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Leia a bíblia

sexta-feira, fevereiro 17

EBD 1° TRIMESTRE LIÇÃO 8: BONDADE QUE CONFERE VIDA

Leitura Bíblica: I Jo. 3.15 – Texto Áureo: Mt. 5.20-26



Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD


INTRODUÇÃO
Na aula de hoje estudaremos a bondade, veremos inicialmente que essa está diretamente relacionada à benignidade. Em seguida, destacaremos as características dessa virtude do fruto do Espírito. Compararemos também a bondade com o homicídio, enquanto obra da carne, que destrói a vida. Em um no qual predomina a cultura da morte, devemos levar a vida através da bondade, tendo Cristo como o maior exemplo, ainda que não sejamos correspondidos.

1. BENIGNIDADE E BONDADE
Há quem assuma que benignidade (gr. chrestotes) e bondade (gr. Agathosune) sejam virtudes gêmeas do fruto do Espírito. Essa compreensão é justificada porque se pressupõe bondade da benignidade. As pessoas que agem de maneira bondosa assim o fazem porque são conduzidas pelo Espírito, que produz nelas a benignidade. A palavra grega para bondade se encontra apenas quatro vezes no Novo Testamento, especificamente nos escritos paulinos (Rm. 15.14; Gl. 5.22; Ef. 5.9 e II Ts. 1.11). Nos contextos nos quais esse termo se encontra, está relacionado ao serviço cristão, ao exercício da generosidade. Estamos vivendo em um contexto materialista e consumista, no qual as pessoas não querem perder aquilo que possuem. O desprendimento é uma virtude cada vez mais escassa, o individualismo está degenerando a sociedade. Não podemos esquecer que fomos chamados para o amor (gr. agape), que deve ser demonstrando tanto a Deus quanto ao próximo (Mc. 12.29-31). Jesus é o maior exemplo de serviço, Ele mesmo assumiu que veio para servir, e não para ser servido (Mc. 10.45). Mesmo sendo Deus, não teve por usurpação o ser igual a Deus, tomando a forma de servo (Fp. 2.9). Deu exemplo ao lavar os pés dos discípulos, quando esses debatiam a respeito de quem seria o maior (Jo. 13). A igreja cristã deve ter a generosidade como prática constante. A esse respeito Paulo elogiou as igrejas da macedônia, pois aqueles irmãos, “em muita prova de tribulação, houve abundancia do seu gozo, e como a sua profunda pobreza superanbundou em riquezas da sua generosidade. Porque, segundo seu poder e ainda acima do seu poder, deram voluntariamente” (II Co. 8.2,3). Os cristãos de Jerusalém tinham tudo em comum, e não haviam necessitados entre eles, por causa do exercício da koinonia (At. 4.34,35).

2. CONTRA A CULTURA DA MORTE
A bondade é uma virtude que se opõe diretamente à cultura da morte, ao homicídio que é uma obra da carne. Desde o princípio o Senhor havia estabelecido como Lei para o povo de Israel o “Não matarás” (Ex. 20.13), que na verdade, o termo hebraico rasah seria melhor traduzido por “Não cometerás assassinato”. Ao reinterpretar essa palavra, Jesus destacou que há pessoas que atentam umas contra as vidas das outras, não apenas através de objetos que as firam fisicamente, mas também moralmente e espiritualmente, através das palavras (Mt. 5.21,22). Seguindo essa orientação do Mestre, o apóstolo João assume que aqueles que aborrecem seus irmãos estão agindo como homicidas (I Jo. 3.15). Não podemos incitar a cultura do assassinato, existe nos dias atuais uma tendência a favorecer tudo o que é destrutivo. As pessoas se alimentam de práticas mortíferas, elas fazem sucesso nos cinemas e nos jogos eletrônicos. Os cristãos costumam ser criticados porque se posicionam pela vida, sendo contrários ao aborto e a eutanásia, inclusive a pena de morte. Existe violência demais neste mundo, e quanto mais ela for incitada, um tanto pior. As pessoas estão se consumindo, a destruição começa pela ganância, o ódio predomina, ao invés do amor. Devemos ter como fundamento a generosidade de Deus em relação a nós, e nos envolvermos em uma revolução amorosa. De modo que se alguém nos insultar, devemos responder com amor, e não “na mesma moeda”, contrariando a justiça dos homens. Essa é uma atitude que exige renúncia dos seguidores de Cristo, considerando que Ele mesmo deixou o exemplo, ao perdoar seus algozes na cruz. Ele não retribui de acordo com as iniquidades, se assim fizesse todos nós seríamos condenados. Por isso Paulo é categórico ao afirmar que “Ele nos amou sendo nós ainda pecadores” (Rm. 5.8; 12.19-21).

3. PELA PRESERVAÇÃO DA VIDA
Como cristãos devemos propagar a cultura da vida, pois Jesus é a Vida, nEle desfrutamos (Jo. 11.25; 14.6). E por que Ele é a vida, tendo Ele mesmo entregue Sua vida por nós, não podemos difundir a violência. Essa revolução passa pela disposição para perdoar, trata-se de uma condição que somente pode assumir aqueles que foram alcançados pela graça divina. Não devemos incitar à vingança, muito menos a práticas injustas, antes ao amor. É comum os cristãos se oporem ao aborto e a eutanásia, mas são favoráveis à pena de morte. Devemos defender a vida em todas as circunstâncias, pois não nos compete punir com a morte quem quer que seja. Devemos também ampliar nosso horizonte, e perceber que existem pessoas sendo mortas nos hospitais, por falta de assistência médica de qualidade. A violência predomina nas ruas porque os governantes não cumprem o papel que deveriam. Alguns políticos, ainda que indiretamente, estão fomentando a violência, na medida em que tratam com descaso a pobreza e a miséria. A defesa da vida passa por muitos lugares, inclusive por nós mesmos, e não apenas pelas nossas opiniões, mas também pelas ações. Os cristãos que são contra o aborto também deveriam defender a existência de órgãos públicos (ou mesmo religiosos) que recebam crianças de mães que não têm condições de criar seus filhos. Apenas criticar, ou até mesmo criminalizar, não resolve a situações do aborto. Ele vai continuar existindo clandestinamente, precisamos defender a vida sempre, mas criar alternativas viáveis para assistir as mães que engravidaram, mas não podem criar seus filhos.

CONCLUSÃO
Tratar na mesma moeda não resolve, a esse respeito é importante lembrar: “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor. Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm. 12.19-21). Esse procedimento faz toda diferença na sociedade contemporânea, como cristãos não devemos nos opor ao trabalho da justiça, mas temos a opção pessoal de responder com bondade, ao invés do ódio e da vingança.

BIBLIOGRAFIA
BARCLAY, W. As obras da carne e o fruto do Espírito. São Paulo: Vida Nova, 2000.
KELLER, W. P. Frutos do Espirito. Venda Nova: Betânia, 1981.

quinta-feira, fevereiro 9

O que você tem feito pela causa do evangelho?




Atualmente segundo dados do Portas Abertas A perseguição atinge cerda de 100 milhoes de cristão.
É bastante comum que cristãos brasileiros não saibam que existe perseguição religiosa forte contra seus irmãos em Cristo no mundo, afinal, temos tantas lutas no nosso dia a dia que não sobra tempo para pensar nos irmãos da família da fé.

Entre as lutas que esses irmãos enfrentam há expulsão da família, desemprego, proibição de matricular seus filhos em escolas, exclusão da sociedade, torturas, aprisionamento e até morte.

E por quê? Porque confessam publicamente que o Senhor Jesus é o Filho de Deus.

Muitas acreditam que a perseguição só ocorreu na época da igreja primitiva, mas ela é real hoje. E nos como igreja do Senhor na terra podemos ajudar de diversas formas. 

Você pode ajudar contribuindo no site Geração Jovem na compra das camisas ou você pode contribuir entrando em contato com o Portas Abertas que tem se dedicado a essa causa, e se você não pode contribuir com dinheiro, dobre seus joelhos e clame a Deus pelos nossos irmãos.

Geração Jovem.com – Juntos vamos mudar o mundo.
Rinaldo Ribeiro

EBD 1º TRIMESTRE LIÇÃO 7: BENIGNIDADE UM ESCUDO PROTETOR CONTRA AS PORFIAS


Leitura Bíblica: Rm. Ef. 4.32 – Texto Áureo: Cl. 3.12-17



Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD


INTRODUÇÃO
Em continuidade ao estudo das obras da carne e do fruto do Espírito, nos dedicaremos na aula de hoje para a benignidade, que nos protege contra as porfias. Inicialmente destacaremos que essa é uma tendência pecaminosa que incita à discórdia, e à ruptura nos relacionamentos pessoais. Como alternativa à porfia, devemos cultivar a benignidade, que é propriamente, um sentimento amável em relação aos outros. Essa é uma virtude do fruto do Espírito que precisa ser cultivada, caso contrário, estragaremos nossos relacionamentos interpessoais.

1. AS SETAS DA PORFIA
Porfia, no Novo Testamento Grego, é eithia ou eritheia, que poderia muito bem ser traduzida por “ambição, egoísmo ou rivalidade”. Existem pessoas que estão entregues a esse tipo de sentimento, sobretudo por causa da inveja que incita a esse pecado. Essa palavra se deriva de erithos, cuja relação imediata é com “aquelas pessoas que fazem qualquer coisa por dinheiro”. Não podemos esquecer que o amor ao dinheiro, como bem ressaltou Paulo ao pastor Timóteo, é a raiz de todos os males (I Tm. 6.9,10). Há muitas pessoas que não conseguem se desvencilhar desse ídolo, mamom se tornou o deus delas, são presas fácil das setas da ganância. Por causa do dinheiro, muitos cristãos deixaram de amar uns aos outros. Inclusive alguns obreiros perderam o foco do ministério, viraram pastores meramente profissionais, esqueceram a missão precípua diante do rebanho. Alguns igrejas locais estão contiminadas pelas porfias, tivemos em Filipos o exemplo de Evódia e Síntique, antes destemidas na obra de Deus, mas que se indispuseram uma contra a outra (Fp. 4.2). Existem disputas totalmente desnecessárias dentro das comunidades de fé, e que estão destruindo os relacionamentos, comprometendo a unidade da igreja. A começar pelas lideranças, que disputam territórios eclesiásticos, instigados pela ganância, que corrói o ministério e a espiritualidade. Precisamos resgatar na igreja evangélica a vocação genuinamente ministerial, pessoas que se comprometam com a obra. Há líderes que se negam a assumir igrejas menores, dizem que não podem ser rebaixados, como se ministério fosse uma hierarquia. Igrejas não são empresas, ministério não é profissão, riqueza não é seu objetivo. As pessoas mais simples da igreja estão seguindo o mesmo exemplo, muitas delas se debatem por cargos, querem tirar algum proveito das posições.

2. PROTEGENDO-SE COM A BENIGNIDADE
A proteção contra as setas malignas da porfia é a benignidade, cuja palavra em grego é cherestotes, que pode muito bem ser traduzida por “amabilidade, ternura, compaixão ou brandura”. Jesus é o maior exemplo de amabilidade, pois Ele mesmo declarou que seu jugo era suave (gr. cherestotes) em Mt. 11.30. Esse termo tem a ver com a disposição para viver bem com as pessoas, sem que isso se dê por meio da força ou coerção. Existem pessoas que somente se relacionam com outras por meio da imposição. Esse tipo de relacionamento é tóxico, e pode causar muitos estragos, principalmente aos mais frágeis na fé. A base dos relacionamentos deve ser a amabilidade, nunca a coerção. Cristo espera de nós que O amemos, e que esse seja o fundamento do nosso relacionamento com Ele (Jo. 14.21). Assim também deve ser nosso relacionamento com as pessoas da igreja, ninguém deveria se aproximar do outro para tirar algum tipo de vantagem. Esse tipo de relacionamento pode ser exemplificado por meio de um casamento, no qual a esposa e o esposo estão dispostos a viverem juntos, e a se comprometerem um com o outro, não por meio da força, mas do amor que os une (Ef. 5.25). Pastores devem aprender a ser amáveis com as suas ovelhas, não devem trata-las como se fossem servas deles, nem se aproveitaram das suas necessidades e fragilidades emocionais (I Pe. 5.1). Existem pessoas que adoeceram por causa de abuso ministerial, pastores que destrataram injustamente suas ovelhas. Devemos lembrar sempre que as ovelhas são do Senhor, e que essas foram compradas com precioso sangue, e delas prestaremos contas diante de Deus (At. 28,29).

3. CULTIVANDO A AMABILIDADE
Devemos aprender a cultivar a amabilidade, e isso se dá por meio do exercício da piedade (I Tm. 4.7,8). A partir de uma espiritualidade sadia, poderemos desenvolver essa virtude do fruto do Espírito, a fim de demonstrar nossa disposição para o serviço ao próximo, fundamentado no genuíno amor cristão (Mc. 12.29-31). A generosidade é uma maneira eficaz de demonstrar amabilidade, precisamos nos dispor a ajudar aqueles que são mais pobres, e que se encontram em condição de necessidade (II Co. 8.2,3). O individualismo egoísta precisa ser vencido por meio da gentileza cristã, que não se preocupa apenas em juntar tesouros na terra, mas que investe também nas riquezas celestiais (Mt. 6.19-21). As pessoas que são amáveis não se indispõem facilmente com as outras, assim como Davi fez com Saul, dependem da beneficência de Deus (II Sm. 9.1-3). Os pastores devem dar o exemplo, considerando o que escreveu Paulo a Timóteo, afirmando que “ao servo do Senhor não convém contender, mas, sim, ser manso (benigno) para com todos (II Tm. 2.24). Jesus, ao ser entregue aos seus inimigos, preferiu depender de Deus, demonstrando amabilidade, e perdoando seus algozes (Lc. 23.34). Estevão, o servo do Senhor, também seguiu Seu exemplo, mesmo sendo apedrejado, perdoou seus perseguidores (At. 7.59,60). Somente seremos amáveis ou benignos se estivermos dispostos a nos colocar na condição de servos do Senhor. O próprio Jesus não veio para ser servido, mas para servir, e dar a sua vida em resgate de muitos (Mt. 20.28). É nesse mesmo sentido que Paulo orienta para que levemos as cargas uns dos outros, a fim de demonstrar quão amáveis e benignos somos para os outros (Gl. 6.2).

CONCLUSÃO
Revelemos, pois, a amabilidade, exercitando misericórdia, não tratando os outros pelo que merecem, mas com graça. Não podemos esquecer que fomos alcançados pela graça maravilhosa de Deus em Cristo. Isso deve ser motivo suficiente para que sejamos amáveis em nossos relacionamentos. Vivamos, então, com altruísmo, não para nós mesmos, mas para os outros, pois para isso fomos chamados, e assim daremos muitos frutos, para a glória de Deus.

BIBLIOGRAFIA
BARCLAY, W. As obras da carne e o fruto do Espírito. São Paulo: Vida Nova, 2000.
KELLER, W. P. Frutos do Espirito. Venda Nova: Betânia, 1981.

EBD 1º TRIMESTRE LIÇÃO 6: PACIÊNCIA EVITANDO AS DISSENÇÕES


Leitura Bíblica: Rm. 12.12 – Texto Áureo: Tg. 5.7-11




Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD


INTRODUÇÃO
Vivemos em um mundo impaciente, cheio de dissenções e ansiedades, no qual as pessoas não conseguem esperar. Na aula de hoje estudaremos a respeito da paciência (ou longanimidade), enquanto virtude do fruto do Espírito. Veremos também que essa é uma resposta cristã à impaciência, tão comum nos dias atuais. Ao final, destacaremos a importância de aprender a esperar no Senhor, e a saber que Ele está no comando de todas as situações, ainda que tudo pareça fora de controle.

1. DISSENÇÃO E IMPACIÊNCIA
A dissenção é uma obra da carne, que coloca as pessoas umas contra as outras, resultante da falta de paciência. A palavra grega que define esse comportamento é eris, e tem uma ligação direta com echthra – inimizade. Esse termo aparece nos textos antigos como um sentimento que dilacera a vida das pessoas. Também pode ser traduzida por contenda, e tem relação direta com as necessidades impostas ao mundo. As pessoas, nesses tempos de modernidade líquida, disputam espaço umas contra as outras. A fim de suprirem suas necessidades, algumas delas impostas pela mídia, há quem esteja consumindo sua espiritualidade. O tempo, para tais pessoais, é sempre insuficiente, de modo que não conseguem encontrar satisfação. Há aqueles que não conseguem parar, o silêncio os perturba de maneira que estão sempre em ação. A oração, para aqueles que estão viciados nesse pragmatismo, é algo que os incomoda. Paulo geralmente faz uso da palavra eris – dissenção – no contexto da vida da igreja. Por isso, em sua I Epístola aos Coríntios, discorre a respeito das facções dentro da comunidade cristã (I Co. 1.11; 3.3). As disputas dentro das igrejas são cada vez mais comuns, a política eclesiástica está destruindo a vida de vários obreiros. A busca por status e dinheiro está adoecendo a muito, principalmente aqueles que profissionalizaram o ministério. Mesmo entre os membros da igreja existem aqueles que querem posição e reconhecimento. Entre os que estão na meia-idade, obreiros e leigos, vivem comparando sua condição com a de outros. Tais dissenções geram impaciência, a demora para chegar onde desejam fazem com que fiquem frustrados. A eris entra, por conseguinte, como um veneno, a fim de destruir o outro, e disseminar a discórdia, a fim de tirar algum proveito.

2. PACIÊNCIA DIANTE DAS AGITAÇÕES
A alternativa espiritual para as dissenções, e por sua vez, a impaciência, é a longanimidade. Essa palavra, que também é traduzida como paciência é makrothumia no grego neotestamentário. Trata-se, portanto, de uma disposição para suportar, principalmente as adversidades. Ser longânimo, no sentido bíblico, é ter um “pavio longo”, isto é, não se precipitar, nem perder a paciência. O sofrimento pode nos levar ao desfalecimento, quando somos provados temos a tendência a desesperar. O autor da Epístola aos Hebreus destaca, porém, que a correção de Deus resulta em maturidade espiritual (Hb. 12.7-11). É preciso cultivar a paciência, a fim de não desistir da caminhada, pois ser paciente tem tudo a ver com perseverança (Cl. 1.9-11), e essa é gestada na tribulação, que nos ensina a ter esperança e a nos alegrar no Senhor (Rm. 5.3,4). As pessoas verdadeiramente sábias são aquelas que mostram paciência, pois elas não se precipitam quando precisam tomar decisões (Pv. 14.29). Essas são pessoas que desfrutam da paz de Deus, elas não incitam as dissenções umas contra as outras, sabem que suas vidas estão nas mãos do Senhor (Pv. 15.18). Ao invés de se apressarem, e desejarem ter o que não lhes pertencem, ou mesmo quando são vítimas de injustiça, encontram forças em Deus para continuar (Pv. 16.32). Aqueles que cultivam a paciência sequer guardam rancor, elas são capazes de reconhecer as angústias dos outros, por isso estão dispostas a perdoar (Cl. 3.12,13).

3. ESPERANDO COM PACIÊNCIA
Existem vários exemplos bíblicos negativos de pessoas que, mesmo que por algum tempo, demonstraram impaciência. Dentre elas destacamos: Abraão, que se adiantou para ter um filho, distante do propósito de Deus (Gn. 15.5); Jacó, ao querer ser um líder antes do tempo, tomando decisões precipitadas (Gn. 25.23); Saul, quando quis assumir uma posição para a qual não foi chamado (I Sm. 10.8-10); e Jonas, por causa da graça de Deus demonstrada aos ninivitas (Jn. 4.2). Ainda bem que existem exemplos bíblicos positivos, tais como os profetas do Antigo Testamento, que falaram em nome do Senhor (Tg. 5.10); Davi, que aprendeu a esperar com paciência no Senhor, ciente de que Ele estava atento às suas orações (Sl. 37.7); Jó, o homem íntegro e reto, que mesmo diante das adversidades, soube confiar no Deus da promessa (Tg. 5.11).  Com esses devemos aprender a esperar com paciência no Senhor, sabendo que Ele está no comando das situações. O próprio Deus se apresentou a Moisés como paciente (Ex. 34.6,7), que não se apressou em punir os pecadores, até mesmo aqueles que se rebelaram nos dias de Noé (I Pe. 3.20). O povo de Israel contrariou o Senhor por várias vezes, especialmente durante a peregrinação rumo a Terra Prometida, mesmo assim Ele se mostrou longânimo e beneficente (Nm. 14.18). A longanimidade do Senhor é motivo suficiente para que nos coloquemos na disposição do Espírito Santo, para que esse produza neles o Seu fruto. Se assim fizermos, não seremos consumidos pelas dissenções, antes seremos pacientes uns com os outros (I Ts. 5.14). Os ministros do evangelho precisam desenvolver essa virtude, para que sejam obreiros aprovados na Seara do Senhor (II Tm. 4.1-5).

CONCLUSÃO
A paciência está relacionada à tribulação, dificilmente alguém conseguirá essa virtude, sem passar pelo vale da sombra da morte. Na medida em que enfrentamos as adversidades, e as suportamos com longanimidade, aprenderemos a suportar intempéries ainda maiores. Na pedagogia de Deus, as provas são nos dadas no início da aula, para que possamos tirar as lições depois. Essas circunstâncias servem para formar em nós a paciência, para que sejamos aptos a continuar esperando no Senhor e a depender da Sua Soberana vontade.

BIBLIOGRAFIA
BARCLAY, W. As obras da carne e o fruto do Espírito. São Paulo: Vida Nova, 2000.
OLIVEIRA, A. G. Os frutos do Espírito. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

segunda-feira, janeiro 30

4ª CONFEPE PARTICIPE !!!



Queridos é com imensa alegria que convidamos a todos para adorarem juntamente conosco ao Deus todo poderoso.

A UMADESM realizará nos dias 25 e 26 de fevereiro de 2017 a 4ª CONFEPE, evento este que sera dividido em três trabalhos a abertura será no sábado a noite com o pregador Pb: Antonio Fonseca, no domingo a tarde com o pregador Dc: Kemuel Barreto e domingo a noite o encerramento com o Pb: Edmilson Reinaldo.

Este ano com o tema: Mas quando o Espírito Santo descer sobre vocês

Atos 1

8. “Mas quando o Espírito Santo descer sobre vocês, receberão poder para serem minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até nos confins da terra”.

você é nosso convidado especial 

1ª VIGÍLIA DA UMADESM 2017




Umadesm
- Paz do Senhor Mocidade de Serra do Mel. Neste sábado dia 4 de fevereiro a partir das 22:00 horas teremos nossa primeira #Vigília do ano. Queremos contar com toda a Mocidade da #UMADESM!
Deus os abençoe!

quarta-feira, janeiro 25

CAMPANHA DE ORAÇÃO NO TEMPLO SEDE






Em sua primeira semana como dirigente o Pb: Edmilson Reinaldo, começou uma campanha de oração que tem como proposito buscar mais ao Deus, desde segunda feira que a igreja esta em festa, mais festa de joelhos, onde podemos ficar mais perto do Senhor e agradecer por tudo que ele é.

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A campanha que começou na segunda terá seu encerramento na quinta feira

veja imagens dos cultos:


1º dia abertura.


A abertura da campanha de oração na igreja sede, foi uma benção de Deus. O nome do Senhor foi glorificado alí. Agradeço a Deus e aos irmãos, pelo o bom número de irmãos que participou do trabalho. Hô Gloria........


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2º dia

A segunda noite da campanha de oração na igreja sede, foi simplesmente, maravilhoso. Os irmãos compareceram em massa. Que Deus continue abençoando a todos. Agradeço a Deus e aos que cooperaram: Joabner MesquitaFrancileide Gabriel Paulo, Arautos do Rei e Banda Elchaday.


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Hoje tem o a terceira noite veja quem estará conosco.



Hoje estaremos orando na terceira noite da campanha de oração na igreja sede, nos encontraremos lá, mais uma vez. Preg. Pb. Jario Da Silva Ferreira Ferreira. Louvores: Juliana, Kamila Káren, conjunto Flores do céu e participação Banda Elchaday.



Participem Deus tem uma palavra para você . . .

Posse do nosso Dirigente o Pb: Edmilson Reinaldo Dantas

Na noite do ultimo Sabado dia 21 de Janeiro aconteceu no templo sede das Assembleias de Deus em Serra do Mel, a posse do nosso novo dirigente, o presbítero Edmílson Reinaldo Dantas, em sua terceira passagem pelo templo sede desejamos ao nosso dirigente que as bençãos do Senhor o acompanhe sempre, por que determinação, coragem e fé entre outros coisas sabemos que o senhor tem de sobra irmão Edmílson.

confira algumas imagens do culto de posse.











  













FAMÍLIA DO PB: EDMILSON REINALDO





























Na ocasião também foram apresentadas as coordenadoras dos círculos de oração.

EBD 1º TRIMESTRE LIÇÃO 5: PAZ DE DEUS ANTÍDOTO CONTRA AS INIMIZADES



Leitura Bíblica: Jo. 14.27 – Texto Áureo: Ef. 2.11-17



Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD



INTRODUÇÃO
As divisões, inclusive dentro das igrejas, geram inimizades, e essas, por sua vez, é resultado de inquietações. Na aula de hoje, aprenderemos a respeito das inimizades enquanto obra da carne, e em seguida apresentaremos o antídoto, que é a paz que excede todo entendimento. Ao final mostraremos a necessidade do cultivo desse aspecto do fruto do Espírito, a fim de que possamos cada vez mais confiar em Deus, e ao mesmo tempo, não provocar dissenções na igreja, de modo a desfrutar da verdadeira paz em Cristo Jesus.

1. INQUIETAÇÕES E INIMIZADES
A palavra inimizade em grego é echthra, tendo essa a ver com a inimizade com Deus (Rm. 8.7), entre as pessoas (Lc. 23.12) e a hostilidade entre grupos (Ef. 2.14-16). Trata-se, portanto, de uma obra da carne (Gl. 5.20), de pessoas que não conseguem desfrutar da paz de Deus, e por isso, se inquietam com muitas coisas (Lc. 10.38-42). As pessoas estão demasiadamente preocupadas, a ansiedade pelas coisas deste mundo tornou-se uma prática comum. Por isso Jesus orientou seus discípulos não viverem inquietos, a aprenderem a confiar na provisão divina (Mt. 6.25). O desejo desenfreado pelas coisas deste mundo, que se manifesta por meio da cobiça, é uma demonstração de carnalidade (Tg. 4.2,3), que serve apenas para tirar a paz, e fomentar a segregação (Tg. 2.8,9). A igreja de Corinto estava tomada por esse sentimento de partidarismo, havia entre seus membros discórdias, principalmente em relação às lideranças eclesiásticas (I Co. 1.12,13). A inimizade é danosa para a vida da igreja, porque compromete sua unidade espiritual (Jo. 17.21). O termo echthra, no contexto da divisão da comunidade cristã, é expressa por Paulo na segregação entre judeus e gentios na igreja (Ef. 2.14,15). Os judaizantes do primeiro século não admitiam que a graça de Deus alcançasse também os gentios. Esse sentimento faccioso ainda impera em algumas igrejas evangélicas, sobretudo sobre os cristãos mais moralistas, que acham que são merecedores da salvação. Quando isso acontece, as igrejas se tornam adoecedoras, ao invés de trazerem cura para as vidas. Há igrejas que as pessoas não fazem outra coisa senão disputarem cargos e funções. O ambiente eclesiástico não deveria ser favorável à segregação, considerando que fomos alcançados pela graça maravilhosa de Cristo (Ef. 2.8,9).

2. A PAZ QUE EXCEDE TODO ENTENDIMENTO
O antídoto contra as inimizades na igreja é a paz de Deus que excede todo entendimento (Fp. 4.7). Essa é uma paz diferente daquela apregoada pelo mundo, é a paz que somente Jesus pode dar, com a qual é possível encontrar tranquilidade, mesmo diante das situações mais adversas (Jo. 14.27). Essa paz, cujo termo grego é eirene, diz respeito a um estado de quietude, tranquilidade, harmonia e confiança, produzida no crente pelo Espírito Santo. Aqueles que são súditos do Reino de Deus desfrutam dessa plena paz (Rm. 14.17). Essa é uma paz que também deve ser buscada, se possível com todas as pessoas (II Co. 13.11; Hb. 12.14). Por se tratar de um fruto do Espírito, é algo que deve ser desenvolvido (Tg. 3.18). A paz, enquanto virtude do fruto do Espírito, tem início na conversão, quando passamos a desfrutar da paz com Deus (Rm. 5.1,2). Isso tem a ver com o ministério da reconciliação, que aconteceu por meio de Cristo que nos levou a Deus (II Co. 5.18-20). Por causa dEle agora nos chegamos mais perto de Deus, que derrubou a parede da separação, desfazendo as divisões dentro da igreja (Ef. 2.13-17). Não podemos esquecer que fomos chamados também para a paz de Deus (Cl. 3.15). Por isso devemos construir pontes ao invés de muros, e se possível ter paz com todos os homens (Rm. 12.18). É recomendável construir mais poços, como fez Isaque quando perseguido pelos seus inimigos, do que fazer uma guerra (Gn. 26.29-22). As igrejas saudáveis, ao invés de incentivarem a discórdia, busquem guardar a unidade do Espírito, pelo vínculo dessa paz que nos faz um só corpo (Ef. 4.3,4). Mas isso somente será possível se as inquietações por causa da ganância forem desfeitas, de modo que cada um deixe de buscar propriamente o que é seu, antes atente também para o que é do outro (Fp. 2.4; I Co. 10.24).

3. PAZ QUE GERA CONFIANÇA
O profeta Isaias afirma que Deus conservará “em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti” (Is. 26.3). A fim de cultivar a verdadeira paz, precisamos investir nos valores espirituais, e aprender a confiar cada vez mais em Deus. Desfrutamos dessa paz na medida em que depositamos no Senhor nossa confiança, e estamos cientes que Ele suprirá nossas necessidades (Fp. 4.19). Muitos crentes alimentam sentimentos facciosos porque perderam Jesus de vista, e por valorizarem mais as coisas terrenas do que as celestiais (Hb. 12.2). Somente os que confiam no Senhor serão como os montes de Sião que não se abalam, mas permanecem para sempre (Sl. 125.1). Devemos colocar nossa confiança na Palavra de Deus, pois Ele não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa (Nm. 23.19). Ainda que não compreendamos, sabemos que tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus, e são chamados de acordo com seus soberanos desígnios (Rm. 8.28). Por isso, como fez o Salmista, devemos descansar à sombra do Onipotente, sabendo que Ele é nosso refúgio e fortaleza, o Deus em quem confiamos (Sl. 91.1,2). Essa paz tem a ver com a mente, por isso não devemos alimentar os pensamentos com ansiedades, coisas que nos distraiam da presença de Deus e tiram nossa tranquilidade espiritual. Paulo apresenta a seguinte orientação a esse respeito: “Não andeis cuidadosos de coisa alguma, antes em tudo sejam conhecidos os vossos pedidos diante de Deus pela oração e pela súplica com ações de graças.
A paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus. Finalmente, irmão, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é venerável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, seja isso o que ocupe os vossos pensamentos” (Fp. 4.6-8).

CONCLUSÃO
Dentre as obras da carne, as inimizades se apresentam como resultado das inquietações da alma humana. Há muitas pessoas que querem se sobrepor umas sobre as outras, na maioria dos casos por causa da ostentação e da ganância. O antídoto contra essa atitude é investir na paz de Deus, relacionada à paz com Deus, que excede todo entendimento. Aqueles que desfrutam dessa paz, aprenderam a experimentar as riquezas de Cristo, por isso não se atribulam diante das águas turbulentas.

BIBLIOGRAFIA
OLIVEIRA, A. G. Os frutos do Espírito. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
OLIVEIRA, F. H. T. As obras da carne e o fruto do Espírito. São Paulo: Reflexão, 2016.
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