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Leia a bíblia

quarta-feira, janeiro 21

EBD 1º TRIMESTRE LIÇÃO 04: NÃO FARÁS IMAGENS DE ESCULTURAS



Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD



Texto Áureo I Co. 10.14 – Leitura Bíblica  Ex. 20.4-6; Dt. 4.15-19

INTRODUÇÃO
Na aula de hoje estudaremos o segundo mandamento, que diz respeito à interdição da idolatria à verdadeira adoração. Conforme estudamos na lição anterior, há apenas um Deus, e Esse revelou o modo que deveria ser adorado. Inicialmente destacaremos a gravidade do pecado de idolatria, em seguida, meditaremos a respeito do fundamento evangélico para a genuína adoração a Deus: em espírito e em verdade.

1. IMAGENS E IDOLATRIA
O povo de Israel estava rodeado de falsos deuses, isso se intensificaria após a entrada na Terra Prometida. No Egito, e entre as nações com as quais Israel iria se relacionar, o culto aos deuses através de imagens de esculturas era bastante comum. Os egípcios adoravam Apis, Horus, Anubis, entre outros deuses, e todos eles eram representados por meio de figuras de animais. Mas o Deus que havia tirado Seu povo do Egito, e o libertado da escravidão, não admitia ser comparado a qualquer imagem de escultura (Ex. 32.6). Esse ensinamento deveria ser observado pelo povo escolhido de Deus. No período da Reforma, principalmente entre os seguidores de João Calvino, essa doutrina foi retomada ímpeto, a fim de contrapor-se ao uso de imagens pelo Catolicismo Romano. Os reformadores argumentavam, com propriedade e fundamentação bíblica, a rejeição da adoração de imagens. O ídolo – pessel em hebraico – é terminantemente proibido na religiosidade judaica (Dt. 4.15-31). O fundamento para essa interdição estava no fato de Deus ter se revelado de modo que o povo não identificou uma forma física – temunah em hebraico - quando o Senhor se revelou em Horebe (Dt. 4.15). As consequências da idolatria no meio daquele povo seria uma abominação, que o levaria à destruição (Dt. 4.26). Deus havia estabelecido um concerto com Seu povo, a construção de ídolos e a adoração a eles significaria uma ruptura desse pacto (Dt. 4.31). Os profetas de Israel e Judá chamariam a atenção do povo, advertindo-o quanto ao perigo da idolatria (Is. 43.16), e reclamando a adoração ao Único e Verdadeiro Deus (Is. 44.9-20).

2. O PECADO DA IDOLATRIA
A adoração aos ídolos representava, por conseguinte, um perigo para o povo de Israel, isso porque se tratava de um pecado. O Deus que tirou os israelitas do Egito não poderia ser assemelhado a qualquer imagem, do céu e muito menos da terra. Prostrar-se diante de uma imagem de escultura sempre foi considerada uma transgressão à revelação do Senhor, que se manifesta na Palavra, na Torah. As religiões das imagens costumam substituir a palavra pelos ícones, ou mesmo pelos ídolos. Mas a igreja cristã não pode se distanciar da Palavra de Deus, ninguém deve fundamentar sua adoração a Deus com meio visíveis. Existe uma tentativa de atenuar esse pecado trocando a palavra “adorar” por “venerar”, mas essa substituição não têm diferença semântica. Dobrar-se diante de uma imagem de escultura é pecado, ao longo da Bíblia os escritores se opõem a esse tipo de idolatria (Sl. 115). No Novo Testamento, o ídolo também é reprovado, e sua adoração terminantemente proibida (I Co. 10.14; I Jo. 5.21). Em consonância com a revelação do Antigo Testamento, o Deus que se revela na Palavra é zeloso – qanna em hebraico – e por ser único não admite ser confundido com outros deuses, muito menos ser representado em semelhança de coisas terrestres. Esse pecado seria punido, dentro da expressão de fé judaica, até a “terceira e quarta geração” (Ex. 20.5; Dt. 5.9). Evidentemente essa declaração não pode ser interpretada literalmente, trata-se de uma figura de linguagem hebraica (Am. 1.3-13; Pv. 30.15-29). Esse pecado pode ser perdoado, contanto que o idólatra reconheça sua transgressão e se volte para o Senhor, que é misericordioso (Ex. 20.6; Dt. 5.10).

3. A VERDADEIRA ADORAÇÃO
A adoração a Deus deve está fundamentada na revelação, ninguém pode se prostrar diante de um deus estranho. Somente o Deus das Escrituras é digno de honra, glória e louvor, não há outro além dEle (Is. 44.8). A adoração a imagens de esculturas é um reflexo da queda do ser humano, que se nega a cultuar a Deus espiritualmente. Quando se afasta da Palavra de Deus, o homem acaba por construir seus ídolos, de acordo com seus interesses pessoais. Jesus declarou que Deus é Espírito, portanto deve ser adorado espiritualmente (Jo. 4.24). O espírito não é uma substância material, não tem carne nem ossos (Lc. 24.39). Trata-se de uma Deus Invisível, e por conseguinte, somente pode ser adorado espiritualmente (Cl. 1.15; I Tm. 1.17). Mas é preciso ter cuidado pois esse Deus também é verdadeiro, por isso somente pode ser adorado por meio da Verdade. Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo. 14.6), a Palavra de Deus é a Verdade (Jo. 17.17). Por isso, a adoração a Deus não pode ser mero misticismo, muitas pessoas reconhecem que Deus é Espírito, mas querem adorá-Lo sem fundamentação escriturística. É preciso ressaltar que Deus busca adoradores, e os adoradores que Ele busca, sabem que se trata de uma adoração pessoal (Jo. 4.23). A adoração espiritual e verdadeira acontece por meio da revelação das Escrituras a respeito de Jesus Cristo (Hb. 1.1,2). Essa adoração independe de lugares, não é o espaço e a condição física que determina a adoração, mas a verdade bíblica e a disposição espiritual.

CONCLUSÃO
A adoração a Deus não depende de imagens de escultura, ou de qualquer construção humana, mesmo que essa seja mental. Algumas pessoas não adoram ídolos feitos de material físico, mas acreditam em um deus que não passa de uma representação mental. O Deus da Bíblia é Espírito, portanto deve ser adorado como Tal. Para adorá-lo, devemos seguir os passos de Cristo, que é a Verdade, nEle nossa adoração é real, e aceita por Deus, que se compraz no Seu Filho (Mt. 3.17).

BIBLIOGRAFIA
HOBBERT, J. C. The ten commandments: a preaching commentary. Nashville: Abingdon Press, 2002.
KALLAS, J. E. The ten commandaments from the back side. Nashville: Abingdon Press, 1998. 

sexta-feira, janeiro 16

EBD 1º TRIMESTRE LIÇÃO 03: NÃO TERÁS OUTROS DEUSES





Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD





Texto Áureo Dt. 6.4 – Leitura Bíblica  Dt. 5.6-7; 6.1-6


INTRODUÇÃO
O primeiro mandamento coloca Deus em evidência, somente Ele não outro deus deve ser adorado, e reconhecido como tal. Na aula de hoje mostraremos que existe apenas um Deus, o Único Criador do céu e da terra. Em seguida, destacaremos a exclusividade do Deus de Israel que não pode ser confundido com outros deuses. Finalmente, alertaremos a respeito dos perigos da idolatria, ressaltando o risco de se voltar para deuses construídos pelos homens.

1. UM DEUS ENTRE OUTROS DEUSES
O povo de Israel estava acostumado a viver entre outros deuses, sua estada no Egito favoreceu o contato com o pluralismo religioso. Mesmo com a revelação divina, que alertava a respeito dos riscos da idolatria, o povo continuou se voltando para deuses estranhos (Ez. 20.7,8). Ainda que o Senhor tenha libertado os israelitas do Egito, eles continuaram se prostrando diante dos ídolos, demandando um julgamento da parte de Deus (I Rs. 9.4-7). A mensagem das Dez Palavras que se encontra em EX. 20.3 é repetida em Dt. 6.4,5. A declaração de fé do povo de Deus deveria ser: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder”. A relação de Israel com Deus não estava baseada na imposição, mas no amor que reconhecia o livramento do Senhor da servidão. Ainda hoje o reconhecimento é a base do relacionamento com Aquele que se denomina de “Eu”. Por isso ninguém deve se relacionar com Deus com base no medo, na obrigatoriedade, pois se assim acontecer, o resultando será mero legalismo. Além disso, o princípio monoteísta é ressaltado ao longo das Escrituras. O Deus de Israel, que por sua vez é também dos cristãos, não dá a Sua glória a outro (Is. 42.8). Em um momento marcado pela idolatria em Israel, o Senhor assim revelou através do profeta Oséias “Não reconhecerás outros deus além de mim, porque não há salvador, senão eu” (Os. 13.4). O relativismo pós-moderno tem apregoado o pluralismo religioso, e defendido que todas as divindades devem ser igualmente adoradas.

2. A EXLUSIVIDADE DO DEUS DE ISRAEL
O Deus das Escrituras é Único, é Singular, não pode ser considerado apenas um entre outros deuses (Is. 45.21). Essa mensagem é enfatizada por Paulo, ao argumentar que “não há outro Deus, senão um só” (I Co. 8.4). Como se costuma afirmar, é possível que todos os caminhos levem a Roma, mas há apenas um Mediador entre Deus e os homens, Jesus (Jo. 14.6; II Tm. 2.5) e somente no nome dEle há salvação (At. 4.12). Devemos respeitar as pessoas, nos compete pregar o evangelho. Ninguém deve ser menosprezado por causa da fé que expressa. Se nós, como evangélicos, quisermos respeito, precisamos respeitar os outros. No entanto, temos a responsabilidade de testemunhar com amor a exclusividade da salvação em Cristo. A mensagem do evangelho, ao contrário do que defendem os adeptos da pós-modernidade, não é excludente, mas includente. A palavra de Deus é includente, pois  a agrega à igreja todas as pessoas que creem, salvando-as da condenação (Jo. 3.16). As pessoas religiosas, ainda que bem intencionadas, estão debaixo da ignorância (At. 17.30). Elas não estão servindo a Deus, mas a ou outros deuses, até mesmo ao próprio ego, entenebrecidos por Satanás (Gl. 4.8; II Co. 11.13-15). Como orientou Moisés ao povo de Israel, as pessoas devem ser instadas a deitar fora os deuses aos quais serviram seus pais, e fazerem uma opção pelo Único Deus Vivo e Verdadeiro (Js. 24.14,15; I Ts. 1.9). A posição da igreja é profética, por isso, tal como fez Elias, deve declarar que somente o Senhor é Deus (I Rs. 18.21). Nenhum ídolo pode ocupar o coração do homem, APENAS Deus é digno de honra e glória, e deve ser adorado em espírito e em verdade (Jo. 4.24).

3. O PERIGO DA IDOLATRIA
A idolatria é perigosa porque nem sempre nos apercebemos da sua atuação, às vezes ela chega sorrateiramente. Frequentemente acusamos as pessoas de adorarem outros deuses, mas não observamos que podemos fazer o mesmo. Jesus chamou a atenção em relação ao dinheiro, que pode se tornar um deus (Mt. 6.24). Quando afirmamos que somente o Senhor é Deus, e que não deve existir outro, precisamos também indagar se não estamos construindo nossas divindades. Há pessoas que imagem ser um deus, na ambição dos nossos primeiros pais, que quiseram ser iguais a Deus (Gn. 3.5). O contexto evangélico está sendo solapado pela idolatria, estamos nos acostumando a aceitar pessoas com status de divindade nas igrejas. Alguns crentes ao invés de adorarem a Deus, estão adorando pastores, cantores e pregadores. As chamadas celebridades gospel estão fazendo fortuna em nome da fama que construíram. Salomão pagou um alto preço por causa da sua idolatria. As Escrituras dizem que ele andou em seguimento de Astarote, deusa dos sidônios, e de Milcom, a abominação dos amonitas (I Rs. 11.5). Por causa da sua idolatria, o monarca de Israel perdeu o seu reino, a causa foi justamente a desobediência ao primeiro mandamento (I Rs. 11.9-11). A ânsia para se manter no poder a qualquer custo fez com que Salomão fizesse concessões em relação a seus princípios. A fama tornou-se um fim em si mesmo, e os conchavos políticos resultaram em casamentos mistos, com mulheres que perverteram o coração do rei (I Rs. 11.1-3). A idolatria, às vezes, acontece sorrateiramente, sem que atentemos para sua realidade. Por isso não devemos tolerar o pecado em nós, muito menos que nada se coloque no lugar que pertence exclusivamente a Deus.

CONCLUSÃO
O povo de Israel conviveu com muitos deuses, mas precisou ser lembrado que somente Yahweh era o Único Senhor. De igual modo, devemos ter cuidado com o perigo da idolatria que roda a igreja contemporânea. Ainda no primeiro século da era cristã, João advertiu, para que os crentes se guardassem dos ídolos (I Jo. 5.21). Ninguém pode tomar o lugar de Deus em nossas vidas, somente Ele é digno do nosso amor, respeito e consideração. Adorá-lo é o motivo para o qual fomos criados, e não podemos fazer de qualquer modo, somente por meio de Cristo, em espírito e verdade (Jo. 4.24).

BIBLIOGRAFIA
DOUGLAS, W. O poder dos 10 mandamentosSão Paulo: Mundo Cristo, 2013
KALLAS, J. E. The ten commandaments from the back side. Nashville: Abingdon Press, 1998. 

quarta-feira, janeiro 14

Culto de Ação de Graças dia 17 de Janeiro. " Participe"






------ ATENÇÃO MEU BRASIL ------
É com uma alegria que não cabe no peito que venho convidar a todos para o 

grande culto 

de ação de Graças, na residencia do meu tio o Pb: Antonio Fonseca, localizada 

no centro

 da cidade de Serra do Mel, a todos que oraram por ele e os que de uma forma ou 

de outra

 nos ajudaram chegou o dia de engradecermos ao dono de tudo isso, o nosso DEUS, 

é ele 

que faz todos as essas coisas, venha traga sua gratidão a ele, e juntos vamos adorá-lo 

por 

tudo que fez e faz nas nossas vidas e pelo milagre que fez na vida do meu tio, 

venha ouvir

 um pouco do seu testemunho e comprovar como DEUS é maravilhoso.


O culto começara as 19:00 hs, o preletor convidado será o Pr: Davi Fonseca de


São Paulo Capital, os louvores serão de vários cantores convidados.


Aguardo todos lá . . .

terça-feira, janeiro 13

Se Deus disse não é não.


...pois é Deus quem produz em vós tanto o querer como o realizar, de acordo com sua boa vontade. Filipenses 2.13

Galera tudo na Paz!? Quando um crente coloca em seu coração o desejo de obedecer a voz de Deus e seguir suas instruções as vezes a resposta final de Deus não é bem o que queríamos ouvir, mas se Deus disse a você um não, é melhor aceitar e fazer o que Deus determinou, o apóstolo Paulo falou na carta aos Filipenses que Deus opera em nós o querer como o efetuar, então se renda a vontade soberana de Deus pois Ele sabe o que faz, quem conhece o futuro melhor que o Criador?
Quando as pessoas esquecem do poder de Deus e não faz a sua vontade, ver suas vidas em grandes problemas, a melhor opção do crente é seguir os propósitos de Deus para alcançar as bênçãos, aquele que nos escolheu desde o ventre de nossa mãe já tem traçado todos os planos para nossa vida, Ele conhece o futuro e só quer ver o nosso melhor.
Ei, escuta a voz de Deus se Ele estiver em silêncio espere pela resposta, mas se Ele disse não aceite e não de nenhum passo, seja obediente a Deus e tenha um futuro glorioso na presença do Rei.

Por Rinaldo Ribeiro
Geração Jovem - Somos a Geração Eleita

quinta-feira, janeiro 8

EBD 1º TRIMESTRE LIÇÃO 02: O PADRÃO DA LEI MORAL




Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD







Texto Áureo Dt. 4.13 – Leitura Bíblica  Dt. 9.9-11;10.1-5


INTRODUÇÃO
Na aula de hoje nos voltaremos para os fundamentos da lei moral, ou melhor, da torah divina, ressaltando suas aplicações para os dias de hoje. Inicialmente colocaremos as dez palavras, ou mandamentos, no contexto israelita. Em seguida, apontaremos as possibilidades de uso da torah no contexto eclesiástico. Por fim, ressaltaremos os aspectos interpretativos em relação às dez palavras.

1. AS DEZ PALAVRAS
A expressão “as dez palavras”, em hebraico, asseret hadebarim, revelam o aspecto diretivo da lei divina. Em poucos termos o Deus de Israel se volta para Seu povo, a fim de que esse saiba como se conduzir. Essas palavras tinham como objetivo preservar a nação que estava em construção, para que não se perdesse, em razão dos seus pecados. A origem dessas palavras está no próprio Deus, pois em Ex. 20.1 está escrito “Então, falou Deus todas estas palavras, dizendo”. Trata-se, portanto, de uma revelação, que deve ser acatada com humildade, sobretudo com gratidão. O Senhor Deus, que tirou o povo do Egito, da casa da servidão, é o mesmo que oferece o caminho para uma vida próspera (Ex. 20.2). Ele exige exclusividade, que Israel não tenha outro Deus além dEle (Ex. 20.3). Sendo o Único e Verdadeiro Deus, deve ser adorado em conformidade com Sua revelação (Ex. 20.4). Seu nome não pode ser tomado em vão (Ex. 20.7), e que é Senhor do tempo, por isso devemos dedicar momentos para o descanso e a contemplação (Ex. 20.7). Deus exige que haja respeito às autoridades, a começar pelo lar no qual os filhos devem honrar seus pais (Ex. 20.12). A vida tem valor primordial para Deus, por isso ninguém deve tirá-la (Ex. 20.13). O sexo foi criado por Deus, mas não pode ser usado indevidamente, por isso o Senhor dá orientações contra o adultério, preservando, assim, o matrimônio (Ex. 20.14). O Deus que se revelou no Sinai é Verdadeiro, por isso exige que Seu povo fale a verdade, não dando falso testemunho (Ex. 20.16). O princípio da propriedade também é respeitado, por isso ninguém deve se apropriar do que é do outro (Ex. 20.15). Ao mesmo tempo, espera-se que as pessoas cultivem o contentamento, e não se deixem conduzir pela cobiça (Ex. 20.17).

2. A UTILIDADE DA TORAH
A torah de Deus é boa, o problema não está com a lei (I Tm. 1.8), antes com o ser humano, por causa da sua condição pecaminosa. Existe um problema na supervalorização que se está dando à doutrina da graça e do amor divino nos dias atuais. Por causa disso, estão transformando o evangelho naquilo que Bonhoeffer denominou de “graça barata”. Ninguém deveria receber a graça sem antes conhecer a força da lei. Como diz o hino da Harpa Cristã: “mais um dia senti meu pecado e vi sobre mim a espada da lei, apressado fugi em Jesus me escondi, e abrigo seguro nEle achei”. Existe uma dialética na torah, ao mesmo tempo em que ela exige santidade, é incapaz de fazer com que a pessoa se torne santa. Por isso a lei revela a necessidade de uma Salvador. É a partir do conhecimento, não apenas intelectual, sobretudo experiencial, que podemos encontrar a verdadeira liberdade (Jo. 8.36). É na liberdade que Cristo nos dá (Gl. 5.13) que passamos a viver como servos (I Pe. 2.16). A expressão maior dessa liberdade é o amor, pois a torah se cumpre no amor (Gl. 5.14; Mt. 22.37-40; Jo. 14.15). O evangelho de Jesus nos impulsiona à obediência em amor. Paulo explica aos romanos que “veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça; para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm. 5.20,21). Isso acontece porque ninguém é capaz de obedecer a torah, nenhuma carne pode ser justificada pelas obras da lei, por ela vem apenas o conhecimento do pecado (Rm. 3.20).

3. A INTERPRETAÇÃO DA TORAH
Uma interpretação cristocêntrica da torah é necessária, para evitar os extremos do legalismo, que muito prejudicou as igrejas da região da Galácia (Gl. 1.7-9; 3.1-3). A orientação fundamental é considerar a norma hermenêutica: A Bíblia interpreta a Bíblia. Avaliar passagens correlacionadas, respeitando o contexto, é um cuidado que todo intérprete das Escrituras deve ter. Se toda a lei se resume no amor, não podemos fugir desse princípio hermenêutico (Rm. 13.10). Isso não quer dizer que devemos desconsiderar a lei, muito menos a necessidade de disciplina quando essa for necessária (I Co. 5.1-13). Mas também devemos atentar para o fato bíblico de que todos pecaram (Rm. 3.23), e que se tornaram carentes do dom gratuito de Deus (Rm. 6.23). Ao mesmo tempo em que devemos envidar todos os esforços para obedecer a torah, dependendo principalmente do fruto do Espírito (Gl. 5.16-22), devemos saber que somos limitados, e que podemos nos tornar culpados de todos, ainda que venhamos a tropeçar em apenas um dos seus itens (Tg. 2.10). Por isso não podemos perder Jesus de vista na interpretação da torah, pois o fim da lei é Cristo (Rm. 10.14), tendo Ele nascido sob a lei (Gl. 4.4), cumprido sua justiça (Mt. 3.15), e não cometendo pecado (I Pe. 2.2). Jesus foi crucificado “para que a justiça da Lei se cumprisse em nós” (Rm. 8.4). A morte de Cristo na cruz do calvário é a certeza da nossa salvação. Porque Ele cumpriu a Lei, vivemos pela fé, na esperança que se consumará na eternidade. Como diz a letra de um hino antigo, “a cruz foi a caneta que escreveu com sangue tua salvação”.

CONCLUSÃO
Jesus é o padrão da lei moral, é o Exemplo a ser seguido, Deus não espera menos de nós. Cada dia, na comunhão com o Espírito Santo, somos direcionados a imitar o caráter de Cristo. Nas palavras de Paulo esse é um “andar no Espírito”. Não podemos perder o alvo de vista, por isso, se esquecendo das coisas que para trás ficam, sigamos adiante com os olhos fitos em Cristo (Fp. 3.13,14), sabendo que Ele é o Autor e Consumador da nossa fé (Hb. 12.2).

BIBLIOGRAFIA
PACKER, J. I. Keeping the 10 commandments. Wheaton: Crossway Books, 2007.
RYKEN, P. G. Os dez mandamentos para os dias de hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

EBD 1º TRIMESTRE LIÇÃO 01: DEUS DÁ SUA LEI AO POVO DE ISRAEL


Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD






Texto Áureo Rm. 9.4 – Leitura Bíblica Ex. 20.18-24; 24.4-8


INTRODUÇÃO
Neste trimestre estudaremos a respeito dos dez mandamentos, enfocando primordialmente sua relação com a igreja de hoje. Existem diferentes abordagens bíblico-teológicas quando à aplicação do decálogo na atualidade. Ao longo das aulas, adotaremos uma perspectiva evangélica, isto é, que considere o contexto no qual a torah foi revelada, mas que seja aplicado de acordo com os princípios cristãos.

1. CONCEITO BÍBLICO-TEOLÓGICO DE LEI
O uso desse termo sempre esteve relacionado às instruções diárias de Deus para o Seu povo. A torah orientava todos os aspectos da vida do povo israelita. E essa não era dos homens, mas do próprio Deus, que fala pessoalmente a respeito da “minha torah” (Ex.16.28; Sl. 78.1; 89.20; Is. 51.4,7). Além da torah, Deus estabeleceu seus estatutos – hoq em hebraico – às observâncias religiosas associadas aos levitas (Ex. 20.31; Lv. 6.18; 10.15). Para a cultura popular, particularmente a religiosa, a lei é negativa, pois impõe limites às atitudes humanas. Para os escritores bíblicos, a torah é positiva, pois mostra a vontade soberana de Deus para o bem do povo. Deus revelou a Sua torah para o bem daqueles que foram chamados por Ele (Jr. 31.33). Os salmos, a maioria deles da autoria de Davi, celebram a beleza da torah de Deus (Sl. 1; 19; 119). No Novo Testamento, a nomos – lei em grego – diz respeito à torah, isto é, aos primeiros cinco livros da Bíblia, também denominado de Pentateuco, e por extensão a todos os escritos do Antigo Pacto (Mt. 5.17; Jo. 1.17; Rm. 3.21). A nomos, tal como a torah, diz respeito também às regras e ordenanças de Deus ao Seu povo (Jo. 7.19; At. 15.5). Mas as pessoas, ao contrário do que defendem alguns religiosos, não são salvas pela nomos, mas pela graça de Deus, manifestada em Cristo (Ef. 2.8-10). As Epístolas de Romanos e Gálatas, escritas por Paulo, refutam o argumento religioso da salvação guarda da torah/nomos (Rm. 3.28; Gl. 2.16). Ainda que a torah/nomos não salve, aquele que crê obedece, não para a salvação, mas porque foi salvo. A anomia, expressão da língua portuguesa que vem de a (negação) nomia (lei) não se coaduna com o caráter cristão, não se pode viver “sem nomos” (Rm. 2.12). Paulo esclarece essa nova condição ética em Rm. 6.15, ao indagar: “Pois quê? Havemos de pecar porque não estamos debaixo da nomos, mas debaixo da graça?” Ele mesmo responde: “De modo nenhum”.

2. A PRINCÍPIO DA LEI DE DEUS PARA OS ISRAELITAS
O livro do Êxodo põe em evidência as dez palavras, fundamentadas na aliança com o povo de Deus com o povo de Israel. A importância desse código para aquele povo é ressaltada pelo fato de aparecerem duas vezes no Pentateuco (Ex. 20 e Dt. 5). O princípio da lei se encontra em Gn. 2.9-16, nas instruções dadas a Adão e Eva no Jardim (Gn. 2.17). Essas são palavras do próprio Deus, isso é confirmado em Dt. 5.22, que se revela como o Eu Sou (Ex. 3.13,14).  O fundamento dessas dez palavras é a santidade, primeiramente a de Deus, que demanda uma resposta do Seu povo (Lv. 19). Os feitos de Deus também determinam a exigência da torah, pois o Senhor libertou Seu povo do Egito (Ex. 3.15). A torah, por conseguinte, decorre da graça de Deus, pois primeiramente Ele salvou o povo, a fim de que esse fosse preservado (Dt. 4.1). Contrariando a interpretação legalista da torah, a lei deve ser percebida como um ato de liberdade, não de escravidão (Tg. 1.25). Por isso, assim como fez o salmista, o ouvinte da torah deve se expressar seu amor pela revelação de Deus (Sl. 119.97). Esse é um tema recorrente nos livros poéticos, tendo em vista que, para esses autores, a tora do Senhor é lâmpada e Suas correções o caminho para a vida (Pv. 6.23). A base do decálogo é relacional, pois enfatiza o relacionamento do homem com Deus (1 ao 4) e com outros homens (6 ao 10). Por esse motivo Jesus sumarizou essas palavras à obediência de coração (Mt. 5.21-30; Mt. 22.38,39).

3. APLICAÇÕES PARA A LEI DE DEUS HOJE
Essas palavras consideram inicialmente que o Deus de Israel não é apenas um deus, é O Deus entre muitas supostas divindades, podendo, assim, exigir exclusividade (I Co. 8.5). Nossas mentes e corações devem está cheios daquilo que o Senhor falou (Dt. 4.12-19), esse é o fundamento dos três primeiro mandamentos, o reconhecimento de que Deus é Espírito, portanto deve ser adorado em espírito e em verdade (Jo. 4.23-24), considerando que Sua palavra deve habitar em nós (Cl. 3.16). O quarto mandamento diz respeito à condição humana diante de Deus, devemos saber que não somos máquinas, por essa razão, precisamos ter momentos de contemplação, para nos voltar para Aquele que é nosso verdadeiro descanso. Trata-se de um ato de imitação, pois o próprio Deus descansou (Gn. 2.1-3). As palavras de Deus identifica nossa natureza redimida (Ef. 4.20-24), por isso devemos honrar nossos pais, a família deve ter preeminência nos relacionamentos. A paternidade deriva de Deus, isso é motivo suficiente para os filhos honrarem seus pais (Ef. 3.15). A vida tem é valiosa aos olhos de Deus, isso porque somos a imagem de Deus (Gn. 5.1; 9.6). Esse é um princípio que dignifica o ser humano, por isso os servos de Deus serão sempre pró-vida. Outro princípio estabelecido no decálogo é o da propriedade privada, sendo assim, as relações comerciais e econômicas devem ser respeitadas. Mas o dinheiro não deve ser colocado acima das pessoas, na verdade, caso é preciso ter cuidado para esse não tomar o lugar de Deus (Mt. 6.24). Conforme adverte o apóstolo Paulo, o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males (I Tm. 6.10). Nesse contexto, o contentamento deve ser cultivado, a cobiça não deve ter lugar no coração daqueles que amam a Deus (I Tm. 6.6). Em um mundo pautado pela mentira, o respeito à verdade deve ser estimulado, afinal, o Deus a quem servimos não é de mentira (Tt. 1.2).

CONCLUSÃO
Os dez mandamentos, ou mais propriamente, as dez palavras, foram dadas a Israel, em consonância com a aliança estabelecida por Deus com aquele povo. Mas essas instruções, ressaltando a propriedade do termo torah em hebraico, podem ser aplicadas à igreja nos dias atuais. O princípio norteador da torah se encontra nas palavras de Cristo, que a corroborou destacando o amor como fundamento das relações entre o homem e Deus e com os outros homens (Mt. 22.37-39).

BIBLIOGRAFIA
FEINGERB, J. S. (Org.) Continuidade e descontinuidades. São Paulo: Hagnos, 2013.
GUNDRY, S. (Org.) Lei e evangelho. São Paulo: Vida, 2001.

terça-feira, dezembro 9

16° COMADESM " CONFIRA A PROGRAMAÇÃO "


PROGRAMAÇÃO:

Quarta: dia 10/12/2014. 

Abertura:

coreografia e hinos do tema.

Cantores:

Banda El Shaday
Conjunto da umadesm

Pregador: 

Jailton Bonifacio PB.

Quinta: 11/12/2014.

Contores:

Cantora Madalena
Conjunto da Umadesm
Alvanir e alvaercio
Cantora Mercia costa
Banda Arpejos de Sião

Pregador: 

Sandro Venancio

Sexta: 12/12/2014

Cantores:

Kamila Káren
Conjunto da Umadesm
Banda El Shaday
Alice Maciel e Bnada Pentecostal

Pregador: 

Jailton Bonifacio - PB


Sabado: 13/12/2014  

Manha:

Louvor:

Cantores Locais
Conjunto de Mocidade por Setores
Banda Arpejos de Sião
Elizac Regis

Pregador:

Pr: Sandro Vanacio - GO


Tarde:

Louvor:

Cantores Locais
Conjunto de Mocidade por setor
Banda Arpejos de Sião
Elizac Regis

Pregador: 

Jailton Bonifacio - PB

Noite: 

Louvor:

Cantora Sara Raquel
Conjunto da Umadesm
Banda El Shaday

Pregador: 

Pr: Robson Viana

Domingo: 14/12/2014.

Manha:

Louvor:

Cantores Locais
Conjunto de Mocidade Por Setor
Banda El Shaday

Pregador: 
Pr: Robson Viana

Tarde:

Louvor:

Cantores Locais
Conjunto de Mocidade por Setor
Banda El Shaday
Banda Arpejos de Sião

Pregador: Renato Vinicius - PR


Noite:

Encerramento 
1 Hino do Congresso
1 Hino do Tema
Banda El Shaday

Ministração: 

Samuel Mariano


sexta-feira, dezembro 5

EBD 4º TRIMESTRE LIÇÃO 10: AS SETENTA SEMANAS







EBD

Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD





Texto Áureo Dn. 9.24 – Leitura Bíblica 9.20-27



INTRODUÇÃO
Na aula de hoje estudaremos a respeito das Setenta Semanas determinadas para o povo de Deus. Esse é um assunto bastante interessante, que desvela o futuro da nação judaica, e sua relação com a história da humanidade. Mas antes de conhecermos essas semanas, faz-se necessário refletir sobre a oração. A revelação das Setenta Semanas é resultado da oração do profeta, que demonstrou interesse em conhecer os desígnios de Deus.

1. A INTERCESSÃO DE DANIEL
Daniel não desprezava a oração, em 586 a. C., quando fora levado ao cativeiro babilônico, o profeta se dobrou diante do Senhor, orando ainda na adolescência, juntamente com seus amigos (Dn. 2.17,18). No capítulo 9 de Daniel, identificamos uma das orações mais importantes da Bíblia. Deus havia decretado que o período do cativeiro duraria setenta anos (Jr. 25.8-11; 29.10-14), o profeta percebeu dois anos antes que seria o momento de orar pela libertação da sua nação. Daniel é um exemplo para todo homem e mulher de Deus a fim de equilibrar o estudo bíblico com a oração. Alguns crentes se dedicam bastante à oração, não perdem esses trabalhos, mas se distanciam da escola dominical. Outros, não atentam para a oração, se afastam do altar, ainda que frequentem os estudos bíblicos. Esses extremos são perigosos, podem levar os cristãos ao intelectualismo ou emocionalismo. Atentemos, pois para a vida de oração do profeta Daniel, principalmente no que tange à intercessão. Ele se apressou em rogar a Deus pelo Seu povo, para que o Senhor revelasse os tempos determinados para Israel. A oração de Daniel tem características instrutivas para todo cristão. Ele adora a Deus, não busca apenas as mãos, mas sobretudo a face de Deus (Dn. 9.4). Nestes tempos essa é uma verdade que precisa ser reforçada. Nossas orações refletem nossos interesses, crentes egoístas fazem orações centradas no eu. O profeta sabe que Deus é misericordioso, por isso clama ao Senhor para que perdoe os pecados do povo (Dn. 9.9). Daniel faz uma confissão dos pecados da nação, destacando a transgressão da lei (Dn. 9.11). A oração de Daniel é motivo de estímulo para orar pelo arrependimento das pessoas deste país. É pouco provável que tenhamos uma nação evangélica, considerando que a fé é pessoal. Mas esperamos que as pessoas se convertam dos seus pecados, e que o arrependimento as aproxime de Deus.

2. A RESPOSTA À ORAÇÃO DE DANIEL
Deus responde a Daniel, mostrando o que haveria de acontecer com Seu povo. No capítulo 9 o profeta recebe do Senhor uma revelação das Setenta Semanas, mensagem que se encontra registrada em Dn. 9.20-27. A resposta vem por meio de um anjo (Dn. 9.21), o mensageiro de Deus, por nome de Gabriel. Inicialmente o mensageiro fala a respeito do Messias que viria no futuro, trazendo bênçãos para a nação (Dn. 9.24,25). Daniel é reconhecido como um homem amado no céu (Dn. 9.23), certamente por causa da sua vida piedosa. A revelação das Setenta Semanas começa com a descrição do Messias, o Ungido de Deus (Dn. 9.25). A obra do Messias também é ressaltada pelo anjo, que haveria de trazer a solução para o pecado (Dn. 9.24). Esse Messias, consoante ao que conhecemos hoje pela Bíblia, é o Senhor Jesus Cristo, nEle se cumpriram as profecias. Justamente como está registrado nos evangelhos, Ele foi rejeitado entre Seu povo (Dn. 9.26), levando-O à morte. Daniel também é esclarecido quando a destruição de Jerusalém (Dn. 9.26). Isso aconteceu várias vezes, em uma delas Vespasiano cercou a cidade, destruiu o templo e dispersou os judeus. Mas uma promessa de triunfo do Messias também consta na mensagem (Dn. 9.27). A vitória do Messias aconteceu na cruz, quando Cristo derramou o Seu sangue, para a remissão dos pecados (Mt. 26.28). Conforme enfatiza o autor da Epístola aos Hebreus, Ele foi sacrificado uma vez por todas (Hb. 7.27). Essa revelação também aponta para o anticristo, o pequeno chifre do capítulo 7 de Daniel. Esse é a assolação, o homem a quem Paulo denomina de o homem da iniquidade (II Ts. 2.8). Gabriel explica para Daniel que setenta semanas estão determinadas para Israel. Essas semanas podem ser divididas em três períodos de sete: um primeiro período de sete; o segundo período de sessenta e dois e o terceiro período que é a septuagésima. Assim, são 7 + 62 + 1 = 70.

3. O FUTURO DE ISRAEL REVELADO A DANIEL
As Setenta Semanas de anos de Daniel compreendem 69 semanas de anos / 7 anos em cada semana / 360 dias por ano, fazendo um total de 173.880 dias. Em 5 de março, 444 a. C., através do decreto de Artaxerxes para a reconstrução de Jerusalém(Ne. 2.1-8) x 173.880 dias = 30 de março, 33 d. C., quando acontece a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém (Lc. 19.28-40). Desse decreto até a entrada triunfal do Messias, totaliza 69 semanas de anos, sendo esse crucificado, encerrando o período determinado para Israel, e iniciando a era da igreja. Segundo alguns historiadores, o Messias teria sido tirado em 3 de abril de 33 d. C., e a cidade e o templo destruído em 6 de agosto de 70 d.C. A verificação desses tempos pode ser assim contabilizada: 444 a. C a 33 d. C. = 476 anos. Em seguida 476 anos x 365.2421989 dias = 173.885 dias, acrescentando 25 dias entre 5 de março (decreto de Artaxerxes) e 30 de março (a entrada triunfal do Messias, total de 173.880 dias. O fundamento para os anos de 360 dias é Dn. 9.27, e os 1.260 dias de Apocalipse 11.3 e 12.6. A expectação da igreja é pelo arrebatamento, que acontecerá repentinamente, sem sinais antecedentes. Depois do arrebatamento, após a metade da primeira semana, ou seja, três anos e meio, o anticristo se revelará, consoante ao que está revelado em Ap. 13, a besta perseguirá o povo de Israel, trazendo sua marca 666. Esse será o início da denominada Grande Tribulação, na qual o anticristo exigirá adoração, exigindo ser reconhecido como deus. Conforme identificamos no capítulo 19 de Apocalipse, Cristo virá em glória, como Rei dos reis e Senhor dos senhores, para pelejar contra a Besta, na batalha do Armagedom.

CONCLUSÃO
A igreja do Senhor não passará pela Semana Setenta, pois ela aguarda com esperança o arrebatamento (I Co. 15.51,51). Sabemos que nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, a trombeta soará, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro (I Ts. 4.13-17). Essa é uma mensagem de consolo, não temos motivo para desespero, o mundo teme o fim das coisas. Jesus disse que nós não deveríamos nos atribular, antes confiar na Sua palavra, pois ao Seu tempo, virá para buscar a Sua igreja, para estar junto dEle (Jo. 14.1).

BIBLIOGRAFIA
LAHAYE, R., HINDSON, E. (Orgs.) Enciclopédia popular de profecia bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
WEIRSBE, W. W. Be resolute: Daniel. David Cook: Ontario, 2008.
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