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Leia a bíblia

segunda-feira, julho 25

Coloque Deus à frente de sua vontade de desistir!


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"E, quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar.
E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sobre a tua palavra, lançarei a rede."
 Lucas 5:4-5


A Palavra do Senhor sempre nos encoraja. Nos momentos em que nossas forças já são quase inexistentes devido às inúmeras tentativas sem sucesso podemos ouvir a voz de Jesus nos dizendo claramente: "Vamo! Comigo vai dar certo! Faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar".

Simão já havia desistido. O verso 2 do capítulo 5 deixa registrado que ele já estava lavando as redes. Traduzindo: tinha perdido a esperança. E quantos de nós desistimos de tantas coisas após tentativas mal sucedidas?

Talvez os resultados das suas tentativas de pesca nas madrugadas da vida tenham lhe arranhado, ferido ou até mesmo te traumatizado profundamente a ponto de fazer você alguém sem esperança. Mas a boa notícia é que essas experiências podem ficar para trás. Podem fazer parte do passado sem assombrar o seu presente e o seu futuro. Basta lançar fé na Palavra de Deus e obedecer a Sua voz! A Voz do Senhor que nos impulsiona à luta e nos encaminha a vitória!

Tenha esperança! Tenha fé! Não ouça a voz das circunstâncias!!!

Se suas tentativas sem sucesso nas mais diversas áreas da vida foram frustrantes... Experimente lançar sua confiança em Deus, em Sua Palavra, colocando-O soberanamente à frente de sua vontade de desistência.

EBD 3º TRIMESTRE LIÇÃO 04: O TRABALHO E ATRIBUTOS DO GANHADOR DE ALMAS







EBD LIÇÕES PARA A VIDA



Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD








Texto Áureo II Tm. 4.5 – Leitura Bíblica At. 8.26-34

INTRODUÇÃO
O desafio de ganhar almas pressupões, conforme destacamos em aulas anteriores, o conhecimento da doutrina da salvação, e o poder do Espírito Santo. Mas é preciso também que haja o evangelista, ou seja, a pessoa capacidade por Deus para levar o evangelho de Jesus Cristo. Na aula de hoje destacaremos o trabalho e atributos do evangelista. Ao final, abordaremos a atuação do ministério de evangelista nos dias atuais, destacando sua relevância para a igreja.

1. O TRABALHO DO EVANGELISTA
A palavra evangelista (gr. euaggelistas) ocorre apenas três vezes no Novo Testamento em At. 21.8, em referência a Filipe, o diácono-evangelista; em Ef. 4.11, ao dom ministerial de evangelista; e II Tm. 4.5, orientando Timóteo a fazer o trabalho de evangelista. O significado literal de “anunciador de boas novas”, e nesse sentido, Jesus é o maior dos evangelistas, pois Ele deu testemunho de que havia sido enviado para pregar as boas novas aos quebrantados (Lc. 4.18,19; Is. 61.1-3). Ao que tudo indica essa era uma função ministerial na igreja primitiva, semelhante à de apóstolos, profetas, pastores e mestres. O evangelista, grosso modo, é alguém que tem amor pelas almas perdidas, um desejo de conduzir os perdidos a Cristo. Filipe é o único homem no Novo Testamento a ser denominado de evangelista. Ele era um dos sete diáconos que foram dispersos em virtude da perseguição que resultou na morte de Estevão (At. 6.5; 8.1-5). Filipe se destaca como um verdadeiro evangelista porque mesmo diante da perseguição não foge da responsabilidade de levar o evangelho adiante. Ele desfruta de íntima relação com Deus, ouvindo a Sua voz, com disposição para obedecê-LO. Como evangelista Filipe deixou o exemplo para aqueles que querem ganhar almas para Cristo. Isso somente poderá ser feito se não medirmos esforços para alcançar essa meta. É necessário também seguir as orientações do Espírito Santo. Identificamos o dom de evangelista na igreja sempre que vemos obreiros dedicados à tarefa de ganhar almas. Há pessoas que se gastam a fim de tirar os perdidos do caminho da perdição. Como Filipe, seu mote é a doutrina da salvação, a cruz de Cristo é seu tema central. Fundamentados na Bíblia, como fez Felipe diante do Eunuco, pregam a Cristo, e esse crucificado (At. 8.32-35), loucura e escândalo para alguns, mas o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, como bem expressou Paulo (Rm. 1.16). Felipe foi separado como diácono pela igreja, mas se revelou evangelista em atuação. Isso demonstra a possibilidade das pessoas serem escolhidas para assumirem uma posição eclesiástica, e se destacarem em outra, de acordo com o chamado de Deus.

2. OS ATRIBUTOS DO EVANGELISTA
O verdadeiro evangelista tem amor pelas almas perdidas, Paulo assumiu que pesava sobre ele a obrigação de pregar o evangelho (I Co. 9.16). Geralmente a atuação do evangelista é acompanhada por milagres. Filipe pregou o evangelho, mas certamente os milagres que Deus realizou através dele foram relevantes para a conversão de muitas vidas a Cristo (At. 8.6). É importante ressaltar, no entanto, que o ministério de Filipe não se reduziu a operação de milagres. Existem muitos pregadores atuais, principalmente os televisivos, que não pregam a mensagem. Eles apenas utilizam os milagres como um show, uma espécie de atrativo pessoal, como se fosse um fim em si mesmo. Alguns desses supostos evangelistas estão interessados apenas no dinheiro das pessoas. Elas não querem arrebatar almas da perdição, querem auferir lucros, e enriquecerem ilicitamente. Filipe não apenas fez milagres, o texto bíblico de At. 8.12 diz que as pessoas creram na sua mensagem. Isso quer dizer que elas ouviram a pregação, e foram convencidas e convertidas da necessidade do arrependimento (At. 3.19). Os evangelistas pregam o novo nascimento, a importância de deixar o pecado e se voltar para Deus, em novidade de vida (II Co. 5.17). Um verdadeiro evangelista não se aparta da Bíblia, na verdade ele prega a Palavra de Deus (II Tm. 4.2). Paulo quando esteve entre os coríntios não levou palavras persuasivas de sabedoria humana. Como evangelista, pregou a mensagem da cruz, pelo poder do Espírito Santo (At. 8.13; I Co. 1.4). O evangelista valoriza as vidas individualmente, por isso Deus conduziu Filipe para pregar ao eunuco de Candace. As maiores mensagens de Jesus foram pregadas para uma pessoa. Em João 3 O encontramos pregando para Nicodemos, expondo a doutrina do novo nascimento. Em João 4 nos deparamos com o mesmo Senhor ministrando para uma mulher samaritana, destacando o valor da água da vida. Aqueles que apenas querem pregar para as multidões não são evangelistas, alguns deles querem apenas visibilidade pessoal. O verdadeiro evangelista valoriza cada alma, sabendo o valor que elas têm, individualmente (Lc. 15.3-7).

3. O TRABALHO DO EVANGELISTA
Ninguém pode ser obreiro de Deus sozinho, dispensando a contribuição de outros para o seu ministério. Felipe foi usado por Deus como evangelista, pregando a mensagem da cruz, com autoridade espiritual. Mas dependeu do trabalho dos apóstolos, por isso Pedro e João foram enviados para Samaria, a fim de confirmaram o trabalho ali iniciado. Ao que tudo indica Filipe teria batizado Simão (At. 8.13), aquele que posteriormente quis comprar o dom de Deus (At. 8.18-23), sendo repreendido por Pedro. O evangelista, na ânsia de ganhar almas, pode se adiantar, e aceitar a todos, indistintamente, o que é compreensível. Às vezes o evangelista diz “vinde como estás”, mas o pastor-mestre complementa: “como estás não podes permanecer”. A doutrina apostólica é fundamental para orientar aqueles que se decidem por Cristo, por isso o discipulado é tão importante nas igrejas. Outra característica do evangelista é itinerância, é o que atestamos no ministério de Filipe. Após cumprir sua missão em Samaria, é conduzido imediatamente para outro lugar (At. 8.26). Talvez Timóteo achasse cômodo permanecer em Éfeso, como pastor residente, mas Paulo o admoesta para que cumpra o ministério de evangelista (II Tm. 4.5). Para tanto deveria exercitar-se a si mesmo, não tem como ser evangelista apenas na teoria, sem pôr em prática, e fazer o que é preciso (II Tm. 4.7). A negligência é o principal empecilho para que o evangelista se distancie da sua responsabilidade (I Tm. 4.14). O comodismo pode afastá-lo do seu trabalho, a busca por posição eclesiástica também. Por isso a igreja deve apoiar aqueles que exercem esse ministério, reconhecendo seu valor para a expansão do Reino. Os evangelistas devem avivar o dom de Deus em suas vidas, buscando experiências com o Senhor, fundamentadas na palavra (II Tm. 1.6).

CONCLUSÃO
Vivemos dias tenebrosos, as perseguições estão sobrevindo sobre a igreja, mas o evangelho não pode ser calado. Para tanto precisamos de mais evangelistas para levar adiante as boas novas de Jesus. Esses devem ser corajosos, tendo em vista que Deus não lhes deu espírito de covardia, mas de poder, amor e moderação (II Tm. 1.7), para ganharem muitas almas para Cristo. Cumpramos, na direção da Palavra e no poder do Espírito Santo, o desafio de evangelizar, pois para isso fomos chamados.

BIBLIOGRAFIA
GEE. D. Os dons do ministério de Cristo. Rio de Janeiro: Livros Evangélicos, 1961.
SOUZA. E. A. de. Títulos e dons do ministério cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 1992.

quinta-feira, julho 14

EBD 3º TRIMESTRE LIÇÃO 03: IGREJA, AGÊNCIA EVANGELIZADORA








EBD LIÇÕES PARA A VIDA


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 Texto Áureo  At. 1.8 – Leitura Bíblica  At. 1.1-14




INTRODUÇÃO
O evangelho de Cristo deveria sair de Jerusalém, seguir para Judéia e Samaria, e até aos confins da terra. Ainda hoje essa responsabilidade é posta sobre a Igreja, e sobre nenhuma outra agência institucional. Para tanto, aqueles que são chamados por Cristo devem manter o foco, não se dispersarem com atividades outras, que comprometam essa missão. E mais importante, depender do poder do Espírito Santo, a fim testemunhar com ousadia, atestando que Jesus ressuscitou de entre os mortos, esse será o assunto a ser estudado na lição de hoje.

1. IGREJA, AGÊNCIA PARA O EVANGELHO
A palavra Igreja, no grego do Novo Testamento, é ekklesia, e diz respeito a uma assembleia, no caso os crentes que professam sua fé em Cristo. O próprio Senhor, em Mc. 16.18, prometeu que edificaria Sua igreja, e que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela. Isso aconteceu no dia de Pentecostes, quando o poder de Deus veio sobre àqueles que estavam reunidos no cenáculo (At.2.2). A Igreja é o Corpo de Cristo, e compete a essa, divulgar a boa nova do evangelho, até os confins da terra (At. 1.8). De acordo com os textos paralelos da Grande Comissão da igreja, essa deve fazer discípulos (Mt. 28.16-20), alcançar toda criatura (Mc. 16.15), testemunhando a morte e ressurreição de Cristo (Lc. 24.46-48), tendo Jesus como Maior Exemplo (Jo. 20.19-23), e no poder do Espírito Santo (At. 1.3.12). Quando dizemos que a Igreja é uma agência, ressaltamos que essa deve agir sobre a sociedade, caindo na graça do Senhor (At. 2.47). A Igreja precisa assumir a responsabilidade evangelizadora, ganhando as almas perdidas para Cristo, conduzindo-as em amor aos pés da cruz. Não podemos esperar que as instituições governamentais façam aquilo que compete exclusivamente à Igreja. O poder político deve se preocupar com a melhoria das condições sociais da população em geral. Enquanto isso, a igreja investe seus recursos, financeiros e humanos, para a tarefa desafiadora da evangelização, e em prosseguimento, o discipulado.

2. EVANGELIZAR, PRIORIDADE PRIMORDIAL DA IGREJA
Há igrejas evangélicas que estão perdendo sua prioridade, algumas delas estão tão ocupadas com o poder político que deixaram de cumprir o “fazei discípulos” de Jesus. Algumas igrejas se tornaram verdadeiros comitês eleitorais, não se preocupam com outra coisa, senão conseguir votos para seus candidatos. É um equívoco pensar que iremos ganhar as pessoas para Cristo através do poder secular. Todas as vezes na história que a igreja recorreu a esse artifício, resultou em escândalo ao evangelho de Cristo. Outro equívoco é o de reduzir a atuação da igreja ao filantropismo, não podemos negar que a igreja tem uma responsabilidade social, e que deve fazer evangelização integral. Mas é preciso ter cuidado para não reduzir a atuação da igreja ao assistencialismo. Existem igrejas que querem mudar o país, se envolvem em militância partidária, assumem ideologias humanas, como se divinas fossem. A responsabilidade primordial da igreja é a evangelização, isto é, proclamar a todas as pessoas que o pecado conduz à condenação, e que a salvação é Jesus Cristo, a prova maior do amor de Deus (Jo. 3.16). Para fazê-lo de maneira exitosa, a Igreja precisa ver a pessoa como um todo, atentando não apenas para a alma, mas também o corpo. Devemos ter cuidado dos necessitados, e assumir que o próximo carece da nossa atenção, não apenas para conduzi-lo ao evangelho. A ação social da Igreja é uma tarefa que pode conduzir as pessoas a Cristo, mas esse não deve ser a motivação central. Através do nosso amor, e sobretudo, da nossa atenção, as pessoas que verão que nos as amamos, e tomem sua decisão pelo evangelho.

3. NO PODER DO ESPÍRITO SANTO
Para evangelizar a contento, cumprindo o imperativo discipulador de Jesus, a igreja deve depender do poder do Espírito Santo (At. 1.8). Esse é tão importante que o Senhor orientou Sua Igreja que permanecesse em Jerusalém, até que do alto fosse revestida do poder (Lc. 24.49). As igrejas que se dizem pentecostais devem viver como tais, buscando constantemente o poder do Espírito Santo. Para tanto, precisamos valorizar mais os momentos de oração, a fim de que o lugar nos quais nos reunimos sejam estremecidos pelo poder de Deus (At. 4.31). O pentecostalismo ao qual nos referimos é aquele respaldado pelas Escrituras, que concilia com moderação o conhecimento da Palavra e a manifestação sobrenatural do Espírito. Precisamos também dar lugar à operação dos sinais, prodígios e milagres (At. 4.39,30), bem como os dons do Espírito (At. 2.1-4; I Co. 12). As igrejas que maiores êxitos tiveram em ganhar almas foram aqueles que passaram por um genuíno avivamento, e que aprenderam a depender do Espírito Santo. A história das missões, a partir do livro de Atos, revelam o que uma Igreja poderosa pode fazer (At. 8.6,7). É importante também que haja espaço para o desenvolvimento dos dons ministeriais (Ef. 4.11), com vistas à edificação do Corpo de Cristo. Uma igreja evangelizadora, que investe na pregação, e depende do Espírito Santo, fortalece o discipulado. O ensino é uma responsabilidade da igreja evangelizadora, de nada adianta as pessoas levantarem as mãos, mas não serem ensinadas na palavra de Deus (II Tm. 3.16).

CONCLUSÃO
Compete exclusivamente à Igreja a tarefa de levar o evangelho de Jesus até aos confins da terra (At. 1.8). Para tanto essa deve depender do poder do Espírito Santo, e não se envolver em responsabilidade que retirem o seu foco. Se assim fizermos, veremos o que Deus é capaz de fazer através da Sua agência evangelizadora. Muitas almas se prostraram aos pés de Cristo, reconhecendo-O como Único Salvador, e Senhor de Suas vidas. Que não venhamos a desprezar a evangelização, recorrendo à Palavra de Deus, e no poder do Espírito Santo.

BIBLIOGRAFIA
ANDRADE, C. de. O desafio da evangelização. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.
SHEDD, R.  Evangelização: fundamentos bíblicos. São Paulo: Shedd Publicações, 2015.

sexta-feira, julho 8

EBD 3º TRIMESTRE LIÇÃO 02: DEUS, O PRIMEIRO EVANGELISTA






EBD LIÇÕES PARA A VIDA


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Texto Áureo  Gl. 3.8 – Leitura Bíblica  Gl. 12.1-8


INTRODUÇÃO
A comunicação do evangelho foi uma decisão divina, o próprio Deus tomou a iniciativa de trazer as boas novas às pessoas. Na lição de hoje, estudaremos a comunicação do evangelho, desde o Antigo Testamento, a partir do chamado de Abraão, até o Novo Testamento, com a vinda de Jesus, o Verbo que se fez carne. Aprenderemos, nesta aula, que Deus se interessa por nós, que se fez gente, para salvar os pecadores. E que, apesar da condição de pecado, Ele ama os seres humanos, e deseja salvá-los.

1. DEUS DECIDIU COMUNICAR O EVANGELHO
O Deus da Bíblia, como bem lembrou Blaise Pascal, não é o dos filósofos. Isso porque Ele não é um axioma, um conjunto de postulados. Ele é o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, que se envolve com as pessoas. Os deístas – movimento filosófico que defende que Deus está ausente – comparam Deus a um relojoeiro, que depois de criar sua máquina, dela se distanciou, sem dar qualquer informação de Si mesmo. Mas logo em Gn. 1.1, está escrito que Deus criou os céus e a terra, que se envolveu com seus habitantes. A criação de Adão e Eva, bem como a comunicação com eles, é uma demonstração do envolvimento de Deus com a humanidade. Deus não está ausente, Ele está conosco, na verdade, Ele é Deus conosco (Is. 7.14). Ele poderia muito bem não dar notícias, pois é Soberano e Senhor, sobre tudo e todos. Em Ex. 20, lemos a respeito da dádiva da Torah, que equivocadamente traduzimos por Lei. Através daquele ato Deus decidiu comunicar aos hebreus sua vontade. O objetivo central da Torah seria a preservação do povo escolhido por Deus. Os israelitas aprenderam a amar a Torah de Deus, de tal modo que os salmistas celebraram, com gratidão e alegria, a singeleza da revelação divina (Sl. 19; 119). Aquela também era uma notícia alvissareira, a mensagem graciosa e misericordiosa de Deus, que conduzia o povo por um outro caminho, diferente daquele trilhado para nações vizinhas. Verdadeiramente, o Deus de Israel, e também da Igreja, não está ausente. Ele é um Deus que está próximo, que se identifica com Sua criatura, que a dirige pelo caminho da justiça (Sl. 1).

2. O EVANGELHO NO ANTIGO TESTAMENTO
No Antigo Testamento, testemunhamos o progresso da comunicação divina aos pecadores. Deus chamou Abrão da terra dos Caldeus, para sair do meio da sua parentela, e ir para a terra que o Senhor prometeu lhe dar. Fez-se necessário que esse perdesse seu pai, para que ele tomasse sua decisão (Gn. 12.1,2). O evangelho de Deus nos é comunicado, na maioria das vezes, através de sacrifícios, nossos ou dos entes queridos. A decisão de Abrão, no entanto, tornou-se uma benção, não apenas para ele, mas para todas as nações, para todos aqueles que creem (Gl. 3.8; Rm. 4.11, 17). Abrão, que posteriormente veio a se chamar Abrãao, tornou-se o primeiro evangelista, depois do próprio Deus. Para tanto, Ele teve uma experiência pessoal com Yahweh, conhecendo-O também por meio da revelação. Depois desse contato com o divino, Abraão passou a testemunhar de Deus para os gentios (Gn. 20.7). Os descendentes de Abraão receberam a Torah do Senhor, por meio da qual pautaram suas vidas. Eles também teriam a responsabilidade de levar àquela mensagem às nações. O próprio sacrifício pascal apontava para o derramamento do sangue do cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (Ex. 12.1-28; Jo. 1.29). Alguns salmos destacam a responsabilidade evangelizadora dos Israelitas, ressaltando que Deus não é apenas daquela nação, mas de todos os povos (Sl. 47; 66; 67). Os profetas da Antiga Aliança apontaram para um futuro, no qual Deus chamaria todas as nações para estar perante Ele (Is. 60.3; Jr. 31.31-33). A atuação de profetas como Daniel entre os gentios é uma demonstração prática do testemunho de Deus entre as nações (Dn. 2.31-35).

3. O EVANGELHO NO NOVO TESTAMENTO
No Novo Testamento, o testemunho do evangelho é realizado por meio da Igreja, a assembleia dos santos, chamada para anunciar as boas novas, em Cristo (At. 15.14). Esse novo povo, formado por judeus e gentios, tornou-se um objetivando reconciliar as pessoas com Deus, tendo essa mesma sido alcançada pela queda da parede da separação (Rm. 9.29; Ef. 2.14-16). Os gentios, através desse ministério divino, deixaram de ser goym (palavra hebraica para estrangeiros), e passaram a ser hagioi (palavra grega para santos), concidadãos da família de Deus (Ef. 2.11-22; I Pe. 2.5), participantes da promessa feita originalmente a Abraão (Ef. 3.6). Por meio das viagens missionárias de Paulo o evangelho saiu da Judéia e Samaria, e chegou até aos confins da terra (At. 1.8). O apóstolo dos gentios propagou a boa nova entre os povos, raças e culturas (Rm. 11.13; Ef. 3.7). Nos dias atuais Deus não tem mais um povo, o tratamento não é mais com uma nação, nem mesmo com Israel. As promessas em relação à Israel, enquanto nação, se cumprirão por ocasião do milênio. A Igreja, formada por crentes de todas as nações, deve testemunhar do amor de Cristo, da sua morte e ressurreição (At. 2.32). As epístolas do Novo Testamento são decorrentes da evangelização, elas foram escritas a fim de discipular igrejas que foram alcançadas pelo evangelho de Cristo. O livro de Apocalipse, em uma dimensão escatológica, anuncia os resultados da evangelização. No futuro, diante do trono do Cordeiro, estarão povos de todas as nações (Ap. 5.9).

CONCLUSÃO
Deus sempre trouxe boas notícias para o Seu povo, depois deles reconhecerem uma má notícia, a realidade do pecado (Gn. 3.15). A Bíblia inteira, de Gênesis a Apocalipse, é um testemunho do amor evangelístico de Deus. O ápice da Sua atuação evangelizadora foi o envio do Seu Filho, que se entregou pelos pecadores (Jo. 3.16). O Verbo se fez carne, e habitou no meio dos homens (Jo. 1.1,14), essa é a prova maior do amor divino, que não nos considerou, mesmo na condição de pecado (Rm. 5.8).

BIBLIOGRAFIA
BÍCEGO, V. Manual de Evangelismo. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.
SHEDD, R.  Evangelização: fundamentos bíblicos. São Paulo: Shedd Publicações, 2015.

Seminário Metanoia é Sabado 16 de Julho

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Sabado (16 de Julho) Acontece o seminário METANÓIA, com participação especial da dupla Amizaday Lira e Moabe Felipe que apresentaram varias palestras durante todo o dia ate o encerramento a noite.
A palavra metanóia é uma palavra de origem grega que significa transformação de mente, caráter e vida.
O evento será realizado na Assembleia de Deus, Templo sede na Vila Rio Grande do Norte, Serra do Mel/RN.
Este Seminário tem o propósito de impactar em especial jovens e adolescentes,  mais também é para você pai, mãe ou adulto, para cumprirem o propósito para o qual foram criados por Deus, teremos 6 palestras durante todo o sabado dia 16 de julho, com temas diversificados. 
De Fato você não pode perder! Venha passar por uma Metanóia, e viver juntamente conosco os propósitos de Deus


domingo, julho 3

CULTO DE AÇÃO DE GRAÇAS PELO NATALÍCIO DO Pr: JOÃO DE DEUS





Convidamos a todos os irmãos á Participarem desta linda festa de agradecimento a DEUS , por mais um ano de vida do nosso Pastor João de Deus Barreto.

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EBD 3º TRIMESTRE LIÇÃO 01: O QUE É EVANGELIZAÇÃO






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Texto Áureo  Mt. 28.19,20 – Leitura Bíblica  Mc. 16.9-20



INTRODUÇÃO
Ao longo deste trimestre estudaremos o desafio da evangelização, considerando ser essa uma das missões precípuas da igreja na terra. Nesta primeira aula definiremos os conceitos de evangelismo e evangelização. Em seguida, apresentaremos as motivações bíblicas para a evangelização. Ao final, destacaremos os desafios a serem enfrentados, na difícil tarefa de levar o evangelho a todas as pessoas.

1. EVANGELISMO E EVANGELIZAÇÃO
Evangelismo e evangelização, embora sejam termos inter-relacionados, não apresentam o mesmo significado. O sufixo “ismo”, na língua portuguesa, carrega o sentido de conjuntos de pressupostos, ou de conceitualização. Sendo assim, é mais apropriado conceber evangelismo como os fundamentos teológicos, mais precisamente, bíblicos para a evangelização, essa última diz respeito à prática propriamente dita. O evangelismo, enquanto doutrina da evangelização, é fundamental para a igreja, a fim de que essa possa seguir as determinações bíblicas em relação ao anúncio da mensagem evangélica. Existem excessos a esse respeito, alguns pregam o evangelho, preocupados apenas com a salvação da alma, esquecendo do corpo do pecador. Por outro lado, há outros que pregam o evangelho meramente social, desconsiderando a realidade do pecado, e a necessidade da vida eterna. No grego do Novo Testamento o verbo é euangelizo, e diz respeito ao ato de levar a mensagem, anunciar boas notícias (I Ts. 3.6; Ap. 10.7). Mais especificamente, tem a ver com o anúncio das boas novas da salvação, para os pecadores através de Jesus Cristo (Lc. 1.19,20; 9.6; 20.1; At. 5.42; 8.4,25,35; 10.36; 11.20; 13.32; 17.18; Gl. 1.6). João Batista foi um dos primeiros a evangelizar, conclamando os pecadores ao arrependimento (Lc. 3.18), em seguida, Jesus anunciou as boas novas aos pobres, demonstrando ser o Messias prometido (Mt. 11.5). A mensagem pregada por Jesus era a do Reino de Deus (Lc. 4.43; 8.1), também anunciada pelos apóstolos (At. 8.12). O objetivo central da evangelização é conduzir as pessoas para Deus (At. 14.15,21). Paulo, o apóstolo dos gentios, dedicou sua vida à evangelização (Rm. 1.15; 15.20; I Co. 1.17; 9.16; Ef. 3.8).

2. MOTIVAÇÕES PARA EVANGELIZAR
A evangelização é necessária, e uma das funções precípuas da igreja, porque Jesus veio buscar e salvar o que se havia perdido (Lc. 19.10). Na verdade, todo o ministério do Senhor foi dedicado a ganhar almas (Jo. 4.34), pois via as pessoas como ovelhas que não tem pastor (Mt. 9.36), como doentes que necessitavam de médicos (Mt. 9.35). O Seu amor pelas almas era imenso, de modo que assumiu a condição de servo (Fp. 2.8), a fim de entregar a Sua vida pelas almas perdidas (Ef. 1.7). A igreja também deve ser envolver nesse ministério da reconciliação, como embaixadores da parte de Cristo (II Co. 5.18-20). Para tanto, deve assumir o ministério da Grande Comissão, levando o evangelho a toda criatura (Mc. 16.15), fazendo discípulos em todas as nações (Mt. 28.19), a fim de que as pessoas venham a se arrepender (II Pe. 3.9), tenham o conhecimento da verdade (I Tm. 2.4). Todos os crentes receberam do Senhor essa incumbência, de modo que uma igreja somente é igreja na medida em que essa se envolve na evangelização (I Pe. 2.9; Mt. 10.8). Paulo sabia que essa era uma obrigação que lhe era imposta, de tal modo que disse “ai de mim se não anunciar o evangelho” (I Co. 9.16). Ciente da relevância dessa mensagem, admoestou Timóteo, seu filho na fé: “conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus... que pregues a Palavra” (II Tm. 4.1,2). Esse também é um privilégio, pois é maravilhoso saber que somos cooperadores com o Reino de Deus (Mc. 16.20). Outrora éramos pecadores perdidos (Rm. 3.23), estávamos destinados à condenação (Pv. 24.11,12), ao lago do fogo (Ap. 20.14,15). Mas Deus nos salvou, e nos deu talentos a serem desenvolvidos na obra de Deus (Lc. 19.12,13).

3. O DESAFIO DA EVANGELIZAÇÃO
Ganhar almas é um privilégio, também uma obrigação, mas deve ser feito com base nos fundamentos da Palavra de Deus. Inicialmente é preciso reconhecer que se trata de um desafio, e que não é uma tarefa fácil. Mas aqueles que se dedicam a essa tarefa sabem que se semearem com lágrimas segarão com alegria (Sl. 126.5,6). Mesmo assim vale a pena enfrentar os desafios, a fim de achar as ovelhas que estão desgarradas do rebanho (Mt. 18.12,13). Aqueles que superarem esse desafio serão vencedores, e desfrutarão grande gozo no céu (Lc. 15.5,6; Fp. 4.1). A evangelização é uma prática cristã, que não pode ser postergada, muito menos desconsiderada. Há pessoas que criticam os evangelistas, argumentando que estão fazendo proselitismo. Cada vez mais as leis humanas tentam restringir a atuação daqueles que propagam o evangelho. Mas apenas o proselitismo religioso costuma ser coibido, as pessoas que propagam valores contrários à Palavra de Deus, costumam ser ouvidas com naturalidade. Jesus enviou Sua igreja a pregar o evangelho, dependendo sempre do poder do Espírito Santo (At. 1.8). Por meio dEle que podemos anunciar com autoridade que o evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Rm. 1.6). Mas devemos ter cuidado para não confundir o evangelho com questões loucas, e genealogias e contendas, que são coisas inúteis (Tt. 3.9). O tema central da pregação do evangelista é Cristo, e este crucificado (I Co. 2.2). Aqueles que recebem essa mensagem terão vida eterna (II Tm. 1.10) e serão salvos (Ef. 1.13).

CONCLUSÃO
A missão primordial da igreja é fazer discípulos. Na verdade, na expressão grega, não é o ide que é imperativo, mas fazer seguidores do Mestre (Mt. 28.19,20). Jesus partiu do pressuposto que sua igreja iria, caso contrário não seria Sua igreja. Mas é preciso que essa não perca o foco de vista, deve saber que a missão envolve não apenas fazer com que pessoas levantem as mãos, em sinal de aceitação, mas também discipulá-las, ensinando-as a guardar a mensagem de Cristo.

BIBLIOGRAFIA
BARRS, J. The Heart of evangelism. Illinois: Crossway Books, 2001.
BÍCEGO, V. Manual de Evangelismo. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

terça-feira, junho 14

EBD 2º TRIMESTRE LIÇÃO 11: A TOLERÂNCIA CRISTÃ




EBD LIÇÕES PARA A VIDA


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Texto Áureo: Rm. 14.17  Leitura Bíblica: Rm. 14.1-7

INTRODUÇÃO
Hoje, como nos tempos em que Paulo escreveu sua Carta aos Romanos, existem crentes fracos na fé, que têm consciência limitada em relação à sua liberdade cristã. Diante disso, e a partir das instruções que nos dá o Apóstolo, precisamos de discernimento espiritual para sermos tolerantes para com eles a fim de que não venham a ser destruídos, mas edificados em amor. Ao mesmo tempo em que devemos ser instrumentos de Deus para a maturidade dos crentes mais débeis na fé.

I – TIPOS DE CRISTÃOS
Os fracos na fé em Roma, pelo que podemos depreender contexto, eram os cristãos judeus, cuja fraqueza cultural (não moral), os deixava duvidosos quanto ao que fazer ou deixar de fazer em suas consciências, e por conseguinte, em suas práticas. Pelo que depreendemos do contexto, eles permaneciam comprometidos com as regras judaicas, especialmente, no que tange às dietas e a guarda de dias religiosos (Rm. 14.14.20). Paulo, ao longo de sua exposição, se põe ao lado dos fortes na fé, ele, inclusive, se apresenta como um dos fortes (Rm. 15.1). Contudo, por causa do amor, e talvez, considerando a decisão do Concílio de Jerusalém (At. 15.19), ensina aos fortes a serem tolerantes para os cristãos mais fracos. A recomendação de Paulo é que coisas como seguir uma determinada dieta e a escolha de dias religiosos, contanto que não comprometam a doutrina da salvação pela graça, por meio da fé em Cristo (Ef. 2.8,9; Gl. 1.8,9), devem ser postos como assuntos secundários e não devem ser motivo para alguém vir a julgar seu irmão (Rm. 14.3,4). Não recebemos do Senhor a incumbência para ser juízes dos nossos irmãos, tal somente pertence ao Supremo Juiz, por isso, Paulo cita Is. 45.23. Não sirvamos, portanto, de pedra de tropeço para os nossos irmãos, antes os encaminhemos, em amor, à maturidade.

II – VIVENDO A VERDADEIRA LIBERDADE EM CRISTO
Conforme apontamos anteriormente, Paulo se coloca a favor dos fortes, e ele mesmo se considera um dos tais. Mas, conforme escreve aos Coríntios (I Co. 6.12), embora tudo nos seja lícito, nem tudo nos convém, a fim de que os mais fracos não sejam escandalizados (literalmente, não venham a tropeçar). Nesse sentido, podemos dizer que nossa liberdade em Cristo é redimensionada pelo amor aos nossos irmãos fracos, já que, para eles, se agirem contra suas consciências, estarão pecando. Isso não quer dizer que nossa consciência seja infalível, ela pode, inclusive ser cauterizada (I Tm. 4.2), mas nós, os mais fortes, não podemos deixar de respeitar as consciências fracas dos irmãos que pecam contra seus princípios se agirem contra eles (Rm. 14.23). Por causa desses irmãos mais fracos, Lutero, lembrava que "o cristão é o mais livre senhor de todos, não sujeito a ninguém, e ao mesmo tempo, o cristão é o mais dócil servo de todos, sujeito a todos". Evidentemente, isso não quer dizer que devemos aceitar evangelhos contrários àquele revelado nas Escrituras (Gl. 1.7-9). A tolerância se dá no contexto daquilo que é secundário à doutrina cristã. A esse respeito, é válido destacar a célebre declaração de Agostinho: “nas coisas essenciais, unidade; nas não essenciais, liberdade; em tudo, a caridade”.

III – DEVEMOS NOS ACEITAR MUTUAMENTE
Com vistas à unidade do corpo de Cristo, precisamos cultivar o amor cristão (Rm. 12.10) a fim de que possamos desenvolver o mesmo sentimento de Cristo (Rm. 12.16). Para isso, aqueles que são mais fortes na fé não podem ser orgulhosos, mas condescendentes com os mais francos. Para esse fim, faz-se necessário que suportemos, que, em grego, dá ideia também de “sustentar” e “transportar” (Rm. 15.1). Isso remete ao que está escrito em Gl. 6.2: “Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo”. Visando a harmonia da igreja, pode haver casos em que tenhamos não só que tolerar, mas também, sofrer, enfrentando pacientemente as privações. Seguindo o exemplo do que nos ensinou o Mestre em Mt. 5.40,41, mesmo libertos em Cristo, precisamos, em alguns casos, caminhar a “segunda milha”. Assim, por causa do amor a Cristo e aos nossos irmãos, nos, os mais fortes, nos tornamos servos dos mais fracos, a fim de conduzi-los ao Senhor (I Co. 8.9; 9.22). Como o Filho do Homem, não estamos aqui para sermos servidos, mas para servir (Mc. 10.45), e seguindo Seu exemplo, devemos nos compadecer das fraquezas dos outros (Hb. 4.15).

CONCLUSÃO
Os cristãos fortes, em relação aos fracos, precisam, inicialmente, suportar suas fraquezas, e, diante delas, não podemos ser egocêntricos, antes devemos buscar agradar o próximo, para o bem dele a fim de edificá-lo (Rm. 14.15). Para isso, não devemos colocar tropeços em sua vida (Rm. 14.13,20,21), nem destruí-lo (Rm. 14.20) ou prejudica-lo (Rm. 14.15). Como o objetivo é a edificação, isso inclui, também, o ensino amoroso a fim de que a fé do fraco seja fortalecida, bem como sua consciência. E, assim, o fraco também passará a ser forte, como certamente fez Paulo quando a Carta aos Romanos foi lida entre os irmãos.

BIBLIOGRAFIA
BRUCE, F. F. Romanos: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2002.
CABRAL, E. Comentário Bíblico Romanos. Rio de Janeiro: CPAD, 1998.

quarta-feira, junho 8

II DOMINGO DE JUNHO DIA DO PASTOR PARABÉNS A TODOS OS PASTORES ! ! !

II Domingo de Junho - Dia do Pastor
O costume que temos em determinar uma data, um dia, para prestar homenagem a alguém é, sem dúvida, um gesto de afeto e carinho especial, prestar homenagem é sempre uma forma especial de dizer: você é importante, gosto muito de você!

 Que Possamos a cada dia orar por nossos pastores, e que a igreja, unanimemente, também esteja em constante oração por esses homens.

Pastor! Homem comum! mas com uma linda missão...

...levar a ovelha aos braços do Bom Pastor (Jesus)

...conduzir a Noiva (igreja) ao encontro do Noivo (Jesus)

Pastor! Parabéns pelo seu dia!

Em especial ao nosso pastor João de Deus Barreto


Pr: João de Deus Barreto

quarta-feira, junho 1

EBD 2º TRIMESTRE LIÇÃO 10: DEVERES CIVIS, MORAIS E ESPIRITUAIS


EBD LIÇÕES PARA A VIDA



Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD








Texto Áureo: Rm. 6.14  Leitura Bíblica: Rm. 6.1-12



INTRODUÇÃO
Como deve ser o relacionamento do cristão, ou, da igreja com o Estado? Essa não é uma pergunta fácil de responder. Certos cristãos acham que devemos ser totalmente subordinados ao Estado, enquanto outros, acreditam que devemos nos opor a ele. Diante desses extremos, resta-nos saber o que a Bíblia realmente tem a dizer a esse respeito e como esses ensinamentos devem ser avaliados à luz do contexto democrático no qual estamos inseridos. Em seguida, nos voltaremos para os deveres morais e espirituais dos cristãos, sobretudo na prática do amor, e o uso apropriado do tempo.

I – A RELAÇÃO DO CRISTÃO COM O ESTADO
Com base em Cavalcanti (2002), a análise de Rm. 13 nos permite chegar as seguintes conclusões: 1) não há autoridade que não venha de Deus (1b); 2) as autoridades que existem foram por Ele estabelecidas (1c); e 3) consequentemente, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus institui (2a). É preciso, porém, destacar que essa não é a única passagem da Bíblia que trata dessa questão. Seria interessante, por exemplo, comparar Rm. 13 com Ap. 13 a fim de entender que, cada situação deve ser analisada em seu contexto. Nos tempos de Paulo (Rm 13), o Estado se mantinha como servo de Deus, detentor da autoridade divina, mas trinta anos depois, João (Ap. 13) testemunha outro contexto, em que o Estado não mais é visto como servo de Deus. De forma bastante conclusiva a esse respeito, pode-se dizer que o evangelho tanto é inimigo da tirania quanto o é da anarquia. A respeito dessa passagem, destacamos ainda que: 1) Romanos 13 não é a única passagem que trata da relação do cristão com o Estado; 2) essa questão precisa ser entendida à luz de todo o capítulo, que o vê dentro da comunidade cristã; 3) os cristãos devem avaliar, inicialmente, o tipo de Estado que têm, sendo assim, é preciso reconhecer quando o Estado é bom (como em Rm. 13) ou mal (como em Ap. 13); 4) o cristão que aceita sua sujeição (não obediência irrestrita) ao governo deve saber que ele retém sua independência em relação aos julgamentos morais; por isso; 5) o que Paulo exige, a esse respeito, é subordinação (gr. hupotasso), não obediência, pois o verbo grego faz distinção entre os dois. Somente para ilustrar, o cristão que se recusa a adorar César, mas permite que César o condene à morte, estão sendo subordinados, mesmo que não o obedeçam. Sobre I Pedro 2.13-17, justificamos que tanto em Rm. 13, quanto nessa passagem, o objetivo não é, necessariamente, discutir a natureza do Estado, mas as relações dos cristãos com os poderes públicos. Por isso, nenhuma doutrina ou prática cristã deve ser tirada isoladamente deles, os quais devem ser entendidos no contexto político do Império Romano e à luz de outros textos bíblicos que também se referem ao assunto, em particular, aos escritos de João, posterior a Rm. 13 e I Pe. 2.13-17. Consideremos, então, que se faz necessário que 1) devemos pagar impostos, pois disse Jesus: “Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”; e 2) orar por todos os homens, com súplicas e ações de graça, inclusive, “Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade” (I Tm. 2.2). Atentemos ainda que o posicionamento de Paulo e Pedro, diante do Sinédrio, como vemos nos capítulo de Atos do Apóstolos, não ensinam que devemos obedecer sempre as autoridades. Isso quer dizer que existe limites para a obediência ao Estado, principalmente, quando a posição do Estado for contrária à vontade de Deus. Quando isso acontecer, disse Pedro em At. 5.29: “importa obedecer a Deus do que aos homens”.

II – O CRISTÃO E O ESTADO NO OCIDENTE
No ocidente, vivemos em um Estado influenciado pela democracia, onde se afirma que o primado da lei emana do povo. Por essa razão, é bom lembrar que: 1) autoridade inclui os ramos Executivo, Legislativo e Judiciário do poder político. Autoridade não é só o presidente da República e seus ministros, mas os magistrados dos Tribunais Superiores, os senadores e deputados; 2) autoridade inclui, em uma federação, tanto os órgãos (e seus ocupantes) da União Federal, como os dos Estados e município (governadores, secretários, deputados estaduais, desembargadores, prefeitos, vereadores, juízes, etc.); 3) governo é o conjunto desses órgãos, de seus ocupantes, com suas diretrizes. A competência e as atribuições desses órgãos são delimitadas pela Constituição Federal, pelas Constituições Estaduais e outras Leis Ordinárias e Complementares. Governantes e governados, os quais devem obediência à lei, que assegura os direitos dos cidadãos, os quais devem obediência à lei, e não aos governantes, quanto eles a infringem. O mesmo se diga de um ramo do poder em relação ao outro; 4) por ser a democracia intrinsecamente pluripartidária, os partidos de oposição e situação legalmente constituídos integram o governo, ou seja, fazer oposição é parte da tarefa governativa. Fazer oposição não é insubmissão contra o Estado, mas discordância dos que eventualmente ocupam a direção da coisa pública. Um deputado de oposição é uma autoridade que discorde de outra autoridade: o presidente da República, por exemplo. Garantindo a democracia a alternativa partidária, a oposição de ontem, como aconteceu no Brasil, é o governo de hoje; e  5) quando algo errado for transformado em lei em uma democracia, o cristão poderá tomar duas atitudes: a) desobedecer caso a lei atinja o ministério cristão ou a vida humana (campos de concentração, genocídio, etc.); b) obedecer, protestando e lutando, pelos canais legais, para que a lei seja revogada ou alterada, quando estiver relacionada a valores do reino (liberdade, justiça e paz). Seguindo a máxima de Jesus, em Mt. 22.21: “Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”, o cristão, deve, entre outras obrigações, pagar impostos se discordar, mesmo pagando, pode lutar pela reforma tributária). Deve servir às Forças Armadas (quando ele for um pacifista por dever de consciência, dependendo do país, poderá prestar serviços cívicos não militares ou requerer isenção). Deve obedecer à legislação penal, por sua coincidência com as normas da Revelação (não matar, não furtar, etc.). E deve, no possível, obedecer à legislação civil (família, sucessão, comercial, etc.) e às deliberações de cunho político, em tudo, porém, mantendo-se informado, analisando, apoiando ou discordando, participando sempre. No seu julgamento, perante Pilatos, Jesus deixou claro que nenhum ser humano detém autoridade se não vier de Deus (Jo. 19.11). Isso porque, na verdade, Deus é a fonte de toda autoridade, por isso, Jesus, após sua ressuscitar disse que tinha toda a autoridade nos céus e na terra (Mt. 28.18). Como cristãos, devemos viver em prol de uma sociedade mais justa e igualitária, e, em uma democracia, isso se torna possível através das leis. Essa é a razão de, como cristãos, e em obediência ao que nos instrui Rm. 13.1-7, devemos buscar viver em conformidades com o que as autoridades determinam com base nas leis. Isso, porém, não quer dizer que somos obrigados a obedecer sempre, afinal, há momentos em que é melhor obedecer a Deus do que aos homens. A fim de vivermos melhor, devemos orar pelas autoridades e, como cidadãos, votar escolhendo com sabedoria nossos representantes a fim de que as leis e execuções sejam aplicadas com vistas ao bem comum e, se principalmente, ao reino de Deus.

III – O AMOR CRISTÃO E O APROVEITAMENTO DO TEMPO
Nos versículos 7 e 8, Paulo nos instrui para que não devamos nada ao próximo a não ser o amor. Isso quer dizer que não podemos deixar de quitar nossas dívidas, tanto em relação ao Estado quanto ao próximo. Mesmo assim, há uma dívida que jamais conseguiremos pagar, embora, não podemos deixar de nela investir, é a dívida do amor. Pois se Deus nos amou e sacrificou seu único filho, conforme Jo. 3.16, devemos, também “dar a vida pelos irmãos” (I Jo. 3.16) e “se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor” (I Jo.4.12). A lei é cumprida através do amor, como destaca o apóstolo, “porque quem ama aos outros cumpriu a lei” (v. 8). É preciso, porém, atentar para o fato de que o amor não é o fim da lei, mas o “cumprimento da lei”. Por isso Jesus ensinou em Mt.22.39: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” e em Mc. 12.31: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Não podemos ainda confundir a lei com o amor, pois a lei costuma ser tomada no sentido negativo: ‘não faça isso’, ‘não pode aquilo’, e o amor, no sentido positivo ‘faça isso’ e ‘faça aquilo’, sempre a favor do seu irmão. Essa é a lei régia (real) de Tg. 2.8 e o único preceito (palavra) de Gl. 5.14. Assim, quem ama não prejudica seu próximo, sabendo que o adultério rouba a paz da família, a morte tira a vida das pessoas, o furto retira, das pessoas, suas propriedades, o falso testemunho rouba o bom nome das pessoas e a cobiça priva a sociedade dos ideais de simplicidade e contentamento. O amor, por conseguinte, busca o bem supremo na medida em que se quer servir ao próximo. É por isso que o amor é o cumprimento da lei. Se amarmos aos próximo como a nós mesmos, certamente, iremos querer sempre o bem dele e nunca o seu mal. Nisso se resume toda a ética cristã e essa será sempre nossa eterna dívida, que, embora não consigamos jamais pagá-la totalmente, não podemos, por outro lado, deixar de investir. O apóstolo Paulo, em suas epístolas, sempre chama a atenção para a vigilância espiritual. Em I Ts. 5.4, por exemplo, está escrito: “Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão”. Aqui, é preciso entender que a salvação do crente se concretiza em três tempos: 1) passado – fomos salvos da condenação do pecado (Rm.8.2; 6.6; Tt. 3.5); 2) presente – somos salvos do poder do pecado pela santificação através do Espírito (Gl. 5.22; Fp. 2.12); e 3) futuro – seremos salvos – quando alcançarmos a glorificação do corpo por ocasião da vinda de Cristo (I Pe. 1.3-9; Hb.9.27,28). Cientes disso, devemos, portanto, lançar fora as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz. Paulo trata a respeito disso em I Ts. 5.8 “Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação” e Ef. 6.13-17: “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus”. Para avaliarmos o que é melhor no cotidiano da vida cristã, Paulo instrui, em Rm. 13.14 que devemos nos revestir de Cristo. É algo diferente do que ensina aos Gálatas, em 3.27, quando diz “Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo”. Enquanto que o revestimento de Gl. 3.27 é algo já consumado, através da justificação, manifestada no batismo, em Rm. 13.14, esse revestimento se dá progressivamente, como uma espécie de proteção contra o pecado a fim de que não fiquemos premeditando situações para dar ocasião aos desejos desenfreados da carne. Assim, conforme está escrito em Rm. 8.13: “se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis”. Ao contrário do que pensam os incrédulos, o cristão não deseja pecar porque Deus o obriga a não faze-lo, mas porque a vida em pecado não trás outra coisa senão morte (Rm.3.23).

CONCLUSÃO
Como cristãos, não podemos perder o foco de nossa chamada que é agradar ao Deus que nos salvou da condenação do pecado, nos tem santificado pelo Seu Espírito, produzindo, conosco, o fruto do Espírito, e que, por fim, nos glorificará quando o nosso corpo corruptível se revestir da incorruptibilidade. Enquanto isso não acontece, devemos nos revestir de Cristo, a fim de que não mais reine, em nosso corpo mortal, o pecado, e como Paulo, possamos dizer: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.” (Gl. 2.20).

BIBLIOGRAFIA
CAVALCANTI, R. Cristianismo e política: teoria bíblica e prática histórica. Viçoso: Ultimato, 2002
STOTT, J. Romanos. São Paulo: ABU, 2001
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