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terça-feira, julho 22

EBD 3º TRIMESTRE LIÇÃO 4: GERADOS PELA PALAVRA DA VERDADE


EBD –  LIÇÕES PARA VIDA


Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD



Texto Áureo I Pe. 1.23 – Leitura Bíblica Tg. 1.9-18



INTRODUÇÃO
A Teologia da Prosperidade, que prefiro denominar de Teologia da Ganância, faz opção pelos ricos, assumindo que os que não têm riquezas são amaldiçoados. A Teologia da Libertação, em outro extremo, defende que Deus fez opção pelos pobres, em detrimento dos ricos. Na lição de hoje estudaremos a respeito desse complexo assunto, e pouco compreendido no contexto evangélico. Mostraremos, inicialmente, a importância de ser gerado pela Palavra da verdade, para se posicionar a respeito do assunto, em seguida, mostraremos o que a Bíblia revela a respeito de ricos e pobres, ressaltando os ensinamentos de Tiago.

1. POBRES E RICOS NA PALAVRA DA VERDADE
Não podemos desconsiderar que a Bíblia diz muito sobre ricos e pobres. As palavras de Jesus, ao longo dos Evangelhos, ressalta a importância de considerar os necessitados (Mt. 25.40). Mas nem sempre a igreja evangélica atenta para essa relevante verdade, argumentando que nem só de pão vive o homem (Mt. 4.4). Essa também é uma verdade, mas isso não deve servir de justificativa para o descaso quanto aos que carecem de auxílio na igreja. Desde o Antigo Pacto Deus demonstrou interesse por aqueles que passavam fome (Lv. 19.9,10). A cultura do desperdício, incentivada pelo mercado, foi condenada por Jesus, que se preocupou em alimentar uma multidão faminta (M6t. 6.34-44). Existem pessoas que passam fome, e se encontram em condição de pobreza extrema, por causa da inveja e partidarismos, não porque não queiram trabalhar (I Co. 12.19-26). É importante fazer esse destaque porque há crentes que para não se envolverem com os pobres preferem culpá-los pela situação na qual se encontram. As generalizações precisam ser avaliadas, principalmente quando se trata daqueles que se encontram em condição de vulnerabilidade. Não podemos deixar de considerar que vivemos em uma sociedade desigual, que predomina a corrupção e que impera os interesses econômicos. O autor de Provérbios já antecipava as implicações de uma nação que não vive a partir de uma ética cristã (Pv. 17.23-26). Evidentemente a pobreza pode ser resultado de uma vida desregrada, controlada pelos vícios, como também mostra o escritor de Provérbios (Pv. 23.29-35). Mas nem sempre, pois o pagamento injusto dos salários pode ser uma das causas da pobreza, em virtude da ganância que se propaga na sociedade, percebemos que as pessoas trabalham cada vez mais, para ganharem cada vez menos (Lv. 19.13). O dinheiro se tornou um deus para o homem do presente século, verdade já revelada por Jesus ao relacioná-lo a Mamom (Mt. 6.24). Ao invés de entesourarem no céu, o ser humano moderno quer cada vez mais, sem se preocupar com aqueles que nada têm (Mt. 6.19-21). A política dos homens é estruturada para retirar os benefícios dos mais pobres, causando dependência e humilhação. Somente quando a cidade celestial vier, teremos um governo no qual o direito dos mais pobres será respeitado (Ap. 21.3-7). Aqueles que se aproveitam dos necessitados serão julgados pelo Senhor, principalmente os que controlam as leis injustamente para tirar vantagens pessoais (Is. 10.1,2).

2. POBRES E RICOS NA EPÍSTOLA DE TIAGO
A Epístola de Tiago, em consonância com a revelação geral das Escrituras, denuncia veementemente aqueles que enriquecem, aproveitando-se da situação de extrema pobreza. A pobreza, de acordo com esse apóstolo, acontece: 1) por causa de mecanismos legais, que suprime o direito daqueles que se endividaram (Tg. 2.1-12); 2) a cultura da ganância, que prima pela ostentação (Tg. 4.-13-17); e 3) mecanismos de opressão, através da retenção dos salários dos mais pobres (Tg. 5.4). Tiago reconhece que vivemos em um mundo caído, que faz com que as pessoas queiram oprimir umas as outras (Tg. 1.18,21; 4.6; 5.19,20). É um problema, como admoesta Paulo, colocar a confiança nas riquezas, principalmente porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males (I Tm. 6.10). A Bíblia, especialmente no Antigo Testamento, não censura a riqueza, contanto que essa seja adquirida honestamente (Sl. 112; Pv. 10.4). Mas Tiago admoesta quanto ao ajuntamento de riqueza ilícita, que acarretará em juízo de Deus, além disso a ostentação trará ruína (Tg. 5.1). Isso acontece porque existem ricos que se entregam ao luxo retendo o salário dos trabalhadores, de forma corrupta e fraudulenta (Tg. 5.4). O autor dos Provérbios adverte àqueles que enriquecem roubando os pobres (Pv. 22.16,22), contrariando a ordenança de Deus dada através de Moisés  (Lv. 19.13; Dt. 24.14,15). O estilo de vida regalado dos ricos, bastante comum na sociedade contemporânea, incentivado pelo consumismo desenfreado, corrompe até mesmo as autoridades constituídas (Tg. 5.6). A política no Brasil reflete essa realidade, os eleitores escolhem seus candidatos, mas esses, ao se elegerem, governam para os ricos, sacrificando os pobres. No Antigo Pacto Amós denunciava aqueles que compravam as sentenças contra os pobres por dinheiro, condenando e matando os justos (Am. 2.6; 5.12,13). Deus advertiu aos juízes para não serem gananciosos (Ex. 18.21), nem parciais (Lv. 19.15), nem tolerarem o perjúrio (Dt. 19.16-19). A prática do suborno, às vezes normatizada pelo costume, foi condenada pelo Senhor (Is. 33.15; Mq. 3.11; 7.3). Existem pessoas que morrem nos hospitais por falta de assistência básica, enquanto isso o dinheiro que deveria ser aplicado na saúde escoa para os cofres dos ricos, para satisfazerem sua luxúria (Tg. 5.5).

3. POBRES E RICOS GERADOS PELA PALAVRA
Não é pecado em si ser rico, Paulo reconhece que esses podem ser crentes, mas que não podem ser altivos, nem devem por sua esperança nas riquezas, antes em Deus, que nos concede abundantemente (I Tm. 6.17). Os ricos que são gerados pela palavra de Deus, não colocam o coração nas propriedades terrenas, sabem que nada trouxeram para este mundo, e que nada também levarão (I Tm. 6.7). Eles não fazem como o rico insensato da parábola contada por Jesus, que se ufanou de tudo o que havia adquirido na terra, sem atentar para seu fim iminente (Lc. 12.20). O salmista advertiu os ricos da sua época para que se suas riquezas aumentassem, não colocassem nelas o coração (Sl. 62.10). O maior capital de um cristão, independentemente da sua posição socioeconômica, é a piedade com contentamento, essa é grande fonte de lucro (I Tm. 6.6). Fazendo assim, o cristão cresce na Palavra de Deus, mais que isso, é gerado por ela (Tg. 1.18). O secularismo está solapando muitos cristãos, isso porque eles são incapazes de fazerem a distinção entre o certo e o errado (Is. 5.20). Deus está advertindo esta geração para que se volte para Sua palavra (Tg. 1.21). Precisamos de uma igreja saudável, fundamentada na Palavra, para evitar o superficialismo. Há igrejas que não têm mais tempo para a exposição do texto bíblico. Os cultos estão sendo transformados em “programas de auditório”, isso porque os “pastores” não querem perder os seus “fiéis”. É preciso também que os ouvintes sejam praticantes da Palavra (Tg. 1.22-25). A falta de compromisso de alguns evangélicos é preocupante, não são poucos os que frequentam a igreja, mas não vivem o que propõe o evangelho. Esses não se espelham na Palavra de Deus, ou seja, não fazem autoexame, findarão condenados com o mundo (I Co. 11.31,32). Bem-aventurados são aqueles que ouvem e praticam a Palavra de Deus, esses serão bem sucedidos em tudo que fizerem (Js. 1.6-8).

CONCLUSÃO
Careceremos de uma geração de cristãos que se fundamentem na Palavra de Deus. Esses não se deixarão conduzir pelos ditames deste mundo relativista, que transforma o errado em certo, o amargo em doce. Os valores desta sociedade estão deturpados, por isso a igreja precisa adotar um posicionamento profético, para denunciar o pecado, não apenas os morais, também os sociais. Não podemos fechar os olhos em relação à corrupção que resulta em pobreza extrema. Devemos ensinar que aqueles que roubam, inclusive os cofres públicos, devem abandonar essa prática, e trabalhar justamente, exercitando a generosidade (Ef. 4.28).

BIBLIOGRAFIA
SHEDD, R. P., BIZERRA, E. F. Uma exposição de Tiago. São Paulo: Shedd  Publicações, 2010.
WIERSBE, W. W. Be mature: James. Colorado Springs: David C. Cook, 2008.

EBD 3º TRIMESTRE LIÇÃO 3: A IMPORTÂNCIA DA SABEDORIA HUMILDE

EBD –  LIÇÕES PARA VIDA


Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD




Texto Áureo Pv. 4.6 – Leitura Bíblica Tg. 1.5; 3.13-18



INTRODUÇÃO
Os cristãos do primeiro século enfrentaram perseguições, por causa disso alguns deles abandonaram a fé, e retornaram às práticas judaicas. Tiago, em consonância com o autor da Epístola aos Hebreus, conclama seus leitores a permanecerem firmes. O primeiro apela à sabedoria do alto, que se materializa na disposição para enfrentar a provação, sem negar a fé. Na aula de hoje estudaremos a respeito dessa sabedoria, que deve ser demonstrada, sobretudo, em humildade, na confiança em Deus, que é o provedor dessa sabedoria, diferente da humana ou diabólica.

1. SABEDORIA DO ALTO NA PROVAÇÃO
A falta de maturidade é uma demonstração de ausência de sabedoria, aqueles que não sabem lidar com as adversidades revelam infantilidade. Jó é um exemplo bíblico de sabedoria na provação, ao invés de blasfemar contra Deus, prostrou-se em terra em adoração, e disse: “nu sai do ventre da minha mãe, e nu partirei, o Senhor o deu, o Senhor o levou, louvado seja o nome do Senhor” (Jó. 1.20). Esse tipo de cristão está em extinção nos dias atuais, isso porque a ênfase no hedonismo está favorecendo um tipo de fé superficial, que beira à mediocridade, que não admite passar por situações adversas. Para Tiago a verdadeira sabedoria, tal como aquela expressa nos Provérbios, é prática e tem a ver com a convicção de fé, mesmo quando as coisas não acontecem do jeito que desejamos. O insensato, em Provérbios, é aquele que deixa de reconhecer suas limitações, que se fundamenta na autossuficiência, que acha que pode descartar Deus (Pv. 26.12). Existem esses até mesmo entre os que se dizem cristão, tais precisam pedir sabedoria para enfrentar os momentos difíceis, ao invés de negá-los. A palavra pistis em grego, geralmente traduzida por fé, traz nessa Epístola, a conotação de fidelidade. Para Tiago ter fé é mais do que acreditar, trata-se de uma disposição para enfrentar a provação. A demonstração da fidelidade resulta em obediência (Tg. 2.14), que não se deixa mover pelas circunstâncias (Tg. 1.6). Como fez Salomão, devemos pedir a Deus a sabedoria necessária para fazer a diferença entre a verdade e o engano (II Rs. 3.7-9). A sabedoria que o monarca recebeu era de Deus, não dos homens.  De vez em quando os cristãos são rotulados de ignorantes, e isso tem um fundo de verdade. Deus destrói a sabedoria dos sábios segundo o mundo, que fundamentam seus argumentos em axiomas. Por isso, para aqueles que não confiam nas promessas de Deus, a mensagem da cruz é totalmente absurda (I Co. 1.24-26). A loucura da pregação nos convida a confiar no Senhor, de todo coração e a não nos apoiar em nosso próprio entendimento (Pv. 3.5,6).

2. O VALOR DA SABEDORIA DO ALTO
A importância da sabedoria para o cristão é o próprio Jesus Cristo, nEle estão escondidos todos os tesouros da sabedoria (Cl. 2.3; I Co. 1.24).  O autor de Provérbios encerra em poucas palavras seu valor: “Como é feliz o homem que acha a sabedoria, o homem que obtém entendimento, pois a sabedoria é mais proveitosa do que a prata e rende mais do que o ouro [...] a sabedoria é árvore que dá vida a quem a abraça; quem a ela se apega será abençoado (Pv. 3.13,14,18). Essa sabedoria não é terrena, ou melhor não é deste mundo (Tg. 3.15), que é pura tolice, ao ser comparada com a sabedoria de Deus. A construção da torre de Babel é um exemplo do que pode fazer a sabedoria humana (Gn. 11.9). O projetos humanos tem causado muita desilusão, principalmente quando destituídos da orientação divina. A ciência tem trazido muitas contribuições para a sociedade, mas infelizmente tem servido mais para o mal do que para o bem. As grandes invenções estão a serviço dos interesses da minoria, pouco investimento tem sido feito na solução dos problemas sociais. O avanço do conhecimento não é proporcional à sabedoria, somos capazes de fazer viagens espaciais, mas não sabemos como conviver com nossos vizinhos. O otimismo da ciência, influenciado pelo Positivismo de Comte, está em declínio. A pós-modernidade é justamente a desconstrução dos valores cientificizados, até mesmo a confiança na educação está abalada. A formação acadêmica não é garantia de uma ética pautada no respeito ao próximo, sobretudo do temor a Deus, que é o princípio da sabedoria (Pv. 1.7). Para Tiago a sabedoria de Deus é espiritual, não é física, do grego psykikos, ou natural. Se diferencia também por não ser demoníaca (Tg. 3.15), os conhecimentos humanos podem ser projetos para a mentira (Rm. 1.18-25), para semear o ódio e a discórdia. A verdadeira sabedoria provém do alto, ela não é resultante apenas de lógica, mas da oração, de momentos de intimidade com Deus (Tg. 1.5). A palavra de Deus é o fundamento dessa sabedoria, pois ela nos torna sábios para a salvação (II Tm. 3.15).

3. A DEMONSTRAÇÃO DA SABEDORIA DO ALTO
A sabedoria que não provém de Deus é falsa, e se manifesta através da inveja que causa amargura (Tg. 3.14,16). A sabedoria dos homens, pautada no egoísmo, busca apenas o interesse próprio. Existem até aqueles que se ufanam da religiosidade, como faziam os fariseus dos tempos de Jesus (Mt. 6.1-18). O conhecimento bíblico acumulado não garante que o detentor é uma pessoa sábia.  Existem casos de pessoas que tem muito conhecimento, mas não são amorosos, é justamente o amor que equilibra o conhecimento, e revela sabedoria (I Co. 8.1). A ética do amor é a base da verdadeira sabedoria, os cristãos que são sábios amam, tanto a Deus quanto ao próximo (Mt. 22.37,38; I Co. 13). O sentimento faccioso é uma característica da  sabedoria meramente humana (Tg. 3.14, 26).  A palavra eritheia dá ideia de partidarismo, um dos sentimentos predominantes na igreja de Corinto (I Co. 1.10-13). Os cristãos que amadureceram na fé não vivem em disputas, não estão preocupados em conseguir espaço, não perseguem os holofotes. Essa é uma sabedoria vã, no sentido bíblico de vaidade, que passa, é efêmera, temporária (Ec. 1.1,2). É uma pena que muitas pessoas estão se digladiando dentro das igrejas por causa de espaço. As disputas políticas no contexto eclesiástico é uma demonstração de falta de sabedoria. A sabedoria do alto, que vem de Deus, nos conduz à mansidão, não se exaspera, não perde o controle (Tg. 3.13). A sabedoria do alto, que vem de Deus, nos impulsiona para a pureza. A santidade é uma marca do cristão que busca agradar o Senhor, que não se envolve com o mundanismo, que não ama as coisas do presente século (Rm. 12.1,2). A sabedoria do alto faz sossegar a nossa alma (Tg. 3.17), e nos dá a paz que o mundo desconhece (Jo. 14.27). Essa é uma paz que excede todo entendimento (Fp. 4.6,7), sendo resultante do fruto do Espírito (Gl. 5.22).

CONCLUSÃO
Vivemos na era do conhecimento, as pessoas estão envoltas de informações, algumas deles extremamente desnecessárias. Os cristãos, em meio às adversidades da vida, devem buscar a sabedoria de Deus, que vem do alto. Essa sabedoria está fundamentada no amor, na paz de Deus que excede todo entendimento. Além disso, ela é tratável, aberta à revelação de Deus, cheia de misericórdia, se preocupa com os necessitados. Essa, portanto, é uma sabedoria prática, que produz frutos, dignos de arrependimento (Mt. 3.8), demonstrada em imparcialidade, não se deixa cooptar pelas conveniências, não é fingida. Busquemos, pois, a sabedoria de Deus, que diferentemente da sabedoria do mundo, não produz problemas e resulta em bênçãos espirituais (Tg. 3.16-18).

BIBLIOGRAFIA
MOTYER, J. A. The message of James. Interversity Press: Leicester, 1985.
SHEDD, R. P., BIZERRA, E. F. Uma exposição de Tiago. São Paulo: Shedd  Publicações, 2010.

segunda-feira, julho 14

CULTO EM COMEMORAÇÃO PELO NATALÍCIO DO PR: JOÃO DE DEUS

Neste Sábado (12 de julho), a Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Serra do Mel-RN, realizou mais um grande culto em homenagem ao Pr. João de DEUS Barreto, em alusão ao aniversário natalício de 79 anos.


Os festejos iniciaram a tarde com o batismo, onde 108 novos membros desceram as águas confirmando o amplo trabalho realizado pelo Pr: João de DEUS na Assembleia de DEUS em Serra do Mel-RN  s 19:00 hs, A noite o grande culto  contou com a presença do Pr. Francisco Cícero Miranda, Supervisor do Campo Eclesiástico de Mossoró, abrilhantando ainda mais este grandioso evento.

O aniversariante agradeceu ao SENHOR e a igreja pela data especial, celebrando ladeado de familiares e amigos mais um ano de vida. 

Parabéns pastor João de DEUS por mais uma linda festa de tantas que ainda viram. 

quarta-feira, julho 9

EBD 3º TRIMESTRE LIÇÃO 2: O PROPÓSITO DA TENTAÇÃO


Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

Texto Áureo Tg. 2.17 – Leitura Bíblica Tg. 2.14-26


INTRODUÇÃO
Conforme estudamos na lição anterior, a Epístola de Tiago foi endereçada às “doze tribos”, provavelmente judeus cristãos do primeiro século (Tg. 2.1). Esses estavam passando por situações adversas, provações por seguirem a Cristo. Na verdade esse é o preço do discipulado (Mt. 16.24). Na aula de hoje destacaremos o aspectos das provações pelas quais os cristãos passam, bem como os objetivos e as possibilidades de vitórias sobre essas. Ao final esperamos motivar os irmãos e irmãs que são perseguidos por amor a Cristo a perseverarem na fé, até a volta de Jesus.

1. A TENTAÇÃO QUE É PROVAÇÃO
A palavra traduzida por tentação na Almeida Revista e Corrigida (ARC) em grego é peirasmós também significa provação. Nesse contexto essa palavra seria mais adequada, ao invés de tentação, considerando que os crentes daquele período estavam passando por perseguições por causa de Cristo. Nesse texto o termo peirasmós tem uma conotação positiva, diferentemente da palavra tentação, cujo significado é negativo. A provação aponta, de acordo com as instruções de Tiago, para um teste, que resulta em aprovação ou reprovação. Evidentemente as pessoas não querem sofrer, há até os cristãos que propõem um cristianismo isento de sofrimento. Tal ensinamento não tem respaldo bíblico, pois Jesus ensinou que no mundo teríamos aflições (Jo. 16.33). Paulo afirma que por muitas tribulações nos é necessário entrar no reino de Deus (At. 14.22). E alertou Timóteo que todos os que querem viver piamente em Cristo padecerão perseguições (I Tm. 3.12). Jó concluiu que o homem nasce para a tribulação como as faíscas voam para cima (Jó. 5.7). As causas das provas são diversas, não necessariamente elas provêm de Deus. Há pessoas que são provadas por causa da condição humana. Isso acontece porque somos humanos, e como tais nós passamos por enfermidades e desapontamentos, como qualquer outra pessoa, seja ela crente ou descrente. Existem provas também que resulta dos nossos pecados, mas essas não podem ser generalizadas, nem todas as pessoas sofrem por causa de pecados (Jo. 9.1,2; 11.4). Algumas pessoas são provadas porque tomaram uma decisão por Cristo. Nos dias atuais a perseguição predominante é ideológica, os cristãos estão perdendo espaço, até mesmo empregos e posições sociais. Tiago utilizou o termo poikilos que significa várias em grego, isso quer dizer que as provações têm fontes variadas, mas até essas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus (Rm. 8.28).

2. OS OBJETIVOS DAS PROVAÇÕES
Quando somos provados, essas não são além das nossas forças, Deus sabe até onde somos capazes de suportá-las (I Co. 10.11). Por isso devemos saber que as provações são passageiras, elas não duram para sempre (Tg. 1.2). Existem pessoas que sofrem mais do que outras, e Deus tem seus propósitos em cada vida. Não podemos esquecer que Ele pode utilizar as provações com o fim pedagógico (Tg. 1.3,4). Deus é um dos poucos professores que primeiro entrega a prova para que os alunos extraiam a lição depois. Abraão foi chamado por Deus, mas antes precisou ser provado, a fim de mostrar seu compromisso com o Senhor. As provas de Deus objetivam nosso amadurecimento espiritual. Os cristãos mais imaturos são justamente aqueles que menos foram provados. As provas, quando resultam em crescimento espiritual, fortalecem a fé dos crentes. Como destaca Paulo, nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória (II Co. 4.17). Todos nós estamos “em construção”, e Deus está trabalhando em nossas vidas (Ef. 2.8-10). Assim Ele fez com José e Moisés, e está fazendo em muitos outros, inclusive em nós. O resultado da provação é a perseverança, a palavra grega é hupomene, que significa paciência, mais propriamente, firmeza diante das adversidades. Os crentes imaturos não conseguem esperar muito, se afastam do caminho na primeira adversidade que encontram. Por causa dessa impaciência Moisés matou o egípcio, sansão contou seu segredo a Dalila, e Pedro quase matou Malco. Ninguém deve temer as provas, nem mesmo aquelas que são permitidas por Deus. Jó reconheceu que inicialmente conhecia Deus apenas de ouvir, mas depois de provado teve uma percepção mais grandiosa da glória de Deus (Jó. 42.5).

3. A VITÓRIA SOBRE AS PROVAÇÕES
Os evangélicos influenciados pelo hedonismo moderno pensam que a vitória sobre a provação é justamente se livrar delas. Mas essa é uma realidade que não se concretiza para todos, somente para alguns, de acordo com a soberania de Deus. Há aqueles que somente obterão vitória das suas provas na eternidade, como aconteceu com os heróis da galeria de Hebreus 11. A vitória sobre as provações está justamente na fé, que é firme fundamento das coisas que se esperam, mas que não são visíveis (Hb. 11.1). Esse é o tipo de fé que Deus exige do Seu povo, não uma fé de barganha, alicerçada nas satisfações pessoais. Essa geração está adoecida pelo hedonismo, o prazer tornou-se a razão de ser, até mesmo entre os cristãos. Influenciados pela teologia da ganância, e pelo movimento pseudopentecostal, querem apenas as mãos de Deus, se distanciam da Sua face. A vitória que vence o mundo é a nossa fé (I Jo. 5.4), pistis em grego, que também pode ser traduzida como fidelidade. Sem uma fé compromissada é impossível agradar a Deus, os que dEle se aproximam devem ser fieis, independentemente das circunstâncias (Hb. 11.6). Jesus se dirigiu às igrejas perseguidas da Ásia Menor, mais especificamente para Esmirna, que passaria por provações, instruindo-a para que essa fosse fiel até a morte (Ap. 2.8-11). Carecemos de uma geração de crentes que não tenha receio das provações, que não se acomodem com o marasmo, e com essa filosofia hedonista. Os bem-aventurados, conforme expôs Jesus, não são aqueles que não querem sofrer. Justamente o contrário, os bem-aventurados são aqueles que são perseguidos por causa do nome de Jesus. Esses devem exultar, pois grande será no céu o galardão deles (Mt. 5.12). Enquanto não chegarmos ao céu, vivemos nesta terra sujeitos às provações, essas servem para nosso amadurecimento espiritual. Isso porque Deus está mais interessando em forjar nosso caráter do que nos fazer financeiramente prósperos. O objetivo do Senhor, através das muitas provações pelas quais passamos, é moldar nosso caráter em conformidade com Cristo, nosso Modelo (Gl. 4.19).

CONCLUSÃO
Os cristãos não estão imunes às provas, estamos sujeitos às mesmas condições dos descrentes. Por causa da nossa fé em Cristo podemos ser perseguidos, quando isso acontecer devemos exultar, pois sabemos que receberemos de Deus o galardão no céu. As provações pelas quais passamos nos alinham a fim de que sejamos moldados ao caráter de Cristo. Deus está construído nossas vidas, Ele está escrevendo nossa história. Mesmo nas situações adversas devemos saber que Aquele que começou a boa obra haverá de levá-la adiante, apesar dos pesares (Fp. 1.6).

BIBLIOGRAFIA
LOPES, H. D. Tiago: transformando provas em triunfo. São Paulo: Hagnos, 2006.
MOTYER, J. A. The message of James. Interversity Press: Leicester, 1985.

EBD 3º TRIMESTRE LIÇÃO 1: TIAGO – FÉ QUE SE MOSTRA PELAS OBRAS


Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

Texto Áureo Tg. 2.17 – Leitura Bíblica Tg. 2.14-26


INTRODUÇÃO
A Epístola de Tiago, que será estudada ao longo deste trimestre, nos trará orientações a respeito do agir do cristão no mundo. Na aula de hoje introduziremos esse livro, considerando sua autoria, local, data e destinatário. Em seguida, destacaremos os propósitos da Epístola de Tiago, e ao final, apontaremos algumas instruções para os cristãos da contemporaneidade com base nesse texto bíblico.

1. EPÍSTOLA DE TIAGO
A Epístola de Tiago nem sempre foi compreendida pela igreja cristã, nem mesmo por alguns reformadores, que consideravam essa uma recaída no legalismo judaico. O próprio Lutero a criticava, argumentando que se tratava de “uma verdadeira epístola de palha, pois não é caracteristicamente evangélica”. Mas essa foi uma interpretação equivocada do sábio reformador, que não compreendeu o propósito do seu autor. Tiago, o autor da Epístola, é um dos quatro mencionados no Novo Testamento, sendo este o filho de José e Maria, portanto meio-irmão do Senhor (Mt. 1.18,20). Ele se tornou apóstolo de Cristo após testemunhar a ressurreição de Jesus, sendo considerado uma das colunas da igreja, além de ser líder influente em Jerusalém (At. 15.13-21; Gl. 1.19). O local da composição da Epístola é incerto, ainda que alguns estudiosos especulem que teria sido escrita em Jerusalém. A data provável deste escrito é entre 45 a 49 d. C., antes do concílio em Jerusalém (At. 15), sendo destinada aos cristãos judeus que residiam em comunidades de gentios fora da Palestina. Nas palavras do próprio Tiago, essa Epístola é destinada “às doze tribos que andam dispersas” (Tg. 1.1). A expressão “doze tribos”, nesse versículo é uma figuração dos israelitas daquela época, considerando que as doze tribos originais haviam sido desfeitas. Existem várias possibilidades de divisões dessa Epístola, apresentamos uma delas: Destino e saudação (Tg. 1.1); Provações e a maturidade cristã (Tg. 1.2-18); Cristianismo autêntico e suas obras (Tg. 1.19-2.26); Dissensões dentro da igreja (Tg. 3.1-4.12); Implicações de uma cosmovisão cristã (Tg. 4.13-5.11); e Exortações finais (Tg. 5.12-20). O versículo-chave da Epístola de Tiago certamente se encontra em Tg. 2.18: “Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras, mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras”. Mas há outros destaques, dentre eles: 1) a prática da Palavra de Deus (Tg. 1.22); 2) a religião pura e verdadeira (Tg. 1.27); e 3) o valor da oração do justo (Tg. 5.16).

2. O PROPÓSITO DA EPÍSTOLA DE TIAGO
A relação entre fé e obras é o ponto central da Epístola de Tiago, e está em consonância com o argumento do autor da Epístola aos Hebreus, defendendo que sem fé é impossível agradar a Deus (Hb. 11.6), e de Paulo, ao justificar que tudo que não é da fé é pecado (Rm. 14.23). Isso quer dizer que a fé exige ação, principalmente para aqueles que se deparam com provações (Tg. 1.2-4). Tiago revela, ao orientar a igreja, que a fidelidade faz diferença, por isso, ao enfrentarmos oposição, devemos nos considerar bem-aventurados (Tg. 1.12). Isso porque ao contrário do que é propagado na atualidade, as provas são instrumentos utilizados por Deus para o crescimento do cristão. Tiago adverte os irmãos da igreja para não se esquecerem da Palavra de Deus, especialmente diante das situações adversas (Tg. 1.22-25). Tiago também adverte a igreja em relação à distinção que se fazia entre as pessoas, principalmente no que tange à posição social (Tg. 2.1-6). A esse respeito a igreja pode influenciar a sociedade, na medida em que as pessoas se respeitam mutuamente, e se aceitam como irmãos e irmãs em Cristo, independentemente da condição socioeconômica. Deus exige fé, mas essa não pode ser atestada sem as obras, como testemunho para as pessoas. O objetivo de Tiago é justamente apontar a demonstração da fé, que acontece somente pelas obras. Evidentemente ninguém é salvo pelas obras, a salvação é pela graça, por meio da fé, não das obras, para que ninguém se glorie (Ef. 2.8,9). Por outro lado, como assume o Paulo no mesmo texto, fomos criados para as boas obras, para que andássemos nelas (Ef. 2.10). As pessoas que nos observam, e o próprio Deus, verão as nossas obras, como demonstração de fidelidade (Tg. 2.14-18). Jesus, antes mesmo de Tiago, destacou que os crentes são sal da terra e luz do mundo (Mt. 5.13) e que nos tornamos conhecidos através do frutos (Mt. 7.20). O controle da língua é fundamental na demonstração da fé do cristão, por isso os crentes devem ter cuidado, pois se “essa é inflamada pelo inferno” (Tg. 3.8). Ao invés de usar a língua para difamar, ou mesmo para murmurar, devemos orar a Deus, mas é preciso orar com sabedoria, não apenas para satisfazer nossos desejos egoístas (Tg. 4.2). Para o autor, os crentes não podem pactuar com o mundo, tornar-se amigo do mundo, significa ser inimigo de Deus (Tg. 4.4), antes devemos confiar no Senhor, que está no comando de todas as coisas (Tg. 4.13-15). Por fim, Tiago destaca o valor da igreja em comunidade, inicialmente na confissão dos pecados, e na oração uns pelos outros (Tg. 5.16).

3. INSTRUÇÕES DA EPÍSTOLA DE TIAGO
A partir das instruções de Tiago aos crentes primitivos, concluímos que essa epístola, ao contrário do que afirmou Lutero, não é “uma epístola de palha”. Tiago continua atual, e traz uma alerta para os crentes deste século. Em sua Epístola nos conclama a um cristianismo autêntico, fundamentado não apenas na doutrina, mas também voltado para a prática. A igreja cristã precisa avaliar-se continuamente a partir dessa mensagem. A doutrina bíblica da salvação demanda um ato de fé, uma convicção no sacrifício de Cristo na cruz do calvário (Ef. 2.8,9), mas também atitudes de fidelidade, que são demonstradas através de atitudes, condizentes com o evangelho de Jesus Cristo. Tiago não entra em contradição com Paulo, muito pelo contrário, seus posicionamentos se complementam. Em Rm. 3.28; 5.21; e Gl. 3.24 o Apóstolo dos gentios avalia a condição do homem pecador diante de Deus, mostrando a inutilidade da religião para a justificação. Em Tg. 2.24, o meio-irmão do Senhor ressalta a necessidade das obras, não apenas como demonstração perante os homens da salvação, mas também para nossa maturidade, na medida em que revelamos nossa fidelidade a Deus. Nesses tempos em que a igreja se volta para um cristianismo distanciado de um viver autenticamente cristão, faz-se necessário repensarmos, a partir da Palavra de Deus, quem de fato somos, e como devemos agir no mundo. A natureza da religiosidade precisa ser percebida à luz da orientação bíblica, caso contrário, nos tornaremos um mero ajuntamento de pessoas, debaixo de interesses meramente humanos. Os membros da igreja, como comunidade de fé, devem se relacionar uns com os outros, demonstrando atenção, especialmente os mais necessitados. Um cristianismo individualista, no qual as pessoas não se envolvem umas com as outras, nada tem a ver com aquele expresso por Jesus, ao edificar a Sua igreja. A igreja que é ekklesia sabe que está no mundo, que deve ser luz nas trevas, e apontar para Aquele que nos chamou para segui-Lo.

CONCLUSÃO
A Epístola de Tiago, escrita ainda no Século I, nos trás uma mensagem atual, que chama todo cristão à responsabilidade. A modernidade nos legou uma “zona de conforto”, até mesmo o cristianismo foi solapado por esse “modus vivendi”. Esse livro bíblico, que será estudado ao longo deste trimestre, abalará as estruturas de nossa sociedade acomodada. Oramos para Deus, que fale pela Palavra e o Espírito, a fim de que sejamos moldados à imagem de Cristo, e vivermos um cristianismo autêntico, em que nossas obras sejam condizentes com a fé que expressamos.

BIBLIOGRAFIA
DAVIDS, P. H. Tiago. São Paulo: Vida, 1997.
MOO, D. J. Tiago: introdução e comentário. São Paulo: 1999.

terça-feira, julho 1

Nota de Agradecimento




Amados, é com alegria em minha alma e regozijo em meu coração que vos escrevo. Quero agradecer em nome do meu tio Pb. Antônio Fonseca e de toda a nossa família pelas orações dos santos, que foram ouvidas nos céus e por isso recebemos vitória, essa vitória não é só nossa, mas sim de toda cidade de Serra do Mel, da igreja da Coabe, da igreja em Pedrinhas, igreja em Pataxó, Mossoró,  Natal, São Paulo, Paraná e tantos outras igrejas que Deus levantou para orar, essa vitória é de todos os irmãos que pela madrugada intercederam pelo meu tio, dos que jejuaram, dos que nos deram palavras de ânimo e passaram conosco por esse vale da sombra da morte, muito obrigado e que Deus recompense com ricas bênçãos do céu. Hoje (01-07-14) o Pb. Antônio Fonseca recebeu alta e eu tive o prazer de ir buscá-lo no hospital e deixá-lo em sua casa, assim como um dia o deixei no hospital e teve quem pensasse que ele não voltaria, mas para glória de Deus ele descansa hoje em seu quarto. Foram quase intermináveis seis horas de cirurgia, onde foram trocadas as duas válvulas de seu coração e parte da veia aorta, foram muitas complicações no pós-operatório como sangramentos, anemia severa, infecção hospitalar, derrame pleural, que o fizeram passar 16 dias na UTI, mas vale lembrar que lá ele ganhou uma alma pra Jesus. Quero dizer que graças às orações dos santos, Deus providenciou tudo para meu tio no Hospital Wilson Rosado, não faltou nada, muito bem atendido, até um apartamento para ele ir depois que saiu da UTI Deus deu. Foram muitas as grandezas do Senhor durante esses 24 dias que o meu tio passou hospitalizado, porém vou deixar ele mesmo se pronunciar assim que tiver condições, pois ainda está um pouco debilitado devido a vários procedimentos médicos exaustivos que passou. Aproveito o espaço para informar que por prescrição médica ele deverá passar 40 dias sem poder receber visitas, restrito apenas a companhia da família, pois não pode sofrer nenhum tipo de emoção e ainda está com suas imunidades um pouco baixas. Porém esclareço que são procedimentos normais e assim que puder receber visitas nós comunicamos, pois com certeza ele quer agradecer pessoalmente a cada um que orou por ele. E mais uma vez meu muito obrigado e podem glorificar por que Deus já fez o milagre.

por tomaz campos

domingo, junho 29

Festividade na AD de Vila Sergipe confira



Queridos paz do Senhor, desta vez quero convidar a todos para mais uma grande festa de louvor a DEUS, o aniversario do conjunto de Senhoras e do circulo de oração de Adultos na igreja Assembleia de DEUS em vila Sergipe, os trabalhos começaram a tarde e enceraram a noite, traga sua família e vamos juntos adorar a DEUS.

sexta-feira, junho 27

GRANDE VIGÍLIA AMANHA A PARTIR DAS 22:00 HS NÃO PERCA !!!


































Convidamos a todos a participarem da grande Vigília que acontecera no templo sede das Assembleias de DEUS em Serra do Mel, a mesma terá inicio as 22:00 hs e estarão conosco o pregador Wesley Maia, a pregadora irmã Alexandra e o cantora Naldo Silva. Venha para juntos adorarmos ao nome de Jesus.

EBD 2º TRIMESTRE LIÇÃO 13: A MULTIFORME SABEDORIA DE DEUS

EBD –  LIÇÕES PARA VIDA

Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD


Texto Áureo Ef. 3.10 – Leitura Bíblica Ef. 3.8-10; I Pe. 4.7-10


INTRODUÇÃO
Os dons espirituais e ministeriais são dados à igreja com vistas à edificação dos santos. Para tanto, conforme estudaremos na aula de hoje, devem ser utilizados como graça, não como merecimento. A partir desse fundamento, ninguém se colocará sobre os demais na igreja, reconhecendo que somos um, em Cristo. O alicerça do uso apropriado dos dons espirituais é o amor-agape, sem o eles não passarão de metal que soa ou címbalo que retine (I Co. 13.1).

1. MULTIFORMIDADE DOS DONS ESPIRITUAIS E MINISTERIAIS
Os dons do Espírito são dádivas de Deus, distribuídos para a igreja como LHE apraz, com vistas à edificação do Corpo de Cristo (I Co. 12.7; 14.4,12). Há um problema quando o cristão pensa ser proprietário de determinado dom. Isso porque os dons pertencem ao corpo de Cristo, à coletividade, para a unidade dos membros (I Co. 12.14-30). Cada dom é importante quando percebido na totalidade, e se algum deles, como o de profecia, é considerado melhor, é justamente pela funcionalidade, a possibilidade de edificação de toda a igreja (I Co. 14.1).  É importante destacar que os dons são de propriedade do Espírito Santo, que distribui de acordo com as necessidades da igreja, para o que for útil (I Co. 12.11). A manifestação dos dons espirituais na igreja, em conformidade com I Co. 12-14, deve ser normatizada, a fim de evitar excessos e desordens no culto (I Co.14.40). Ninguém deve confundir dons espirituais com espiritualidade, isso quer dizer que uma igreja pode ser fervorosa, mas pouco espiritual, e às vezes, carnal (I Co. 3.3). A espiritualidade depende do amor-agape, que exime a igreja de carnalidades, ainda que essa seja dotada de vários carismas (I Co. 13). Em Ef. 4.11 nos deparamos com os dons ministeriais, que são diferentes dos dons espirituais de I Co. 12 e 14. Os dons ministeriais são também denominados de dons da ressurreição, ou dons de Cristo. Isso porque em Ef. 4 Paulo revela que Cristo, ao ressuscitar, deu pessoas-dons à igreja. Essas pessoas-dons atuam no ministério: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores, mestres e doutores. Essas pessoas servem na/para igreja, a fim de que os crentes cresçam em maturidade (Ef. 4.15,16). Ao longo do livro de Atos identificamos várias manifestações desses dons, tanto os espirituais quanto os ministeriais. À luz desse livro é possível compreender a função desses dons não apenas para a igreja primitiva, mas também para a igreja dos dias atuais. Uma igreja poderosa depende do poder do Espírito Santo para cumprir sua missão na terra (At. 1.8). Esse mesmo Espírito possibilita que os crentes sejam usados nos seguintes dons: profecia, línguas, interpretação, fé, milagres, curas, sabedoria, conhecimento e discernimento de espíritos. Cristo, o Senhor da igreja, presenteia a igreja com ministérios, pessoas que servem a igreja: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores, mestres e doutores.

2. A GRAÇA E SABEDORIA DE DEUS NOS DONS
A graça de Deus se há manifestado em Cristo, trazendo salvação para todos aqueles que buscam justificação em Seu sacrifício (Tt. 2.14). Ele é o Maior dom de Deus entregue à humildade, trata-se de uma demonstração do amor divino (Jo. 3.16). Paulo reconhece que Deus prova Seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores (Rm. 5.8). Devemos sempre dar graças a Deus pelo Seu Dom Inefável, que é o próprio Cristo, expressão da salvação de Deus, do Seu favor imerecido (II Co. 9.15). Se não merecíamos a salvação, e fomos alcançados pela graça de Deus, devemos agir de igual modo em relação aos dons a nós disponibilizados. Por causa do sacrifício de Cristo somos agora coerdeiros com os judeus das riquezas espirituais que Deus nos deu na aliança com Abraão (Gl. 3.29). O mistério de Deus nos foi revelado, nos tornamos membros de um mesmo corpo (Ef. 4.4). Cristo é o Cabeça desse corpo (Ef. 5.22), os membros são participantes uns dos outros, para o serviço (Ef. 4.10-13). Os dons disponibilizado para igreja, sejam eles espirituais ou ministeriais, fazem parte das riquezas insondáveis de Cristo (Ef. 3.8), também o que Paulo denomina de “suprema riqueza” (Ef. 2.7). Mas isso é parte de uma revelação maior, que haverá de ser manifestada na eternidade, quando receberemos as dádivas prometidas por Deus (II Co. 5.10). Devemos trabalhar para o Senhor, buscar com zelo os melhores dons (I Co. 12.31), e rogar ao Senhor da seara, para que envie obreiros para o ministério (Mt. 9.37). Aqueles que são agraciados com tais dons, ou com qualquer favor de Deus, devem agir como Paulo, assumindo que “é o menor entre os santos” (Ef. 3.8). A manifestação dos dons na igreja não deve ser motivo de orgulho, como estava acontecendo entre os coríntios, e também em algumas igrejas cristãs da atualidade. A multiforme sabedoria de Deus, que outrora esteve oculta no Senhor, tornou-se manifesta, inclusive aos anjos. Paulo diz que “os principados e potestades” tornaram-se conhecedores desse maravilhoso mistério (Ef. 3.10). Os anjos não são oniscientes, por isso a revelação da igreja, em Cristo, foi-lhes uma surpresa. Através da igreja o Senhor mostra aos anjos, e a todos os povos, sua disposição para aceitar os pecadores, independentemente da condição étnica. Coube a Paulo, o Apóstolo dos Gentios, tornar-se despenseiro dessa grande verdade (Ef. 3.9).

3. AMOR, GRAÇA E EXPECTAÇÃO NO USO DOS DONS
Os dons espirituais e ministeriais fazem parte de uma dimensão escatológica. Devemos exercitá-los na igreja na expectação. As promessas em relação à vinda de Jesus continuam firmes (II Pe. 3; Ap. 22.20). Muitas igrejas abandonaram o ensino a respeito do retorno de Cristo, talvez porque algumas delas se tornaram por demais secularizadas. Mas não podemos esquecer a bendita esperança da igreja, o dia em que Cristo virá para arrebatar e ressuscitar aqueles que dormem (I Ts. 4.13-17). Por outro lado essa esperança não deve conduzir os crentes à paralisia (II Ts. 3.6), muito pelo contrário, Pedro admoesta seus leitores à vigilância na oração, utilização dos dons, sobretudo que mantenham o amor (I Pe. 4.7,8). O amor-agape é o fundamento de qualquer atitude cristã, isso porque através deste é manifesto o fruto do Espírito (I Co. 13). Entre os aspectos do fruto elencados por Paulo em Gl. 5.22 o amor é o primeiro deles, mostrando que esse deve ser a base das relações cristãs. É por meio do amor que o cristão é reconhecido neste mundo, não pela manifestação dos dons espirituais (Jo. 13.34,35). Pedro cita Pv. 10.12, ao declarar que “o ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões”. Isso quer dizer, com base em Tg. 5.20 e I Co. 13.4,7, que aqueles que amam não se alegram com o pecado dos outros. Enquanto Cristo não volta, devemos ser instrumentos de Deus para a graça, vivermos não para nós mesmos, mas para os outros. Isso implica em uma disposição para o amor, a tratar as pessoas com a mesma graça com a qual fomos agraciados. O amor-agape na igreja deve mover os cristãos à unidade, como o Senhor Jesus expressou, devemos orar para que todos sejam um (Jo. 17.21). Esse amor-agape é o vínculo da perfeição que promove a paz (Ef. 4.3; Cl. 3.14).

CONCLUSÃO
Os dons espirituais e ministeriais, e também os títulos eclesiásticos, são favores de Deus para a igreja, com vistas à edificação do Corpo de Cristo. Esses dons são provenientes da Trindade: Pai-Filho-Espírito. A igreja deve colocar-se em posição de humildade, debaixo da autoridade Cristo, que é o Cabeça da igreja. Os dons e títulos eclesiásticos não podem ser motivo de arrogância ou prepotência, mas de serviço em humildade, tendo Cristo como maior exemplo. Esses dons estão em uma dimensão escatológica, apontando para a manifestação de Cristo, que nos fará conhecedores das suas riquezas insondáveis. Somos gratos a Deus pelos dons espirituais, pelas pessoas-dons, e também pelos títulos eclesiásticos. Nossa maior riqueza, no entanto, é o Seu Dom Inefável: Jesus Cristo (Jo. 3.16).

BIBLIOGRAFIA
GEE. D. Os dons do ministério de Cristo. Rio de Janeiro: Livros Evangélicos, 1961.
SOUZA. E. A. de. Títulos e dons do ministério cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 1992.
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