Ads 468x60px

.

Leia a bíblia

quinta-feira, dezembro 1

Essa Sexta você não pode perder !!!





Paz do Senhor a Todos !

Queridos é com alegria que convidamos a todos a participarem de um culto de adoração a DEUS na Assembleia de DEUS em Serra do Mel no templo sede, estará pregando a palavra, o pastor Sandro Venancio do Goias e no louvor os Cantores João Batista a cantora Kamila Karen alem da Banda El-Shaday, é a partir das 19:00 horas, esperamos todos vocês

> DEUS TEM UMA PALAVRA PRA TUA VIDA < .

EBD 4º TRIMESTRE LIÇÃO 10: ADORANDO A DEUS EM MEIO A CALAMIDADE


Texto Áureo Sl. 136.1 – Leitura Bíblica II Cr. 20.1-12


Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD



INTRODUÇÃO
Na aula de hoje estudaremos a respeito do reinado de Josafá, o quarto rei de Judá que foi entronizado aos 35 anos de idade, sendo co-regente com seu pai, Asa, por três anos (I Rs. 22.41-50). A partir da crise política que se estabeleceu nesse reinado, podemos extrair orientações a respeito de como a política dos homens interfere na vida das pessoas, favorecendo seu bem-estar, ou resultando em dificuldades. Ao final, destacaremos a importância de buscar o Reino de Deus, diante das limitações dos governos humanos. 

1. A POLÍTICA DE JOSAFÁ
Quando estudamos a respeito da política de Josafá, constatamos que não se diferencia muito do que temos visto na política mundial. Mas é preciso, antes de qualquer comparação, destacar que Israel e Judá, no contexto das Escrituras, estavam diante de uma teocracia. Por esse motivo, não podemos fazer aplicações indevidas para qualquer país, tendo em vista que Deus, nos dias atuais, não tem preferência por uma nação específica. O tratamento do Senhor, na conjuntura atual, é com Sua Igreja, a qual foi comprada e remida pelo precioso sangue de Cristo. Mas naqueles tempos, é dito que Deus era com Josafá, pois “andou nos primeiros caminhos de Davi, seu pai” (II Cr. 17.3). Como um rei que estava a serviço do Senhor, Josafá ordenou aos levitas e sacerdotes que fossem às cidades de Judá, e ensinassem o livro da Lei do Senhor. Constatamos, assim, que seu reinado possibilitou um avivamento nacional, na medida em que as pessoas se voltavam para Deus, e abandonavam seus ídolos (II Cr. 17.8,9). A política de qualquer governante deve possibilitar a liberdade de culto. É isso que se espera de uma país laico, que todas as confissões de fé sejam respeitadas, contanto que essas não desrespeitem a dignidade humana. Não devemos ter a menor pretensão de ter uma nação evangélica, se assim fizermos, estaremos, em tese, apoiando as nações que se dizem islâmicas. Os países que fizeram opção por uma religião, findaram por perseguir os grupos religiosos minoritários. O estado laico, e a liberdade de culto, inclusive de evangelismo, deve ser o marco legal no qual nos fundamos. 

2. O CONTURBADO GOVERNO DOS HOMENS
A política dos homens, desde os tempos bíblicos, é bastante conturbada. Josafá tornou-se rico e próspero, e posteriormente, deixou de confiar em Deus, e passou a depender das suas capacidades. No contexto da teocracia judaica, essa seria uma opção desastrosa, pois traria sérias consequências sobre a nação. Josafá findou por fazer alianças indevidas, com governantes como Acabe, que juntamente com sua esposa, Jezabel, estabeleceu o culto a Baal no Norte. A política dos homens não costuma buscar o bem-estar comum das pessoas, a maioria dos governantes está interessada apenas em se beneficiar dos recursos públicos. As alianças entre os partidos são feitas, não para a suposta governabilidade, mas como balcão de desvio de verbas. É isso que temos testemunhado na política brasileira nesses últimos anos. Independentemente dos partidos políticos, e das tendências mais à esquerda ou direita, predomina os interesses privados, e a pressão das grandes corporações e da mídia que são por elas patrocinadas. Se meditarmos na história de Israel, registrada nos livros de Reis e Crônicas, veremos que a ciclo se repete. Os reis foram conduzidos pelo desejo desenfreado pelo poder, e para se manter em seus postos, fizeram conchavos com os sacerdotes, que apoiavam suas causas. Mas Deus sempre levantou seus profetas, a fim de denunciar os males morais, espirituais e sociais dos monarcas. Nos tempos de Josafá Deus usou Jeú para repreendê-lo, e para mostrar os riscos da aliança feita com Acabe (II Cr. 19.2).

3. A ESPERANÇA NO REINO DE DEUS
Nos dias atuais, não devemos pactuar com qualquer governo, a Igreja não deve ser confundida com um partido político. O partidarismo político dentro da igreja pode dar vazão à carne, e promover divisões. Como cristãos, temos o direito de votar individualmente em qualquer candidato. Ninguém deve ser constrangido dentro da igreja por causa da sua opção política. Há crentes que rotulam os irmãos entre aqueles que são de direita e os que são de esquerda. Nesses últimos dias surgiu até uma forma pejorativa de se referir a alguns crentes: “esquerdopatas”. Esses sequer têm direito de se posicionarem nos contextos eclesiásticos, sem que sejam repreendidos. Há quem os considerem “desviados” da fé cristã nas postagens das redes sociais. Existem “sacerdotes” que estão incitando esse tipo de ódio, talvez porque estejam recebendo algum benefício dos “monarcas”.  É preciso ressaltar que os cristãos não devem ser de direita, muito menos de esquerda, antes de cima, não devemos nos comprometer com ideologias humanas, somente assim seremos “profetas”. Como cristãos, devemos continuar orando em prol do Reino de Deus, e vivendo a partir dele. Enquanto isso não acontece, vamos investindo em práticas que descontruam o império injusto e ganancioso das trevas. Como cidadãos, devemos usar do direito de votar, e de ser votado, dependendo sempre da sabedoria do alto, e não deixando que os interesses particulares se sobreponham aos públicos. E o principal, que as necessidades fundamentais do ser humano, sobretudo saúde, educação e segurança, sejam garantidas. 

CONCLUSÃO
Josafá, no contexto de um governo teocrático, se dispôs a andar nos caminhos do Senhor, até que resolveu fazer alianças indevidas, a fim de se manter no poder, e buscar uma falsa segurança. Essa continua sendo uma prática comum na política dos homens. Como cristãos, devemos nos opor às práticas governamentais que visam cercear o direito dos mais pobres. Ao mesmo tempo, faz-se necessário considerar o realismo bíblico, e saber que somente no Reino de Cristo, quando Ele vier em glória, a justiça correrá como um rio (Am. 5.24). 

BIBLIOGRAFIA
CABRAL, E. O Deus de toda provisão. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.
WIERSBE, W. Be disctinct: 2 Kings and 2 Chronicles. Colorado Springs: David Cook, 2008. 

EBD 4º TRIMESTRE LIÇÃO 9: O MILAGRE ESTÁ EM SUA CASA



Texto Áureo Dt. 10.17,18 – Leitura Bíblica II Rs. 4.1-7



Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD



INTRODUÇÃO
Qualquer família pode passar por período de privação, necessariamente isso não decorre de infidelidade, existem causas outras que podem acometer um lar. Na aula de hoje, estudaremos a respeito de uma mulher viúva, que aprendeu a depender de Deus, e a desfrutar da sua benção em meio às crises. O milagre de Deus, conforme estudaremos na aula de hoje, pode estar mais perto do que pensamos. 

1. DIFICULDADES FAMILIARES
No capítulo 4 de II Reis nos deparamos com uma realidade bastante difícil para uma mulher viúva, com dois filhos. Em uma sociedade patriarcal, o provimento vinha do homem, que alimentava esposa e filhos. Por causa da viuvez, aquela mulher, e a sua família, estava passando por momentos de crise. A teologia da ganância tenta estabelecer uma relação de causa e efeito. Para esses, o motivo da privação é sempre infidelidade, mas essa posição não tem base bíblica. Essa posição, na verdade, serve para justificar a falta de responsabilidade com aqueles que se encontram em condição de vulnerabilidade. Mas Deus não esquece dos pobres, Ele “faz justiça ao órfão e à viúva” (Dt. 10.18; Sl. 68.5; 146.9). O Senhor usou Elizeu como instrumento de provimento para aquela viúva. De igual modo, devemos nos colocar na disposição de Deus para contribuir com aqueles que nada têm. A situação da viúva era deplorável, pois seus filhos ainda eram crianças, e esses, certamente, seriam destinados aos credores, caso as dívidas não fossem pagas. Em épocas de crises, há quem se aproveite das condições difíceis das pessoas para tirar proveito financeiro. O individualismo contemporâneo, associado à ganância, faz com que as pessoas não se sintam responsáveis pelos outros. O discurso da meritocracia é usado, às vezes, para justificar a indisposição para ajudar o próximo. Devemos estar cientes que existem casos diferentes, e cada um deles deve ser avaliado distintamente, a fim de evitar julgamentos precipitados.  

2. QUANDO DEUS REALIZA UM MILAGRE
A viuvez no Antigo Testamento era uma calamidade, por isso a preocupação de Deus com as mulheres que estavam em tais condições. A esperança daquela pobre mulher estava em Eliseu, o homem de Deus. A primeira pergunta que ele fez quando a encontrou foi: “que te hei de eu fazer? Declara-me o que tens em casa”. Será que estamos interessados em nos envolver com a situação do próximo? Há cristãos que apenas pensam em suas famílias, as dos outros não lhes interessa. No contexto evangélico, às vezes, o familiarismo pode causar mais males do que bem. As famílias devem se sentir responsáveis não apenas pelos seus membros, mas também por outras famílias em suas necessidades. Ao invés de julga aquela mulher, Eliseu decidiu prover-lhe o necessário, e mais que isso, para que ela e sua família fosse sustentada. A pergunta dele foi bastante: “o que você tem em casa?”. Ás vezes, o milagre está em nossa própria casa. Ela dispunha de uma “botija de azeite”, e foi a partir daquele conteúdo que Deus proveu o necessário para que ela se sustentasse. Essa é uma mensagem que pode ser aplicada àqueles que estão buscando uma saída diante da crise. Investir na formação profissional pode ser uma possibilidade para ultrapassar a crise. O empreendedorismo pode ser uma alternativa viável, contato que os riscos sejam calculados, e o capital seja suficiente. A criatividade e a pesquisa é melhor maneira de investir em negócios, não se pode agir apenas por meio da vontade, sem avaliar a plausibilidade do empreendimento. 

3. A PROVISÃO DE DEUS
Deus pode prover uma solução para a crise pelas vias naturais, e isso é geralmente o que acontece. Não podemos estar dependendo de milagres o tempo inteiro, dedicar-se ao trabalho e investir na formação, é o normal. Milagres, como se costuma dizer, não acontecem todos os dias. Mas assumimos que Deus é capaz de fazer muito mais do que pensamos, e pode agir a partir do pouco que temos. Não sei qual é sua “botija de azeite”, mas se você investir nela, poderá ver o que Deus pode fazer. Precisamos usar o bom senso, e buscar a sabedoria do alto, para tomar as decisões acertadas. Ela foi orientada a buscar muitas vasilhas, pois a provisão de Deus seria sem medida. A preparação espiritual também é necessária para adentrar novos investimentos. Há crentes que não sabem ter muito, diferentemente de Paulo (Fp. 4.13). José é um exemplo de alguém que confia em Deus em todas as circunstâncias. E mais que isso, sabe desfrutar da provisão do Senhor na abundância, e também passar por momentos de adversidades. Mas é preciso atentar para a doutrina bíblica a respeito do sustento financeiro. Deus não nos promete prosperidade, pelo menos do modo que as pessoas desejam, muito menos instrui para que as pessoas vivam em pobreza. A orientação bíblica é a moderação, é a doutrina da provisão, o Senhor quer nos dar “o pão nosso de cada dia” (Mt. 6.11). O contentamento é um ensinamento bíblico que precisa ser resgatado nessa geração, que não consegue se satisfazer com o que é necessário (Fp. 4.11-12; I Tm. 6.6-10). 

CONCLUSÃO
Contentamento nada tem a ver com comodismo, as Escrituras ensinam a diligência, a fim de obter a provisão necessária. Mesmo assim, podemos ser atingidos por situações adversas, que estão fora do nosso controle, como o desemprego. Em todos os casos, devemos buscar saídas naquilo que Deus nos tem dado, e buscar dEle o milagre para viver em tempos de crise. O Deus de toda provisão não nos abandona, e através da Sua igreja, continua ajudando os mais necessitados. 

BIBLIOGRAFIA
CABRAL, E. O Deus de toda provisão. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.
WIERSBE, W. Be commited: Ruth and Esther. Colorado Springs: David Cook, 2008. 

quinta-feira, novembro 17

Foram os pecados sexuais que destruíram Sodoma e Gomorra? Saiba a verdade


Quais foram os pecados que destruíram sodoma e Gomorra?



Existe muito mistério com relação à destruição de Sodoma e Gomorra. Essas duas cidades ficavam em um local chamado de vale de Sidim. Esse vale ficava ao sul do Mar Morto. Nesse vale tínhamos um conjunto de cinco cidades (Sodoma, Gomorra, Zoar, Admá e Zeboim). Hoje esse local é coberto pelas águas do Mar Morto.

A narrativa bíblica a respeito de Sodoma e Gomorra chama muito a nossa atenção. O relato bíblico nos diz algo forte sobre os homens daquele lugar: “Ora, os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o SENHOR” (Gênesis 13:13). Todos nós somos pecadores, no entanto, a grandeza dos pecados dos moradores dessas cidades contra Deus parece ter chegado a limites que O desagradaram profundamente. Mas esses pecados teriam sido apenas pecados sexuais como geralmente aprendemos? Vejamos:


A Bíblia nos relata pelo menos três descrições a respeito dos tipos de pecados cometidos naquele lugar. A primeira narrativa mais detalhada nos mostra que os homens de Sodoma se ajuntaram para abusar sexualmente dos dois anjos que se apresentaram em forma humana e que estavam ali para tirar Ló da cidade e destruí-la: “e chamaram por Ló e lhe disseram: Onde estão os homens que, à noitinha, entraram em tua casa? Traze-os fora a nós para que abusemos deles” (Gênesis 19:5). Algumas versões traduzem “para que tenhamos relações com eles” e outras como “para que os usemos como mulheres”.

Isso mostra que além de comportamentos homossexuais, os homens de Sodoma e Gomorra também eram maldosos, ao ponto de se ajuntarem para estuprar outros homens. Esses eram pecados graves encontrados ali.

Judas em sua carta também menciona os graves pecados na área sexual: “como Sodoma, e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregado à prostituição como aqueles, seguindo após outra carne, são postas para exemplo do fogo eterno, sofrendo punição” (Judas 1:7)
Esses pecados eram tão graves, que na intercessão de Abraão por estas cidades, Deus disse a Ele que se achasse ali dez justos pouparia as cidades, mas nem dez pessoas justas foram achadas, o que demonstra cidades com o pecado totalmente enraizado e aceito como algo normal em suas vidas e sociedade (Gênesis 18:32).

Os pecados de soberba e desprezo pelos pobres

No entanto, a Bíblia avança e ainda nos revela outros pecados dessas cidades: “Eis que esta foi a iniquidade de Sodoma, tua irmã: soberba, fartura de pão e próspera tranquilidade teve ela e suas filhas; mas nunca amparou o pobre e o necessitado” (Ezequiel 16:49).Esse texto nos revela que não foram apenas pecados sexuais que levaram Sodoma e Gomorra à destruição. A soberba dos seus habitantes, que tinham certa prosperidade e se gabavam por isso, juntamente com sua falta de amor ao pobre e necessitado, também são citados nos textos bíblicos como alvos do descontentamento de Deus.

Por que Deus nos deixou o exemplo de Sodoma e Gomorra?

Você já parou para pensar porque Deus destruiu essas cidades e as cita tanto na Bíblia e com tantos detalhes? Isso nos aponta que Deus desejou que ela fosse exemplo de tudo aquilo que Ele não queria que tivéssemos em nossas vidas enquanto cidadãos de uma cidade e também para mostrar aos homens maldosos que a destruição da maldade é algo que Deus fará em algum momento, ela não ficará impune.
Isso fica claro em 2 Pedro 2:6: “e, reduzindo a cinzas as cidades de Sodoma e Gomorra, ordenou-as à ruína completa, tendo-as posto como exemplo a quantos venham a viver impiamente”. A impiedade, o acolhimento de todos os tipos de pecado, a aceitação de uma sociedade que não agrada a Deus, são más escolhas que os homens fazem, e essas escolhas não ficarão sem a devida justiça, já que Deus nos dá as orientações do caminho a seguir, mas essas orientações são desprezadas.

www.esbocandoideias.com
Presbítero André Sanchez

EBD 4º TRIMESTRE LIÇÃO 8: RUTE, DEUS TRABALHA PELA FAMÍLIA



Texto Áureo Rt. 4.14 – Leitura Bíblica Rt. 1.1-14



Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD



INTRODUÇÃO
Na aula de hoje nos voltaremos para a história de uma mulher, Rute. Essa, juntamente com sua nora Noemi, aprenderam a desfrutar da graça de Deus, mesmo diante das crises. Inicialmente, mostraremos como o Senhor protege a família, mesmo quando essa enfrenta adversidades. E ao final, apontaremos a direção bíblica para se enfrentar as situações difíceis, e o mais importante, a aprender a depender de Deus, mesmo que as circunstâncias não sejam favoráveis. 

1. TENTANDO FUGIR DAS CRISES
As crises nos desafiam, e não poucas vezes, nos conduzem ao desânimo. Durante os tempos dos juízes, ficamos atordoados, e corremos o risco de agir como nos tempos dos juízes de Israel: “cada qual fazia o que achava mais correto” (Jz. 17.6). Rute viveu nesse período, marcado por escassez e injustiças. A família de Elimeleque deixou Belém, que seria a “casa de pão”, para habitar em Moabe, na tentativa de fugir da crise. Seus filhos se casaram com mulheres moabitas, Malon se casou com Rute, e Quiliom, com Orfa. É importante ressaltar que era proibido um israelita se casar com mulheres estrangeiras (Dt. 7.1.-11; Ne. 13.1-3; Ed. 9.1-4). A tentativa de encontrar dias melhores se mostrou frustrada, considerando que Elimeleque e seus filhos morreram naquela terra. Noemi, ao saber que a escassez de comida havia findado em Belém, decidiu retornar para casa. Diante daquela situação, decidiu racionalizar sua opção, solicitando as suas noras que não a seguisse (Rt. 1.8, 11,12). Orfa, convencida pelos argumentos de Noemi, resolveu retornar para sua terra, enquanto que Rute, em um ato de confiança em Deus, seguiu sua sogra (Rt. 2.12). A declaração de fé de Rute, que se encontra em Rt. 1.16,17, é uma das mais tocantes das Escrituras. Noemi se deixou abater pelas crises, quis até mesmo trocar o seu nome para amargura (Rt. 1.21). Quando racionalizamos nossas circunstâncias diante das crises, tendemos a agir do mesmo modo. Com Rute somos desafiados a crer no improvável, e às vezes, no impossível, e saber que Deus está no comando das situações. 

2. APRENDENDO A DEPENDER DE DEUS
Deus está interessado no desenvolvimento do nosso caráter, muito mais do que na nossa prosperidade material. Não é fácil viver pela fé em um modo que se torna cada vez mais dependente do visível. Por outro lado, isso não quer dizer que devemos nos deixar vencer pelo marasmo. Rute confiava em Deus, mas foi diligente ao decidir ir a colheita. A iniciativa de Rute oportunizou seu encontro com Boaz, o parente remidor (Rt. 2.1,3). É importante saber que enquanto estamos trabalhando Deus está conosco (Mc. 16.20), em nós (Fp. 2.12) e por nós (Rm. 8.28). Rute aprendeu a desfrutar da graça de Deus, a começar pelo fato de ela ser estrangeira (Rt. 2.2). A graça de Deus foi manifestada em Boaz, como demonstração de que o Senhor usa pessoas para agraciar. Deus trabalhou naquelas circunstâncias para que tudo ocorresse conforme sua soberana vontade. Ele conduziu Rute aos campos de Boaz, e oportunizou aquele encontro. O cristão, diferentemente das pessoas do mundo, é chamado a ter esperança em Deus. A própria Noemi, que inicialmente se mostrou desanimada diante da situação, foi abençoada por meio da fé de Rute (Rt. 2.19,20). Boaz tornou-se uma benção para a vida daquela família, por ser um parente remidor, alguém que poderia salvá-la da pobreza (Lv. 25.25-34). Não podemos perder a esperança, ainda que tudo o mais se mostre fora de propósito, e que nada faça qualquer sentido (Rm. 15.13).

3. DEUS SEMPRE DÁ UMA SOLUÇÃO
A Bíblia revela um Deus de providência, que não nos abandona diante das crises. Na verdade, podemos descansar na certeza de que Jesus é nosso Parente Remidor (Jo. 8.36). Ele derramou seu precioso sangue para remissão dos nossos pecados, ainda que não sejamos merecedores de tamanha graça (Rm. 5.8). A vida de Rute foi transformada depois que ela teve um encontro com Boaz. De igual modo, nossas vidas são modificadas quando nos deixamos guiar pelo Espírito Santo, e ouvimos as palavras de Cristo. A descendência de Boaz e Rute teve implicações para a história da salvação. Eles se tornaram bisavôs de Davi, e por sua vez, compuseram a arvore genealógica do Messias. Deus trabalha nas situações, os seus propósitos podem não ser compreendidos, pois Ele sabe o que está fazendo. Os caminhos de Deus são misteriosos, nem sempre podem ser explicados pela razão. Mesmo o dogmatismo religioso é desconstruído pela graça maravilhosa de Deus. Rute, sendo uma estrangeira, entrou na genealogia de Cristo, que era judeu. Em relação à família, devemos aprender, com a narrativa do Livro de Rute, que essa deve permanecer alicerçada na graça. Nenhuma família na terra pode pensar que é perfeita, estamos todos caminhando rumo à glorificação. Até que esse dia chegue, nossas famílias devem estar fundamentadas no favor imerecido de Cristo. Esse deve ser a base dos relacionamentos familiares. Uma família onde a graça não é uma realidade, é uma família desgraçada. 

CONCLUSÃO
Deus está trabalhando pelas famílias, também devemos fazer o mesmo. Cientes, no entanto, que nossas famílias não são perfeitas. Elas precisam ser conduzidas com graça e amor, dependendo sempre de Deus, e não das circunstâncias. Com Rute, devemos aprender que Deus está no comando das situações, e que tudo Ele fará para que estejamos no centro da Sua vontade. As crises não devem pautar nossas vidas, mas a provisão de Deus, que é sempre para o nosso bem, ainda que não O compreendamos. 

BIBLIOGRAFIA
CABRAL, E. O Deus de toda provisão. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.
WIERSBE, W. Be commited: Ruth and Esther. Colorado Springs: David Cook, 2008. 

EBD 4º TRIMESTRE LIÇÃO 7: JOSÉ: FÉ EM MEIO ÀS INJUSTIÇAS



Texto Áureo Gn. 39.2 – Leitura Bíblica Gn. 37.1-11


Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD





INTRODUÇÃO
Prosseguindo os estudos sobre a provisão divina, na aula de hoje nos voltaremos para a história de José. A vida desse temente servo de Deus tem muito a nos ensinar a respeito da provisão divina diante das injustiças. Inicialmente destacaremos a vida de José, nos momentos que ainda habitava em Hebrom, com seus irmãos invejosos. Em seguida, veremos que Deus é Aquele que dá provisão, justamente porque esse é o significado do nome “José” em hebraico. Ao final, aprenderemos a não perder a confiança em Deus, em um mundo dominado pela injustiça.

1. JOSÉ, O FILHO PREDILETO
Não existem famílias perfeitas na Bíblia, sobretudo quando consideramos o Antigo Testamento. A família de Jacó, muito embora fosse abençoada por Deus, enfrentou vários problemas. Alguns desses também são comuns nas famílias cristãs, dentre eles destacamos a inveja, o ódio e a predileção. Ao que tudo indica, José era um filho exemplar, e dedicado aos interesses do seu pai (Gn. 37.1-4). Por causa disso seu pai demonstrava certa predileção, em relação aos demais filhos, principalmente porque José era filho da velhice, com sua amada esposa Raquel. O favoritismo sempre traz problemas para as famílias, o próprio Jacó conviveu com essa experiência (Gn. 25.28; 29.30). Uma demonstração dessa preferência de Jacó por seu filho José é concretizada no presente de uma “túnica talar”, de várias cores (Gn. 37.3). Alguns estudiosos interpretam que talvez essa tivesse um significado em termos de herança. Esse teria sido o principal motivo da inveja dos irmãos de José. Acrescido a isso, Deus deu ao jovem vários sonhos, que revelavam sua atuação futura, diante da família. Os irmãos de José ficaram tomados pelo ódio, que é um sentimento destruidor, pois excita contendas (Pv. 10.12), e conduz as pessoas para as trevas (I Jo. 2.9). Talvez tenha faltado sabedoria a José, ao revelar os sonhos aos seus irmãos. Nem sempre devemos dizer aos outros tudo o que sonhamos, e nem todos os sonhos podem ser tomados por revelação. Há sonhos que são induzidos pela própria pessoa, produto de perturbações inconscientes, ou mesmo influenciados por Satanás (Jr 23.25-28). Aqueles sonhos incitaram o ódio dos irmãos de José, que associado a inveja, foi uma combinação mortal, que resultou, incialmente, na tentativa de matá-lo, e posteriormente, acabaram por venderem-no como escravo. 

2. JOSÉ, E O DEUS QUE FAZ PROSPERAR
José foi comprado pelos mercadores, e levado para o Egito, sendo vendido a Potifar, um dos oficiais de Faraó. Aquele jovem era a manifestação da prosperidade divina, inclusive para aquele oficial. Está escrito que “o Senhor abençoou a casa do egípcio por amor de José (Gn. 39.5). Mas nem tudo seria fácil, a esposa de Potifar se interessou por José, pois esse, além de temente a Deus, também era formoso. Ela passou a tratar o jovem como um objeto do seu desejo, querendo abusar dele. Mas José fugiu da tentação, por algumas razões: a mulher era esposa do seu senhor, que confiava bastante nele, e o mais importante, aquela traição seria contra o próprio Deus (Gn. 39.9). José deixou o exemplo a respeito do qual Paulo instruiu a Timóteo, o jovem pastor de Éfeso: Foge das paixões da mocidade” (II Tm. 2.22). A temperança é uma das virtudes do fruto do Espírito (Gl. 5.22), e uma demonstração de caráter, pois “como cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio”. José foi vítima de injustiça, ao ser caluniado pela esposa de Potifar, e por causa disso foi preso injustamente. Ele teria motivos para se desesperar, principalmente durante o período em foi esquecido na prisão. Não podemos esquecer que é por meio da fé e da paciência que herdamos as promessas de Deus (Hb. 6.12; 10.36). Durante o período em que esteve cativo, José estava sendo preparado por Deus para ter grandes revelações, que demonstrariam a provisão do Senhor, não apenas para ele e sua família, mas também para todo o Egito. Depois de interpretar os sonhos do padeiro e do copeiro, iria mostrar o significado do sonho de Faraó, sendo, por causa disso, chamado a ocupar o posto de governador do Egito. 

3. JOSÉ, VENCENDO AS INJUSTIÇAS
Como José, também podemos ser injustiçados, mas precisamos aprender a confiar, e esperar em Deus. Até mesmo depois de se revelar a seus irmãos, e depois ao seu pai Jacó, José não demonstrou ressentimento, pois sabia que tudo havia acontecido para bem (Gn. 50.20). Um dos filhos de José se chamou Manassés que quer dizer “esquecimento”, isso mostra como esse homem de Deus decidiu reagir em relação as injustiças dos seus irmãos. Seu outro filho se chamou Efraim, que significa aquele que é duplamente próspero. É importante que aprendamos a passar pelas injustiças deixando as mágoas para trás. De vez em quando é preciso fazer uma avaliação de consciência, e nos despir da nossa arrogância, inclusive das prerrogativas humanas. Para tanto, devemos nos revestir de uma nova atitude de fé e de amor, mesmo diante das contrariedades (Ef. 4.20-32; Cl. 3.1-17). Somente assim as feridas dos relacionamentos podem ser saradas, as famílias que foram quebradas pelo ódio e inveja precisam fazer concessões e depender da orientação divina. José sabia o propósito do seu chamado, a função da preservação da sua vida. Ele não se envaideceu em nenhum momento, não utilizou sua função pública para se vingar, sabia que a prosperidade vinha de Deus, e com o propósito bem definido. Precisamos aprender a viver nesse mundo tão injusto, e marcado por relacionamentos interesseiros. A graça de Deus, demonstrada através do perdão, deve prevalecer na vida das pessoas. Se continuarmos plantando injustiças, e revidando na mesma moeda, terminaremos ainda mais feridos. 

CONCLUSÃO
A vida de José é uma demonstração do que Deus pode fazer para as pessoas que confiam nele. Esse homem de Deus se tornou próspero, a fim de mostrar que tudo coopera para o bem daqueles que são chamados segundo os desígnios de Deus (Rm. 8.28). Até mesmo as injustiças humanas podem fazer parte de um plano maior, que haverá de ser revelado quando Deus descortinar suas verdades espirituais (Jó. 42.3). 

BIBLIOGRAFIA
CABRAL, E. O Deus de toda provisão. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.
WIERSBE, W. Be obedient: Genesis. Colorado Springs: David Cook, 2010. 

domingo, novembro 6

O que significa nascer da água e do Espírito?

O que significa nascer da água e do Espírito?



Você Pergunta: Eu gosto muito de ler sobre o encontro de Jesus com Nicodemus. Acho incrível a forma como Jesus impacta um mestre da lei com Suas palavras poderosas. Mas existe uma frase de Jesus a Nicodemus que ainda não consegui compreender plenamente. Quando ele diz que para entrar no reino de Deus a pessoa precisa nascer da água e do Espírito. O que seria isso de forma prática? Como podemos entender essa fala de Jesus a ele?
Cara leitora, esse encontro de Jesus com Nicodemus realmente é algo muito lindo de se ver. Nos mostra como Deus é poderoso e consegue convencer o ser humano do pecado e do erro e transformá-lo em uma nova criatura. Vamos juntos agora entender melhor a expressão nascer da água e do Espírito para que tenhamos uma compreensão correta desse encontro:

(1) Analisando o contexto conseguimos observar claramente que a intenção de Jesus é mostrar a Nicodemus que ele estava iludido, achando que sua religião o salvaria, que ser um mestre da Lei era suficiente para agradar a Deus.
Jesus, no entanto, é claro em dizer a ele que ele precisava nascer de novo para fazer parte do reino de Deus: “A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3:3). Nicodemus se confunde todo, achando que Jesus estava falando sobre um novo nascimento físico (João 3:4), talvez se confundindo tendo em mente as falsas ideias de que a reencarnação existia.

(2) É, então, nesse momento que Jesus usa de uma figura de linguagem muito rica de significados para que Nicodemus entendesse a questão: “Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus” (João 3:5).

(3) Nascer da água: Jesus aqui usa um elemento que nos aponta para a purificação. A água tem esse forte apelo purificador, lavador. Nicodemus precisaria ser lavado, purificado de seus pecados e pensamentos errados. A água também pode ter sido usada aqui por Jesus para trazer à memória a pregação de João Batista, que era enfático da importância do arrependimento antes de receber o batismo (água) como símbolo daquilo que já havia acontecido no coração da pessoa. O arrependimento e, consequentemente, a purificação dos pecados, era um pré-requisito importante para fazer parte do reino de Deus.

(4) Nascer do Espírito: O Espírito Santo é aquele que toca em nosso coração. Jesus exemplificou de uma forma impressionante: “O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito” (João 3:8). O Espírito Santo impacta nosso coração, nos mostra nosso erro, nos provoca, trabalha em nós. Ai sim temos as condições de responder a essa ação com o nosso arrependimento e sendo purificados então por Ele.
Sem nascer do Espírito ninguém consegue se arrepender, pois está totalmente preso a sua natureza carnal pecaminosa. O Espírito Santo nos dá a possibilidade de vencermos essa natureza, de nascermos de novo para uma nova vida, agora com Deus.

(5) O que temos aqui é o ensino profundo de Jesus sobre a obra de salvação. Não depende de nossas obras, é graça de Deus (Efésios 2:8-9). Deus nos capacita a responder ao Evangelho. Nascemos de novo. Nosso espírito se renova, somos perdoados, somos transformados e experimentamos o poder de Deus. Nos transformamos em discípulos, em seguidores de Jesus de Nazaré. Era essa ênfase poderosa que Jesus expôs a Nicodemus quando lhe disse que era necessário nascer da água e do Espírito.


www.esbocandoideias.com
Presbítero André Sanchez 

EBD 4º TRIMESTRE LIÇÃO 6: DEUS: O NOSSO PROVEDOR






Texto Áureo Gn. 26.2 – Leitura Bíblica Gn. 26.2-6


Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD



INTRODUÇÃO
Na aula de hoje estudaremos a respeito da provisão de Deus nas situações difíceis pelas quais Isaque passou. Inicialmente destacaremos que Isaque seguiu o exemplo de Abraão ao se refugiar diante da fome. Em seguida, ressaltaremos o desafio do filho do velho patriarca, diante dos vizinhos descrentes, que demonstraram inveja da sua prosperidade. Ao final, mostraremos que as crises também criam oportunidades, e como fez Isaque, precisamos aprender a “cavar poços”, mesmo que os tempos não sejam favoráveis. 

1. ISAQUE, FUGINDO DA FOME
A história de vez em quando se repete, não necessariamente do mesmo modo. Em se tratando de provações, nenhuma pessoa está livre de passar por elas (Tg. 1.1-18). O próprio Jesus declarou que no mundo teríamos aflições (Jo. 16.33), mas que deveríamos ter ânimo, e depositar nossa confiança em Deus. Isaque, o filho do patriarca Abraão, seguiu os passos do seu progenitor. A palavra “pai” é repetida seis vezes ao longo desse texto. Isso nos ensina que, de certo modo, somos tentados a repetir os equívocos dos nossos ancestrais. Isaque, assim como aconteceu com Abraão (Gn. 12.10-13.4), também enfrentou o problema da fome. Aquele desceu para o Egito, Isaque, de igual modo, fugiu para Gerar, a capital dos filisteus, a fim de buscar o auxílio de Abimeleque. Ao que tudo indica, Isaque e Rebeca estavam habitando em Beer-Laai-Roi (Gn. 25.11), sendo assim, viajaram cerca de cento e dez quilômetros noroeste, a fim de encontrarem melhores condições de vida. A fuga das adversidades é uma tendência normal para os seres humanos, mas não há outra maneira de crescer na fé, a não ser por meio das adversidades. Conforme destacou Paulo, “a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência (Rm. 5.3,4). É bem verdade que durante o sofrimento desejamos, como o salmista Davi, “asas como da pomba”, para poder voar “e achar pouso” (Sl. 55.6). Mas se quisermos deixar de ser simples pombas, e nos tornar águias que voam mais alto, precisamos subir cada vez mais (Is. 40.31).

2. CONVIVENDO COM OS VIZINHOS
As pessoas são tentadas a se moldarem às circunstâncias, sobretudo nos momentos de aflições. A fim de nos ajustar às situações, somos tentados a nos acomodar ao ambiente no qual nos encontramos. Isaque, para sobreviver as pressões e riscos diante dos vizinhos, fez concessões em relação a verdade, optando pela mentira. Faltar com a verdade, na maioria das vezes, é um escape para fugir da realidade. Quando perguntaram a Isaque se Rebeca era sua esposa, imitando a seu pai Abraão, respondeu que era sua irmã. A situação se tornou embaraçosa para Isaque quando a verdade veio à tona. É constrangedor quando a mentira de um servo de Deus é desmascarada por um incrédulo. Devemos lembrar, como ensinou Jesus, que somos sal da terra e luz do mundo (Mt. 5.13-16). Isaque precisou aprender a conviver com a inveja dos seus vizinhos (Gn. 26.12), isso porque o Senhor o fez prosperar, mesmo em tempos difíceis. Aqueles que estão debaixo da providência divina têm a promessa de que serão preservados pelo Senhor, e que não lhes faltará o essencial para a sobrevivência (Hb. 13.5). Certamente isso causará inveja em muitas pessoas, e fará com que esses tenham um sentimento maldoso. Mas não devemos nos deixar abater com aqueles que não temem ao Senhor, e que estão dominados pelo sentimento tóxico da inveja, que é podridão para os ossos (Pv. 14.30).

3. CAVANDO POÇOS
Por causa da inveja, os vizinhos de Isaque queriam se apropriar dos poços do patriarca. Os filisteus, tomados pela maldade, taparam os poços que Isaque herdou de Abraão (Gn. 26.19). Os homens de Gerar, dominados pela inveja, não davam trégua a Isaque, e o perseguia constantemente. A inveja é um sentimento doentio, as pessoas que são dominadas por ele, às vezes, nem se apercebem. Isaque, diferentemente dos seus vizinhos invejosos, decidiu confiar em Deus, e continuar cavando outros poços. Aprendemos lições importantes com esse episódio: 1) Deus cumpre as suas promessas, e abençoa aqueles que trabalham (Gn. 26.3,5); 2) A benção de Deus não nos livra dos invejosos (Gn. 26.14-17); 3) a prosperidade tem seus benefícios, mas pode também trazer problemas, contenda e ódio (Gn. 26.18-22); 4) Berseba, lugar do “poço do juramento”, é onde encontramos segurança, descansemos na certeza de que Deus é conosco (Rm. 8.31-39); 5) precisamos aprender a lidar com os conflitos, e se demonstramos a sabedoria do alto, poderemos obter reconhecimento dos opositores (Gn. 26.26-33); e 6) o acordo com os vizinhos de Isaque foi uma conquista, que possibilitou a convivência pacífica entre eles. Isaque, cujo nome significa “riso”, passou por muitas aflições, mas sabia que a provisão de Deus estava sobre ele. Devemos seguir seu exemplo, firmes na convicção que o Senhor está no comando de todas as situações.  

CONCLUSÃO
As aflições são comuns, até mesmo entre aqueles que servem a Deus, mas essas podem ser oportunidades. Nas dificuldades encontramos “largueza”, desfrutamos da misericórdia do Senhor (Sl. 4.1). É na escola da adversidade que crescemos em confiança, aprendendo a depender cada vez mais de Deus (Sl. 25.17). A busca por espaço físico, e as adversidades dela decorrente, pode resultar em sofrimento, que nos levam para mais perto de Deus (Sl. 18.19).

BIBLIOGRAFIA
CABRAL, E. O Deus de toda provisão. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.
WIERSBE, W. Be obedient: Genesis. Colorado Springs: David Cook, 2010. 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Receba bençãos no e-mail