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Leia a bíblia

quarta-feira, agosto 26

EBD 3º TRIMESTRE LIÇÃO 09: A CORRUPÇÃO DOS ÚLTIMOS DIAS






EBD LIÇÕES PARA A VIDA



Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD






Texto Áureo  II Pe.. 2.12  – Leitura Bíblica  I Tm. 3.1-16


INTRODUÇÃO
Nesta seção da II Epístola a Timóteo, Paulo alerta a igreja em relação à corrupção dos últimos dias dentro e fora da igreja. Na aula de hoje veremos que esses, de acordo com o Apóstolo, serão tempos trabalhosos. Por isso, precisamos ter referenciais que apontem para Paulo, principalmente Cristo, nosso modelo por excelência. Ao final da lição nos voltaremos para a utilidade das Escrituras, enquanto norma de fé e prática, com vistas à salvação, maturidade espiritual e apologética.

1. OS TEMPOS TRABALHOSOS
Paulo alerta o jovem Timóteo em relação aos tempos difíceis que sobreviriam sobre a igreja nos últimos dias (II Tm. 3.1). Esse período se refere ao tempo que antecede ao arrebatamento da igreja, a respeito do qual Paulo discorreu em I Ts. 4.13-17. O adjetivo grego chalepos, traduzido por difícil, significa que serão  tempos “difíceis de suportar”, isto é, não será fácil enfrenta-los. De certo modo, nos tempos de Paulo, e certamente nos dias atuais, experimentamos essa condição. As pessoas se caracterizam pelo comportamento egoísta, marcado pelos interesses próprios, e desrespeito a lei de Deus (Rm. 8.7). Em seguida Paulo descreve o comportamento mau dos homens dos últimos dias: amantes de si mesmos e inimigos de Deus. A palavra amor aparece quatro nas dezenove expressões descritas pelo Apóstolo. É uma demonstração que o amor das pessoas, nesses dias difíceis, estará direcionado para elas mesmas. Isso será percebido pelas atitudes de avareza, jactância, arrogância e blasfêmia (II Tm. 3.2). Além disso, elas serão desafeiçoadas, implacáveis, caluniadoras, sem domínio de si, cruéis, inimigas do bem, traidoras, atrevidas, enfatuadas, antes amigas dos prazeres do que de Deus (II Tm. 3.3,4). Esse é um mostruário da situação na qual estamos vivendo, as pessoas são extremamente hedonistas, a busca pelo prazer tornou-se a condição primordial da existência. Isso as coloca em uma posição degradante, na medida em que, por não amarem a Deus, também não amam ao próximo, contrariando o mandamento do Senhor (Mc. 12.28-34). O descaso em relação ao outros nos preocupa, estamos assistindo, nesses últimos dias, uma coisificação da pessoa humana. Existem até aqueles que aparentam piedade, mas não passam de sepulcros caiados, estão cheios de hipocrisia e vaidade (Mt. 23.25).

2. PAULO, UM OBREIRO EXEMPLAR
Os falsos mestres que  estavam na igreja de Éfeso eram tão perigosos, de modo que a aproximação deles se constituía em situação de risco, o melhor seria manter distância (II Tm. 3.5,6; I Co. 5.9-12). Isso porque eles eram proselitistas, não se conformavam em seguir o engano sozinhos, queriam conduzir outros após eles (II Tm. 3.6-9). Como Janes e Jambres, os mágicos da corte de Faraó, que se opuseram a Moisés, se utilizam de sofismas para levar ao erro (Ex. 7.11). Paulo orienta Timóteo a seguir outro caminho, recorre à expressão: “tu, porém” (II Tm. 3.10). Os obreiros verdadeiros vivem no “porém” de Deus, isto é, não se deixam levar pelas correntezas do engano. Eles seguem os exemplos que são dignos de serem imitados, e Paulo certamente é um desses, no procedimento, propósito, fé, longanimidade, amor, perseverança, perseguições e sofrimentos. Paulo expressou seu exemplo de vida aos Filipenses: “Irmãos, sede imitadores meus e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (Fp. 3.17). Não que Paulo estivesse se gloriando, seu objetivo era fazer distinção entre sua motivação, e a dos falsos mestres que se infiltraram em Éfeso. Os cristãos são chamados para serem diferentes no mundo, eles estão em uma fôrma diferente, são guiados pela vontade de Deus (Rm. 12.1,2). Paulo repete o “porém”, a fim de que Timóteo, e nós também, permaneçamos naquilo que aprendemos, e fomos inteirados, sabendo de quem aprendemos. Os obreiros, e a igreja em geral, não devem fazer concessões da Palavra de Deus, substituindo-a por pensamentos humanos. É preciso ter cuidado quando se busca uma formação acadêmica, as tendências universitárias seguem o materialismo. A psicologia moderna desconsidera os postulados bíblicos, quer explicar os comportamentos humanos a partir de uma matriz meramente cultural. Muitos pastores, influenciados por essas filosofias, estão desconsiderando os ensinamentos da Palavra de Deus. Nenhum conhecimento humano pode substituir a mensagem contundente das Sagradas Escrituras.  Devemos permanecer naquilo que ouvimos de Cristo, desde o princípio (II Jo. 9 I Jo. 2.24).

3. A UTILIDADE DA PALAVRA DE DEUS
Os falsos mestres de Éfeso se envolviam em questões loucas, tratavam de assuntos dos quais não tinham fundamento. Isso ainda acontece atualmente, há supostos mestres nas igrejas que querem levantam temas sem qualquer respaldo bíblico. Alguns debates assemelham-se às controvérsias da igreja medieval, nas quais os estudiosos queriam calcular quantos anjos cabiam na cabeça de um alfinete. Ao invés de nos envolvermos com essas questiúnculas, que a ninguém edificam, e servem apenas para insuflar o ego, devemos nos dedicar ao estudo da  Bíblia. As Escrituras são inspiradas por Deus, no grego o termo é theopneustos, cujo significado é o de “soprada por Deus, através do Seu Espírito”. Isso mostra que a Bíblia não é apenas livros de homens, é a Palavra revelada de Deus (II Tm. 3.16; II Pe. 1.21). Essa inspiração foi plenária, diz respeito a sua totalidade; e verbal, abrange as palavras registradas pelos escritores. Isso, por outro lado, não fundamenta a defesa de uma teoria do ditado verbal, além disso, Deus respeitou os estilos de cada escritor. A inspiração das Escrituras tem o propósito de edificar a igreja, o objetivo delas é o ensino no contexto eclesiástico, para que o homem e a mulher de Deus estejam aptos a fazer a obra de Deus com Sua aprovação. Inicialmente elas nos tornam sábios para a salvação, e esse é o principal propósito das Escrituras, conduzir as pessoas ao conhecimento da verdade em Cristo, o Salvador. Depois disso, promover a maturidade espiritual, na medida em que o estudo dedicado se realiza. E quando necessário, a Palavra de Deus tem função apologética, ela se opõe ao erro, e mostra  o caminho correto, a sã doutrina (II Tm. 3.17). Não devemos nos distanciar da utilidade das Escrituras, o termo grego é ophelimos, e diz respeito a algo que realmente é vantajoso. Isso quer dizer que as discussões dos falsos mestres, além de serem improdutivas, eram extremamente desvantajosas.

CONCLUSÃO
Estamos vivenciando os tempos difíceis a respeito dos quais tratou Paulo em sua II Epístola a Timóteo. Nós, os cristãos deste século, devemos viver no “porém” de Deus, em conformidade com Sua Palavra, não segundo o curso deste mundo (Rm. 12.1,2). Para isso, devemos permanecer naquilo que aprendemos, e fomos inteirados através do ensino e exemplo de homens e mulheres de Deus. A Escritura deve continuar sendo nossa regra de fé e prática, não podemos fazer concessões em relação à norma que vem de Deus, reconhecendo que essa é útil para a salvação, maturidade e apologética.

BIBLIOGRAFIA
HENDRIKSEN, W. 1 e 2 Timóteo e TitoSão Paulo: Cultura Cristã, 2011.
WEIRSBE, W. W. Be faithful: 1 & 2 Timothy, Titus and Philemon. Colorado Springs: David C. Cook, 2009.

segunda-feira, agosto 24

Vem aí: 13ª Conferência Missionária em Mossoró. De 3 a 5 de setembro



fonte: oassembleiano.com

EBD 3º TRIMESTRE LIÇÃO 08: APROVADOS POR DEUS EM CRISTO JESUS


EBD LIÇÕES PARA A VIDA

Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD







Texto Áureo  II Tm. 2.15  – Leitura Bíblica  I Tm. 2.1-18


INTRODUÇÃO
Nesta seção da II Epístola de Paulo a Timóteo, somos instruídos pelo Apóstolo a viver em santidade, fundamentados na Palavra. Veremos na aula de hoje que Paulo orienta Timóteo a ser obreiro aprovado, e que não tenha do que se envergonhar. Em seguida, faz a distinção entre os obreiros que honram e desonram o trabalho de Deus, comparando-os a vasos de ouro, prata, madeira e barro. Ao final, faz advertências a Timóteo, bem como à Igreja, para que não se envolvam em questões loucas, e contendas que a nada levam, e que não resultam em edificação.

1. OBREIRO APROVADO POR DEUS
Paulo é um exemplo de obreiro aprovado por Deus, isso porque suporta todas as coisas por amor dos eleitos (II Tm. 2.10). Uma das características primordiais de um obreiro aprovado é sua disposição para sofrer por causa de Cristo e Sua igreja, uma demonstração de amor ao evangelho (II Co. 11.16-23; Rm. 8.35-39). Essa é uma mensagem que contradiz a doutrina triunfalista comumente apregoada nos arraiais evangélicos. Há pastores que não querem mais se sacrificar pelo rebanho. Diferentemente destes, Paulo está disposto a suportar todas as coisas a fim de que, por meio de seu ministério, as pessoas sejam salvas eternamente em Cristo (II Tm. 2.11-13). O obreiro dedicado a Deus não pode fugir da sua responsabilidade, deve ser fiel, mesmo diante das perseguições, pois o Deus a quem servimos permanece fiel, em todas as circunstâncias. É preciso ter cuidado para não se envolver em discussões loucas, contendas desnecessárias, totalmente inúteis (II Tm. 2.14). Existem obreiros que estudam, mas tão somente para demonstrar erudição, sem compromisso com a verdade exarada na Palavra de Deus. O conhecimento bíblico-teológico é fundamental ao exercício do pastorado, mas não deve ser instrumento de arrogância. Os falsos mestres que se infiltraram em Éfeso, como alguns que conhecemos atualmente, debatam assuntos que desconhecem, e que não estão revelados nas Sagradas Escrituras. Para demonstrarem uma espiritualidade superior, arrogam sobre si um conhecimento especial, sem qualquer fundamentação bíblica. O obreiro aprovado por Deus maneja bem a palavra da verdade, ele não apenas conhece o texto bíblico, mas sabe também interpretá-lo, sem deturpar o conteúdo da mensagem (II Tm. 2.15, 16).

2. VASOS DE HONRA E DESONRA NA IGREJA
O Senhor conhece aqueles que são seus, existem muitos supostos mestres que andam pelas igrejas, que advogam serem conferencistas, mas na verdade não passam de enganadores. Uma das marcas dos verdadeiros mestres é a santidade, eles se apartam da injustiça e vivem para a glória de Deus (II Tm. 2.18,19). Como em uma mesma casa existem vasos de ouro e prata, bem como de madeira e barro, entre os obreiros existem aqueles que são para honra, e outros para desonra. A característica de um vaso de honra na casa de Deus é a pureza, a santificação, diferentemente daqueles que vivem na hipocrisia, e se entregam à lassidão moral (I Co. 15.33). Paulo dá uma orientação específica para Timóteo: “Fuja, porém, dos desejos da juventude, e vá pós a justiça, a fé, o amor, a paz com aqueles que invocam o Senhor de coração puro” (II Tm. 2.22). Os jovens pastores, ao que tudo indica, são mais susceptíveis às tentações, por isso devem ter cuidado redobrado. Satanás tentou a Cristo, de igual modo tentará distanciar os obreiros da comissão para a qual foram chamados. Mas como o Senhor poderemos vencer através da Palavra de Deus (Mt. 4.1-4), por meio dela fugiremos da tentação do prazer desenfreado, do poder descontrolado, e das possessões terrenas. Infelizmente muitos obreiros estão se deixando levar pelas propinas do Diabo, alguns deles justificam a desonestidade tratando o pecado com naturalidade. A hipocrisia está solapando o meio evangélico, há líderes que censuram determinadas práticas mundanas, mas dentro da igreja são vasos de desonra. Pastores que amam o presente século, que se dobram diante de Mamon, o deus deles não é o da Bíblia, mas o próprio ventre. O evangelho de Jesus Cristo tem sido deturpado por causa de alguns pastores televisivos, que por se encontrarem em evidência, passam para a sociedade um modelo de cristianismo que nada tem a ver com Cristo.

3. CONTENDAS DESNECESSÁRIAS
Em seguida Paulo instrui Timóteo a rejeitar as questões insensatas e ignorantes, isso porque servem apenas para gerar contendas desnecessárias. Existem falsos mestres na igreja que semeiam intrigas entre os irmãos, fundamentando-se em revelações particulares, distanciadas da Palavra. É preciso ter cuidado com o experiencialismo que predomina em algumas igrejas evangélicas, principalmente entre os pentecostais. Há crentes que não leem a Bíblia, não frequentam a Escola Dominical, não querem saber da doutrina e instrução na Palavra. Esses se tornam alvos fáceis dos falsos mestres, e geralmente disseminam heresias no seio da congregação. Ainda por cima arvoram serem mais espirituais do que os outros, alguns querem até ter maior autoridade que os ministros da igreja. Ao contrário da arrogância demonstrada por esses, os crentes devem ser amáveis com todos, qualificado para ensinar, paciente ante as injúrias, e que com mansidão devem corrigir os oponentes. Não adianta entrar em discussões infindas, que não levam à edificação espiritual, às vezes é melhor calar (II Tm. 2.23,24; I Pe. 2.21-24). É possível que, através de um comportamento de mansidão, até mesmo os falsos mestres venham a se arrepender dos seus procedimentos. Não podemos perder a esperança de conduzir as pessoas a Cristo, principalmente porque existem pessoas que estão sendo enganadas, e que se forem alertadas a tempo poderão abandonar o erro. Essas pessoas precisam ser constantemente advertidas, é importante que frequentem os trabalhos de ensino da igreja. Mas é necessário fazê-lo com cautela, com sólida formação bíblica, e equilíbrio espiritual, caso contrário, há o risco de se deixar conduzir por aqueles que apregoam doutrinas falsas.

CONCLUSÃO
Por causa do evangelho Paulo passou por adversidades, mas não fez concessões em relação ao conteúdo da mensagem. O exemplo do Apóstolo deve servir de motivação para todos os obreiros que desejam ser aprovados por Deus. Tal aprovação depende de uma vida alicerçada na Palavra de Deus, demonstrada em santificação. Uma vida piedosa poderá surtir efeito até mesmo entre os opositores. Na medida em que vivemos com amabilidade, poderemos conduzir alguns a Cristo, principalmente aqueles que estão sendo vítimas do engano.

BIBLIOGRAFIA
KELLY, J. N. D. I e II Timóteo e TitoSão Paulo: Vida Nova, 1983.
SWINDOLL, C. R. Insights on 1 & 2 Timothy and TitusIllinois: Tyndale House Publishers, 2013

EBD 3º TRIMESTRE LIÇÃO 07: EU SEI EM QUEM TENHO CRIDO



EBD LIÇÕES PARA A VIDA

 Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD






Texto Áureo II Tm. 1.12 – Leitura Bíblica  II Tm. 1.1-8; 2.1-4


INTRODUÇÃO
A Segunda Epístola de Paulo, ao contrário do que se costuma pensar, por se encontrar na Bíblia em sequência a Primeira, não foi a segunda epístola pastoral do Apóstolo, mas a última, quando estava preso em Roma, antes de ser martirizado. Depois de Primeira a Timóteo Paulo escreveu a Tito, que será estudada posteriormente. Na aula de hoje nos voltaremos para a primeira seção de II Timóteo, ressaltando a necessidade da intercessão pelos ministros, a importância da convicção do obreiro em relação à doutrina, e a realidade do sofrimento para aqueles que seguem piedosamente a Cristo.

1. INTERCESSÃO PELOS MINISTROS
Depois de identificar-se como “enviado de Cristo Jesus”, Paulo se dirige a Timóteo como “amado filho”, mostrando interesse pelo seu ministério. Os pastores devem ser acompanhados por outros pastores, é preciso reconhecer as agruras da obra, e a necessidade de ter um ombro amigo, alguém que realmente seja digno de confiança, para quem o ministro pode se dirigir, principalmente nos momentos mais difíceis. Sabemos que essa não é uma tarefa fácil nos dias atuais, marcados por tanta disputa eclesiástica. Muitos pastores carregam traumas e marcas na alma, porque não conseguem se abrir, e não confiam nas pessoas que, ao invés de ajudarem, almejam se apropriar dos seus cargos. O receio de perder a posição também está adoecendo muitos obreiros, que se apegam demasiadamente aos recursos materiais, e por isso se tornam escravos da condição na qual se encontram. É digna de destaque a identificação do Apóstolo com seu filho na fé. É gratificante quando testemunhamos casos de convivência saudável entre os ministros de Deus. De vez em quando é preciso que a igreja se preocupe com a realização de encontro entre os obreiros, simplesmente para desfrutar de momentos aprazíveis na presença do Senhor, para cultivar relacionamentos edificantes. Paulo destaca a fé de Timóteo, que diferentemente da dos falsos mestres de Éfeso, estava alicerçada na Palavra de Deus, que ele havia aprendido dos seus familiares, e também do próprio Apóstolo (II Tm. 1.5). A formação bíblica, inicialmente na família, é fundamental para o crescimento na fé, e contribui para o desenvolvimento do ministério. Alguns dos mais dedicados obreiros na casa de Deus tiverem seus primeiros ensinamentos em casa, junto aos pais e mães dedicados ao evangelho, que repassarem os fundamentos da verdade cristã.

2.  A CONVICÇÃO DO OBREIRO CRISTÃO
O ministro de Deus, diante das oposições pelas quais passa, pode vir a querer desfalecer em algum momento da vida. Paulo sabia que Timóteo, mesmo sendo um obreiro dedicado, corria esse tipo de risco, principalmente por causa da sua timidez (II Tm. 1.6-8). Por isso, o incentiva a despertar o dom de Deus que estava sobre ele, é provável que Paulo tenha sido informado que Timóteo estava tendo dificuldade para lidar com a oposição em Éfeso. Esse não era o caso, mas há ministros que fazem concessões do evangelho quando se veem ameaçados. Nos dias atuais, nos quais predomina o humanismo materialista, há obreiros querendo trocar o evangelho por ideologias humanas. A verdade das Escrituras está sendo substituída por pensamentos humanos, que nada têm de escriturísticos. Em contextos mais acadêmicos esse risco é maior ainda, principalmente quando queremos racionalizar o evangelho, ou mesmo dá-lhe uma conotação meramente social. Os ministros de Deus são chamados para permanecer naquilo que foram instruídos e inteirados, sabendo que o que aprenderam veio de Cristo, não de homens (II Tm. 3.16,17). Paulo dá exemplo assumindo que sabe em quem creu, e muito mais que isso, que Jesus dará, em tempo oportuno, o bom depósito espiritual, prometido a todos aqueles que forem fieis no ministério (II Tm. 1.12). Em outra oportunidade Paulo deixou claro que não se envergonhava do evangelho, isso porque era poder de Deus e salvação para todo o que crê (Rm. 1.16). A mensagem do evangelho é simples, e na maioria das vezes escandalizadora, e não se coaduna à lógica deste mundo. Por causa disso somos tentados, a todo instante, a negar a sua loucura. Os judeus sempre foram afeitos aos sinais, e os gregos à sabedoria, mas o evangelho de Jesus Cristo é crucificação (I Co. 1.18-25). Paulo admoesta Timóteo a não fazer concessão em relação ao evangelho. Os obreiros de Deus, em todos os tempos, não foram chamados para pregar uma mensagem agradável ao mundo. A contextualização na pregação da palavra é necessária, mas sem subverter os princípios eternos do evangelho de Jesus Cristo.

3. OS SOFRIMENTOS POR CAUSA DE CRISTO
Nesse trecho da Epístola Paulo ora pelo pastor-filho e amigo Timóteo. Sobretudo para que ele seja fortalecido na graça que há em Cristo Jesus, considerando que esse passava por momentos de adversidade e sofrimento (II Tm. 2.1). É sempre necessário lembrar, principalmente aos que tem aspiração ao ministério, que essa é uma obra de sacrifício (II Tm. 3.12). Na verdade, Cristo não prometeu que a vida cristã, especialmente a do ministro, estaria isenta de sofrimento (Jo. 16.33). Isso nos instiga a fazer os mesmo pelos pastores, principalmente nos dias atuais, marcados por tanto descaso e perseguição ao ministério. Muitos estão sofrendo o preconceito resultante dos excessos de líderes aproveitadores. Mas devemos reconhecer a seriedade daqueles que labutam na organização da igreja, e principalmente na palavra e na doutrina (I Tm. 5.17). Existem obreiros fiéis na seara do mestre, pastores que são dignos do nome que carregam, que realmente apascentam o rebanho. Muitos deles são esquecidos pela mídia, não estão nos programas de televisão, preferem viver em surdina, sacrificando-se pelo evangelho no anonimato. Esses se esmeram para dar o melhor para a edificação da casa de Deus, para a maturidade do Corpo de Cristo. Esses são soldados valorosos, alistados no exército de Cristo (II Tm. 2.3).  Como bons soldados do Senhor, não se embaraçam com as coisas terrenas, pois o alvo deles é conduzir os súditos do Reino ao céu. Muitos obreiros atuais não são soldados do exército divino, servem ao reino de Mamom, querem saber apenas do dinheiro dos crentes. Eles militam em prol dos seus interesses, não dos de Deus, fazem fortuna através do evangelho falacioso que pregam. Os pastores dedicados são como os agricultores, que plantam a semente da palavra no coração das pessoas, na esperança que ela germine, e produza frutos para a glória de Deus (II Tm. 2.6).

CONCLUSÃO
Essa Segunda Epístola de Paulo a Timóteo é uma advertência séria em relação à importância da fidelidade no ministério, sobretudo à Palavra de Deus. Como ministros precisamos permanecer cientes do nosso chamado, sobretudo do conteúdo daquilo que recebemos, não de homens, mas de Deus em Jesus Cristo. Os ministros precisam estar convictos do que creram, devem ser conhecedores da mensagem, e não se apartarem dela, ainda que não agrade aos padrões do mundo. Esses obreiros, que sabem em Quem têm crido, e são fiéis à mensagem de Cristo, receberão do Senhor o bom depósito, por ocasião da Sua vinda.

BIBLIOGRAFIA
CALVINO, J. Epístolas pastorais. São José dos Campos: Fiel, 2009.
ZEHR, P. 1 & 2 Timothy, Titus. Scottdale: Herold Press, 2010.

EBD 3º TRIMESTRE LIÇÃO 06: CONSELHOS GERAIS



EBD LIÇÕES PARA A VIDA



Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD








Texto Áureo  At. 20.26  – Leitura Bíblica  I Tm. 5.17-6.9-10



INTRODUÇÃO
Após instruir Timóteo em relação aos falsos mestres, Paulo dá alguns conselhos sobre o ministério cristão. Na aula de hoje meditaremos a respeito dos conselhos dados pelo Apóstolo com vistas à melhoria dos relacionamentos no contexto eclesiástico. Conforme veremos, isso envolve, entre outros assuntos, a relação entre patrão e empregado, bem como o cuidado financeiro do rebanho com o seu pastor, ainda que esse não deva depositar sua confiança nas riquezas.

1. O MINISTÉRIO CRISTÃO
A igreja deve permanecer atenta quanto ao sustento dos seus presbíteros, para tanto é preciso reconhecer que digno é o obreiro do seu salário. Os obreiros que tinham dedicação em tempo integral deveriam ser remunerados, aqueles que administravam bem, e se dedicavam à Palavra e à doutrina, seriam dignos de duplicados honorários (I Tm. 5.17). Os presbíteros devem ser aptos a ensinar, na verdade essa é uma das qualificações exigidas para esse ministério (I Tm. 3.2). Depreendemos que os presbíteros eram eminentemente supervisores da obra, mas alguns também se dedicavam ao ensino. É importante que tenhamos ministros que se esmeram no magistério eclesiástico (Rm. 12.7). Uma igreja que não valoriza os seus mestres está fadada a trilhar o caminho das falsas doutrinas. Essa valorização tem a ver com remuneração, especialmente àqueles que dependem totalmente do ministério, pois não se  deve privar o sustento ao boi que debulha (I Tm. 5.18). Os presbíteros também devem ter tratamento diferenciados, inicialmente que tenham vidas dedicadas a Deus, vigiem e orem para não caírem em pecado (Mt. 26.41). No caso de qualquer acusação contra eles, deve-se ter cuidado para não julgar antecipadamente, testemunhas confiáveis devem ser ouvidas (I Tm. 5.19). Se o pecado for comprovado, esse deve ser repreendido publicamente, a fim de que sirva de instrução para os demais, para que não venham a cometer o mesmo erro (I Tm. 5.20). Toda cautela é necessária, evitando, assim, que o obreiro seja injustamente acusado, e que não haja parcialidade (I Tm. 5.21). A imposição de mãos, em I Tm. 5.22, não se refere à consagração, mas a disciplina dos presbíteros. Com essa orientação o Apóstolo demonstra sensatez diante da necessidade da disciplina, ao mesmo tempo em que favorece a possibilidade de restauração do obreiro. Em seguida recomenda a Timóteo quanto à ingestão de um pouco de vinho, por razões medicinais, considerando que essa era uma prática comum na antiguidade (I Tm. 5.23). Na medicina antiga o vinho era prescrito, a fim de evitar problemas gástricos. Ninguém deve assumir esse recomendação como doutrinária, trata-se de uma orientação específica para Timóteo.

2. A RELAÇÃO PATRÕES E EMPREGADOS
Relacionamentos saudáveis são extremamente importantes para o bem estar da igreja. Por isso Paulo dá alguns conselhos sobre o trato entre patrões e empregados. A fé cristã sempre valorizou o trabalho, reconhecendo que esse é uma benção de Deus, uma possibilidade para glorificá-LO. O Deus que também trabalha espera que os seus servos façam tudo para glória dEle, não apenas para agradar a homens. Qualquer tipo de trabalho, contanto que seja lícito, é uma oportunidade para revelar nosso compromisso com Deus (Cl. 3.22,23). Por isso os servos devem estimar seus senhores, evitando que o nome de Deus, seja blasfemado (I Tm. 6.1). Como o cristão não trabalha apenas para homens, deve ser um empregado dedicado, não roubando do seu empregador, nem agindo com falta de responsabilidade. Os patrões, por sua vez, devem respeitar os direitos trabalhistas, há patrões que tratam muito mal seus empregados. Deus julgará a injustiça daqueles que administram gananciosamente seus recursos, privando os servos do pagamento necessário (Tg. 5.4). Existem leis trabalhistas que regem as relações patrão e empregado, e essas devem ser respeitadas pelos cristãos, para que sirvam de exemplo para a sociedade. Por outro lado, os empregados cristãos devem fazer todo o possível para não levar seus patrões também cristãos aos tribunais humanos. Paulo aconselha os crentes de Corinto, e isso se aplica também a nós, que resolvamos esse tipo de demanda internamente, sem apelas aos tribunais públicos (I Co. 6.6).

3. ALGUNS CONSELHOS
Na parte final da Epístola Paulo dá conselhos aos crentes a respeito de assuntos diversos. Inicialmente chama a atenção quanto àqueles que não respeitam a sã doutrina, que se distanciam da Palavra de Deus. Não podemos deixar de lembrar que a Bíblia foi inspirada pelo Espírito Santo (II Tm. 2.16,17; II Pe. 1.21). As igrejas genuinamente evangélicas se submetem ao testemunho fiel e verdadeiro das Escrituras, os ensinamentos são avaliados à luz desse crivo, os doutrinadores são julgados a partir daquilo que está escrito. É importante considerar esse conselho porque existem muitos mestres que estão se infiltrando nas igrejas apenas para auferir lucros dos fiéis. O obreiro de Deus, mesmo sendo sustentado pela igreja, não pode ser ganancioso, muito menos colocar o coração nas riquezas. A maior riqueza de um obreiro é a piedade (gr. eusebeia), uma vida dedicada a Deus, através de momentos de oração e meditação na Palavra. Existem muitos pastores que, por causa do desejo de ficarem ricos, estão se afastando da fé. Paulo adverte quanto ao amor ao dinheiro, ressaltando que o amor a esse é a raiz de toda espécie de males (I Tm. 6.9,10). Essa mensagem confronta diretamente a famigerada teologia da ganância, que está se infiltrando em muitas igrejas evangélicas. A espiritualidade do obreiro não deve ser identificada pelo total de bens que conseguiu acumular. De nada adianta ser rico na terra, ajuntar tesouros nos bancos, e não ser rico para Deus (Lc. 12.21). Há lideranças nas igrejas que se tornaram escravas do dinheiro, são obreiros fraudulentos que não conseguem ver outra coisa, a não ser a lã das ovelhas. Até mesmo os ricos da igreja devem ser ensinados a não colocar sua fé nos bens materiais que possuem, mas em Deus que abundantemente nos dá todas as coisas (I Tm. 6.17). Os bens não podem ser usados apenas para satisfação pessoal, devem servir também para fazer o bem ao próximo, é assim que se enriquece em boas obras (I Tm. 6.18).

CONCLUSÃO
O tesouro do cristão não está na terra, pois ele não coloca a sua fé no que tem, mas em quem Deus é (Mt. 6.19-24). Mamom é o deus deste século, e tem seu altar estabelecido no meio dos homens. O crente aprendeu a viver contente em todas as circunstâncias, e sabe tanto ter abundância quanto passar por privação (Fp. 4.13).  A piedade, demonstrada através do contentamento, é grande fonte de lucro para o cristão (I Tm. 6.6). Os obreiros desta geração não podem esquecer essa importante verdade bíblica, que está sendo deturpada por uma teologia equivocada, que busca apenas as riquezas terrenas, e que nada tem a ver com as Escrituras.

BIBLIOGRAFIA
LIMA, E. R. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.
WILSON, G. B. As epístolas pastorais. São Paulo: PES, 1982.

sexta-feira, agosto 14

Quem salvou Zaqueu foi Jesus ou a figueira?

Quem salvou Zaqueu foi Jesus ou a figueira?

E, correndo adiante, subiu a um sicômoro bravo para o ver; porque havia de passar por ali. Lucas 19:4
Todos nós conhecemos a história de Zaqueu e o modo inteligente e engraçado de conhecer Jesus. Ele queria, porque queria vê-Lo, pois ouvia os milagres que esse Jesus fazia, e soubera de antemão que Jesus havia de passar por ali.
Sua vontade era grande de vê-Lo, mais dois impedimentos estavam bem à sua frente; um era a multidão que o impedia chegar perto do Mestre e o outro era no próprio Zaqueu, pois diz a Bíblia que ele era de baixa estatura. O que fazer? Desistir? Nunca!
Desistir não faz parte do dicionário de Zaqueu.O que fazer para chamar a atenção de Jesus? Olhando mais à frente vê uma figueira brava, ou “sicômoro bravo”, e viu uma possibilidade de ver Jesus, pois subindo nesta árvore teria uma visão privilegiada do Mestre e da comitiva que entrava em sua cidade.
A figueira estava lá bem à sua frente, com um galho propício e aconchegante, tipo um camarote sobre a caravana que se aproximava. Então teve a magnífica ideia que marcaria sua história e de toda a sua casa. Lá Estava Zaqueu sentado em um galho esperando ansiosamente por Cristo, quando, de repente, Jesus passa, olha para cima e diz: desce Zaqueu que hoje convém pousar em sua casa.
Que maravilha! Bem mais que Zaqueu projetou, ele queria ver Jesus. Não só ele viu como Jesus também o viu, e entrou em sua residência. Quando Jesus entra em nossa casa nunca mais seremos o mesmo. Zaqueu mudou de rota, agora aquele chefe dos publicanos, tão mau visto pelos judeus, se converte e a mudança é tamanha que ele mesmo diz para Jesus que restituiria quatro vezes mais o que adquiriu ilicitamente.
O que fez Jesus olhar para Zaqueu? Seria realmente pelo fato dele estar pendurado em uma árvore?
Talvez você diga: “Eu acho que a figueira deu uma forcinha a Zaqueu”. Permita-me discordar totalmente, pois não adiantaria Zaqueu ter subido na árvore se a motivação dele fosse apenas simples curiosidade.O homem não deve ter apenas curiosidade para ver Jesus, nem o que Jesus pode oferecer de bom. Mas aquele que se aproxima de Jesus deva ser motivado primeiramente em seu coração, arrependendo-se de seus pecados, pronto para seguir o mestre e obedecê-lo.
Algo por dentro de Zaqueu chamou a atenção de Jesus, foi esse o motivo de Jesus entrar literalmente em sua casa.
Os homens, as multidões, tentam impressionar Deus com esforços humanos, tentam todos os dias fazerem de suas igrejas camarotes apenas como espectadores de Jesus. Tentam impressionarem Deus com suas obras, tentam chamar a atenção de Deus com suas religiosidades. No entanto Deus não se impressiona com estas coisas, Deus vê por dentro a ponto de distinguir um, em meio a multidão. I Samuel 16:7.
Jesus certa ocasião falou sobre o verdadeiro adorador aquele que chama a atenção de Deus. Veja o texto: “No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura”.João 4:23.
Embora o homem veja o que está por fora, Deus enxerga o que está por dentro. Jesus enxergava muito mais o que estava por dentro de Zaqueu do que aquele Zaqueu trepado em uma figueira.
Observamos que por onde Cristo passava, juntavam-se multidões. Sem sombra de duvida que em outras situações, a Bíblia não relata, mas podemos conjecturar que pessoas devam ter subido em pedras, nas costas de outras, até mesmo em árvores para ver “aquele tal de Jesus” que por suas mãos realizava tantos milagres. Mas há uma grande diferença entre querer ver Jesus apenas pela curiosidade, do que aceita-Lo de coração, arrepender-se e querer segui-Lo.

Figueira e Igreja não salva ninguém

Nem sempre é pelo fato de estar em uma figueira, que seremos salvos. Não é pelo simples ato de estar em uma igreja, que iremos garantir salvação. Quantas pessoas são motivadas a ir à igreja com convicções erradas? Quantas pessoas que fazem até grandes esforços, mas não conseguem chamar a atenção de Deus ao seu favor.
Quantos crentes existem nos dias de hoje dizendo: Depois que eu subi naquela figueira minha vida mudou, tinha um carrinho velho, hoje sou um grande empresário. Não foi a figueira que salvou a Zaqueu, mas Jesus quem entrou em sua vida e literalmente na sua casa. Embora aquela figueira proporcionasse a Zaqueu a melhor visão de Jesus, ninguém muda simplesmente pelo fato de estar em uma árvore ou igreja. Quem pensa desta forma, Jesus está passando e nada acontece com elas, continuam sentadas nos galhos confortáveis da religiosidade, sendo “mais um em meio à multidão”.
Quantos crentes que estão décadas dentro da igreja, mas até hoje continuam do mesmo jeito. Tem pessoas que mudam até de figueira, vivem de igreja e igreja, de galho em galho, pois pensam que irão impressionar Jesus por essa atitude.
Zaqueu era pequeno na estatura, mas grande em sinceridade, grande em reconhecer seu estado pecaminoso, grande em querer mudar de vida, grande em restituir o que roubara.
Embora a igreja seja como aquela árvore que te facilite ter esse encontro pessoal com Jesus, não se conforme em apenas ter entrado em uma igreja, ou estar sentado no galho da figueira, deixa Jesus entrar na sua vida e tu verás salvação em sua casa.
Deus vos abençoe ricamente.
Josiel Dias

terça-feira, agosto 11

EBD 3º TRIMESTRE LIÇÃO 06: CONSELHOS GERAIS





EBD LIÇÕES PARA A VIDA


Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD



 Texto Áureo  At. 20.26  – Leitura Bíblica  I Tm. 5.17-6.9-10



INTRODUÇÃO
Após instruir Timóteo em relação aos falsos mestres, Paulo dá alguns conselhos sobre o ministério cristão. Na aula de hoje meditaremos a respeito dos conselhos dados pelo Apóstolo com vistas à melhoria dos relacionamentos no contexto eclesiástico. Conforme veremos, isso envolve, entre outros assuntos, a relação entre patrão e empregado, bem como o cuidado financeiro do rebanho com o seu pastor, ainda que esse não deva depositar sua confiança nas riquezas.

1. O MINISTÉRIO CRISTÃO
A igreja deve permanecer atenta quanto ao sustento dos seus presbíteros, para tanto é preciso reconhecer que digno é o obreiro do seu salário. Os obreiros que tinham dedicação em tempo integral deveriam ser remunerados, aqueles que administravam bem, e se dedicavam à Palavra e à doutrina, seriam dignos de duplicados honorários (I Tm. 5.17). Os presbíteros devem ser aptos a ensinar, na verdade essa é uma das qualificações exigidas para esse ministério (I Tm. 3.2). Depreendemos que os presbíteros eram eminentemente supervisores da obra, mas alguns também se dedicavam ao ensino. É importante que tenhamos ministros que se esmeram no magistério eclesiástico (Rm. 12.7). Uma igreja que não valoriza os seus mestres está fadada a trilhar o caminho das falsas doutrinas. Essa valorização tem a ver com remuneração, especialmente àqueles que dependem totalmente do ministério, pois não se  deve privar o sustento ao boi que debulha (I Tm. 5.18). Os presbíteros também devem ter tratamento diferenciados, inicialmente que tenham vidas dedicadas a Deus, vigiem e orem para não caírem em pecado (Mt. 26.41). No caso de qualquer acusação contra eles, deve-se ter cuidado para não julgar antecipadamente, testemunhas confiáveis devem ser ouvidas (I Tm. 5.19). Se o pecado for comprovado, esse deve ser repreendido publicamente, a fim de que sirva de instrução para os demais, para que não venham a cometer o mesmo erro (I Tm. 5.20). Toda cautela é necessária, evitando, assim, que o obreiro seja injustamente acusado, e que não haja parcialidade (I Tm. 5.21). A imposição de mãos, em I Tm. 5.22, não se refere à consagração, mas a disciplina dos presbíteros. Com essa orientação o Apóstolo demonstra sensatez diante da necessidade da disciplina, ao mesmo tempo em que favorece a possibilidade de restauração do obreiro. Em seguida recomenda a Timóteo quanto à ingestão de um pouco de vinho, por razões medicinais, considerando que essa era uma prática comum na antiguidade (I Tm. 5.23). Na medicina antiga o vinho era prescrito, a fim de evitar problemas gástricos. Ninguém deve assumir esse recomendação como doutrinária, trata-se de uma orientação específica para Timóteo.

2. A RELAÇÃO PATRÕES E EMPREGADOS
Relacionamentos saudáveis são extremamente importantes para o bem estar da igreja. Por isso Paulo dá alguns conselhos sobre o trato entre patrões e empregados. A fé cristã sempre valorizou o trabalho, reconhecendo que esse é uma benção de Deus, uma possibilidade para glorificá-LO. O Deus que também trabalha espera que os seus servos façam tudo para glória dEle, não apenas para agradar a homens. Qualquer tipo de trabalho, contanto que seja lícito, é uma oportunidade para revelar nosso compromisso com Deus (Cl. 3.22,23). Por isso os servos devem estimar seus senhores, evitando que o nome de Deus, seja blasfemado (I Tm. 6.1). Como o cristão não trabalha apenas para homens, deve ser um empregado dedicado, não roubando do seu empregador, nem agindo com falta de responsabilidade. Os patrões, por sua vez, devem respeitar os direitos trabalhistas, há patrões que tratam muito mal seus empregados. Deus julgará a injustiça daqueles que administram gananciosamente seus recursos, privando os servos do pagamento necessário (Tg. 5.4). Existem leis trabalhistas que regem as relações patrão e empregado, e essas devem ser respeitadas pelos cristãos, para que sirvam de exemplo para a sociedade. Por outro lado, os empregados cristãos devem fazer todo o possível para não levar seus patrões também cristãos aos tribunais humanos. Paulo aconselha os crentes de Corinto, e isso se aplica também a nós, que resolvamos esse tipo de demanda internamente, sem apelas aos tribunais públicos (I Co. 6.6).

3. ALGUNS CONSELHOS
Na parte final da Epístola Paulo dá conselhos aos crentes a respeito de assuntos diversos. Inicialmente chama a atenção quanto àqueles que não respeitam a sã doutrina, que se distanciam da Palavra de Deus. Não podemos deixar de lembrar que a Bíblia foi inspirada pelo Espírito Santo (II Tm. 2.16,17; II Pe. 1.21). As igrejas genuinamente evangélicas se submetem ao testemunho fiel e verdadeiro das Escrituras, os ensinamentos são avaliados à luz desse crivo, os doutrinadores são julgados a partir daquilo que está escrito. É importante considerar esse conselho porque existem muitos mestres que estão se infiltrando nas igrejas apenas para auferir lucros dos fiéis. O obreiro de Deus, mesmo sendo sustentado pela igreja, não pode ser ganancioso, muito menos colocar o coração nas riquezas. A maior riqueza de um obreiro é a piedade (gr. eusebeia), uma vida dedicada a Deus, através de momentos de oração e meditação na Palavra. Existem muitos pastores que, por causa do desejo de ficarem ricos, estão se afastando da fé. Paulo adverte quanto ao amor ao dinheiro, ressaltando que o amor a esse é a raiz de toda espécie de males (I Tm. 6.9,10). Essa mensagem confronta diretamente a famigerada teologia da ganância, que está se infiltrando em muitas igrejas evangélicas. A espiritualidade do obreiro não deve ser identificada pelo total de bens que conseguiu acumular. De nada adianta ser rico na terra, ajuntar tesouros nos bancos, e não ser rico para Deus (Lc. 12.21). Há lideranças nas igrejas que se tornaram escravas do dinheiro, são obreiros fraudulentos que não conseguem ver outra coisa, a não ser a lã das ovelhas. Até mesmo os ricos da igreja devem ser ensinados a não colocar sua fé nos bens materiais que possuem, mas em Deus que abundantemente nos dá todas as coisas (I Tm. 6.17). Os bens não podem ser usados apenas para satisfação pessoal, devem servir também para fazer o bem ao próximo, é assim que se enriquece em boas obras (I Tm. 6.18).

CONCLUSÃO
O tesouro do cristão não está na terra, pois ele não coloca a sua fé no que tem, mas em quem Deus é (Mt. 6.19-24). Mamom é o deus deste século, e tem seu altar estabelecido no meio dos homens. O crente aprendeu a viver contente em todas as circunstâncias, e sabe tanto ter abundância quanto passar por privação (Fp. 4.13).  A piedade, demonstrada através do contentamento, é grande fonte de lucro para o cristão (I Tm. 6.6). Os obreiros desta geração não podem esquecer essa importante verdade bíblica, que está sendo deturpada por uma teologia equivocada, que busca apenas as riquezas terrenas, e que nada tem a ver com as Escrituras.

BIBLIOGRAFIA
LIMA, E. R. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.
WILSON, G. B. As epístolas pastorais. São Paulo: PES, 1982.

terça-feira, agosto 4

372 novos membros descem às águas na AD em Mossoró-RN


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O Pastor Francisco Cícero Miranda através de intensivas atividades evangelizadoras, nas congregações e áreas missionárias, tem proporcionado avultado crescimento à Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Mossoró (IEADEM).

Em demonstração ao crescente desenvolvimento da IEADEM, no último domingo, 372 novos membros foram batizados nas águas, no segundo batismo promovido em 2015.

O ato batismal aconteceu no Templo Sede da IEADEM, localizado na Av. Dix-Sept Rosado, Centro, reunindo inúmeros obreiros e centenas de irmãos na cerimônia batismal.

É certo que a IEADEM segue em contínua expansão, em todas as áreas, pois a poderosa mão de Deus está sobre esta abençoada igreja.

Fotos: José Anatalicio


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fonte: oassembleiano.com
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