolo que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males (I Tm. 6.10). Uma vida cristã sadia não está pautada na cobiça, na insatisfação defendida pela sociedade, mas na gratidão ao Senhor, reconhecendo que Ele sempre nos dá mais do que mereceremos.

CONCLUSÃO
A cobiça está destruindo muitas vidas, até mesmo daqueles que são considerados evangélicos. Por causa da ganância muitos não conseguem mais encontrar satisfação, nem mesmo na presença de Deus. O Senhor revelou a Abraão que Ele, e somente Ele, é nossa maior recompensa, o Grande Galardão (Gn. 15.1). Quando encontramos plena satisfação em Deus, podemos trabalhar com afinco, buscar suprir as necessidades pessoais e familiares, mas sem nos tornar escravos do consumismo.

BIBLIOGRAFIA
GIRAO, W. B. How to live the way God wants. Mandluyiong: OMF Literature: 2010.
RYKEN, P. G. Os dez mandamentos para os dias de hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

EBD 1º TRIMESTRE LIÇÃO 11: NÃO DARÁS FALSO TESTEMUNHO




Aula em Vídeo

Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD




Texto Áureo Ex. 23.1 – Leitura Bíblica  Ex. 20.16; Dt. 19.15-20


INTRODUÇÃO
O nono mandamento tem a ver com a verdade, trata-se de um alerta necessário nos dias atuais, em que a mentira tenta prevalecer. No início da aula abordaremos a temática bíblica do falso testemunho. Em seguida, nos voltaremos para os males da mentira, e suas trágicas consequências. Ao final, mostraremos a importância de falar a verdade, sobretudo relativizando a Palavra de Deus, mesmo que no contexto social a mentira seja assumida como verdade.

1. O FALSO TESTEMUNHO
Esse é um mandamento que tem relação direta com o contexto jurídico. A testemunha mentirosa era abominação aos olhos de Deus. A palavra hebraica para esse mandamento é shaqar, usada especificamente para o falso testemunho em situações de juízo. Havia outra palavra hebraica, kachash, essa mais ampla, que se referia a qualquer tipo de mentira. Assim, esse mandamento poderia muito bem ser traduzido como: “não mentirás em juízo”. O objetivo desse mandamento era evitar abusos na condenação, e evitar que a pessoa fosse punida inocentemente. Por isso, o próprio Deus destacou que ninguém poderia ser condenado a menos que mais de uma testemunha atestasse o pecado (Dt. 19.15). Essa recomendação se aplicava principalmente nos casos de penas capitais, nos quais ninguém poderia ser condenado com base em apenas uma testemunha (Nm. 35.30; Dt. 17.6). Na execução da pena, aquele que acusasse o transgressor, deveria ser o primeiro a apedrejá-lo (Dt. 17.7). Esse procedimento responsabilizaria a testemunha, na medida em que possibilitaria sua execução, caso a pessoa fosse morta indevidamente (Dt. 19.18,19). Ao longo da Bíblia, a verdade tem proeminência sobre a mentira, por isso o salmista afirma que aqueles que falam a verdade, e não difamam com a língua, habitarão no tabernáculo do Senhor (Sl. 15.1,-3). A mensagem dos profetas também é contundente contra o falso testemunho, por isso cada um deveria falar a verdade (Zc. 8.16). Dentre os profetas, Oséias critica os israelitas, acusando-os de mentirem irresponsavelmente (Os. 4.2).

2.  OS MALES DA MENTIRA
A mensagem de Tiago é confrontadora em relação ao perigo da mentira, considerando que esse é um dos males provocados pela língua (Tg. 3.6). Alguns crentes não calculam os males que essa pode causar, seus estragos podem ser irreparáveis. Por isso também Paulo, em suas epístolas, admoesta as igrejas para fugirem da mentira (II Co. 12.20; Ef. 4.31). O livro de Provérbios traz sérias advertências em relação ao uso indiscriminado das palavras (Pv. 22.1). A fofoca, ao que tudo indica, é um dos males que não está apenas na televisão. Muitos cristãos estão usando a língua para difamarem os irmãos, em alguns casos sem lhes dar o direito à defesa. Mas é preciso ter cuidado também com aqueles que se aproximam com palavras lisonjeiras, pois na verdade estão querendo conduzir as pessoas à cova (Pv. 18.18). Jesus foi categórico quanto aos males da língua, por isso orienta que melhor que falar de alguém, é preferível ir até ele e discutir o assunto (Mt. 18.15). O Senhor também destacou que Satanás é mentiroso, na verdade é o pai da mentira (Jo. 8.44). Esse é o motivo pelo qual Deus odeia tanto o engano, e o abomina entre os fiéis (Pv. 6.16-19). Ananias e Safira pagaram o preço pela mentira, a hipocrisia deles, manifestada pela mentira, os levou à morte (At. 5.1-4). De igual modo muitos estão indo à ruina por causa das suas mentiras. Elas são tão maléficas que aqueles que a proferem ficarão de fora da cidade celestial (Ap. 21.8).

3. A VERDADE PREVALECE
Os cristãos devem ser reconhecidos por falarem a verdade, para tanto não podem pactuar com o falso testemunho (Mt. 5.37). Jesus ressaltou que aqueles que são dEle tem uma relação íntima com a verdade (Jo. 18.37), isso porque Ele mesmo é a Verdade (Jo. 14.6). Como seguidores da Verdade encarnada, devemos mostrar identificação com Ele, seguindo Seu exemplo (I Pe. 1.15,16). Por isso Paulo, em sua Epístola aos Efésios, conclama os crentes a abandonarem a mentira, e a falarem a verdade entre eles (Ef. 4.25). Mas a verdade não precisa ser falada de modo grosseiro, não podemos esquecer que podemos falar a verdade em amor (Ef. 4.15). Por viverem na verdade, os cristãos devem ser modelos de confiança, e ter cuidado para não relativizar os absolutos de Deus, conforme faz essa sociedade caída. Há muitos que estão pactuando uma ética diferenciada daquela exarada nas Escrituras. O Senhor adverte àqueles que querem transformar a mentira em verdade (Is. 5.20 ). Os fariseus do tempo de Jesus mentiam com suas vidas, exigiam das pessoas o que eles mesmos não praticavam (Mt. 23.27.28). A mentira pode ser demonstrada não apenas por meio das palavras, mas também através das vidas daqueles que desobedecem à palavra de Deus. Há crentes com uma vida dupla, eles agem diferentemente, dentro e fora da igreja. Exige-se dos cristãos coerência, se falam a verdade, devem também viver na Verdade.

CONCLUSÃO
A mentira campeia na sociedade, e não poucas vezes, por se repetir tanto, acaba sendo absolvida como verdade. Mas os crentes têm um critério para diferenciar a verdade da mentira, a Palavra de Deus. Com base nesta, devemos nos posicionamos em conformidade com Cristo, falando sempre a verdade em amor. O testemunho do cristão é sincero em seus relacionamentos, porque Ele se encontra debaixo do senhorio de Cristo, a Verdade que liberta (Jo. 8.32).

BIBLIOGRAFIA
GIRAO, W. B. How to live the way God wants. Mandluyiong: OMF Literature: 2010.
RYKEN, P. G. Os dez mandamentos para os dias de hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 2014. 

quinta-feira, março 5

EBD 1º TRIMESTRE LIÇÃO 10: NÃO FURTARÁS





Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD






Texto Áureo Ef. 4.28 – Leitura Bíblica  Ex. 20.15; 22.1-9


INTRODUÇÃO
Nesta aula estudaremos mais uma das dez palavras, trata-se de uma reflexão bíblico-teológica sobre o princípio da propriedade. Inicialmente, mostraremos a percepção bíblica do furto/roubo na Bíblia. Em seguida, nos voltaremos para os diferentes tipos de furtos/roubos na sociedade. Ao final, ressaltaremos a importância do trabalho, como forma legítima de sustento, além de dar glória a Deus.

1. O FURTO/ROUBO NA BÍBLIA
A palavra hebraica para “furtarás” é ganaf e significa, literalmente, “carregar algo, de forma sorrateira”. Tecnicamente furtar é se apoderar de algo que não pertence à pessoa. No contexto da sociedade judaica, esse verbo era usado para se referir ao arrombamento, assalto por meio de violência, pilhagem e sequestro, ou mesmo obtenção de recursos por meios indevidos. O verbo também tem a ver com peculato  - tomar fraudulosamente dinheiro ou bens de alguém; extorsão – receber dinheiro de alguém através de ameaça ou abuso de autoridade; e estelionato – obtenção de dinheiro ou recursos por meios ilegais. Como se pode perceber, ganaf tem um alcance bastante, de modo que abarca diferentes situações de furto e roubo na sociedade contemporânea. A partir de Lv. 19.9-13, é possível identificar também furtos na relação senhor e servo. Em termos aplicativos, existe o risco dos empregadores explorarem seus trabalhadores, retendo aquilo que lhes é de direito (Tg. 5.4). Por outro lado, os empregados não podem furtar seus empregadores. Antes devem trabalhar como ao Senhor, fazendo tudo para a glória de Deus (Cl. 3.20-23). O furto deve ser abandonado, ninguém deve agir com desonestidade, mesmo que essa prática seja considerada normal (Ef. 4.28). Os funcionários públicos que se envolveram em atos de corrupção devem seguir o exemplo de Zaqueu, e se arrependerem dos seus pecados (Lc. 19.8). 

2.   LADRÕES E LADRÕES
Acã é um exemplo bíblico de ladrão, quando o Senhor entregou Jericó nas mãos dos israelitas, Josué deu orientações para que ninguém se apropriasse do anátema (Js 6.16-19). Depois de seguir as instruções de Yahweh, o povo obteve êxito na empreitada, mas Acã resolveu desobedecer, e ficar com parte dos despojos da batalha (Js. 7.21). Talvez ele achasse que ninguém iria perceber, que o Deus de Israel não levaria isso em consideração. Mas os olhos do Senhor estão fitos nos atos pecaminosos dos homens. Ele viu o pecado de Acão, advertindo quanto às consequências para o povo (Js. 7.10-12). Existem ladrões e ladrões, todos são pecadores, e dignos do juízo divino. Contudo, há furtos/roubos que trazem maiores consequências à comunidade. Há quem pense que o desvio de determinadas quantias do erário público não causará grandes danos. A mídia alimenta essa crença, pois busca punição apenas para os ladrões que realizam pequenos furtos. Aqueles que roubam os mais pobres são acobertados, considerando que alguns têm foro privilegiado, e o controle dos meios de comunicação. Enquanto isso, milhares de pessoas estão nos corredores dos hospitais, tantas outras nas ruas sem emprego, e crianças sem uma educação pública de qualidade. Ao que tudo indica, o dinheiro é enviado para atender às demandas sociais, mas acabam sendo desviados, a fim de favorecer determinadas empresas, que elegem aqueles que deveriam representar o povo. A democracia é uma conquista cristã, objetivando o equilíbrio entre os poderes executivo, legislativo e judiciário. Mas para isso precisamos investir  em seu avanço, defendendo urgentemente uma ampla reforma política. As grandes corporações não podem manobrar os partidos políticos, a fim de obterem enriquecimento ilícito, em detrimento dos recursos que deveriam ser destinados aos mais pobres. As campanhas eleitorais precisam ser mais econômicas, com controle de financiamento público e privado. Faz-se necessário por fim à impunidade, principalmente nos casos dos crimes “de colarinho branco”.

3. A DIGNIDADE DO TRABALHO
Ao invés de furtar ou roubar, a palavra de Deus direciona o ser humano ao trabalho, ressaltando sua dignidade (I Ts. 4.10-12), qualquer prosperidade decorrente de práticas ilícitas não é benção de Deus. É vergonhoso ver supostos cristãos na mídia orando, agradecendo a Deus por uma propina recebida. Os cristãos também são responsáveis pelo bem estar cultural, social e ambiental. Desde o início Deus deu a Adão a responsabilidade lavrar e guardar o jardim do Éden (Gn. 2.15), antes mesmo da Queda. Esse princípio se aplica aos crentes dos dias atuais. A nós é dada a missão de guardar o habitat, o meio ambiente no qual nos encontramos. Não estamos isentos da atribuição de cuidar do jardim, contribuindo para o processo de redenção da natureza, que se dará plenamente por ocasião da volta de Cristo (Rm. 8.22-24). Precisamos nos opor à cobiça e ao materialismo que resulta em ansiedade, um dos males da contemporaneidade (Mt. 6.24-34). A orientação bíblica é a de demonstrar amor ao próximo, promovendo a generosidade (Mt. 22.37-40). Ninguém deve ser impulsionado à preguiça (Pv. 6.10,11), nem tão pouco fazer apologia à pobreza (Pv. 30.8,9). Não somos adeptos da teologia da prosperidade (ou da ganância), e muito menos da privação (miséria), mas da provisão necessária. Devemos trabalhar com honestidade, a fim de obter uma condição financeira suficiente para o bem estar pessoal, familiar e social (I Ts. 4.11,12), agradecendo a Deus pelo pão nosso de cada dia (Mt. 6.11), aprendendo a cultivar o contentamento (Fp. 4.12), e exercitando a generosidade (II Co. 9.6-15).  

CONCLUSÃO
Jesus foi crucificado entre dois ladrões, um a sua direita e outra à esquerda (Mt. 27.38). Não se enganem existem ladrões em todos os lados, não apenas aqueles apresentados pela mídia. Um dos ladrões reconheceu o Seu pecado, e teve tempo para se arrepender (Lc. 23.42). Por causa disso, o Senhor prometeu que esse estaria com Ele no paraíso (Lc. 23.42,43). Há esperança para aqueles que comentem o pecado do furto/roubo, como Zaqueu poderão se arrepender dos seus pecados, e encontrar salvação em Cristo (Lc. 19.10).  

BIBLIOGRAFIA
BARCLEY, W. The ten commandments. Lousville: John Knox Press, 1998.
RYKEN, P. G. Os dez mandamentos para os dias de hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 2014. 

domingo, março 1

15º ano do Pr: João de Deus a frente da AD em Serra do Mel, e 81 novos membros descem as Águas

No dia 28 de fevereiro de 2015, aconteceu a Reunião de Obreiros da AD em Serra do Mel, presidida pelo querido pastor João de Deus Barreto.

Durante a Reunião também foi realizado o batismo de 81 novos membros, com Profissão de Fé conduzida pelo Pr: João de Deus, os candidatos ao batismo  expuseram sua Fé publicamente, confirmando o desejo de sepultar os pecados e viver uma nova vida em Jesus Cristo.

A data acrescenta mais um capitulo na marcante historia do nosso Pastor João de Deus,  são 15 anos afrente da Assembleia de DEUS em Serra do Mel, uma trajetória de muitos obstáculos e lutas mais também cheio de vitorias, para honra e gloria do no nome de Jesus.

Após a reunião, aconteceu no templo sede o Culto  de Santa Ceia e Gratidão ao Senhor pelos 15 anos de pastorado, o expositor da palavra foi o Pr: Marcio Trindade que atualmente recedi em Curitiba Parana, uma mensagem poderoso e cheia da presença de DEUS, vivenciamos momentos de muito gozo espiritual.

O pastor apresentou os novos membros à Igreja, que alegremente participaram da primeira Ceia após o batismo.   

Parabéns ao Pastor João de Deus pelo excelente Trabalho desenvolvido na AD em Serra do Mel.




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Campanha de oração com Participação do Pb: Edmilson Reinaldo e cantor João Batista



O Pb: Edmilson Reinaldo e o cantor João Batista São os convidados, para o encerramento da companha de oração em Lucrécia/RN.

terça-feira, fevereiro 24

EBD 1º TRIMESTRE LIÇÃO 09: NÃO ADULTERARÁS





Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD






Texto Áureo Mt. 5.28 – Leitura Bíblica  Ex. 20.14; Dt. 22.22-30



INTRODUÇÃO
Nesta aula estudaremos o sétimo mandamento, que trata a respeito do adultério. Esse é um assunto bastante apropriado, principalmente nos dias atuais, nos quais a sociedade decidiu endeusar o sexo. Inicialmente identificaremos as implicações de uma sociedade sexualizada, em seguida, mostraremos que o adultério continua sendo pecado, e ao final, daremos orientações cristãs que conduzam ao arrependimento, e a uma vida de santidade na vida sexual.

1. SOCIEDADE SEXUALIZADA
Deus criou o ser humano para o sexo, negar essa dádiva divina não é bíblico. Na verdade, antes mesmo da Queda, o Senhor orientou Adão e Eva para que “fossem fecundos” (Gn. 1.28). O livro bíblico de Cantares, geralmente alegorizado, reporta a beleza do sexo no casamento (Ct. 1.2-16). O ato sexual, no contexto geral das Escrituras, deve existir dentro do casamento (Pv. 5.15-19). Para o escritor da Epístola aos Hebreus, o matrimônio e o leito sem mácula devem ser considerados (Hb. 13.4). No casamento, o sexo é devido aos cônjuges, de modo que o marido e a mulher devem se entregar um ao outro, também evitando que o outro venha a pecar (I Co. 7.3).  Isso deve ser levando em conta porque o sexo é uma necessidade, e se realizado dentro do casamento é uma benção de Deus. Contudo, por causa da natureza pecaminosa, o ser humano tem uma propensão para desvirtuar os projetos de Deus. Assim, o sexo, que deveria ser para o prazer, e também procriação, acabou fugindo do seu objetivo. Por isso, Na Antiga Aliança, Deus proibiu o adultério, sendo este punido com a morte (Lv. 20.10). A intenção desse mandamento é proteger a família, evitando que os cônjuges se entregam à devassidão, comprometendo a felicidade no lar. A cultura da sexualidade, que se propaga na sociedade moderna, está destruindo muitos casamentos. A mídia explorada demasiadamente a sexualidade, transformando-a não em Eros, como destacou C. S. Lewis, mas em Vênus. A ênfase exagerada que é posta no sexo, o transformou em algo irresponsável, objetivando apenas o prazer. A psicologia materialista moderna nivelou os seres humanos a simples animais, que não buscam outro interesse na vida a não ser o prazer sexual..

2.  O PECADO DO ADULTÉRIO
Por causa da ênfase no sexo como um fim em se mesmo, o adultério está se alastrando na sociedade. O número de casamentos desfeitos por causa desse pecado tem aumentado consideravelmente. Nesses últimos tempos, com o advento das mídias sociais, a adultério está sendo semeado através da internet. Os recursos das redes sociais, caso sejam usados indevidamente, sem as devidas precauções conjugais, podem contribuir para o adultério. O acesso à pornografia também tem causado estragos em vários relacionamentos conjugais. Há cônjuges que estão viciados nessa prática, e por causa dela estão idealizando o ato sexual. A pornografia é perigosa porque vicia, e ao invés de levar a pessoa a querer sempre mais, como acontece com os outros tipos de vícios, faz com que queiram cada vez mais o diferente. Por causa disso, pessoas que se iniciaram na pornografia, vendo imagens que consideravam simples, findaram em experiências horrendas. É perigoso se deixar levar pela luxúria, por causa dela muitos perderam não apenas a vida, mas também a alma (Pv. 6.25,26). Há homens e mulheres que estão brincando com fogo, achando que uma aventura não fará mal ao casamento (Pv. 6.27). Muitos que decidiram apenas “se divertir por um pouco” acabaram em desgraça e vergonha (Pv. 6.33,33). Até mesmo o rei Davi, por deixar de vigiar nessa área, pecou contra o Senhor (II Sm. 11.2). Os homens devem ter cuidado com os olhos, pois é possível que através deles venha o adultério (II Pe. 2.14). Como Jó, devem fazer um concerto com eles, para não coloca-los em mulheres que possam desvirtuá-los da fé (Jó. 31.1). O investimento na sexualidade sadia, dentro do casamento, previne o pecado do adultério (Pv. 5.15-20). Não devemos esquecer que o casamento é um mistério, homem e mulher se tornam uma só carne no ato conjugal (Ef. 5.31,32). Aqueles que entregam seu corpo a outro, que não seja o seu cônjuge, estão profanando o templo do Senhor (I Co. 6.13,15).

3. NÃO ADULTERARÁS
O adultério está se tornando cada vez mais natural, em alguns contextos pós-modernos chega a ser motivado, como demonstração de uma suporta liberdade sexual. Antigamente a prática do adultério era criminalizada pelo código jurídico brasileiro. Para Jesus o adultério continua sendo pecado, ele ampliou seu alcance ao explicar que se alguém cobiçar uma mulher em seu coração cometeu adultério com ela (Mt. 5.27,28). Na medida em que deixam de atentar para as palavras do Senhor, as pessoas acabam se acostumando com a infidelidade conjugal. Existem até aquelas que justificam seu pecado, argumentando que “a carne é fraca”. É bíblico que a carne é fraca (Mt. 26.41), mas também que é preciso andar no Espírito (Gl. 5.16). Quanto mais investimos no Espírito, menos propensos nos tornamos ao controle da carne. Aqueles que estão envolvidos nesse tipo de pecado precisam se arrepender e buscar o perdão. Como Davi, devem reconhecer que estão distanciados de Deus e que pecaram contra o Senhor (II Sm. 12.13). A confissão do pecado de Davi se encontra no Sl. 51, nesse texto bíblico o monarca abre seu coração, e clama pelo perdão e misericórdia divina. A igreja de Corinto se encontrava em uma sociedade não muito deferente da que nos encontramos atualmente. Por causa disso, estava vulnerável à carnalidade. Paulo reconheceu que entre eles haviam muitos que vinham de experiências sexuais pecaminosas. Mas essas pessoas, depois que se arrependeram, e se voltaram para o Senhor, foram justificadas no nome do Senhor Jesus (I Co. 6.11).

CONCLUSÃO
Há esperança para aqueles que se entregaram ao pecado do adultério, certa mulher foi flagrada nesse tipo de transgressão. Os acusadores quiseram apedrejá-la, mas Jesus interviu em seu favor, perdoando os seus pecados. As palavras do Senhor, para aquela mulher adúltera, se aplicam àqueles que se arrependem: “nem eu tampouco de condeno, vá e não peques mais” (Jo. 8.10,11). Portanto, para alcançar a misericórdia do Senhor é preciso confessar o pecado e abandoná-lo (Pv. 28.13).

BIBLIOGRAFIA
KALAS, J. E. The ten commandments from the back side. Nashville: Abingdon Press, 1998.
RYKEN, P. G. Os dez mandamentos para os dias de hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 2014. 

quarta-feira, fevereiro 18

EBD 1º TRIMESTRE LIÇÃO 08: NÃO MATARÁS




Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD





Texto Áureo Ex. 23.7 – Leitura Bíblica  Ex. 20.13; 35.16-25



INTRODUÇÃO
Dando continuidade aos estudos dos Dez Mandamentos, nos deteremos na aula de hoje no sexto mandamento: Não matarás. Inicialmente faremos uma análise da expressão, a fim de dirimir dúvidas teológicas, a partir do hebraico bíblico. Em seguida, ressaltaremos o valor desse mandamento, considerando a natureza sagrada da vida. Ao final, apontando os riscos de deixar de levar a sério esse importante mandamento.

1. NÃO MATARÁS
Esse mandamento é um dos mais curtos, a expressão hebraica é lo ratzach, ou simplesmente: “não mate”. O verbo hebraico ratzach tem a especificidade de se referir “ao assassinato de um ser humano”. Nada tem a ver com a pena de morte no sistema jurídico, ou em um confronto de guerra, ou até mesmo à morte de um animal. Essa expressão, em Ex. 20.13, se refere ao homicídio culposo, no qual há intenção de matar. Os casos de mortes acidentais eram previstos no sistema mosaico, que preservava a vida daquele que as ocasionasse (Dt. 4.42). Isso porque no sistema jurídico de Israel a pena capital era permitida, além da morte resultante em confrontos bélicos. Essa possibilidade é concebida também no Novo Testamento, o apóstolo Paulo não recomenda, mas atesta que o governo “não traz debalde a espada” (...) e que esse “é ministro de Deus e vingador para castigar o que faz o mal” (Rm. 13.4). De acordo com esse texto, não compete a qualquer pessoa realizar a vingança (Rm. 12.19), mas o governo pode ter a responsabilidade de julgar, dependendo das leis do país, com a pena capital. Mesmo com essa possibilidade, os cristãos costumam adotar um posicionamento favorável à vida, dando ao transgressor a oportunidade para o arrependimento. Além disso, faz-se necessário reconhecer que o Estado também é falho, e pode incorrer no risco de julgar indevidamente as pessoas. Em um contexto de corrupção, é possível que os condenados à morte sejam justamente aqueles que se encontram em posição de vulnerabilidade. O evangelho de Jesus Cristo garante ao pecador a possibilidade de arrependimento, e esse deve ser o posicionamento da igreja (At. 3.19).

2.  A VIDA É UMA DÁDIVA
O sexto mandamamento ressalta a dignidade da vida humana, infelizmente essa geração tem sido marcada pela cultura da morte. A morte está se alastrando por todos os lados, e as vidas das pessoas estão sendo coisificadas. A morte do ser humano está sendo banalizada, as produções cinematográficas e os programas de TV atestam essa realidade. Os atentados à vida também são comuns, empreitadas terroristas que assustam as pessoas, chacinas de menores nas ruas e nas escolas. A cultura da violência está se propagando de tal modo que estamos deixando de nos escandalizar com os assassinatos. Cada ser humano que morre é contado com números frios, sem atentar para a dignidade da vida nas Escrituras (Gn. 4.8; Lv. 24.21; , e que nos é reafirmada nas palavras de Jesus (Jo. 10.10). Atentados contra a vida podem ser constatados também nas práticas do aborto e da eutanásia (Jó. 12.10). Comumente os evangélicos são rotulados de conservadores, em virtude do seu posicionamento contra essas práticas. Na verdade, os cristãos se posicionam em favor da vida, ao defenderem que o feto é vida (Sl. 139.13-16; Jr. 1.5), e que a vida das pessoas não são descartadas, quando essas adoecem (Sl. 139.13-16), ou estão nos dias da velhice (Sl. 92.14). A igreja deve manter seu posicionamento firme em relação a esses assuntos, mas também dar o exemplo através de práticas sociais que auxiliem pessoas marginalizadas, ou que se tornaram vítimas de um sistema que descarta a vida humana. Como o samaritano da parábola de Jesus, devemos ajudar os mais necessitados, aqueles que são desconsiderados pela sociedade utilitarista (Lc. 10.31-37).

3. CUIDADO
Não é difícil transgredir o sexto mandamento, isso se atentarmos para o conceito bíblico mais amplo de assassinato. Muitas pessoas estão matando a fé uma das outras através de atitudes escandalosas. Além disso, a agressão não se dá apenas pelos meios físicos, mas também pelo verbal (Mt. 5.21,22). A ofensa é uma forma de manifestar esse mandamento, na medida em que denigre a imagem da pessoa humana. Deus abomina o cerne do assassinato, onde esse se origina, no ódio alimentado, e no desejo de vingança. Há pessoas que não matam fisicamente, mas desejam que seus inimigos morram. Por esse motivo João adverte que “todo aquele que odeia a seu irmão é assassino” (I Jo. 3.15). O coração de algumas pessoas está repleto de ódio, por isso utilizam a língua para disseminar a maldade, e destruir a vida das pessoas (Mt. 12.34). O autor dos Provérbios destacou que existem pessoas cujas palavras são como pontas de espada (Pv. 12.18). Há pessoas que agridem os outros verbalmente, e não se ressentem de suas palavras, isso também é assassinato. As palavras têm o poder de matar, existem muitas pessoas nas igrejas adoecidas por causa de uma agressão verbal. Lembramos que um dos motivos do assassinato pode ser a inveja, por causa dela Caim matou seu irmão Abel (Gn. 4.8). Esse sentimento tôxico tem causado muitos males à sociedade, inclusive às igrejas, pessoas adoecidas que querem se colocar acima das outras. Por causa da inveja muitos estão sendo assassinatos diariamente, fisicamente, emocionalmente e espiritualmente. 

CONCLUSÃO
Em meio à cultura da morte, a igreja da responsabilidade de levar adiante a mensagem da vida. Não podemos esquecer que Jesus é a Vida (Jo. 11.25; 14.6). E porque estamos a serviço do Autor da Vida, devemos investir na vida, se opondo à cultura da morte. Para tanto, precisamos pregar, usando as palavras e atitudes que façam a diferença na sociedade. A vida de Cristo deve contagiar as pessoas, devemos ser canais de vida, em um mundo no qual cada vez mais se propaga a morte.

BIBLIOGRAFIA
HAUERWAS, S. M., WILLIMON, W. J.The truth about God: the ten commandments in christian life. Nashvile: Abingdon Press, 1999.
RYKEN, P. G. Os dez mandamentos para os dias de hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

EBD 1º TRIMESTRE LIÇÃO 07: HONRARÁS PAI E MÃE




Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD






Texto Áureo Cl. 3.20 – Leitura Bíblica  Ex. 20.12; Ef. 6.1-3; Mc. 7.10-13


INTRODUÇÃO
Um dos sinais dos últimos dias da igreja na terra é a desobediência aos pais, uma demonstração de apostasia (II Tm. 3.9). Essa é uma realidade evidente, o espírito de rebeldia está se difundindo cada vez mais na sociedade. Conforme estudaremos na lição de hoje, a orientação de Deus, em resposta a essa constatação, é a obediência aos pais, dando-lhes a honra devida. Na primeira parte da aula faremos uma apresentação contextualizada do mandamento. Na segunda, ressaltaremos as promessas de Deus no prolongamento dos dias vidas àqueles que obedecem ao mandamento do Senhor.

1. HONRAR PAI E MÃE
O verbo honrar, em hebraico, é kaved, e se encontra no modo imperativo, cujo significado é “levar em consideração”. Essa palavra hebraica, literalmente, significa “pesado” ou “que pesa”, com o sentido de “demonstrar peso”. Esse termo é usado inclusive para ressaltar a glória de Deus, dando o devido “peso” à Sua condição. Esse mandamento é de capital importância, haja vista esse ser o primeiro mandamento da segunda tábua da torah (Ex. 31.18). Em se tratando dos mandamentos sociais, a honra aos pais tem proeminência. Isso também mostra o valor dado por Deus à família, o relacionamento saudável entre seus membros é fundamental. Agostinho de Hipona perguntou certa feita: “Se alguém não honrar os pais, haverá alguém que ele poupará?” Ao que tudo indica, parece que não, tendo em vista que a forma como nos relacionamos com os outros se sustenta na maneira como tratamos os membros da família. No Antigo Testamento a honra aos pais é posta na mais elevada posição, por isso, está escrito que “Quando um homem amaldiçoar a seu pai ou a sua mãe, certamente morrerá: amaldiçoou a seu pai ou a sua mãe; o seu sangue é sobre ele” (Lv. 20.9). A penalidade para a desonra aos pais era a morte, o filho rebelde deveria ser levado aos anciãos da cidade, ser apedrejado (Dt. 21.18-21). O livro de Provérbios, carregado de sabedoria judaica, apresenta orientações práticas a fim de que os filhos atentem para esse importante mandamento (Pv. 1.8; 3.1,2; 6.20; 23.22).

2.  UM MANDAMENTO COM PROMESSA
Estamos inseridos em uma sociedade contestadora, nossos filhos estão sendo ensinados pela mídia, e até mesmo nas escolas, a não obedecerem aos seus pais. Em oposição a essa filosofia pós-moderna, a Palavra de Deus nos instrui à obediência, a considerar aquilo que os pais dizem. Muitos filhos estão pagando alto preço por causa da desatenção que deram às palavras dos seus pais. Se muitos que se encontram nos presídios atualmente tivessem ouvindo os conselhos paternos, certamente não estariam atrás das grades. A obediência a esse mandamento está atrelada a uma promessa, a de uma vida longa (Ex. 20.12). O apóstolo Paulo lembra que esse é o primeiro mandamento com promessa (Ef. 6.2) e reforça que “isto é agradável ao Senhor” (Cl. 3.20). Essa mensagem deve ser reafirmada nos dias atuais, os filhos precisam saber que poderão colher frutos amargos se decidirem contrariar a orientação de seus pais. Há aqueles que consideram seus pais ultrapassados, e querem ter um estilo de vida diferenciado, comprometendo a integridade da vida na desobediência. Os pais, principalmente aqueles que se fundamentam na Palavra de Deus, têm condições de nortear as decisões dos filhos. A experiência também não pode ser descartada, é preciso ouvir os mais velhos, coadunando-se às instruções do Senhor (Lv. 19.32). Os pais também não podem fugir da responsabilidade de dar as instruções necessárias aos seus filhos (Pv. 22.6). Existem pais que estão relaxando no ensinamento da Palavra aos seus filhos, deixando de cria-los “na doutrina e admoestação do Senhor” (Ef. 3.21; 6.4).

3. A APLICABILIDADE DO MANDAMENTO
É responsabilidade dos pais a instrução dos filhos no caminho do Senhor, especialmente dos obreiros (I Tm. 3.5; Tt. 1.6). Evidentemente esse texto se aplica aos filhos em idade de sujeição, existem aqueles que ao cresceram se distanciam dos conselhos dos pais, e se afastam do evangelho de Cristo. Esses são os filhos pródigos, que devem ser tratados com amor, e pelos quais os pais devem orar, na expectativa de que retornem à casa do Pai (Lc. 15.19). O tempo, e as adversidades, poderão atuar na vida deles, e como aconteceu com o filho perdido, poderão reencontrar o caminho de volta, e saber que não existe lugar melhor que nos braços do Pai. Aos filhos que estão na igreja, a admoestação bíblica é a de que honrem seus pais, a menos que esses se interponham ao discipulado de Cristo (Mt. 10.37). Jesus é o maior exemplo de filho que soube honrar seus pais, o evangelista narra que desceu Ele com seus pais para Nazaré, e em conformidade com o costume judaico, era-lhes sujeito (Lc. 2.41-50). Até mesmo nos momentos finais de vida na terra, Jesus se lembrou da sua mãe, entregando-a aos cuidados de João, o discípulo amado (Jo. 19.26,27). Essa é um modelo que deve ser seguido pelos filhos crentes, para que não se deixem levar pelo utilitarismo da sociedade contemporânea. Nossos pais, ainda que não consigam produzir como antes, e demandem cuidados por causa da idade avançada, devem ser honrados pelo desprendimento que tiveram a fim de nos provê o necessário para a existência.

CONCLUSÃO
O princípio da honra aos pais permanece como mandamento do Senhor aos filhos cristãos. A promessa de vida longa é reafirmada no Novo Testamento. Aqueles que quiserem longevidade, deverão ouvir os conselhos dos seus pais, ainda que parecem ser ultrapassados. O reflexo de uma sociedade decadente é percebido na medida em que essa se distancia dos marcos antigos (Pv. 22.28). Atitudes simples podem fazer muita diferença, pedir a benção aos pais era um costume normal antigamente, mas que, infelizmente, está desaparecendo dos lares.  

BIBLIOGRAFIA
HOBBERT, J. C. The ten commandments: a preaching commentary. Nashville: Abingdon Press, 2002.
RYKEN, P. G. Os dez mandamentos para os dias de hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.
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