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Leia a bíblia

segunda-feira, novembro 17

EM SIQUÉM COM JOSUÉ




O texto final do discurso de Josué, quando ele declara com convicção: "eu e a minha casa serviremos ao Senhor" (encontra-se em Js 24:15), está entre as mais conhecidas e citadas passagens sobre família em toda a Bíblia.  Talvez seja por isso que sempre que nós nos propomos a refletir sobre ele corremos o risco de ser repetitivo ou pouco criativo e, por isso mesmo, desinteressante.

Tudo bem.  Eu estou disposto a correr este risco.  Mas para isso quero lhe convidar a usar sua imaginação espiritual – esse dom maravilhoso e engenhoso que nos foi dado pelo próprio Deus – a serviço da compreensão do texto.  Então, por favor, queira me acompanhar que eu vou a Siquém, tentar me juntar ao grupo que estará ali para ouvir o último discurso de Josué.

Sabendo que seus dias já se aproximavam do fim (ele disse isso em Js 23:14), o grande líder nacional Josué convocou todos os chefes de famílias e clãs de Israel para uma última reunião da confederação das tribos de Israel sob o seu comando (é no meio dessa gente que eu quero me misturar!).

É claro, aquela não seria apenas mais uma reunião como tantas outras reuniões eclesiásticas que enchem nossas agendas – com o velho Josué na liderança nunca seria assim!

O texto não fala sobre o horário da reunião – e nem é importante – mas já que estou usando minha imaginação espiritual, deixe-me compor o cenário, isso ajuda: a reunião deve ter acontecido logo nas primeira horas do dia, ou talvez já com o sol a se por (acho melhor! Para alinhar com a viração do dia em Gn 3:8).  Não acho que o sol estava a pino. 

Juntos, a liderança de cada casa de Israel se postaria para ouvir o que Josué ainda tinha para dizer.  É verdade que a tarefa da conquista não tinha sido concluída, mas era inegável que Deus não havia faltado com nenhuma de suas promessas (compare Js 13:1 com Js 23:14).

Quando então Josué tomou da palavra, eu conseguiria perceber um silêncio respeitoso na assembleia.  Aquele homem tinha o que dizer, e valeria a pena ouvi-lo.  Não era apenas um velho remoendo suas memórias gastas pelo passar dos anos.  À nossa frente estaria um ancião ainda vigoroso, cuja idade só lhe serviu como coroamento de virtudes raras e preciosas.

— Esse momento em Siquém para ouvir o velho Josué eu não perderia por nada!
As rugas certamente emolduravam sua face, mas elas me diriam que o espírito do guerreiro depurou-se.  Talvez já não houvesse o ímpeto juvenil, agora porém transbordavam sabedoria e maturidade.  Certamente estas compensavam aquele, e com vantagem!

Olhando o filho de Num, da tribo de Efraim, estaríamos diante da prova viva da ação e intervenção do Senhor em nossa história: nascido em tempos de escravidão no Egito (dali só restavam agora ele e Calebe de Judá), os anos pelo deserto, os passos como pupilo de Moisés e a liderança na conquista da terra só atribuíam credibilidade às suas palavras.

Diante de nós não estaria um aventureiro da fé ou um oportunista com um discurso religioso bonito.  Era um líder cuja vida testemunhava a favor de si – a estes valem a pena ouvir.

Tudo ali era significativo.  Até o próprio local da reunião.  Não sei por que não escolheram Siló, onde estava provisoriamente instalada a Tenda do Encontro e a Arca da Aliança.  Talvez poderia ser a opção mais lógica.  Penso que foi mais por razões históricas e não espirituais.

O encontro aconteceu em Siquém, cidade-refúgio dada aos levitas nas montanhas de Efraim (confira em Js 21:21).  Foi naquele lugar, sob o carvalho de Moré, que o patriarca Abraão ergueu o primeiro altar em adoração ao Senhor logo que chegou na terra (narrado em Gn 12:6-7).  Aquele quinhão de terra tinha história.  Toda a atmosfera transpirava aliança e compromissos antiquíssimos.  Além do mais, ali também era terra santa, onde Deus se habituara a falar com o povo.

Voltemos ao encontro.

Ao silêncio respeitoso, do qual já falei lá em cima, seguiriam-se as palavras de Josué.  Primeiro uma excelente, embora resumida, resenha histórica.  Mais que narrativas alheias, o que se ouviria naquele dia seria um testemunho de fé em primeira pessoa, de alguém que, pela própria experiência, era capaz de crer em um Deus que sempre intervém na história, e o faz por amor e aliança.

Então Josué terminaria desafiando o povo.  Parece que ele entendia que uma coisa deveria levar à outra.  Eu sei que estamos acostumados a recitar Js 24:15 como promessa, profecia, herança, declaração de garantia, súplica ou algo que o valha.  Mas naquele dia, em Siquém, as palavras não me pareceriam ter saído da boca do líder Josué com nenhuma destas conotações.  Era compromisso.  Era disposição.  Era um projeto de vida que começava pelo chefe da família e, a partir dele, contagiaria a todos.

Nas montanhas de Efraim, Josué estaria me desafiando a assumir a responsabilidade diante do Senhor de conduzir a minha família nesta senda sagrada: a minha casa servirá ao Senhor na exata medida em que eu assumir o eixo condutor deste serviço e adoração.

E tendo à frente um modelo e padrão como o de Josué, em Siquém eu ouviria o povo responder com convicção ao desafio: "nós também serviremos ao Senhor" (leia Js 24:18).

Volto a lembrar o exercício de imaginação espiritual proposto lá no início destas palavras.  Estando você comigo a ouvir o chamamento de Josué, que resposta daremos a ele? Faremos coro com os líderes de família de Israel? E na prática, em nossa vida e história, que resposta daremos?

E que o Senhor nos dê homens da estirpe de Josué.


Retirado do blog: http://jnescrevinhando.blogspot.com.br/

Escrevinhando

quinta-feira, novembro 13

EBD 4º TRIMESTRE LIÇÃO 7: INTEGRIDADE EM TEMPOS DE CRISE


EBD


Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD


Texto Áureo Dn. 6.4 – Leitura Bíblica Dn. 6.3-20


INTRODUÇÃO
Na lição de hoje nos voltaremos para a integridade de Daniel em tempos de crise. Por causa da sua fidelidade, o profeta do Senhor fora lançado na cova dos leões, mesmo assim não fez concessões em relação a sua fé. Inicialmente destacaremos o desafio de viver em integridade, mesmo quando as situações são desfavoráveis. Ressaltaremos a necessidade de uma vida íntegra, especialmente quando somos postos diante da possibilidade de corromper e/ou de ser corrompido.  

1. DESAFIO À INTEGRIDADE
A integridade é uma virtude, e diz respeito à inteireza de caráter. Dizemos que alguém é integro quando é coerente, não se mostra dividido. Há menção na Bíblia de um homem chamado Jó, que era íntegro e reto, e que se desviava do mal (Jó. 1.1,2). Viver em integridade é um desafio porque podemos ser moldados pela cultura na qual nos encontramos. Por isso Paulo escreve aos Romanos, advertindo-os para que não se coadunem à forma do mundo (Rm. 12.1,2). O desafio está posto, ou nos moldamos ao mundo, conforme seu modo de pensar e agir, ou experimentamos a vontade de Deus, que é perfeita, boa e agradável. O mundo jaz no Maligno, e é inimigo de Deus, ninguém pode agradar a Deus e ao mundo ao mesmo tempo (I Jo. 2.14; Tg. 4.4). O mundo é inimigo de Deus porque se opõe aos Seus valores, as propostas do mundo se enquadram dentro do relativismo, contrário à Palavra de Deus. Daniel, Hananias, Mizael e Azarias estiverem na Babilônia, e experimentaram o desafio de viver com integridade, no contexto de uma terra estranha. Devemos lembrar, como cristãos, que somos cidadãos da terra e do céu. Como cidadãos da terra, devemos agir com moderação, em respeito as autoridade, com direitos e obrigações (Rm. 13.1). As autoridades são dignas de respeito, mas não são soberanas, suas posições estão abaixo das determinações divinas (At. 5.25-29).  Quando os governantes impuserem valores anticristãos à sociedade, devemos optar pela Palavra, isso porque estamos debaixo do senhorio de Cristo (Mt. 28.18). Uma vida de integridade é manifesta em submissão, na obediência Àquele que é verdadeiramente o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap. 19.16). Há uma tendência ao liberalismo moral na sociedade, e descaso em relação aos problemas sociais, mas nós não devemos pactuar com esse pensamento. A vida dos cristãos está fundamentada em valores eternos, cuja expressão é Deus, que vive para sempre.

2. EM TEMPOS DE CRISE POLÍTICA
Daniel foi desafiado pela política aculturalista do império babilônico, a corrupção grassava naquele solo (Dn. 5). O rei Nabucodonosor era um tirano, que centralizava o poder, e mantinha as pessoas debaixo do seu jugo (Dn. 4). A política tende à centralização, os governantes querem se perpetuar no poder. A soberba é uma característica recorrente entre os políticos, principalmente àqueles que não reconhecem seu papel social. A mudança de governo, dos babilônicos para os medo-persas, não modificou o quadro de corrupção. Isso mostra que todos os governantes podem ser picados pela “mosca azul”. O poderio econômico também exerce influência sobre esses, que preferem satisfazer o mercado, que o elegeu ao invés de buscar satisfazer os necessitados. Determinadas críticas que são feitas entre os políticos soam como hipocrisia, alguns censuram seus opositores pela corrupção, sendo culpados das mesmas atitudes. A crise política pela qual Daniel passou não é muito diferente das que nos deparamos na sociedade. Temos a necessidade inclusive de uma reforma política no Brasil, o processo democrático, respeitando suas limitações, cumpre seu papel, mas precisa ser aprimorado. Os políticos que entram no governo, até mesmo os evangélicos, ficam tolhidos pelas amarras do sistema. De vez em quando são propagados casos de corrupção, inclusive entre aqueles que se dizem evangélicos. Mas nem tudo está perdido, existem aqueles que tal como Daniel não se misturam, permanecem íntegros mesmo quando são perseguidos (Dn. 6.4-5). Na política dos homens também existem os desafetos, que buscam oportunidade para condenaram os que servem a Deus. Esses são os bajuladores do governo, que querem tirar vantagem, perseguindo os que são fieis a Deus (Dn. 5.6-9). A vida de Daniel é uma demonstração de integridade, mesmo quando proibido de orar, buscou seu quarto e se voltou para a presença de Deus (Dn. 6.10).

3. FIDELIDADE A DEUS
Daniel preferiu morrer a fazer concessões em relação a sua fé no Deus no vivo e verdadeiro. Dario, por causa do seu amor à bajulação, tornou-se escravo das suas leis. Assim acontece nos dias atuais, leis e mais leis são criadas, algumas delas injustas, para oprimir os mais pobres (Is. 10.1). Essas leis são humanas, resultantes da história, e das perspectivas modernas, podem ou não ter respaldo bíblico. O rei não podia contrariar suas próprias leis, por isso foi obrigado a colocar Daniel na cova com os leões. A arma de Daniel não foi material, ele não quis fazer uma revolução, antes se entregou à oração (Dn. 6.10,11). A oração precisa ser mais valorizada neste tempo de pragmatismo, em que as pessoas fazem mais do que oram. A ação é imprescindível, não devemos deixar de fazer o que nos compete, mas precisamos aprender a também depender de Deus. Daniel orava três vezes ao dia, talvez em consonância com o salmista (Sl. 55.17), seguindo uma disciplina espiritual. Em observância à palavra de Salomão, em I Rs. 8.46-49, se voltava constantemente em direção à Jerusalém, para buscar a presença do Senhor. Nem sempre a oração nos livra de problemas, às vezes serve para nos dar a força necessária para enfrentá-los. A fidelidade de Daniel foi reconhecida por Deus, Ele defende nossa causa perante os inimigos (Dn. 6.24). Como diz o próprio nome do profeta, Deus é nosso juiz, a maldade cairá sobre os inimigos (Dn. 6.24). A exaltação vem de Deus, é bem verdade que nem sempre ela acontece no plano terreno (Dn. 6.28). Mas aqueles que se humilham debaixo da potente mão de Deus são exaltados em tempo oportuno (Lc. 14.11). O próprio nome de Deus é glorificado quando mantemos nossa integridade (Dn. 6.26,27). A vida dos servos de Deus precisa ser um arauto, uma pregação não apenas por meio de palavras, mas, sobretudo, pelo testemunho de vida.

CONCLUSÃO
É nos tempos de crise que demonstramos com maior firmeza nossa convicção e fidelidade a Deus. Existe um discurso repetido, inclusive entre os evangélicos, que os cristãos não podem ser perseguidos. Mas essa mensagem não se coaduna com a revelação bíblica, Jesus nos advertiu que no mundo teríamos aflições (Jo. 16.33), e Paulo chama atenção quanto a verdade que todos aqueles que seguem a Cristo padecerão perseguição (II Tm. 3.12). Em tempos de paz ou de crise, somos chamados para viver em integridade, firmes e constantes, sempre abundantes, sabendo que no Senhor nosso trabalho não é vão (I Co. 15.58).

BIBLIOGRAFIA
WEIRSBE, W. W. Be resolute: Daniel. David Cook: Ontario, 2008.
WHITECOMB, J. C. Daniel. Moody Press, Chicago, 1985.

IEADERN promove remanejamento de obreiros no estado


O Presidente da IEADERN/CEMADERN, Pr. Martim Alves da Silva, iniciou este mês o remanejamento de obreiros no interior do estado.
No Campo Eclesiástico de Assu, no distrito de Caraú, foi empossado, ontem (11), o pastor Milton Ribeiro.
Em permuta com o Pr. Emagleide, que assumirá a AD em Ponta do Mel, a cerimônia de posse reuniu muitos obreiros. O culto foi presidido pelo Pr. Alfredo Luiz de Melo, ladeado pelo Pr. José Hermínio, representando o Pr. Francisco Miranda – Presidente da AD em Mossoró.


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fonte: oassembleiano.com

sábado, novembro 8

Campanha de Oração no Templo Sede da AD em Serra do Mel, Confira !!!

!!! Atenção Serra do Mel !!!

Nesta terça feira estaremos dando continuidade a Campanha de Oração em prol do nosso 16º Congresso de Mocidade, com o tema Jovens vos sois a Provisão de DEUS para essa Geração. 1 Samuel 16.1. , então se sinta mais que convidado para junto conosco adorar a DEUS. é toda terça feira não perca . . . 

Nesta terça estará conosco o pregador Alission Andrade da AD Mossoró e no louvor estarão Banda Arpejos de Sião. alem da Cantora Kamila káren e da Mocidade mais linda do Brasil o Conjunto Flores Do Cèu.





EBD 4º TRIMESTRE LIÇÃO 6: A QUEDA DO IMPÉRIO BABILÔNICO



EBD

Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD





Texto Áureo Dn. 5.23 – Leitura Bíblica Dn. 5.1-30


INTRODUÇÃO
Impérios se levantam e também caem, nenhum governo humano dura para sempre. Na lição de hoje mostraremos essa realidade concretizada na ruína do império babilônico. Inicialmente destacaremos os procedimentos humanos que levaram o império a cair, em seguida, nos voltaremos para a soberania de Deus, que se manifesta através dos seus decretos. Ao final, nos meditaremos sobre o perigo de ser achado em falta por Deus, e a necessidade de um arrependimento iminente e verdadeiro.

1. A QUEDA DE UM IMPÉRIO
Nabucodonosor reconheceu a grandeza de Deus, e se voltou para Ele em adoração, após sua soberba ter sido identificada. O mesmo não aconteceu com seu filho, Belsazar, que mesmo com as advertências proféticas, continuou no caminho da desobediência. As decisões de Belsazar, desconsiderando o testemunho do seu pai, é uma demonstração do livre arbítrio. Conforme instrui a palavra de Deus, devemos ensinar a nossos filhos no caminho do Senhor, mas isso não garante que eles O seguirão (Pv. 22.6). Ao invés de se dobrar diante de Deus, Belsazar preferiu viver de acordo com seus interesses (Dn. 5.22). A queda de um império acontece quando os filhos deixam de trilhar os caminhos da fé de seus pais. Existem países que estão sofrendo porque os filhos não seguem mais a fé dos seus pais. A culpa não é apenas dos governantes, a própria igreja tem se distanciado dos padrões bíblicos. Por causa disso a fé evangélica está deixando de ser relevante, e de atrair a atenção da sociedade. Como Belsazar, muitos jovens estão se desviando da Palavra de Deus, algumas igrejas também não conseguem mais falar a linguagem dos jovens. Não devemos fazer concessões dos princípios cristãos, antes precisamos criar meios para torna-los relevantes a esta geração. Os jovens crentes também precisam buscar mais Deus, e não viverem regaladamente, como fez o filho de Nabucodonosor. Esta geração hedonista está colocando o prazer como um fim em si mesmo, a Babilônia começou a ruir em uma festa (Dn. 5.2). O falta de uma espiritualidade genuína, pautada na Palavra, tem resultado em meros formalismos. A cultura do entretenimento pode produzir distrações espirituais, e comprometer o futuro da juventude.

2. DECRETADO PELO DEDO DE DEUS
Os descalabros cometidos por Belsazar levaram o país à destruição, sua embriaguez fez com que ele perdesse o senso de responsabilidade. Tenhamos cuidados para não perder a lucidez, vivemos em um mundo solapado pela ilusão. Por isso Paulo orienta os crentes de Éfeso para não se embriagaram, antes busquem ser cheios do Espírito (Ef. 5.18). Muitas pessoas estão perdendo muito tempo diante de coisas que distraem na vida espiritual. O exercício da piedade precisa ser reativado na vida de muitos cristãos (I Tm. 4.7,8). As redes sociais precisam ser utilizadas com equilíbrio, caso contrário, poderão levar à destruição física e espiritual. O rei Belsazar foi longe demais, decidiu profanar as coisas sagradas, mostrando seu desrespeito pelo céu. O resultado desse pecado premeditado foi a perturbação, muitos estão perdidos em seu rumo. Os pecados dos seres humanos, e suas drásticas consequências, já é um juízo de Deus, na medida em que esses tiram a paz (Dn. 5.5-9). O homem ceifa aquilo que semeia, as obras da carne podem se transformar em tempestades, e fazer com que os cristãos percam a intimidade com Deus (Gl. 5.17). A alegria do rei de repente se transformou em pavor, sua arrogância foi julgada por Deus. A sabedoria de Deus confunde as astúcias humanas, o Senhor confronta o pecado por meio da Sua palavra (Dn. 5.7,8). Daniel foi levantado por Deus como profeta, para denunciar os desmandos do rei da Babilônia. Uma igreja profética reconhece seus limites na participação política. O envolvimento totalmente submisso às autoridades pode comprometer o caráter profético da igreja. Depois de receber a mensagem de juízo de Deus, o rei Belsazar, ao invés de se arrepender, como fez seu pai, Nabucodonosor, se voltou contra a Palavra (Dn. 5.22). Quando o pecado se aloja no coração das pessoas, elas ficam cegas, e acabam agindo de maneira equivocada, fundamentadas no desejo desenfreado.  A palavra de Deus foi contundente ao rei babilônico: MENE, MENE, TEQUEL, UFARSIM.

3. ENCONTRADO EM FALTA
Mene significa contar, isso quer dizer que os dias do rei estavam contados, Deus deu um basta naquele império, por causa da sua desobediência (Dn. 5.25). Tequel significa pesar, isso quer dizer que Deus julgou, e avaliou o império babilônico. Por fim, UFARSIM – PERES significa romper ou dividir, assim sendo, Deus dividiria o reino da Babilônia. Essa divisão aconteceu quando os medos e persas (Dn. 5.28) tomaram o império babilônico. Certa noite, Dario desviou o curso do rio Eufrates e invadiu a Babilônia. Os juízos de Deus virão sobre a humanidade, por isso todos devem depender de Cristo. Ninguém pode ser considerado justo perante Deus, todos pecaram e ficaram distanciados de Deus (Rm. 3.23). O salário do pecado é a morte (Rm. 6.23), mas a dádiva de Deus é a vida eterna, através de Jesus. Todos nós fomos achados em falta perante Deus, mas Jesus, com Seu amor infindo, nos atraiu para o Pai (Jo. 14.6). O amor de Deus é incondicional, Ele nos atrai para Si, basta apenas crer nEle (Jo. 3.16). O Senhor não quer que as pessoas se percam, antes que se arrependam, e se voltem para Ele (II Pe. 3.9). Mas nem sempre as pessoas estão dispostas a tomarem uma decisão por Cristo. Por causa disso, muitos estão padecendo nestes dias. O juízo de Deus começa pela própria decisão humana de viver por si mesmo. A vida de algumas pessoas tornou-se um inferno, porque optaram por não se entregaram a Deus. Mas o inferno não é apenas aqui, o juízo de Deus vai além, no futuro aqueles que se negaram a viver para Cristo, comparecerão perante o Trono Branco (Ap. 20.11-15). Desse trono muitos tentarão fugir, mas será improvável, pois o Senhor julgará com reta justiça. Nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo, mas para os pecadores impenitentes, que agem como Belsezar, o resultado será a condenação (Rm. 8.1). O lago de fogo está preparado para Satanás e seus anjos, e para todos aqueles que querem fazer companhia ao Diabo (Mt. 25.21).

CONCLUSÃO
Os impérios do passado caíram porque as pessoas se distanciaram dos padrões divinos. Esse princípio se aplica às nações, e até mesmo às igrejas contemporâneas. Sem o temor a Deus, que é o princípio da sabedoria, o resultado será a ruína. O julgamento divino, ainda que seja uma doutrina impopular, é uma verdade bíblica. Deus estabeleceu um dia no qual julgará a todos, inclusive as nações, avaliando suas ações. A igreja, nestes tempos difíceis, deve se pautar pela Palavra de Deus, somente assim estará livre do juízo vindouro.  

BIBLIOGRAFIA
LEDERACH, P. M. Daniel. Herald Press: Scottdale, 1994.
WEIRSBE, W. Be resolute: Daniel. David Cook: Ontario, 2008.

EBD 4º TRIMESTRE LIÇÃO 5: DEUS ABOMINA A SOBERBA


EBD

Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD





Texto Áureo Dn. 4.37 – Leitura Bíblica Dn. 4.10-18


INTRODUÇÃO
Na aula de hoje daremos continuidade ao tema da intervenção divina na história. Os governantes são servos de Deus, a fim de cumprir responsabilidades, principalmente para o bem da maioria. Mas como aconteceu com Nabucodonosor, nem sempre eles atentam para essa missão, e se ensoberbecem. Primeiramente destacaremos a soberba do monarca babilônico, em seguida, mostraremos que essa é abominação aos olhos de Deus, e ao final, refletiremos sobre a importância da humildade na vida cristã, especialmente para aqueles que estão na liderança.

1. A SOBERBA HUMANA
A natureza caída do ser humano o faz propenso à soberba, principalmente àqueles que ocupam posições sociais mais elevadas. Mas Deus, com sua graça maravilhosa, busca alcançar o pecador, mesmo que este esteja caminhando na direção oposta. No caso de Nabucodonosor, Deus colocou pessoas que acreditavam nEle para influenciar suas decisões. Muito embora o rei tenha se distanciado várias vezes para o orgulho, a presença de Daniel, Hananias, Mizael e Azarias oportunizava que o monarca mudasse suas práticas. O papel dos cristãos nas instituições sociais é bastante importante. Eles podem influenciar positivamente as pessoas através do testemunho, não apenas pelas palavras. Isso porque há aqueles que falam demais, mas não vivem o que dizem, sendo instrumento de escândalo para o evangelho. Várias vezes, por causa da influência de Daniel, Nabucodonosor reconheceu que o Deus daqueles jovens era verdadeiro (Dn. 2.47). Mesmo assim, o rei, talvez por se deixar conduzir pela vaidade humana, preferiu o caminho da exaltação pessoal. A construção de uma estátua de ouro, para ser adorada como divindade, demonstrou sua soberba,  o rei queria que seu governo fosse eterno, mas Deus não dá Sua glória aos homens (Is. 42.8). A fixação no poder pode levar qualquer governo à loucura, como aconteceu com o rei da Babilônia. Existem alguns políticos que enlouqueceram por causa do seu fascínio pelo poder (Dn. 4.17,25,32). O poder, assim como o dinheiro e o sexo, podem se tornar ídolos, diante dos quais muitos se dobram. A busca desenfreada pelo poder, como um fim em si mesmo, é tão maléfica quanto o prática do adultério. Não apenas os pecados sexuais devem ser dignos de disciplina na igreja, mas também aqueles de cunho financeiro e de abuso de poder. Não podemos esquecer que somente Jesus tem toda autoridade no céu e na terra (Mt. 28.18), a liderança da igreja deve conduzir o rebanho com mansidão e sabedoria (I Pe. 5.1,2).

2. É ABOMINAÇÃO
Nabucodonosor teve um sonho que o perturbou bastante, ele viu uma árvore que chegava ao céu, sendo vista em toda terra (Dn. 4.10-18). Aquela árvore, de acordo com a interpretação corajosa de Daniel, era o próprio rei da Babilônia (Dn. 4.19-27). O rei seria retirado do seu cargo e iria viver entre os animais, até reconhecer que Deus é soberano (Dn. 4.25). A restauração do seu reino dependeria da sua disposição para se humilhar diante do Senhor. A soberba tem levado muitos à ruina, não podemos deixar de destacar que esse foi o pecado que transformou Lúcifer em Satanás (Is. 14.14). A soberba de muitos governantes está causando doenças purulentas, alguns deles estão sendo comidos por bichos (At. 12.21-23). A política dos homens se caracteriza pela autopromoção, a propagação dos feitos pessoais, diferentemente do que foi ensinado por Jesus (Mt. 6.3). O princípio bíblico permanece, Deus resiste os soberbos e exalta os humildes (I Pe. 5.5; Tg. 4.6-8). Nabucodonosor, ao invés de dar glória a Deus, colocou-se em primeiro lugar. O uso do pronome exagerado do pronome “eu” pode ser indício de soberba (Dn. 4.30). Toda opulência da Babilônia não foi capaz de resistir ao juízo de Deus. No tempo oportuno o Senhor subjugará todos os reinos da terra, nesse tempo os joelhos se dobrarão para reconhecer que Jesus é o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap. 19.16). Enquanto esse dia não chega, os governos humanos seguem seu curso, de acordo com a vontade do povo. Do mesmo modo que Deus permitiu que Israel tivesse um rei, escolhendo Saul, nos dias atuais, o Senhor deixa que os homens governem. A democracia é um exemplo de exercício dessa escolha, Deus não toma partido, nem pela esquerda, e muito menos pela direita. Essas ideologias são humanas, o reino de Deus somente se concretizará no futuro, quando Cristo reinar.

3. DIANTE DE DEUS
A queda repentina do governo de Nabucodonosor é uma representação do que virá a acontecer no futuro (Dn. 4.31,32). O governo desse monarca foi marcado pela opulência, e assim tem sido a maioria dos governos humanos. Deus abomina aqueles que governam com injustiça, ai daqueles que criam leis para oprimir os mais pobres (Is. 10.1). Os profetas de Deus denunciaram muitos reis, inclusive os de Israel e Judá, que ao invés de favorecerem os pobres, governaram apenas para eles mesmos. Em um processo democrático, Deus delega aos homens a responsabilidade para escolherem seus representantes. Cabe aos cidadãos, inclusive os evangélicos, saber optar por seus candidatos. Essa escolha passa pelo processo de avaliação de desempenho, a partir de critérios não apenas individuais, mas principalmente sociais. Quando Cristo voltar, todos os governos da terra terão fim, então, o Senhor governará com reta justiça. Vários profetas anteciparam as glórias desse reino eterno, que será marcado pela equidade, sobretudo pela paz (Is. 11). Aqueles que têm posição social, incluindo as lideranças eclesiásticas, devem se colocar na condição de servos (Jo. 13). E saberem que um dia prestarão contas a Deus sobre como lideraram, se com autoridade ou autoritarismo. Nenhuma liderança deve fazer promoção pessoal, como João Batista, devem declarar humildemente a supremacia de Cristo (Mt. 3.11). O culto a celebridade, comum também no contexto evangélico, nos envergonha perante a mídia. A construção de obras salomônicas é uma demonstração da vangloria humana. Alguns apóstolos, bispos e pastores estão indo longe demais em sua ostentação. Esses também serão julgados pelo Senhor, quando o Seu trono for estabelecido para julgar as obras (At. 17.31; Ap. 20.11-15).

CONCLUSÃO
Somente o governo de Jesus é para sempre, todos os reinos da terra estão com os dias contados. Mas nem todos os governantes compreendem sua missão na terra, tendo em vista que, para alguns governar é ter posição elevada sobre os demais. Esses que agem com o espírito de Nabucodonosor, que é o do próprio anticristo, serão julgados pelo Senhor, quando vier em glória para estabelecer o Seu reino sobre a terra. Finalmente todos desfrutarão de um governo eterno, marcado pela paz e verdadeira prosperidade.

BIBLIOGRAFIA
CHAPELL, B. The gospel according to Daniel. Grand Rapids: Baker Books, 2014.
WEIRSBE, W. Be resolute: Daniel. David Cook: Ontario, 2008.

quarta-feira, outubro 22

Grande Vigília em vila Santa Catarina, Confira ! ! !

O dirigente de vila Santa Catarina, o Aux: Antoane Xavier, convida a todos a participarem de uma grande vigília, que será neste dia 25 de Outubro de 2014 as 22:00 hs, no templo da Assembleia de DEUS de vila Santa Catarina.

Estarão pregando a palavra de DEUS o irmão Osmildo do " Entroncamento " e a irma Ana Kelly da Cidade de Mossoró, e no louvor muitos cantores convidados.

Venha Participar e adorar a DEUS, pois ele marcou esse encontro com você então não perca.

segunda-feira, outubro 20

Campanha de Oração no Templo Sede





!!! Atenção Serra do Mel !!!

Amanha estaremos dando continuidade a Campanha de Oração em prol do nosso 16º Congresso de Mocidade, com o tema Jovens ! Provisão de DEUS para essa Geração. 1 Samuel 16.1. , então se sinta mais que convidado para junto conosco adorar a DEUS. é toda terça feira não perca . . . 

Nesta terça estará conosco o pregador Francisco Pablo da AD Mossoró e junto com ele tamb~em o cantor Jonatan Queiros. alem da Cantora Kamila kárene da Mocidade mais linda do Brasil o Conjunto Flores Do Cèu.

EBD 4º TRIMESTRE LIÇÃO 4: A PROVIDÊNCIA DIVINA NA FIDELIDADE HUMANA





EBD

Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD







Texto Áureo Dn. 3.17 – Leitura Bíblica Dn. 3.1-14


INTRODUÇÃO
No capítulo 3 de Daniel nos voltaremos para a instituição da religião humana. Veremos que Nabucodonosor decidiu construir uma imagem e que essa deveria ser adorada. No entanto, os servos de Deus, em obediência a Sua palavra, decidiram ser fiéis ao Senhor, e não se prostraram diante dela. Além de ressaltar a fidelidade de Ananias, Mizael e Azarias, destacaremos a providência divina, quando os jovens foram lançados na fornalha de fogo, para serem mortos.

1. A RELIGIÃO DE NABUCODONOSOR
Em Dn. 3, Nabucodonosor, em sua embriaguez pelo poder, constrói uma estátua. Ele pensava ser um deus, não se contentou em ser apenas humano. Esse é o princípio do pecado, tanto Lúcifer (Is. 14.14) quanto Adão e Eva quiseram ser iguais a Deus (Gn. 3.5).  A famigerada fome pelo poder tem levado alguns líderes a atitudes insanas. Alimentados pela bajulação, até mesmo os líderes evangélicos tem caído nesse pecado. Ainda bem que existem aqueles que não se dobram diante desse servilismo. Os cultos às celebridades evangélicas estão causando estragos às igrejas. Há aqueles que se negam a cultuar o ser humano, dando-lhe a glória que somente pertence a Deus. A religião de Nabucodosor se destaca pelo totalitarismo, apenas a sua palavra é final, com ninguém se aconselha. A consciência dos seus súditos é controlada a fim de manter sua opressão. Esse tipo de liderança é perigosa, porque escraviza as pessoas, e as coisifica (Dn. 3.7,8). Esse tipo de religião não vê pessoas, apenas súditos a serem usados, que podem ser descartados. Muitas pessoas estão sofrendo, algumas delas fazendo tratamento médico, por causa de feridas causadas em nome de Deus. Uma marca dessa religiosidade babilônica é a intriga, o pouco caso em relação aos outros. Existem inclusive aqueles que trabalham para denunciar aqueles que não se dobram diante do autoritarismo. A inveja é a principal moeda nessas religiões neuróticas e adoecedoras (Dn. 3.12). Os vassalos do rei denunciaram os jovens servos de Deus, a fim de tirar proveito daquela condição. A fidelidade a Deus, no entanto, deve ser  inegociável, ainda que venhamos a perder privilégios. Mais importante que está no auge é se encontrar no centro da vontade de Deus (Rm. 12.1,2). Nem sempre a maioria tem razão, a verdade está na Palavra de Deus, essa é a voz de Deus. A religião de Nabucodonosor é farisaica, e foi denunciada por Jesus, por causa do culto ao exterior, em detrimento do interior (Mt. 23).

2. A FIDELIDADE DOS SERVOS DE DEUS
Como testemunhas de Deus, devemos nos posicionar, mesmo diante de ameaças (Dn. 3.15). Há crentes que têm medo de perseguições, por isso buscam conveniências, às vezes fazendo concessões. A igreja não deixa de crescer durante a perseguição, muito pelo contrário, temos testemunhos de fidelidade justamente em tempos adversos. Devemos orar pela paz, e buscar viver bem em sociedade, mas é preciso ter cuidado, para não transformar a comodidade em comodismo. A defesa da nossa fé não precisa ser odiosa, devemos demonstrar mansidão (I Pe. 3.15), e amor, até mesmo aos inimigos (Mt. 5.44-48). A igreja de Jesus Cristo está susceptível às perseguições (II Tm. 3.12). Ainda que no futuro leis sejam aprovadas, contrárias aos fundamentos da fé cristã, não assumiremos os valores defendidos e praticados pelo mundo (I Jo. 5.19). As consequências poderão ser desafiadoras, mas devemos permanecer firmes, como fizeram os jovens na Babilônia (Dn. 3.17,18). Os cristãos continuarão a viver a partir dos princípios divinos, independentemente das circunstâncias. A morte não deve ser motivo de temor, pior que a morte é um cristianismo medíocre, que não se compromete com a verdade divina (Mt. 10.28). Nesses dias que antecedem ao pleito eleitoral, tenhamos cuidados para não nos dobrarmos diante de ideologias humanas. Também sejamos cautelosos para não nos tornarmos meros moralistas, julgando os pecadores sem dar-lhes a oportunidade de arrependimento. Se por um lado, muitos estão se dobrando diante do deus-imoralidade, outros estão, com a maior naturalidade, se deixando conduzir pelo deus-mamom. O mesmo Deus que reprova os pecados sexuais (Mt. 5.32)  também censura os adoradores do dinheiro (Mt. 6.24; I Tm. 6.10).  Somente Deus deve ser adorado, essa é a mensagem contundente de Jesus, profética para os dias atuais (Mt. 4.10).

3. A PROVIDÊNCIA DO SENHOR
Os jovens, fiéis servos do Senhor, foram lançados na fornalha de fogo ardente, resultante da fúria insana de Nabucodonosor (Dn. 3.15). Ele mandou aquecer a fornalha sete vezes (Dn. 3.19) e mandou amarrá-los antes de lança-las no fogo (Dn. 3.20). Nem sempre Deus livra os seus servos da fornalha, mas na fornalha (Is. 43.1-30). Os cristãos que não querem mais sofrer, e que fogem da possibilidade de perseguição, não compreenderam o preço do discipulado (Mt. 16.24). Há uma cruz a ser carregada, com C. S. Lewis, não recomendamos o cristianismo a quem quer uma religião confortável. A fé cristã nos tira do lugar comum, nos lança diante da adversidade, também da incompreensão. Por causa da nossa fé, podemos ser tratados como a escória do mundo, não poucas vezes assumidos como loucos (I Co. 1.17-23). Mesmo diante das perseguições, podemos confiar em Deus, Jesus prometeu estar conosco (Mt. 28.20). Justamente nas horas mais adversas, quando somos perseguidos por causa do amor a Cristo, sentimos mais de perto a Sua presença. Aqueles que são perseguidos na defesa do evangelho são bem-aventurados (Mt. 5.11,12). Deus promete, no meio da perseguição, nos dá o escape, mesmo que esse venha com a morte. A galeria dos heróis da fé de Hb. 11 é uma demonstração dessa verdade. O Senhor pode decidir ser glorificado através da passagem dos seus servos para a eternidade. Estevão se tornou o primeiro mártir da fé cristã, mas para isso precisou sacrificar a própria vida, por amor a verdade do evangelho de Jesus Cristo (At. 7.51-60). Mas o Senhor pode soberanamente dar o livramento nesta vida, de maneira providencial como fez com os jovens judeus na Babilônia (Dn. 3.24,25). Mas eles não foram salvos para a glória pessoal, antes para dar glória a Deus (Dn. 3.26).

CONCLUSÃO
Nabucodonosor reconheceu que o Deus de Ananias, Misael e Azarias era o Deus Poderoso (Dn. 3.28,29). As atitudes da igreja, em todo o tempo, como sal da terra e luz do mundo (Mt. 5.13,14), devem apontar para Cristo. Ele é Cabeça da Igreja, e nós, como corpo, devemos agir a partir dos Seus princípios. Uma igreja cristã autêntica tem compromisso com a Cabeça, não em agradar a líderes meramente religiosos (Cl. 1.18). Ainda que sejamos perseguidos, estamos certos que nada nos separará do amor de Cristo (Rm. 8.39-37).

BIBLIOGRAFIA
DAVIS, D. R. The message of Daniel. Downer Grove: InterVersity Press, 2013.
WEIRSBE, W. Be resolute: Daniel. David Cook: Ontario, 2008.
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