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sexta-feira, junho 26

EBD 2º TRIMESTRE LIÇÃO 13: A RESSURREIÇÃO DE JESUS


 


Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD




 Texto Áureo Lc. 24.5  – Leitura Bíblica  Lc. 24.1-8


INTRODUÇÃO
Conforme destacou John Stott, “o cristianismo é, em essência, a religião da ressurreição”. Por isso nesta última aula nos voltaremos para a narrativa lucana da ressurreição de Cristo. Inicialmente destacaremos que o túmulo foi aberto, em seguida os olhos e o coração dos discípulos foram abertos, e ao final, a mente e os lábios deles se abriram. A ressurreição de Cristo, conforme atestaremos ao longo desta aula, é o maior evento de todos os tempos, além de ter profundo significado para os cristãos.

1. UM SEPULCRO ABERTO
A mensagem do evangelho se fundamenta na ressurreição de Cristo (I Co. 15.1-8), e a partir dela podemos reconhecer que Jesus é, de fato, o Filho de Deus (Rm. 1.4). Ele não apenas morreu pelos nossos pecados, mas também ressuscitou, comprovando a aceitação do Seu sacrifício (Rm. 4.24,25). Existem vários testemunhos que testificam a ressurreição de Jesus, todos eles de pessoas que viveram ao lado dele. Ele apareceu a Maria Madalena (Jo. 20.11-18), depois às outras mulheres (Mt. 28.9,10), e em seguida, aos homens no caminho de Emaús (Lc. 24.13-22). Posteriormente apareceu a Pedro (Lc. 24.34) e ao Seu meio-irmão Tiago (I Co. 15.7). Certa ocasião apareceu aos apóstolos (Lc. 24.36-43), quando Tomé não estava presente, e uma semana depois, para ser visto por Tomé (Jo. 20.26-31). Por fim, apareceu aos discípulos, antes de subir ao céu, comissionando-os a testemunharem do evangelho (At. 1.1-18). Maria Madalena foi a primeira chegar ao túmulo, juntamente Maria, mãe de Tiago, e outras mulheres piedosas (Lc.24.10). Elas estavam preocupadas sobre quem removeria a pedra do sepulcro, pois pretendiam preparar o corpo de Jesus para o sepultamento. Os anjos apareceram às mulheres, informando que Jesus não estava mais ali, por ter ressuscitado (Mt. 28.2; Mc. 16.5). Entusiasmadas, as mulheres correm para contar aos discípulos, por conseguinte, Pedro e João examinam o túmulo (Jo. 20.1-10), atestando que Jesus não estava mais naquele local. Em Jerusalém, há um sepulcro, identificado com aquele no qual Jesus teria sido colocado, e está escrito em inglês: Ele não está mais aqui, pois ressuscitou. Esse é o fundamento da doutrina cristã, Jesus está vivo (Gl. 2.20).

2. OS CORAÇÕES DOS DISCÍPULOS SÃO ABERTOS
Lucas registra o encontro de Jesus com dois discípulos no caminho de Emaús, um vilarejo que distava 12 quilômetros ao norte de Jerusalém. Eles estavam desanimados, talvez tivessem ouvido o relato da ressurreição do Senhor, mas não acreditaram. Mas Jesus os acompanhou, ouvindo a respeito do que eles discorriam ao longo da jornada. Até que Jesus se manifesta a eles, e utiliza as Escrituras para testificar dos fatos ocorridos naqueles últimos dias. Evidentemente a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus (Rm. 10.17), aqueles discípulos precisam abrir não apenas os olhos, mas também a mente e o coração (Lc. 24.25,32). Há muitos pregadores que estão esquecendo o cerne da mensagem evangélica: a cruz de Jesus Cristo (I Co. 2.1-5). O centro das Escrituras é Jesus Cristo, é Ele quem devemos pregar, desde Gêneses (Gn. 3.15) até o Apocalipse (Ap. 20.21,22). Jesus é a chave hermenêutica para a compreensão das Escritures, sem esse Fundamento a Bíblia torna-se um livro confuso, e não poucas vezes, legalista (Lc. 24.47). O coração daqueles discípulos ardeu enquanto Jesus expunha, ou seja, fazia a exegese dos textos do Antigo Testamento. As igrejas genuinamente evangélicas não podem se distanciam do ensinamento bíblico, os pastores devem retornar à pregação expositiva, fundamentada em uma exegese cristocêntrica.

3. A MENTE E OS LÁBIOS DOS DISCÍPULOS SÃO ABERTOS
Lucas destaca algumas emoções perturbadoras entre os discípulos, após a ressurreição de Jesus. Isso porque aquele episódio era tão extraordinário que eles não conseguiam se conter, a eles foi também revelado o motivo da morte e ressurreição do Senhor, até então incompreendida pelos discípulos (I Pe. 1.10-12). Depois dessa revelação, eles passaram a testemunhar com ousadia, sobretudo no poder do Espírito Santo (At. 1.8), a respeito da ressurreição de Jesus (At. 4.33). Existem estudos evidencialistas que se propõem a provar que Cristo realmente ressuscitou. Esses tratados apologéticos são úteis para convencer as mentes céticas em relação a esse episódio. Várias pessoas viram Jesus ressuscitado, e todas elas assumiram publicamente esse fato. Não há qualquer registro histórico que questione na época que a ressurreição tenha sido um engodo dos discípulos, ainda que as autoridades romanas tentaram “plantar” essa notícia (Mt. 28.11-15). Além disso, ninguém daria a vida por uma mentira, e os discípulos foram martirizados porque testemunharam a respeito da morte e ressurreição do Senhor. Essa mensagem revolucionou o mundo, pois diferentemente dos iniciadores religiosos, Jesus não está mais no sepulcro. A ressurreição de Jesus tem significado especial para a igreja, pois Ele agora está no céu assentado no trono (Jo. 17.5,11), Ele conquistou todos os inimigos e reina sobre todas as coisas (Ef. 1.18-23). E mais, ministra no céu, como Sumo Sacerdote (Hb. 7.25) e nosso Advogado (I Jo. 2.1).

CONCLUSÃO
A ressurreição de Jesus antecipa a ressurreição de todos aqueles que nEle acreditam, pois nEle também ressuscitarão (Rm. 5.17). A igreja aguarda o arrebatamento, quando Cristo voltará para levar para Si aqueles a quem redimiu (I Ts. 4.13-17). Mas temos a convicção que Jesus se tornou as primícias daqueles que ressuscitarão primeiro (I Co. 15.23). Ele ressuscitou, e se isso não tivesse acontecido, seria vã a nossa fé (I Co. 15.17). Mas como afirma a letra do hino sacro: porque Ele vive posso crer no amanhã, temor não há, pois nossas vidas está nas mãos dAquele que vivo está.

BIBLIOGRAFIA
MARSSHALL, I. H. Luke: historian and theologian. Downers Grove: IVP, 1998.
WEIRSBE, W. W. Luke: be courageous. Colorado Springs: David C. Cook, 1989.

quinta-feira, junho 18

EBD 2º TRIMESTRE LIÇÃO 12: A MORTE DE JESUS









Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD






 Texto Áureo Lc. 23.46  – Leitura Bíblica  Lc. 23.44-50


INTRODUÇÃO
A morte de Jesus não foi apenas um episódio de natureza histórica. Na verdade, sua morte estava no desígnio e presciência de Deus (At. 2.23), estabelecido desde a eternidade (I Pe. 1.20; Ap. 13.8). Na aula de hoje destacaremos o significado da morte de Jesus no plano da salvação, destacando inicialmente a abordagem política de Pilatos. Em seguida, destacaremos o significado da morte de Jesus para Simão Cirineu, as mulheres de Jerusalém, e os malfeitores. E ao final, o significado do Pai, que providenciou em Jesus o sacrifício vicário para nossa salvação.

1. A MORTE DE JESUS E A POLÍTICA DE PILATOS
Pilatos foi o governador da Judéia no período de 26 a 36 d. C., e como a maioria dos políticos, tinha a preocupação de manter sua popularidade perante a população. Por causa disso, durante o julgamento de Jesus, mostrou-se escorregadio em relação as suas decisões. Na verdade, a vontade de Pilatos foi esquivar-se da morte de Jesus (Lc. 23.1-5). De igual modo, os políticos não costumam compreender o significado da morte de Jesus. Para alguns deles Jesus é apenas um nome por meio do qual tentar ganhar votos, a fim de satisfazer seus interesses pessoais. O Senhor foi acusado pela religião, que incitou o poder político, a condenar e crucificar Jesus. Ainda hoje essa relação entre religião e estado é extremamente danosa, muitos políticos se aproximam das igrejas evangélicas, com um discurso aparentemente moralista, a fim de ter apoio eleitoreiro. Por outro lado, algumas lideranças se dobram a esses interesses, e se necessário for, fazem concessões ao evangelho, a fim de tirarem proveito dessa relação. Pilatos reconheceu a inocência de Jesus Lc. 23.15), mas em nome da política dos homens preferiu entregá-lo à opinião pública. Há muitos governantes que sabem o que deve ser feito, mas não tomam uma atitude correta, preferem o pragmatismo para não perderem votos. Como geralmente acontece no plano da política dos homens, Pilatos e Herodes lançaram a responsabilidade de um para o outro em relação à morte de Jesus (Lc. 23.6-12). Pilatos, por fim, decidiu lavar as mãos, e entregar Jesus ao povo, incitado pela religiosidade, para satisfazer a multidão (Mc. 15.15).

2. A MORTE DE JESUS, SIMÃO CIRINEU, AS MULHERES E OS MALFEITORES
Os estudiosos não concluíram se Jesus carregou uma cruz ou apenas uma estaca, que seria afixada em uma haste, que comporia a cruz na qual foi pregado (Jo. 19.17). Fato  é que Jesus não foi capaz de seguir adiante, carregando a cruz, por isso Simão foi chamado para ajuda-lo, conforme estava previsto na lei romana (Mt. 5.41). Esse Simão não é o discípulo do Senhor com mesmo nome, na verdade esse prometera ficar ao lado do Senhor, mas O abandonou durante a perseguição. O Simão que partilhou o peso do instrumento de crucificação era um estrangeiro, que havia percorrido mais de 1.200 quilômetros, desde a África para celebrar a Páscoa. Tudo indica que esse Simão se converteu a Cristo, sendo posteriormente identificado como pai de Alexandre e de Rufo (Mc. 15.21). A tragédia da crucificação de Jesus possibilitou que aquele estrangeiro religioso tivesse um encontro pessoal com o Cristo. Essa é uma realidade atestada nos dias atuais, muitas pessoas estão encontrando Jesus, distanciando-se da mera religiosidade, principalmente nas situações adversas. As mulheres que testemunharam aquele episódio também se identificaram com o sofrimento de Jesus. O Evangelho segundo Lucas destaca o papel das mulheres no ministério do Senhor. Mais uma vez, diante da crucificação do Senhor, as mulheres mostraram sensibilidade e afeição pelas dores do Cristo (Lc. 23.27-31). Se fizermos um censo, atestaremos que o número de mulheres que se aproximam de Cristo é sempre maior que o de homens. Elas são mais sensíveis à mensagem da cruz, são mais propícias à aceitação do evangelho do Senhor. Os malfeitores também foram alcançados pela graça maravilhosa desse evangelho. Enquanto que os religiosos pediram a crucificação de Jesus, um dos malfeitores entre os quais Ele foi contado se arrependeu dos seus pecados (Lc. 22.37; Mt. 27.38). Um ladrão percebeu que estava diante de um Rei, e clamou para que fosse lembrando no Reino de Cristo (Lc. 23.35-43). Ainda hoje Jesus atrai para SI aqueles que se encontram nas condições mais deploráveis (Mt. 21.28-32).

3. A MORTE DE JESUS E A VONTADE DO PAI
A morte de Jesus não foi apenas um fato na dimensão horizontal, envolveu uma transação vertical, retratada com maestria por Isaias (Is. 53). Cristo não tinha pecado, mas fez-se necessário que Ele morresse a nossa morte, para a salvação dos nossos pecados. Ele foi feito pecado por nós, por esse motivo as trevas envolveram a cruz (II Co. 5.21). A própria natureza partilhou dos efeitos daquela situação, o clamor de Jesus retomou a declaração do salmista: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Sl. 22.1; Mc. 15.33; Mt. 27.45,46). Ao final Jesus clamou em voz alta: “Está consumado” (Jo. 19.30), pois na cruz Ele cumpriu o propósito divino da salvação (Jo. 17.4). Por isso quando Ele entregou o espírito ao Pai, como um ato voluntário, o véu do templo se rasgou de alto a baixo (Mc. 15.38). De modo que, a partir de então, temos livre acesso à presença de Deus (Hb. 4.6), e pela fé podemos nos achegar, e chamá-LO de Pai (Gl. 4.6). Lucas registra ainda que: 1) o centurião reconheceu que Jesus era o Filho de Deus (Lc. 23.47); 2) os expectadores deixaram o recinto, pois queriam ver apenas o show (Lc. 18.3); e 3) as mulheres permaneceram no local, partilhando a dor do Senhor (Lc. 24.22). Diante dessas reações, a pergunta crucial parece ser: como as pessoas reagem diante da morte de Jesus? Esse é o critério a respeito do qual é possível determinar a ortodoxia ou heterodoxia de uma crença. Se Jesus foi apenas um grande iniciador religioso, se a Sua morte não teve significado espiritual, então é vã a nossa fé. Mas pelo testemunho do evangelho temos a convicção que a morte de Jesus não foi um episódio casual, naquele ato Deus estava reconciliando os pecadores, isso porque Aquele que não conheceu pecado se fez pecado por nós (II Co. 5.21).

CONCLUSÃO
Por que Cristo morreu? Essa pergunta tem sido feita ao longo da história do pensamento teológico, e muitos pensadores querem trazer uma resposta razoável. A fundamentação bíblica destaca a caráter vicário e expiatório da morte de Jesus. A Sua morte foi o sacrifício perfeito pelos nossos pecados (Cl. 1.22;I Pe. 1.19). De modo que somos salvos não pelas nossas obras, mas pelo sacrifício de Jesus na cruz do calvário (Ef. 2.8,9), por meio do qual fomos reconciliados com Deus (II Co. 5.5).

BIBLIOGRAFIA
MARSSHALL, I. H. Luke: historian and theologian. Downers Grove: IVP, 1998.
WEIRSBE, W. W. Luke: be courageous. Colorado Springs: David C. Cook, 1989.

EBD 2º TRIMESTRE LIÇÃO 11: A ÚLTIMA CEIA





Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD







Texto Áureo: I Co. 5.7  -  Leitura Bíblica em Classe: Lc. 22.7-20



INTRODUÇÃO
A celebração da Santa Ceia sempre teve um lugar especial como memorial da morte e ressurreição do Senhor. Na lição de hoje estudaremos a respeito da instituição desse evento para a fé cristã. Inicialmente refletiremos a respeito das orientações de Jesus quando a essa celebração. Em seguida, nos voltaremos para as advertências paulinas, no contexto da igreja de Corinto. E finalmente, deixaremos instruções práticas quanto ao procedimento apropriado na celebração da Ceia do Senhor.

1. O ENSINAMENTO BÍBLICO DA CEIA DO SENHOR
A celebração da Ceia foi uma das ordenanças deixadas pelo Senhor (Mt. 26.26-30; I Co. 11.23-25). Os discípulos poderiam se envolver com outras atividades e esquecerem o principal, o valor da morte e ressurreição de Cristo. Por isso, para eles, bem como para nós hoje, a Ceia tem um significado rememorativo. Os elementos da Ceia – o pão e o cálice – são símbolos do sacrifício do Cordeiro de Deus para a nossa salvação (formas figuradas como em Jo. 15; 10.9; 6.35). O pão representa o Seu corpo (I Pe. 2.22-24) e o cálice simboliza o sangue do Senhor (Mc. 14.24). A Ceia deve ter observação contínua (Lc. 22.14-20) como o fizeram os primeiros discípulos (At. 2.42; 20.7; I Co. 11.26). Mas é preciso que haja atenção em relação ao significado dessa celebração, o descaso e a irrelevância dada à Ceia são pecados graves com consequências trágicas (I Co. 11.30). Recomendamos, por ocasião da Ceia do Senhor: 1) sinceridade na apreciação (Lc. 22.17-19); 2) autoexame em reconhecimento dos pecados (I Co. 11.27-29); 3) comunhão com os irmãos (I Co. 10.16-17); e 4) esperança quanto à manifestação do Senhor, no dia que Ele vier (I Co. 11.25,26). A Ceia do Senhor, por conseguinte, aponta para o passado – lembrança da morte e ressurreição de Cristo; o presente – todas as vezes que o fazemos demonstramos nossa identificação com Cristo; e futuro – antecipamos escatologicamente o dia em que celebraremos novamente, com Cristo. A celebração da Ceia remete aos tempos antigos, na instituição da páscoa judaica, o pasah ou “passar por cima”, episódio em que os israelitas foram salvos da mortandade no Egito (Ex. 12.13). Os israelitas continuaram celebrando a páscoa como um ritual (Dt. 16.1-4), como tipo do Cordeiro de Deus que haveria de vir para tirar o pecado do mundo (Jo. 1.29; I Co. 5.7).

2. A CELEBRAÇÃO DA CEIA EM CORINTO
Com base em I Co. 11.21, depreendemos que, em Corinto, a Ceia não era uma refeição simbólica apenas, como acontece em nosso meio nos dias atuais, mas uma refeição de verdade. Fica claro também pelo texto que cada um dos participantes levava uma porção de comida que era compartilhada uns com os outros. Mas em razão dos partidarismos na igreja, os grupinhos se formavam também para comer. Uns comiam primeiro, outros depois, tudo se fazia para evitar contatos. Paulo não tinha motivos para elogiar a igreja por essa desunião e falta de controle (v. 17), pois, além das divisões, havia aqueles que tinham mais condições (v, 18), levavam muita comida e bebida, exageravam, enquanto que outros ficavam com fome, numa nítida demonstração de segregação social e financeira. Comiam antes que os outros chegassem, principalmente os escravos que não podiam chegar mais cedo. Como consequência, o Apóstolo chama a atenção dos crentes de Corinto para que não se apropriem indignamente da ceia do Senhor. Essa indignidade, pelo contexto da passagem, não é prioritariamente moral, antes uma ausência de discernimento quanto ao significado do corpo e do sangue do Senhor (v. 27). Antes de se apropriar dos elementos da Ceia, é preciso que o crente examina-se, veja quais são suas reais intenções na participação do pão e do cálice (v. 28), e, principalmente, do seu lugar no Corpo de Cristo (v. 29), quando isso deixa de ser uma regra, o resultado é a morte tanto espiritual quanto física (v. 30-32), portanto, se tão somente para comer, que o faça em casa, pois a celebração da ceia não é apenas comida e bebida (v. 33,34).

3. ORIENTAÇÕES PRÁTICAS PARA A CEIA DO SENHOR
Algumas igrejas deixam de dar a Ceia do Senhor o valor devido. Como nos dias dos crentes de Corinto, testemunhamos uma banalização dessa ordenança. É preciso ter cuidado, pois por causa disso existem muitos fracos e doentes, e até alguns que dormem. Uma igreja genuinamente evangélica celebra a Ceia observando os seguintes princípios: 1) que a Ceia é uma ordenança do Senhor (24,25); 2) que se trata de um memorial divino (v. 24,25); 3) que anuncia, profeticamente, a vinda do Senhor (v. 26); 4) que deve ser precedida de um autoexame a fim de identificar a real motivação da celebração (I Co. 11.25); 5) para tanto, o cristão precisa discernir o valor espiritual da celebração da ceia (v. 29); 6) deva ser um momento de gratidão a Deus em reconhecimento pelo seu gracioso amor em Cristo (v. 24); 7) deve ser restrita aos discípulos de Cristo (Lc. 22.14); 8) trata-se de um momento de profunda devoção e solene louvor ao Senhor (Mt. 26.30). No ato da celebração da ceia os cristãos têm a oportunidade de refletir a respeito do significado da mensagem da cruz de Cristo. Não somos merecedores de participar desse evento, conforme lembrou Calvino, graças a Cristo nos tornamos dignos de nos aproximar da mesa. Não são nossas credenciais morais que nos fazem aptos para celebrar a ceia. Os coríntios pecavam na celebração porque não “discerniam” o corpo e o sangue do Senhor. Isso não apoia a doutrina da transubstanciação (os elementos se transformam no corpo e sangue de Cristo), muito menos da consubstanciação (os elementos unem-se às moléculas da carne e do sangue de Cristo), antes reforça a natureza simbólica (emblemática), e memorial dessa celebração. É importante ressaltar que existem muitos que tomam o pão e o cálice indevidamente, sem saber o que estão fazendo. Esses estão lançando Cristo ao vitupério, crucificando novamente Aquele que morreu pelos pecadores.  Durante a Ceia temos também a oportunidade de nos identificarmos com todos os cristãos, de todos os tempos e épocas. Com eles, assumimos que fomos redimidos pelo mesmo sangue, que foi derramado na mesma cruz, e pelo mesmo Cristo.  

CONCLUSÃO
Se atentarmos para I Co. 11.25,26, concluiremos que a celebração da Ceia do Senhor aponta tanto para o passado quanto para o presente e o futuro. Em relação ao passado, ela é um memorial da morte de Cristo na cruz do Calvário, para redimir os pecados dos crentes. No presente, é um ato de renovação da comunhão com Cristo, bem com os demais membros do Corpo (I Co. 10.16,17). Quanto ao futuro, anuncia o dia da manifestação do Senhor quando estaremos com Ele em corpos glorificados (Mt. 8.11; 22.1-14).

BIBLIOGRAFIA
MARSSHALL, I. H. Luke: historian and theologian. Downers Grove: IVP, 1998.
SANTOS, R. R. dos. A Santa Ceia. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

domingo, junho 14

1ª NOITE DE LOUVOR E ADORAÇÃO CONFIRA COMO FOI !!!


A AD em serra do Mel, realizou na noite do ultimo Sábado a 1ª noite de louvor e adoração, com o objetivo de exaltar e engrandecer o nome do senhor e angariar fundos para a realização da 2ª cruzada serra do mel para cristo. A umadesm agradece a toda a mocidade que se empenhou para que tudo acontecesse e a todos os irmão que compareceram. O evento foi um sucesso para gloria de DEUS.



















segunda-feira, junho 8

1ª NOITE DE LOUVOR E ADORAÇÃO




Paz do Senhor Povo de DEUS . . .

A União da Mocidade da Assembleia de DEUS em Serra do Mel ( UMADESM ), convida a Todos para mais uma noite especial desta feita, estaremos realizando a 1ª NOITE DE LOUVOR E ADORAÇÃO, que sera realizado em nossa igreja sede na vila Rio Grande do Norte no dia 13 de junho, próximo sábado a partir das 19:00hs , teremos muitos louvores com a nossa mocidade e cantores convidados, uma poderosa palavra de edificação para todos nós, e também estaremos com varias novidades para angariarmos fundos para a realização da nossa 2ª Cruzada Serra do Mel para Cristo, a cantina da Umadesm estará com novidades como espetinhos, batata fritas, cachorro quente, alem de tortas, pizzas e muito mais. Será uma noite de muito louvor, adoração e com a Palavra de Edificação para sua vida.

Então conto com a presença de todos . . .

Compartilhem e divulguem esse evento

sexta-feira, junho 5

EBD 2º TRIMESTRE LIÇÃO 10: JESUS E O DINHEIRO






Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD








Texto Áureo Lc. 18.24  – Leitura Bíblica  Lc. 18.28-24




INTRODUÇÃO
O dinheiro ocupa papel primordial na sociedade contemporânea, mas nem sempre os cristãos estão atentos aos seus riscos. Por isso, na aula de hoje, estudaremos a respeito do dinheiro na cosmovisão de Jesus. É preciso ter cuidado, para não adotar pressupostos humanos, pensando que esses são cristãos. Inicialmente destacaremos o papel do dinheiro no contexto do consumismo capitalista. Em seguida, nos voltaremos para a percepção bíblica do dinheiro, com base no Novo Testamento. Ao final enfatizaremos um estilo de vida genuinamente cristão, alicerçado na doutrina do contentamento.

1. O DINHEIRO NO CONTEXTO DO CONSUMISMO
O homem moderno é produto da sociedade capitalista e tecnológica que o conduz ao consumismo. Nesse contexto, o ter acabou se tornando mais importante do que o ser, de modo que as pessoas são avaliadas não pelo que são, mas pelo que têm, e, às vezes, não pelo que possuem, mas pelo que aparentam que possuem. A propaganda é o meio que divulga os ideais consumistas, as pessoas são incitadas, a todo instante, a adquirem mercadorias que não precisam para satisfazerem não a si próprias, mas às exigências dos outros. Como resultando dessa lógica, muitos estão entrando pelo caminho do endividamento, indo além das suas capacidades de pagamento. O meio ambiente também está padecendo, tendo em vista que o mercado está disponibilizando cada vez mais produtos descartáveis, os quais, quando não são reciclados, demandam maior necessidade de matéria-prima, e, por sua vez, comprometem a saúde do planeta. A lógica consumista está moldando as atitudes do homem moderno de tal modo que o ser humano finda sendo reduzido à quantidade de quinquilharias que consegue acumular. A ética capitalista, conforme demonstrou Max Weber, tem fundo religioso, e mais especificamente, protestante. Ao invés de investirem no Reino de Deus, e mais especificamente, nos outros, os fiéis transformam o acúmulo em um fim em si mesmo, em alguns casos, como vemos nos dias atuais, sacramentalizam a riqueza e transformam a ostentação em benção divina. A Teologia da Ganância impera de tal modo em algumas igrejas que seus fiéis não buscam mais estar em conformidade com a vontade de Deus, mas a acumularem um patrimônio a respeito do qual possam se gloriar.

2. A VISÃO CRISTÃ EM RELAÇÃO AO DINHEIRO
O apóstolo Paulo alerta que aqueles que desejam obter riqueza caem em “muitos desejos descontrolados e nocivos” (I Tm. 6.9,10). Conforme destacou o Senhor Jesus, ser rico pode se tornar um empecilho para segui-LO, tendo em vista que é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha que um rico entrar no Reino de Deus, o que espantou Seus discípulos, os quais, ao que tudo indica, pensavam de acordo com a teologia da benção material (Mt. 19.24,25). Os pobres, ao contrário do que acreditavam Seus discípulos, e os adeptos da famigerada Teologia da Ganância, são objeto do interesse divino (Mt. 5.1-12). Enquanto muitos buscam confiança nas riquezas, e tantos outros, fazem tudo para tê-las, utilizando até de meios escusos, Jesus chama a atenção para o “engano das riquezas” (Mt. 13.22). Aqueles que supervalorizam o dinheiro deveriam ler mais os evangelhos, pois Jesus é categórico ao reprovar o acúmulo de tesouros na terra (Mt. 6.19-21). O interesse do Senhor é que acumulemos tesouros no céu (Mt. 6.10), e que coloquemos em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça (Mt. 6.33). Os adeptos da teologia da ganância buscam aproximação com os ricos, justamente o contrário de Jesus que se aproximava dos pobres (Lc. 1.51-53; 14.12-14). Até mesmo a corrupção tem sido naturalizada em determinados arraiais, contrariando o ensinamento de Jesus, especialmente no que tange à coisa pública (Lc. 3.11-14). Zaqueu é um exemplo de alguém que lidava indevidamente com os bens públicos, mas que ao ouvir o evangelho de Jesus, decidiu mudar seu modo de vida (Lc. 19.8,9). A riqueza é perigosa porque o seu poder está relacionado a uma divindade, Mamom, que é rival de Deus (Mt. 16.33), aqueles que adoram a esse deus são chamados por Jesus de insensatos (Lc. 12.16-21). As palavras de Paulo, ao jovem pastor Timóteo, servem de alerta a todos os cristãos, em especial à liderança: “os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição” (I Tm. 6.9), por isso, o líder da igreja não deve ser “apegado ao dinheiro” (I Tm. 3.3) e os diáconos não podem ser amigos de “lucros desonestos” (I Tm. 3.8).

3. O DINHEIRO E O CONTENTAMENTO
A vida cristã não é orientada pelas circunstâncias, tendo em vista que somos desafiados, a todo o momento, a vivermos acima delas. Paulo nos ensina a viver contentes, a não nos deixarmos solapar pelas vicissitudes existenciais, a cultivar o contentamento. Mas esse não é algo que se consegue do dia para a noite, é resultado do fruto do Espírito (Gl. 5.22), uma alegria que não se deixa abalar mesmo quando tudo conspira contra nós. Diz o Apóstolo: “Não digo isto por causa de necessidade, porque já aprendi a contentar-me com as circunstâncias em que me encontre” (Fp. 4.11). O contentamento é resultado do aprendizado, e muitas vezes, com provas difíceis, e certamente, com notas baixas. Às vezes, é preciso perder bastante para aprender que é “grande fonte de lucro a piedade com o contentamento” (I Tm. 6.6). A palavra contentamento em grego é autarkes e diz respeito à suficiência, a convicção de ter o que é preciso, a certeza de que o Senhor é o nosso Pastor e que não sentiremos falta de coisa alguma (Sl. 23.1). A certeza de que Deus providencia o que necessitamos, uma satisfação por ter as carências básicas supridas pelo Senhor (I Tm. 6.8; Hb. 13.5). A declaração de Paulo “tudo posso” precisa ser compreendia nesse contexto, não como um amuleto, uma palavra mágica que pode ser utilizada para fazer coisas que estão além da vontade soberana de Deus. O Apóstolo sabia estar diante de Deus em toda e qualquer situação, tal como José que no Egito, na fartura ou necessidade, manteve sua confiança no Senhor (Gn. 45.5; 50.20). Algumas pessoas não sabem passar por necessidades, outras não conseguem lidar com a fartura, mas o cristão maduro, independentemente das circunstâncias, vive para Deus.

CONCLUSÃO
Tiago admoesta aos ricos para que lamentem pelo julgamento que sobrevirá sobre eles por utilizarem irresponsavelmente suas riquezas, para oprimir ao pobre e necessitado (Tg. 5.4-6). Para o mundo, ter dinheiro é sinal de status, e muitos vivem ostentando riqueza enquanto outros padecem necessidade. A igreja do Senhor precisa agir de modo diferenciado, não pode se esquecer dos pobres (Gl. 2.10), e deve estar ciente que a maior riqueza é espiritual. A igreja de Esmirna, que era pobre aos olhos do mundo, foi considerada rica por Jesus (Ap. 2.9). A piedade, e não a riqueza material, é a maior fonte de lucro para a igreja do Senhor (I Tm. 6.5).

BIBLIOGRAFIA
MARSSHALL, I. H. Luke: historian and theologian. Downers Grove: IVP, 1998.
PEARLMAN, M. Lucas: o evangelho do homem perfeito. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

sexta-feira, maio 29

EBD 2º TRIMESTRE LIÇÃO 09: AS LIMITAÇÕES DOS DISCÍPULOS





 Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD







Texto Áureo Lc. 9.40  – Leitura Bíblica  Lc. 9.38-50


INTRODUÇÃO
A cristã está sujeita a altos e baixos, isso porque a condição humana é inconstante. Mas nem todos os cristãos estão conscientes dessa realidade, principalmente os adeptos do triunfalismo. Não existem supercrentes, é o que veremos na aula de hoje, ao analisar as limitações dos discípulos de Jesus. Dentre essas limitações destacamos:  a dúvida e a primazia, os valores invertidos e a necessidade do perdão.

1. A DÚVIDA E A PRIMAZIA
O liberalismo teológico tem incentivado à dúvida, para alguns estudiosos a dúvida é necessária à fé. No entanto, esse não é o posicionamento escriturístico, existem várias passagens bíblicas que censuram a dúvida (Mt. 14.31; 21.21; Lc. 9.41; Tg. 1.4-8). A dúvida faz parte da condição humana, os discípulos duvidaram, não apenas Tomé (Mt. 28.17). A dúvida pode ser explicada como uma condição existencial, e uma demonstração de falta de confiança em Deus, sobretudo na Sua Palavra (Rm. 10.17). Por isso motivo, ao contrário do que postula o neoliberalismo teológico, os cristãos devem assumir que duvidam, mas devem se envergonhar disso, e o orar ao Senhor, pedindo que os ajude nos momentos de incredulidade (Mc. 9.27).  Outra limitação demonstrada pelos discípulos, foi a intenção de ter primazia sobre os demais, debatendo entre eles a respeito de quem seria o maioral (Lc. 9.46,47). A mania de grandeza persegue o ser humano desde a queda (Gn. 3.5). Os discípulos não queriam ser apenas discípulos, eles estavam interessados na posição que teriam no reino. Várias vezes discutiram entre si a respeito desse assunto. Por isso Jesus os repreendeu, certa feita colocou uma criança no meio deles, e disse que quem quisesse ser o maior que fosse como uma delas (Lc. 9.45-50). Em outra oportunidade radicalizou, ao cingir os lombos com uma toalha, e lavar os pés dos seus discípulos (Jo. 13). A mania de grandeza está atingindo muitos ministérios, as divisões são perceptíveis em muitos arraiais evangélicos. O sentido do ministério como serviço está se desvirtuando, a hierarquia eclesiástica está destruindo muitos obreiros. Alguns deles iniciaram bem intencionados, mas não se conformam mais com a posição, há até aqueles que querem ser quase deus.

2. O PERIGO DA INVERSÃO DE VALORES
A inversão de valores entre os discípulos de Jesus é algo preocupante, por descaracterizar o significado do verdadeiro discipulado (Mt. 16.24). Há crentes, e até pastores, que defendem que a riqueza deve ser o alvo primordial do ministério, por causa disso muitos estão indo à ruina (I Tm. 6.10). De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma, o que poderá dar o homem em troca da sua alma? (Mt. 16.26). Muitos vivem demasiadamente ansiosos na modernidade, não consegue mais se satisfazer com o que têm. A doutrina bíblica do contentamento está sendo substituída pela ganância (I Tm. 6.6-8; Fp. 4.10-13; Hb. 13.4,6). Essa busca desenfreada pelo ter está levando até mesmo os cristãos a viveram debaixo da tutela da ansiedade (Lc. 12.22-34). Jesus foi contundente ao afirmar que ninguém pode servir a dois senhores, ninguém pode ser servo do Senhor, e ao mesmo tempo de Mamom, o deus-mercado (Mt. 6.24). Isso porque onde estiver o tesouro do ser humano, ali também estará seu coração (Mt. 6.21). As doenças psicossomáticas, que tem assolado muitas vidas, são decorrentes de um estilo de vida desequilibrado. A modernidade nos tornou consumidores, eternamente insatisfeitos com o que temos, buscando sempre mais, a fim de manter o círculo de um capitalismo selvagem. A alternativa do cristão diante desse estilo de vida é confiar cada vez mais em Deus, depositar sua esperança não nas coisas que são da terra, mas nas que estão no alto (Cl. 3.1,2).

3. A NECESSIDADE DO PERDÃO
Outra limitação dos discípulos de Jesus é a indisposição para perdoar, mas esse sentimento negativo pode conduzir o cristão à destruição espiritual (Hb. 12.15). Inicialmente, é preciso destacar que somos alvos da graça maravilhosa de Deus, Ele nos alcançou quando nós não merecíamos, sendo ainda pecadores, provando Seu amor para conosco (Rm. 5.8). Porque Ele nos amou, devemos também amar nossos irmãos, e expressar esse amor através de atos perceptíveis (Jo. 3.16; I Jo. 3.16). Jesus contou uma parábola a respeito de um homem que devia uma quantia vultoso, cuja dívida foi perdoada, mas esse mesmo homem, não agiu de igual modo a ser procurado por um servo que devia uma quantia menor. Quando soube do ocorrido, o homem que havia perdoado a quantia maior puniu aquele que não fez o mesmo, por não ter agido também com graça (Mt. 18.21-35). O perdão de Deus não tem limites, o número sete não é restritivo na passagem de Lc. 17.3,4, trata-se de uma elaboração metafórica, Jesus destaca a misericórdia de Deus, que não põe limites para perdoar o pecador arrependido. Perdoar os outros, de acordo com Mt. 6.15, é a única condição para ser perdoado por Deus, se alguém pretende ser alcançado pelo perdão de Deus, deve está disposto, mesmo contra vontade, a perdoar os outros. Isso porque não adianta alimentar o sentimento de rancor, isso acarretará em maior mal. Existem pessoas que estão sofrendo desnecessariamente porque ainda não foram capazes de liberar perdão. O perdão dará oportunidade ao outro de seguir adiante, e o mais importante, a nós mesmos dias melhores no Senhor (Is. 40.31).

CONCLUSÃO
Os discípulos de Jesus não são supercrentes, são pessoas comuns que têm suas limitações. Mas esses devem se dedicar à vida espiritual, a fim de não sofrerem as influências negativas dos valores deste mundo (I Jo. 2.15). Como discípulos de Cristo, devemos viver em humildade, considerando sempre os outros maiores que a si mesmo (Fp. 2.3), não se deixando levar pela avareza (II Pe. 2.3), muito menos pela ganância (Tt. 1.11), antes cultivando o perdão, que é uma característica dos seguidores de Jesus (Lc. 23.34; At. 7.60), não esquecendo que sem o Senhor, nada podermos fazer (Jo. 15.5).

BIBLIOGRAFIA
MARSSHALL, I. H. Luke: historian and theologian. Downers Grove: IVP, 1998.
STRONSTAD, R.  The charismatic theology of St. Luke. Grand Rapids: Baker Academics, 2012.

quinta-feira, maio 21

EBD 2º TRIMESTRE LIÇÃO 08: O PODER DE JESUS SOBRE A NATUREZA E OS DEMÔNIOS





Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD





Texto Áureo Lc. 8.25  – Leitura Bíblica  Lc. 8.22-39


INTRODUÇÃO
Em sequência ao assunto estudado na aula passada, destacaremos hoje a atuação de Jesus sobre a natureza e os demônios. A princípio, mostraremos que as forças sobrenaturais existem, não são apenas invenções humanas, conforme defende a filosofia moderna. Em seguida, enfatizaremos que Jesus, o Senhor dos senhores, tem poder sobre os principados e potestades, e que Ele é Aquele a quem a natureza obedece.

1. AS FORÇAS SOBRENATURAIS
O mundo moderno está marcado pelas teorias cientificas, algumas delas decorrentes do racionalismo, produto da mente iluminista. Por causa disso, há aqueles que negam a existência da realidade sobrenatural, até mesmo de Deus. O ateísmo está na moda, as academias tentam dar explicações materialistas para todos os fenômenos. O mundo da Bíblia se tornou estranho para o homem distanciando da revelação. Em seu coração, o néscio diz que Deus não existe (Sl. 14.1), e por causa dessa incredulidade, muitos se entregam à devassidão. Reconhecemos, com base em Os Irmãos Karamazov de Dostoievsky, que nem todos os ateus são imorais, mas suas crenças podem conduzir outros à brutalidade. Não podemos reduzir a realidade à matéria, a natureza não é a única criação de Deus. Ele criou também os anjos, que são espíritos ministradores (Hb. 1.14). Na verdade o mundo visível surgiu do que não é visível, isso é o que nos revela a Palavra de Deus (Hb. 11.1). Em sua Epístola aos Efésios, Paulo adverte os crentes para que estejam preparados para enfrentar uma batalha espiritual, não contra a carne e o sangue, mas contra os principados e potestades das regiões celestiais (Ef. 6.12). Essa luta tem implicações cosmológicas, e teve seu princípio na rebelião de Satanás contra Deus (Is. 14.14), antes da criação da humanidade. Quando Jesus veio para terra, Ele enfrentou os demônios, alguns deles associados a algumas enfermidades (Lc. 4.31-44). O Senhor expulsou muitos demônios que oprimia a vida das pessoas (Lc. 11.14).

2. OS DEMÔNIOS SÃO UMA REALIDADE
Os demônios continuam atuando neste planeta, as pessoas parecem esquecer essa realidade. Como Jesus fez no deserto (Lc. 4.1-13), precisamos também estar preparados para enfrentar as hostes da maldade. Não podemos esquecer que este mundo jaz no maligno (I Jo. 5.19), e que o Deus deste século cegou o entendimento das pessoas (II Co. 4.4). Precisamos, portanto, nos munir com todas as armas espirituais, para resistir no dia mau (Ef. 6.10-12). No Evangelho segundo Lucas a autoridade de Jesus sobre os demônios é atestada em várias passagens (Lc. 4.41; 6.18; 9.42; 10.17,18). Não apenas esse Evangelho, mas toda a Bíblia, confirma a existência de forças sobrenaturais que se opõem ao Reino de Deus (Lc. 11.18). Por outro lado, não podemos fazer apologia ao Diabo, algumas igrejas ditas evangélicas exploram demasiadamente a doutrina dos demônios. Os demônios devem ser expulsos, tal como fez Jesus (Lc. 8.28), a Igreja continua tendo a missão de destruir as obras do Diabo (I Jo. 3.8; Mt. 10.1; Lc. 9.1). Mas nenhuma igreja foi chamada para fazer espetacularização das forças demoníacas. Ainda que essas atitudes deem ibope, não têm respaldo das Escrituras, os excessos podem resultar em escândalo para o Evangelho. Há igrejas que falam mais a respeito do Diabo do que de Jesus. Alguns pregadores, para causar frenesi na audiência, se referem ao demônio nove vezes, a cada dez palavras que pronunciam. A glória deve ser dada a Cristo, Sua cruz deve ser o assunto na pregação (I Co. 2.1-5), diante dEle as hostes satânicas se rendem (Lc. 8.28).

3. O PODER SOBRENATURAL DE JESUS
O poder sobrenatural de Jesus não foi demonstrado apenas sobre os demônios, mas também sobre a natureza. Isso mostra que o Senhor não está limitado às leis físicas, por isso pode ir além delas, não necessariamente contra elas. Um dos seus primeiros milagres, conforme registrado no Evangelho segundo João, foi o de transformar água em vinho (Jo. 2.1-11). Esse episódio não foi uma mágica, ou mesmo um truque como querem suspeitar alguns céticos, mas a atuação do poder do Espírito Santo no ministério de Jesus. Ele também acalmou uma tempestade, causando espanto aos  Seus discípulos para essa manifestação poderosa (Lc. 8.22-25). O poder de Jesus sobre a natureza deve nos tranquilizar em relação ao futuro, sabemos que Ele está no comando das situações, mesmo que não compreendamos. É importante esclarecer que a natureza, no estado atual em que se encontra, depois do pecado de Adão e Eva, carece de redenção (Rm. 8.22). Por esse motivo, testemunhamos de vez em quando algumas catástrofes, que revelam essa condição da natureza. No futuro, quando Cristo vier reinar, a natureza será reestabelecida ao seu estado, não havendo mais terremotos ou enchentes (Is. 11). Jesus demonstrou também aos Seus discípulos o Seu poder sobre a natureza quando andou sobre as águas (Mc. 6.45-52). Na ocasião chamou a atenção dos discípulos para que tivessem fé a fim de que os milagres acontecessem. Os dons espirituais, inclusive o da fé para realizar maravilhas está à disposição dos crentes, faz-se necessário que eles deem o devido valor.

CONCLUSÃO
Poderíamos elencar muitos outros milagres realizados por Jesus, que comprovam sua messianidade, sobretudo o domínio sobre a natureza. Ele multiplicou pães (Mt. 15.32-38), secou uma figueira (Mc. 11.11-14,20-25), possibilitou uma pesca maravilhosa (Lc. 5.1-11), entre outros. A realização desses milagres, e o poder de Jesus sobre os demônios, inspiram nossa confiança, e reconhecimento que Ele tem todo o poder no céu e na terra (Mt. 28.18). Podemos então descansar diante das adversidades da vida, sabendo que o Senhor está no comando do barco.

BIBLIOGRAFIA
MARSSHALL, I. H. Luke: historian and theologian. Downers Grove: IVP, 1998.
STRONSTAD, R.  The charismatic theology of St. Luke. Grand Rapids: Baker Academics, 2012.
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