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Leia a bíblia

segunda-feira, setembro 15

Culto Festivo de Inauguração do Mercantil Gênesis " CONFIRA "


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" ATENÇÃO SERRA DO MEL "

Convidamos a todos pra mais um grande culto em adoração ao nosso DEUS, o irmão Elias Rodrigues Junior conta com a presença de todos para juntos adorarmos a DEUS na Inauguração do COMERCIAL GENESIS é neste dia 30 de setembro as 19:00 hs, contamos com a presença de todos.

Estarão louvando a DEUS o Cantor Chagas Sobrinho & Banda Benção,Cantora Kamila káren e Banda Arpejos de Sião e a palavra vai ficar por conto do Pb: Edmilsom Reinaldo
 — com Kamila Káren e Edmilsom Reinaldo.

EBD 3º TRIMESTRE LIÇÃO 12: OS PECADOS DE OMISSÃO E DE OPRESSÃO


EBD –  LIÇÕES PARA VIDA

Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD




Texto Áureo Tg. 4.17 – Leitura Bíblica Tg. Tg. 5.1-6


INTRODUÇÃO
Vivemos em mundo dominado por Mamom, o deus das riquezas, a adoração a essa divindade tem ceifado muitas vidas. Na aula de hoje estudaremos a respeito desse assunto, ressaltando os perigos de se dobrar diante do dinheiro (Mt. 6.24). Quando se trata de dinheiro, nem sempre os cristãos estão conscientes que podem pecar tanto por omissão quanto por opressão. Por isso, destacaremos nesta aula que há um processo de naturalização desse tipo de pecado, de forma que as pessoas julgam normal a opressão, principalmente dos mais pobres.

1. O PECADO E O PERIGO DAS RIQUEZAS
O mundo jaz no maligno, e o dinheiro pauta as decisões, regidas por Mamom, o deus das riquezas (Mt. 6.24). Há aqueles que querem atenuar o papel do dinheiro nesta sociedade, admitindo que esse é bom. No entanto, a visão de Jesus, em relação às riquezas, é negativa (Mt. 6.19-21), bem como a de Paulo (I Tm. 6.10). Qualquer pessoa sóbria reconhecerá que o dinheiro tem trazido mais mal do que bem à humanidade. Diariamente vidas são ceifadas por causa da busca desenfreada pelas riquezas (Pv. 11.28). Os ricos estão ficando cada vez mais ricos, e os pobres cada vez mais pobres. Entre os cristãos há aqueles que admitem essa realidade como se isso fosse normal. Existem até aqueles que se envolvem em negócios escusos, e querem justificar tais procedimentos como se fosse benção do Senhor. Os recursos que deveriam ser investidos nas necessidades básicas da população, tais como saúde e educação, são desviados para benefício de poucos, resultando em enriquecimento ilícito. A igreja tem sido cúmplice dessa realidade, considerando seu pecado de omissão. Existem até pastores que se beneficiam economicamente das alianças políticas. Na medida em que esses auferem lucros por meio da política corrupta, estão contribuindo para a manutenção de  um sistema opressor, que desfavorece os mais pobres. É uma tristeza chegar aos hospitais públicos, e também atestar as dificuldades pelas quais passa a educação do nosso país. Os filhos dos mais abastados frequentam escolas particulares, nem sempre de boa qualidade, enquanto que as escolas públicas se encontram em condição precária. Se refletirmos a respeito dessa condição, chegaremos à conclusão de que somos todos culpados. Nesses dias que antecedem as eleições, precisamos avaliar bem nossos candidatos. Não adianta votar em um candidato apenas porque é evangélico, é preciso ponderar sobre seu compromisso social. A agenda moralmente evangélica também não é critério suficiente, devemos também averiguar seu preparo para lidar com as demandas dos mais necessitados.

2. PARA OS PECADOS DE OMISSÃO
Tiago destaca o pecado da ilicitude no trato do dinheiro, especialmente quando pessoas são oprimidas (Tg. 5.1). No meio evangélico a famigerada teologia da ganância, geralmente denominada de prosperidade, serve de fomento para propagar a desigualdade social. Existem evangélicos que acham normal ver os pobres passar por carências. Os fundamentalistas tentam até encontra justificativas morais, argumentando que as pessoas são pobres porque se distanciam de Deus. Antigamente se explicava a imponência americana com base em sua formação evangélica. Mas o que dizer da China, que nunca teve um compromisso com a fé cristã, por também desfruta de prosperidade? A relação entre prosperidade e riqueza é falaciosa, não tem qualquer fundamentação bíblica. Existem pessoas simples nas igrejas, que não dispõem de condição financeira favorável, mas que são verdadeiros servos e servas de Deus. Por outro lado, há alguns que têm contas bancárias vultosas, mas que vivem de maneira descompromissada com a palavra de Deus. Os ricos, tanto aqueles que estão dentro das igrejas, quanto os que estão do lado de fora, irão prestar contas diante de Deus (Tg. 5.4). Ter recursos financeiros é mais do que um privilégio, é também uma responsabilidade. Ecoando as palavras de provérbios, Tiago lembra que existem aqueles que se enriquecem usufruindo das carência dos pobres (Pv. 22.16,22). Desde a Antiga Aliança Deus já havia advertido ao povo de Israel para que esse não se aproveitasse dos mais pobres (Dt. 24.14,15; Lv. 19.13). Tiago denuncia o pecado da ostentação, os ricos pecam quando vivem regaladamente, gastam seu dinheiro em coisas supérfluas, apenas para mostrar seu poder de compra (Tg. 5.4). Até mesmo o tráfico de influência é condenado por Tiago, os juízes serão penalizados pelo Senhor, aqueles que se vendem na coorte, para retirar o direito do mais necessitado (Tg. 5.6). Através do profeta Isaias o Senhor chama a atenção dos juristas que criam leis injustas, tão somente visando o desfavorecimento dos pobres (Is. 10.1). Deus já havia orientado os juízes para que não fossem gananciosos (Ex. 18.21), muito menos parciais (Lv. 19.15), e que não aceitassem suborno (Dt. 19.16-19).

3. PARA OS PECADOS DE OPRESSÃO
Amós é um exemplo de profeta que não pactua com os pecados de omissão, e denuncia os pecados de opressão (Am. 5.12,13). De igual modo, Tiago chama a atenção daqueles que acumulam riquezas como um fim em si mesmo. Evidentemente isso nada tem a ver com o cuidado previdente, associado à manutenção da família (II Co. 12.14; I Tm. 5.8; Mt. 25.27). Mas devemos ser cautelosos para não confiarmos nas riquezas, o cristão não pode colocar seu coração no dinheiro. Jesus censurou o rico insensato que pensou ser o dono da própria vida (Lc. 12.15-21). A vida é passageira, e as riquezas não podem garantir vida eterna (I Tm. 6.17). Tiago lembra que as riquezas são passageiras (Tg. 5.2,3), com Paulo assume que nada trouxemos para esse mundo, e que dele nada levaremos (I Tm. 6.7). Portanto, devemos investir na piedade com contentamento (I Tm. 6.6). Há pessoas que estão sendo devoradas pelas próprias riquezas, a paixão pelos bens do presente século está correndo as suas almas (Tg. 5.3). Patrões, sejam eles evangélicos ou não, prestarão contas a Deus quanto à maneira que trataram seus empregados. Os empregadores cristãos têm a responsabilidade de tratar com justiça seus empregados. Eles não podem abusar financeiramente dos seus trabalhadores, atentando para as normas trabalhistas do nosso país. Ao invés de exercitar a ganância, somos orientados pela Palavra a viver com generosidade (II Co. 6.10). E mais que isso, devemos também trabalhar para modificar as estruturas sociais arraigadas neste país. Não podemos acatar com naturalidade práticas que são consideradas normais. Existem pessoas que não fizeram opção pela pobreza, elas se encontram em tal condição por causa da injustiça social. Os cristãos devem dar o exemplo, não apenas “dando o peixe”, mas também “ensinando a pescar”. E quando necessário, denunciar atitudes que cerceie o direito dos pobres e necessitados.

CONCLUSÃO
O pecado é uma realidade, em sua etimologia grega, a palavra significa “errar o alvo”. Fato é que todos pecaram, e por isso foram destituídos de Deus (Rm. 3.23). Mas a graça de Deus, em Jesus Cristo, nos dá gratuitamente a vida eterna (Rm. 6.23). A salvação em Cristo nos impele à responsabilidade social, não podemos nos furtar da defesa pelos mais pobres.  A naturalização da injustiça pode nos conduzir à omissão, e se não estivermos atentos, à opressão. Como crentes em Cristo, devemos fazer a diferença na sociedade, auxiliando aos mais necessitados, e contribuindo para a melhoria e funcionamentos das estruturas sociais, para o bem da coletividade.

BIBLIOGRAFIA
LOPES, H. D. Tiago. São Paulo: Hagnos, 2006.
WEIRSBE, W. W. Exodus: be delivered. Colorado Springs: David Cook, 2010.

quinta-feira, setembro 11

Edital do concurso para escolha do hino oficial do Centenário da IEADERN

edital



abaixo os endereços para o envio:

www.adnatal.org.br / • email: secretaria@adnatal.org.br • fone: (84) 3311-4605 • fax: (84) 3311-4610
Rua Manoel Miranda, 251 – Alecrim • 59037-250 • Natal, RN











fonte: http://www.ieadern.org.br/

EBD 3º TRIMESTRE LIÇÃO 11: O JULGAMENTO E A SOBERANIA PERTECEM A DEUS

Escola Bíblica Dominical


Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD



Texto Áureo Tg. 4.12 – Leitura Bíblica Tg. 4.11-17



INTRODUÇÃO
Somos tentados a sermos senhores do nosso destino, como diz um conhecido poema,  capitães da própria alma. Nos tempos de “quem sabe faz a hora”, é comum às pessoas dispensarem os cuidados de Deus. Na lição de hoje atentaremos para a necessidade de não incorrermos no risco de julgar os outros. Em seguida, nos voltaremos para a soberania de Deus, diante das possibilidades das decisões centradas no ser humano. Por fim, destacaremos o perigo da arrogância humana, manifestada na presunção, e a importância da humildade na vida do cristão.

1. NÃO JULGAR OS OUTROS
As múltiplas atribuições eclesiásticas nos fazem esquecer de que somos membros da mesma família. Tiago nos lembra de que Deus, em Jesus, nos ensinou a amar uns aos outros, e a tratar o próximo como a nós mesmos (Tg. 2.8). Em relação aos nossos irmãos, quando os julgamos, nos tornamos senhores sobre eles. Devemos sempre lembrar que Deus, e não nós,  é o verdadeiro legislador (Tg. 4.12). Há crentes que não perdem a oportunidade de se colocar diante dos outros membros da igreja. Existem igrejas que, no sentido bíblico-etmológico do termo, são desgraçadas, os membros não têm misericórdia uns dos outros. Há aqueles que torcem, e em alguns casos, favorecem a queda dos irmãos e irmãs na igreja. Philip Yancey costuma dizer que encontra mais graça entre os Alcoólicos Anônimos (AA) do que em determinadas comunidades cristãs. Existem crentes capazes se sentir satisfação com a queda dos outros, e transformá-las em fofoca. E o pior, há os que não se preocupam em ajudar em ver o outro em condição de risco. Quando os vê caídos, ao invés de estender a mão, aproveitam a oportunidade para usar a língua contra o próximo. As igrejas, muito mais do que templos, deveriam ser comunidades de acolhimento. As igrejas não devem fomentar a discórdia, considerando que essa é uma obra da carne (Gl. 5.17-19). Muito pelo contrário, nossa tarefa é a de construir pontes, não muralhas diante dos nossos irmãos. A divisão na igreja, como ocorria em Corinto, é característica de congregações carnais (I Co. 3.1-3).  As “panelinhas” somente servem para incentivar a discórdia, a beleza da igreja está justamente na capacidades de conviver, inclusive com os diferentes. Quem nos julga é a palavra de Deus, ela aponta quando pecamos, e nos dar a possibilidade de arrependimento. Como cristãos devemos fazer o mesmo, até mesmo nos casos de disciplina, essa deve ser feita com amor, visando o reestabelecimento o transgressor (I Co. 5.1-13).

2. A SOBERANIA DE DEUS A BREVIDADE DA VIDA HUMANA
Somente Deus é soberano, isto é, Ele determina, ao Seu tempo, a realização dos seus desígnios. Devemos reconhecer que Deus é Senhor da Sua vontade, Ele não precisa pedir conselhos (Rm. 11.34). Por isso, faz-se necessário reconhecer que diante da complexidade da vida, é Deus que está no comando de todos as coisas (Tg. 4.14). Mas nós, enquanto seres limitados, não podemos determinar como será o futuro, mesmo que tenhamos os devidos cuidados (Pv. 27.1). Jesus reprovou a confiança própria ao contar a parábola do rico insensato (Lc. 12.16-21). Aqueles que acham que são senhores do seu destino, que não depositam sua confiança em Deus, não passam de tolos. Vita brevis, essa é uma declaração latina clássica, que quer dizer “a vida é breve”. Devemos ter sempre diante dos nossos olhos a realidade da morte. Se as pessoas se lembrassem disso de vez em quando, teriam motivos para serem mais humildes. Jó reconheceu que seus dias eram mais velozes do que a lançadeira do tecelão (Jó 7.6). E afirma ainda que nossa vida na terra pode ser comparada a uma sombra (Jó. 8.9) e como se isso não fosse suficiente, defende que o homem nascido de mulher é de poucos dias e cheio de tribulação (Jó. 14.1,2). Moisés, nas palavras de um salmo, também diz que “acabam os nossos anos como um suspiro, pois passa rapidamente e nós voamos” (Sl. 90.9,10). Não podemos ter a ilusão de que somos capazes de controlar nosso futuro. Evidentemente não estamos estimulando a falta de planejamento, que também é um equívoco. Antes devemos colocar nossos projetos diante de Deus, sabendo que somente Ele será capaz de levar nossos planos adiante. Como fazem as pessoas do presente século, não devemos imaginar que estamos no controle das nossas vidas. Quando o Titanic foi construído, tiveram a audácia de firmar que nem Deus seria capaz de afundá-lo, mas a história mostrou o contrário. A torre de Babel é um exemplo bíblico de projeto humano, distanciado das orientações divinas e que resultou em ruína (Gn. 11).

3. A PRESUNÇÃO HUMANA, UM PERIGO DIANTE DE DEUS
Somos seres frágeis, mas nem todas as pessoas se apercebem desse fato. Há aqueles que pensam que são indestrutíveis. Antes de qualquer coisa, destacamos nossa ignorância em relação ao futuro, e que nossa vida passa como um vapor (Tg. 4.14). Por isso, precisamos ter consciência da nossa dependência de Deus (Tg. 4.15). Trilhar o caminho da presunção é demasiadamente perigoso para o cristão. Isso porque a presunção nos faz acreditar que somos senhores do nosso destino (Tg. 4.16). Esse pensamento pode nos conduzir à desobediência, por desconsiderarmos Deus, tornando-O desnecessário. A desobediência premeditada conduz à apostasia, impossibilitando o retorno. Há cristãos que por desconsiderarem Deus, e se acharem senhores das suas vidas, se desviam do caminho. A mensagem de Pedro é de advertência a esse respeito: seria melhor que não tivessem conhecido o caminho da justiça, do que o conhecer e ter se desviado dele (II Pe. 2.21). Devemos seguir o exemplo de Jesus, que aprendeu a obediência ao Pai, e se submeteu até o fim à Sua vontade (Jo. 4.34). Fazer a vontade do Pai precisa ser nossa principal doutrina (Jo. 7.17). Paulo nos conclama a entender a vontade do Senhor (Ef. 5.17), além de ressaltar que essa é boa, agradável e perfeita (Rm. 12.2). Entregar-se à vontade própria é demonstração de presunção, é tornar-se escravo dos próprios caprichos. Ser cristão genuíno é uma atitude de rendição, uma disposição a dizer não a si mesmo, a confiar em Deus. Ser cristão é ponderar, e saber que não é senhor do seu destino, muito menos capitão da sua alma. Ser cristão é uma entrega incondicional à vontade de Deus, uma demonstração de confiança. Quando dependemos de Deus, fazemos nossos projetos, acompanhamos sua execução, mas estamos cientes dos nossos limites. E independentemente dos resultados, reconhecemos que Deus é o Senhor, e que tudo fará conforme Seus desígnios (Rm. 8.28).

CONCLUSÃO
A mensagem de Tiago é oportuna para os dias atuais, considerando que muitas pessoas tornaram Deus desnecessário em suas vidas. Há aqueles que acreditam em Deus, mas vivem como se Ele não existisse. Como cristãos genuínos, devemos colocar o Senhor em cada situação da nossa existência. As mais simples decisões do cotidiano podem ser postas aos pés do Pai, através da oração. Os cristãos, ao contrário do que afirma a filosofia humanista, não é senhor do seu destino, muito menos capitão da sua alma. A vida do cristão está nas mãos de Deus, Ele é, verdadeiramente, o capitão das nossas vidas e o Senhor das nossas almas.

BIBLIOGRAFIA
LOPES, H. D. Tiago. São Paulo: Hagnos, 2006.
WEIRSBE, W. W. Exodus: be delivered. Colorado Springs: David Cook, 2010.

sexta-feira, setembro 5

EBD 3º TRIMESTRE LIÇÃO 10: O PERIGO DA BUSCA PELA AUTORREALIZAÇÃO HUMANA


Escola Bíblica Dominical


Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD




Texto Áureo Tg. 4.10 – Leitura Bíblica Tg. 4.1-10




INTRODUÇÃO
A sociedade moderna está impregnada pela ideia do sucesso, muitas vezes alcançado a qualquer custo, sem qualquer consideração ética, mais que isso, sem o aval divino. Na aula de hoje estudaremos a respeito dos perigos da busca desenfreada pela autorrealização pessoal, ressaltando, sobretudo, as implicações que essa pode trazer, quando distanciadas dos princípios divinos. Destacaremos, na aula de hoje, que a autorrealização pressupõe uma ética, e que essa deve se respaldar nos princípios cristãos.

1. A AUTORREALIZAÇÃO HUMANA
Nas livrarias os livros que mais são vendidos são aqueles que motivam à autorrealização, esses são comumente reconhecidos como “autoajuda”. Isso porque se fundamentam na concepção de sucesso, independentemente de Deus. O mundo empresarial comprou essa concepção, que é considerada normal em um contexto no qual Deus se tornou desnecessário. Em consonância com Tiago, devemos ter cuidado com a competitividade exacerbada que predomina nos mundo dos negócios, e que, às vezes, está sendo adotado dentro das igrejas. As desavenças no âmbito eclesiástico não têm o respaldo divino (Tg. 4.1). As invejas e cobiças estão sendo colocadas em um patamar que os outros deixam de ser considerados. Há até aqueles que oram com intento de satisfazerem suas vaidades (Tg. 4.3). Devemos tomar cuidado com essas orações, na maioria das vezes elas refletem os desejos mais ocultos, e em alguns casos, sentimentos de ganância. Alcançar determinados espaços não pode ser a razão de ser, a competitividade também tem limites, o respeito ao próximo continua sendo o padrão ético de Jesus (Mt. 22.37). Paulo, em consonância com a mensagem de Tiago, nos orienta a deixar morrer nossos membros, para não sermos controlados pelas nossas paixões (Cl. 3.5-9). Não há limite para a cobiça, em uma sociedade de consumo, quanto mais se tem mais se quer. A propaganda incita à inveja, a buscar primeiro nossos interesses, e colocar os outros em segundo plano, inclusive o reino de Deus. Mas Jesus nos ensina que devemos colocar o reino de Deus primeiro, e as coisas necessárias nos serão acrescentadas (Mt. 6.33). Como o salmista, nosso maior desejo deve ser agradar a Deus, Ele precisa ser sempre nosso maior anelo (Sl. 63.1). Devemos lembrar sempre que o cristianismo nada tem a ver com esses padrões absorvidos pela sociedade. A igreja precisa ser diferente, não apenas no modo de vestir, mas também em seu proceder. Como bem destacou Kierkegaard, “no dia que o cristianismo e o mundo se tornarem amigos, o cristianismo deixará de existir”.

2. O PERIGO DA AUTORREALIZAÇÃO
Esse sistema de autorrealização em que os fins justificam os meios não é cristão, é diabólico. Não devemos esquecer que o mundo jaz no maligno (I Jo. 5.19) e que Satanás, o deus deste século, cegou o entendimento das pessoas (II Co. 4.4). Destacamos algumas das tendências atuais: valorização do temporário em detrimento do eterno (I Co. 7.32,33), a cobiça dos olhos, através da ostentação de bens, que alimenta a soberba da vida, não provém de Deus (I Jo. 2.16); e o desejo desenfreado de ter sempre mais, ao ponto de perder a própria vida (Mt. 16.26; Lc. 9.25). A parábola contada por Jesus, a respeito do rico insensato, deve servir de alerta a todos aqueles que se entregam desordenadamente aos interesses mundanos (Lc. 12.19-21). Muitas pessoas estão trocando o tesouro celestial, que a traça não corrói nem a ferrugem o atinge, pelos tesouros terrenos (Mt. 6.21). Tenhamos cuidado para não nos deixar levar pelo pensamento da maioria, nem sempre a voz do povo é a voz de Deus, como se costuma dizer. Fomos alcançados pela graça de Deus, e essa nos reclama a um modo de viver diferenciado, que não se pauta pelo mundanismo (Tt. 2.11,12). Os valores deste mundo nada têm a ver com os princípios da Palavra de Deus (I Jo. 2.15). Enquanto que a sociedade exalta aqueles que conseguiram “vencer na vida”, a mensagem evangélica diz “Deus resiste aos soberbos, dá, porém, graça aos humildes” (Pv. 3.34; Tg. 4.6). Existe um ranking daqueles que são considerados os mais ricos do mundo, e esse é divulgado todos os anos pelas principais revistas internacionais. Mas será que esses mesmos ricos podem ser considerados assim do ponto de vista de Deus? Os critérios do Senhor em relação ao sucesso são diferentes daqueles apregoados pelo mundo dos negócios. Na perspectiva divina o modelo de sucesso é o de Jesus, que se esvaziou, tomando a forma de servo, de igual modo, devemos considerar sempre os outros superiores a nós mesmos (Fp. 2.3). A fé cristã não exalta, ou pelo menos não deveria, aqueles que conseguiram seu “lugar ao sol”. A preocupação dos cristãos, como foi a de Cristo, deve ser com aqueles que se encontra em condição de vulnerabilidade. O auxílio aos mais pobres é uma missão a ser perseguida por todos os cristãos, levando às pessoas o evangelho integral, que percebe tanto o corpo quanto o espírito.

3. O EQUILIBRO NAS REALIZAÇÕES
A busca pela realização pessoal necessariamente não é pecado, todas as pessoas podem estudar, também comercializar, mas a soberba não deve ser o fundamento de qualquer empreendimento. Em tudo que fazemos devemos estar debaixo da sujeição de Deus, nada temos ou podemos ter sem que Ele nos permita. Ao invés de seguir os ditames deste mundo tenebroso, devemos ouvir a Palavra de Deus, e escolher ir após Jesus, como seus discípulos (Mt. 16.24-28). Para isso precisamos resistir ao diabo, revestindo-nos de toda armadura de Deus (Ef. 6.10-18), não nos dobrando aos seus ardis (Tg. 4.7; I Pe. 5.7,8). Quando mais nos aproximamos de Deus, mais nos distanciamos do alcance de Satanás (Tg. 4.8). O autor de Hebreus nos chama à aproximação de Deus, com um coração sincero e repleto de fé (Hb. 10.22). A adoração ao Senhor é o caminho por meio do qual nos achegamos ao trono da graça, o próprio Deus busca adoradores, que o fazem em espírito e em verdade (Jo. 4.24). É nessa disposição que podemos trabalhar, estudar e fazer qualquer coisa, tudo na fé em Cristo Jesus, que a todos abençoa (I Co. 10.31-33; II Tm. 3.16; I Pe. 2.9). Os cristãos não podem fazer parte do mundo (satânico), mas estão no mundo (físico) a fim de atrair o mundo (pessoas) para Deus. Nessa missão, devemos ter cuidado para não sermos engodados pelos padrões que podem nos distanciar de Deus. Não precisamos entrar nessa competitividade doentia, confiemos no Senhor, assim como fez Abraão (Gn. 13.8). Os cristãos não estão impedidos de estudarem, buscar promoções no trabalho, mas estão limitados pela ética bíblica. Atitudes que envergonham o evangelho não deve ser utilizadas para se alcançar determinado fim. As mãos dos cristãos devem estar limpas, nada de duplo ânimo, isto é, procedimentos contraditórios (Tg. 4.8). Não somos cristãos apenas durante o período que estamos dentro do templo, mas em todos os momentos da vida, vinte e quatro horas por dia.

CONCLUSÃO
Mas para aqueles que se arredaram com o pecado, Tiago nos traz uma mensagem de esperança. É preciso sentir a miséria da condição de distanciamento de Deus, e lamentar o desejo de autorrealização fora dos padrões bíblicos. A conversão é uma possibilidade, que se concretiza na vida daqueles que abandonam o orgulho. O sucesso, como um fim em si mesmo, não tem respaldo escriturístico. A advertência de Jesus nesse sentido é enfática: “Ai de vós, que estais fartos, porque tereis fome, ai de vós, o que agora rides, porque vos lamentareis e chorareis” (Lc. 6.25).

BIBLIOGRAFIA
DAVIDS, P. H. Tiago. São Paulo: Vida, 1997.
SHEDD, R. P.; BIZERRA, E. F. Uma exposição de Tiago. São Paulo: Shedd Publicações, 2010.

sexta-feira, agosto 29

O Novo Nascimento






novo nascimento é a essência na nossa vida, como disse Jesus somente através dele podemos ver o reino de Deus. Não importa o quanto sabemos da biblia... informações bíblicas sem novidade de vida gera RELIGIOSIDADE




João 3:1-10

Havia um fariseu chamado Nicodemos, uma autoridade entre os judeus. Ele veio a Jesus, à noite, e disse: “Mestre, sabemos que ensinas da parte de Deus, pois ninguém pode realizar os sinais milagrosos que estás fazendo, se Deus não estiver com ele”.  Em resposta, Jesus declarou: “Digo a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo”.  Perguntou Nicodemos: “Como alguém pode nascer, sendo velho? É claro que não pode entrar pela segunda vez no ventre de sua mãe e renascer!”  Respondeu Jesus: “Digo a verdade: Ninguém pode entrar no Reino de Deus se não nascer da água e do Espírito. O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito. Não se surpreenda pelo fato de eu ter dito: É necessário que vocês nasçam de novo. O vento sopra onde quer. Você o escuta, mas não pode dizer de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todos os nascidos do Espírito”.  Perguntou Nicodemos: “Como pode ser isso?”  Disse Jesus: “Você é mestre em Israel e não entende essas coisas?

Nicodemos era da Israel, para ser uma autoridade nessa patente exigia muito conhecimento das escrituras,  com certeza conhecimentos adquiridos desde sua infância como é costume entre os israelenses.
Isso nos mostra que o novo nascimento é muito mais do que eu sei.  Mas é uma nova vida que só pode ser gerado pir Deus através do Espírito Santo.

Ezequiel 36:27-29
Porei o meu Espírito em vocês e os levarei a agir segundo os meus decretos e a obedecer fielmente às minhas leis. Vocês habitarão na terra que dei aos seus antepassados; vocês serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. Eu os livrarei de toda a sua impureza. 

Percebe que vem de Deus? Deus diz:

EU porei o meu Espírito
EU levarei a obedecer meus decretos e leis
EU darei as terras dos seus antepassados
EU os livrarei de toda impureza

O novo nascimento é ums obra exclusiva do Espírito Santo, pois ele que nos convence. O nosso papel é pregar o evangelho verdadeiro a toda criatura. 

Infelizmente muitos dentro das igrejas não nasceram de novo. São religiosos que vivem e usam a palavra de Deus para seu próprio deleite. É muito triste!

O nascer da água não significa o batismo nas águas. O batismo é a  confirmação do novo nascimento que já aconteceu dentro de mim.  A água simboliza a lavagem, limpeza que vem da palavra. E então o nosso espírito morto é vivificado e o Espírito Santo de Deus passa a morar dentro de nós.  Como diz a palavra que ai somos um só Espírito com Deus!

O novo nascimento é a coisa MAIS IMPORTANTE DAS NOSSAS VIDAS. Sem ele continuaremos mortos espiritualmente e condenados a ira de Deus porque somos pecadores, destinados a morte eterna, e sem qualquer possibilidade de mudar nossa situação. 

Mas Deus em sua grande misericórdia nos deu Jesus que nos libertou através da sua morte e de graça recebemos o Espírito Santo. Fomos reconciliados com Deus e recebemos o direito de sermos chamados filhos de Deus.

NÃO perca mais nem um dia da sua vida!  Peça a Deus pra receber o Espírito Santo dentro de você! 

Deus abençoe




fonte: http://atraidapelacruz.blogspot.com.br/

segunda-feira, agosto 25

Grande Vigília em Vila Santa Catarina Participe



O dirigente da Assembleia de DEUS em vila Santa Catarina o Aux: Antoane Xavier, convida a todos a participarem da grande Vigília que se realizará neste Dia 30 de Agosto de 2014, a partir das 22:00 horas no templo da Assembleia de DEUS em vila Santa Catarina, na Ocasião estarão ministrando a palavra do senhor, a irma Alexandra de Mossoró e o dirigente da vila Guanabara João Maria, os louvores ficaram por conta dos cantores locais, Participe DEUS tem uma palavra pra tua vida.  

3° Vigília do Projeto Evangelizar é Preciso - Mossoró/RN

EBD 3º TRIMESTRE LIÇÃO 9: A VERDADEIRA SABEDORIA SE MANIFESTA NA PRÁTICA



Escola Bíblica Dominical

Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD




Texto Áureo Tg. 3.13 – Leitura Bíblica Tg. 3.13-18



INTRODUÇÃO
É comum às pessoas desta geração buscarem informações, algumas delas ainda se interessam por conhecimento, mas poucas querem realmente sabedoria. Na aula de hoje atentaremos para a verdadeira sabedoria, como demonstração de temor a Deus, demonstrada em obediência. Mostraremos, a princípio, a partir das orientações de Tiago, o que é a verdadeira sabedoria, em seguida, destacaremos que essa se manifesta na prática, e por fim, que é evidência de uma vida cristã autêntica.

1. A VERDADEIRA SABEDORIA
A fonte da verdadeira sabedoria é o próprio Deus, considerando que os homens, pelas suas investigações, são incapazes de obtê-la. Por isso Tiago pergunta: Quem é sábio e tem entendimento? A concepção de sabedoria em Tiago é bastante parecida com aquela do autor dos Provérbios (Pv. 8.1-21). Para esses a sabedoria é muito mais que mero acúmulo de conhecimento, trata-se de uma compreensão da vontade de Deus, e de uma prática condizente com essa revelação. Os gregos antigos se vangloriavam de sua sophia – sabedoria, por isso faltava-lhes humildade. Como diz Paulo, ao escrever aos Romanos, os intelectuais, dizendo-se sábios, tornaram se loucos e trocaram a glória de Deus imortal por imagens (Rm. 1.22,23). Os sábios segundo o mundo precisam ser mais humildas, reconhecerem que necessitam de Deus, e que não sabem de tudo, admitirem que são ignorantes em relação a muitas coisas, principalmente no que tange às de Deus (Sl. 111.10). A prepotência do neoateismo tem distanciado muitas pessoas de Deus, a falta de humildade e senso de ignorância, conduz o ser humano a pensar que é maior que o Criador. Ser ateu significa fechar-se ao mistério, à possibilidade da revelação divina, a assumir-se dogmático em relação à existência de Deus, a acreditar na eternidade da matéria, mesmo sem ter fundamento científico. Há intelectuais que têm muito conhecimento, graduam-se, fazem seus mestrados e doutorados, por causa disso perdem a singeleza de coração. Isso resulta, no contexto da Epístola de Tiago, em soberba, e dificuldade para manter relacionamentos duradouros e saudáveis (Tg. 3.13,14). A razão dessa condição está na fonte dessa sabedoria, que é da terra, não do céu. A verdadeira sabedoria vem do alto, não é uma empreitada humana, tal como foi a torre de Babel (Gn. 11.9).

2. MANIFESTA-SE NA PRÁTICA
Essa sabedoria humana se caracteriza por: 1) ser terrena (Tg. 3.15), portanto é deste mundo (I Co. 1.20,21), proveniente da mera razão humana; 2) ser animal, ou mais propriamente, física (Tg. 3.15), ou natural ( Co. 2.14); e 3) ser demoníaca (Tg. 3.15), por se respaldar nas mentiras do diabo (Rm. 1.18-25), pois ele é o pai da mentira (Jo. 8.44). A verdadeira sabedoria, a que vem do alto, portanto de Deus, é fruto de oração (Tg. 1.15), é recebida quando alguém a busca, e se predispõe a se apropriar dela, é uma dádiva do Senhor (Tg. 1.17), A manifestação concreta dessa sabedoria é o próprio Cristo, nEle repousa a sophia tou theou – a sabedoria de Deus (I Co. 1.13), os tesouros da sabedoria são encontrados nEle (Cl. 2.3). A maneira de conhecermos essa sabedoria é através da Palavra de Deus, pois são as Escrituras que nos tornam sábios para a salvação (II Tm. 3.15). A sabedoria humana se manifesta: 1) por meio de inveja amargurada (Tg. 3.14,16), busca apenas a autopromoção, rouba a glória de Deus (I Co. 1.23-31); 2) um sentimento faccioso (Tg. 3.14,15), é o partidarismo, na busca pela satisfação dos interesses particulares (Fp. 2.3); 3) fundamentada na mentira (Tg. 3.14), se alimenta da vaidade, e não respeita limites para adquirir fama (I Co. 4.5). Mas a verdadeira sabedoria, que se manifesta na prática, é pura (Tg. 3.17), está livre da ambição e dos sentimentos de vangloria; é pacificadora (Tg. 3.17) não semeia contendas entre os irmãos, estimulando a competitividade (Tg. 4.1,2); é ponderada (Tg. 3.17), não se lança precipitadamente, principalmente para tirar vantagem dos mais fracos. A verdadeira sabedoria também é tratável, se deixa persuadir com facilidade, demonstra abertura para o aprendizado. Há pessoas nas igrejas que, assim como procedeu Nabal, não conseguem maturidade espiritual, pois são intratáveis (I Sm. 25.3,17). A sabedoria do alto também é cheia de misericórdia (Tg. 3.17), não lida com as pessoas demonstrando inclemência, muito pelo contrario, sabem que foram alcançados pela graça de Deus, por isso demonstram amor e compaixão. Essa é uma sabedoria que produz frutos dignos de arrependimento, está fundamentada nas virtudes do Espírito (Gl. 5.22), por isso não mostra parcialidade, principalmente em relação aos mais pobres (Tg. 3.17), e não se revela fingida, com hipocrisia, visando apenas benefícios particulares.

3. DA VIDA CRISTÃ AUTÊNTICA
A vida cristã dever ser marcada pela autenticidade, nela não há lugar para fingimentos, ou palavras frívolas. Os fariseus do tempo de Jesus eram pessoas que se pautavam em uma religiosidade aparente (Mt. 23). Eles foram denunciados por Jesus porque não levavam a sério sua crença em Deus, e mais que isso, se gloriavam das suas exterioridades, em detrimento dos valores interiores. Nestes dias, nos quais as igrejas evangélicas buscam apenas aumentar o número dos seus adeptos, carecemos de uma fé cristã autêntica, diferente do fermento dos fariseus e saduceus, que busca crescimento a qualquer custo (Mt. 6.6,7). A vida cristã autêntica é uma escolha, que se fez apesar de tudo e de todos, uma entrega incondicional, uma disposição a confiar na Palavra de Deus (Rm. 11.8-12). Por esse motivo, os cristãos, em todos os tempos, precisam decidir, se viverão a partir da sabedoria da terra ou do céu. As opções que o mundo oferece são as mais diversas, as obras da carne se apresentam como uma alternativa atraente (Gl. 5.17). Mas não estamos determinados a nos conduzir pela natureza pecaminosa, para isso é preciso investir na vida espiritual, na sabedoria praticada, concretizada na disciplina. O hedonismo tem influenciado muitos cristãos a entregarem-se aos desejos pecaminosos. Há aqueles que não fazem mais a diferença entre o que é certo e o que é errado, estão com as mentes cauterizadas (I Tm. 4.1,2). Um pensador disse, expressando a visão deste mundo, que a melhor maneira de vencer uma tentação é entregar-se a ela. Até mesmo os cristãos estão esquecendo a sabedoria do alto, e se voltando para os prazeres como um fim último. As consequências da falta de sabedoria do alto são desastrosas, de acordo com Tiago, resultam em desordem, e em todo tipo de prática vil. Por outro lado, a sabedoria do alto, traz colheita de justiça. Como bem lembrou Paulo aos Gálatas, e bastante apropriado aos cristãos de hoje, aquilo que o homem plantar, isso também ceifará (Gl. 6.7). Deus não se deixa escarnecer, portanto, sejamos cautelosos em relação às sementes que estamos colocando na terra (Pv. 22.8).

CONCLUSÃO
Há cristãos que desprezam a sabedoria de Deus, o autor de Provérbios nos lembra que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Pv. 1.7). Salomão, após ter passado pela juventude, e ao se encontrar em idade avançada, lembrou que o melhor é viver para o Criador. Esse é o dever de todo homem e mulher que deseja agradar ao Senhor, e viver autenticamente para Ele (Ec. 12.13). Essa sábia opção, além de satisfazer a Deus, nos faz bem, pois a vontade do Senhor, em Sua sabedoria, não é para o nosso mal, antes para bem (Rm. 12.1,2).

BIBLIOGRAFIA
SHEDD, R. P., BIZERRA, E. F. Uma exposição de Tiago. São Paulo: Shedd Publicações, 2010.
WIERSBE, W. W. Be mature: James. Colorado Springs: David C. Cook, 2008. 

EBD 3º TRIMESTRE LIÇÃO 8: O CUIDADO COM A LÍNGUA


Escola Bíblica Dominical


Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD




Texto Áureo Tg. 3.2 – Leitura Bíblica Tg. 3.1-12



INTRODUÇÃO
O uso inadequado da língua pode resultar em prejuízos irreparáveis. Por isso, o cristão precisa ter cuidado para não se perder ao falar. Na aula de hoje, estudaremos a respeito desse importante assunto. Inicialmente mostraremos o poder da língua, principalmente para a destruição das vidas. Em seguida, nos voltaremos para o perigo de uma língua descontrolado, que leva à ruina. Ao final, apontaremos algumas direções com vistas ao uso correto da língua, com vistas à edificação.

1. O PODER DA LÍNGUA
As palavras têm o poder de ferir as pessoas, por isso todo cristão deveria medir bem as consequências do que vai dizer. Esse tema é recorrentemente abordado por Salomão nos Provérbios. Em Pv. 6.16-19 encontramos seis pecados que Deus aborrece, e um que Ele abomina, três deles ligados à língua: a língua mentirosa, a testemunha falsa e o que semeia contenda entre os irmãos. Para Tiago, o domínio da língua é uma das manifestações da verdadeira religiosidade. Ninguém pode se considerar autenticamente cristão a menos que seja capaz de dominar a sua língua. Aqueles que estão no magistério cristão, isto é, que foram vocacionados para o ensino, devem ter mais cuidado ainda (Tg. 3.1). Os líderes costumam ser observados nesse particular, e se não vigiarem poderão colocar o ministério a perder por causa de uma língua desenfreada. Há pastores que perdem o controle por qualquer motivo, e ao se exasperarem revelam quem seus sentimentos mais destruidores. Por esse motivo Tiago lembra que aquele que não tropeça na língua é varão perfeito (Tg. 3.2). Não podemos deixar de destacar que a língua tem o poder de dirigir, podemos orientar uma multidão pelo poder da língua (Tg. 3.3,4). Muitos líderes levaram as massas a tomar decisões pelo poder da palavra, como Martin Luther King Jr. E Adolf Hitler. O primeiro usou as palavras em prol dos direitos civis, para o bem da sociedade. O segundo também o usou a língua, conseguiu atingir as massas, mas para propagar ideias destruidoras. Isso mostra que a língua tanto tem o poder de construir quanto destruir, motivar as pessoas quanto menospreza-las. Ainda que essa seja pequena, comparada por Tiago a um freio e leme, é capaz de causar estragos de alta proporção. Como uma fagulha e uma porção de veneno, pode incendiar uma floresta inteira. Um boato na igreja pode destruir uma pessoa, e em alguns casos, toda uma família (Ef. 4.29). Os cristãos devem avaliar criteriosamente as declarações a respeito de um irmão ou irmã, antes de dirigir qualquer julgamento. A língua pode ser: perigosa (Tg. 3.6), indomável (Tg. 3.7). Por outro lado, esse pequeno instrumento também pode ser utilizado para glorificar a Deus, e para abençoar as pessoas.

2. O DESCONTROLE DA LÍNGUA
Tiago destacou, no início da sua Epístola, que se alguém se considera religioso, mas não refreia a sua língua, engana-se a si mesmo. Sua religião não tem valor algum (Tg. 1.26). O descontrole da língua é um desastre, por isso os que ocupam posição de liderança devem estar atentos (Gl. 6.7). Isso porque, como advertiu o Senhor, a quem muito é dado, mais ainda será exigido (Lc. 12.48). Um líder com uma língua descontrolada é perigoso porque ele pode fazer tropeçar um dos pequeninos do Senhor (Mt. 18.6). Há pastores que utilizam o púlpito para desabafar, alguns deles para verbalizar seus descontroles emocionais. Esses estão ferindo muitos crentes com suas palavras impensadas, além de desviar as ovelhas do rebanho, ainda preparam a própria ruina (Mt. 7.1,2; Rm. 2.1-3). Jesus lembrou que a boca fala do que o coração está cheio (Mt. 12.34), há pessoas que estão cheias de ódio e ressentimento. Por isso, quando se dirigem aos outros, até mesmo dentro das igrejas, liberam apenas veneno. Lembremos que é do interior do coração que vêm os maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os roubos, homicídios, adultérios, cobiças, engano, arrogância e insensatez (Mc. 7.21,22). Existem pessoas tóxicas, que não há quem suporte ficar perto delas, não desperdiçam as oportunidades para causar destruição através da língua. Como bem lembra o autor dos Provérbios, essas pessoas estão sendo conduzidas à destruição (Pv. 10.8), pois acomodam sentimentos de violência (Pv. 10.11), elas cavam a própria cova (Pv. 26.27,28), suas conversas é armadilha e desgraça (Pv. 18.7). O uso da língua no ambiente familiar precisa ser bem avaliado, muitos pais estão destruindo a vida dos filhos, dirigindo-lhes palavras de menosprezo. Há pais que adjetivam seus filhos com palavras de menosprezo, resultado em baixa estima, e complexo de inferioridade. Marido e mulher devem ponderar no uso das palavras, os julgamentos precipitados, expressões jocosas, podem destruir o relacionamento conjugal. Ao invés de usar as palavras para destruir, devemos elogiar sempre que possível, reconhecendo o potencial das pessoas.

3. O USO CORRETO DA LÍNGUA
O domínio da língua deve ser a meta de todo cristão que quer viver uma religiosidade madura. Como os homens aprenderam a domar os animais, devem fazer o mesmo com a língua. E isso somente poderá ser feito pelo poder do Espírito Santo, através da produção do Seu fruto no cristão (Gl. 5.22). Ao longo do tempo, em um processo de “adestramento” espiritual, o crente aprende a não se enredar por meio do falar (Pv. 12.13). Devemos aprender com Jesus, até mesmo quando somos insultados, a não abrir a boca, a entregar as palavras destruidoras àquele que julga com justiça (I Pe. 2.22,23). Como Davi, devemos orar ao Senhor pedindo que Ele coloque uma guarda à nossa boca (Sl. 141.3). Reconhecemos que há em nós uma natureza corrompida, que precisa ser controlada pelo Espírito (Mt. 7.15-18). Mas quando somos espirituais, dirigidos pelo Espírito, orientados pela Palavra, controlamos os lábios (Tg. 3.12). O cristão deve investir na coerência, na relação entre o que diz e o que faz, não pode haver dubiedade, muito menos contradição, entre o falar e o proceder do cristão (Tg. 5.12). Evidentemente não somos perfeitos, mas não podemos deixar de buscar a perfeição. Não devemos permitir que palavras imorais nos conduzam à impureza, tenhamos cuidado com aqueles que se assentam na roda dos escarnecedores, apenas para falarem impropérios (Mt. 15.18,19). No dia de Juízo daremos conta de toda palavra inútil que tivermos falado, seremos absolvidos ou condenados pelas nossas palavras (Mt. 12.36,37). A língua deve ser um instrumento para o cristão abençoar, não amaldiçoar as pessoas. O uso correto da língua mostra quem de fato somos, afinal somos conhecidos pelos nossos frutos, e um deles é a palavra (Mt. 7.16-20). Quando falamos revelamos quem somos, nossas crenças, posições e interesses. Se investimos em espiritualidade, mostraremos por meios das palavras, que somos de Deus (Ef. 4.29).

CONCLUSÃO
Com o autor de Provérbios, devemos lembrar sempre que a língua tem um poder terapêutico, portanto, devemos usar a língua para o bem do próximo, nunca para o mal (Pv. 12.18; 15.4). A sabedoria consiste justamente na capacidade de saber distinguir o momento de falar e o de ficar calado (Pv. 10.19). O descontrole deve dar lugar à paciência, para não sermos contados entre os tolos (Ec. 7.8,9). Ao invés de revidar, o melhor mesmo é aceitar a instrução do Senhor, somente assim seremos verdadeiramente sábios (Pv. 19.20).

BIBLIOGRAFIA
MOTYER, J. A. The message of James. Downers Grove, Inter Versity Press, 1985.
WIERSBE, W. W. Be mature: James. Colorado Springs: David C. Cook, 2008.
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